quarta-feira, agosto 27, 2008

Três horas

Três lindas horas passei eu mais a minha rica mãezinha na Loja do Cidadão do Odivelas Parque.
E para quê?, perguntam vossas mercês.
Hum...bem...no final das contas...para nada.
Não nos serviu de rigorosamente nada estarmos ali desde as 10.40h da manhã.
"Ah e tal e se não tem o nº de beneficiário não lhe posso ajudar..."
O que realmente interessa é que depois de todo um dia de correrias já tenho o meu papelito que diz que estou à espera do meu Cartão Europeu de Seguro de Doença...e que assim já estou autorizada a ser violentemanete atacada por qualquer bicho, vírus, furacão estrangeiro.
Nos entretantos...calmamente...Taizé espera-me.

terça-feira, agosto 19, 2008

Cócoras

Um dia eu fujo. Fujo. Corro; corro até não poder mais. Viverei num mundo pintado a tinta-da-china. .......... Tinta-da-china preta, oh sim, preta. .................. Levo comigo a minha tinta-da-china branca e o meu pincel, e assim posso brincar às bonecas. ....................... Um jogo que só eu conheço, e que mais ninguém pode jogar. Ou será que sou sozinha? ............................ … ....................................................... Um mundo onde eu não duvido nunca: ou é preto ou é branco. ................................................. Mas só não duvido quando eu não quiser duvidar. ....... Sim, quem diz que eu não duvido quando me apetece? ..... Se eu quiser a tinta é verde e ninguém tem nada com isso! Ninguém tem nada com isso se ninguém quiser jogar! ...... Ou será que sou sozinha? ............................. … ....................................................... Um dia pego em ti e fugimos os dois.

sábado, agosto 16, 2008

Santa Cruz

Um cartão do metro, dois bilhetes de autocarro, e 'bora lá.
Como sabe bem ter amigos com quem partilhar as coisas! Aprendi que a distância pode ser saudável: obriga-nos a aproveitar melhor o tempo quando estamos juntos.
A cada encontro, um convite: não nos perderemos de vista!

quinta-feira, agosto 14, 2008

Yummy...

Apresento-vos a minha obra prima de hoje!
Lá está, são os truques femininos que eles nunca terão; e este, certamente o melhor exemplo deles: arear os tachos! (Neste caso, talvez a forma...)
Eu nem sequer gosto muito de chocolate em bolos, mas hoje apeteceu-me!... Quem quiser um bocadinho, não hesite: a campainha daqui é já ali! :)

quinta-feira, agosto 07, 2008

Saldos

É tão bom encontrar uma loja com eles generosos!!
Hoje, foi a vez da Alta Roda, uma das minhas lojas favoritas. É em Campo de Ourique, e parece que é uma das lojas de eleição do Jet-7 lisboeta... Tem peças que, sinceramente, nunca me imaginaria dentro daquilo (como, aliás, qualquer dos vestidos da foto)... Mas encontro sempre coisas de muito boa qualidade, ao meu estilo, e tenho um atendimento verdadeiramente personalizado e prazenteiro. Conhecem-me e sinto que estou quase entre amigos. Assim que chego, "Ai, ainda bem que viestes. Tenho aqui uma peça que vais a-do-rar!"... Adoro vestir e trocar e experimentar, mesmo que saiba que não vou levar, e ninguém lá se importa com isso! É um autêntico antibiótico!! O único grande problema da Alta Roda é o preço. Mas hoje, está quase tudo a 50% de desconto, e foi mesmo para afogar a crise! :D
Gajas nas compras...é o que dá!

terça-feira, julho 22, 2008

Morri-te-me.

Faleci. ........................................................................................... E tu comigo. .................................................................................. Guardamos as mesmas noites. ....................................................... Irrepetíveis, inesquecíveis, irrepreensíveis, intransmissíveis. .............. Levamo-las connosco para onde quer que vamos quando falecemos.. São o pouco que levamos.......................................................... Mentira: eu levo ainda a culpa, tu levas ainda a dor. .......................... De resto, vamos juntos. .............................................................. Por ruas escuras, dos teus olhos escuros, que vagueiam ainda, desabituados, dentro dos meus. ................................................... Ruas que sobem onde nos levam nossos passos........................... (Mas somos, ainda assim, falecidos.) ..................................... Passos incertos, passos concretos. .............................................. A caminho de onde chegarmos.

sábado, julho 12, 2008

200º Post

Lá estavas tu, tal como num sonho.................................................. Cabelo teimoso, pele a renovar, barba por fazer............................ Choveu. Tal como num sonho......................................................... Um espirro contra o sol, que já lá vinha de novo........................... As minhas costas contra as tuas costas.......................................... As tuas peúgas contra as minhas peúgas....................................... O nosso abraço contra todas as palavras....................................... Então vem, vamos dançar este silêncio........................................ Olá...

quarta-feira, julho 09, 2008

Ora bem...

Como nós, gente de cidade, nos esquecemos tão facilmente de como sabe bem ter árvores bem altas para fazerem uma sombrinha perfeita, mesmo à nossa medida...
Uma tarde bem passada, esta, sim senhora!
Trocávamos o cheeseburguer por um peixinho grelhado, e era perfeito.

sábado, julho 05, 2008

sombra.

A sombra é, realmente, qualquer coisa de espectacular.

Há muito que me apaixonei por ela. Tenho um amigo que a associa a um melhor amigo que está sempre lá, vigiando nossos passos. Que a ele a sombra faz lembrar um irmãozinho mais novo para quem somos fascinantes. Mas eu vou mais longe. Para mim ela é a única prova palpável de que podemos ser maiores do que nós. A sombra...é a imagem real e concreta de nós mesmos. Sabe reduzir-se e ser mínima, pode crescer e ser incalculável. Nós somos mais que nós mesmos quando damos sem reservas, por exemplo; e assim somos maiores do que o pequeno eu que conhecemos. Porque existimos no outro, no próximo. Então nós crescemos de tamanho. Ocupamos mais espaço no mundo. E a nossa sombra pode ser maior que o nosso corpo. Por isso digo que é a representação. A prova palpável. Quando me dedico ao meu amigo, ao meu próximo, deixo um bocadinho de mim nele. E ele tem-me. Ele conhece-me e por isso tem uma opinião sobre mim. Essa opinião também é uma definição de mim, certo? Então, se eu conseguisse juntar tudo o que todas as pessoas que conheço pensam de mim...saberia o tamanho exacto que ocupo no mundo, verdade? MENTIRA! Porque eu levo os meus cães à rua todos os dias, e quando eu não apanho o cocó, os homens que estão no café em frente ao jardim ficam a pensar muito mal de mim, e eu não os conheço. Mas eles também têm uma definição de mim. Aquele também é espaço que eu ocupo. E a única coisa física que se estende com esta rapidez é a sombra.

Projecta tu, na tua imaginação, uma luz, a luz mais forte que conseguires, para o teu corpo. Que o jacto de luz descreva uma linha vertical em relação ao chão. Não tens sombra, ou tens muito pouca, não é? Se pudesses fazer com que essa luz se movesse de maneira a passar a descrever uma linha horizontal, a tua sombra cresceria a uma velocidade alucinante, e não poderia acabar, porque a Terra é redonda. Na teoria, a tua sombra seria projectada no espaço.

A sombra é, para mim, o retrato físico mais fiel de nós mesmos. Tem lá tudo. Tudo o que somos, tudo o que fomos. E está sempre actualizada!

Gostava tanto de conseguir, como o Peter Pan, apanhá-la...a minha, claro. Teria tanto para lhe perguntar...

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[to be continued]

Ao Hugo Sousa e ao Rui Coelho, amigos como deve ser!

quarta-feira, julho 02, 2008

Melhor Amiga

Parabéns, minha lindona!!
Que sejas sempre a menina que conhecemos!
Que cresças de modo a que cada momento seja um passo firme a caminho de Cristo!
Completas-me!
Elucidas-me!
Levas-me!
Surpreendes-me!
Compreendes-me!
Acompanhas-me!
És-me!
Beijo nessa testa, desta feita virtual...!

terça-feira, julho 01, 2008

24 XPTO : mais que um fim-de-semana

Como dizia lá no site, foram 24 horas em que, no encontro com Cristo, nos pudémos encontrar connosco próprios, e com centenas de outros que quiseram ser XPTO. O 24 XPTO foi um acontecimento para todos os jovens, querendo festejar:

o início do ano Paulino, convocado por Bento XVI;

os 30 anos de bispo do Senhor Patriarca, estando com ele;

as ordenações sacerdotais da nossa diocese.

Foram 24 horas de verdadeira comunhão, de verdadeira partilha, foram 24 horas em que vivemos e testemunhámos Cristo nas nossas vidas. Tudo começou na Sé de Lisboa, às 18 horas de sábado, onde nos reunimos com o cardeal Patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo, que respondeu às nossas perguntas com um sentido de humor que surpreendeu muitos. Jantámos no chão de Lisboa, junto à Igreja de S. Nicolau, e partindo daí, caminhámos nas pegadas de Paulo, o último dos apóstolos. Caminhámos por Lisboa: passámos por Santos, pelas Docas, com as nossas velas, com os nossos cartazes, com as nossas orações, e vencemos todos os olhares e comentários de desaprovação que nos foram atirados pelo caminho. Por onde passávamos íamos parando o trânsito: íamos a caminho de Cristo, creio que tudo o resto podia esperar.

Muitos não chegaram a dormir: a adoração durante a noite era bem mais importante. Estávamos quentinhos, no Mosteiro dos Jerónimos, e a animação era feita por vários grupos de jovens da Diocese de Lisboa. No domingo de manhã começaram as viagens missionárias. Só posso falar da minha: O Anúncio na Cidade. Foi-nos dado um cartão 7 Colinas, para que pudéssemos deslocar-nos por Lisboa, e confiada a missão de evangelizar na rua. Vinte e poucos adolescentes juntos, evangelizando na estação do Cais do Sodré, em sintonia com as outras centenas que evangelizavam com a mesma força - chamada Cristo - noutros pontos da cidade.

O encontro acabava com as ordenações sacerdotais, também no Mosteiro dos Jerónimos, mas creio que nenhum de nós acreditou que o XPTO acabava ali, de facto. Penso que soubemos, a determinada altura, que iríamos repetir os mesmos gestos e ser invadidos pelo mesmo Espírito ao longo da nossa vida.

sábado, junho 28, 2008

Que faisons-nous pour sauver la planète?

Aqui há uns tempos, a minha stora de Francês fez-me esta pergunta. Esta é a tradução da minha resposta.
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Nós já fizemos tudo para salvar o planeta, não vale a pena fazer mais nada.
Nós já destruímos – e fizemos desaparecer – milhares e milhares de espécies animais e vegetais. Elas não poderão voltar, nunca mais. Ninguém as voltará a ver. Ninguém as poderá sentir, nem sequer imaginar.
Nós já destruímos o equilíbrio frágil dos ecossitemas - somente as ratazanas e baratas progridem sem problemas. Nós já contaminámos irreversivelmente os oceanos. As marés negras, o lixo industrial, os desperdícios químicos continuam a ser sistematicamente depostos no nosso caixote-de-lixo preferido. Nós já pusemos em órbita toneladas e toneladas de aço que, um dia destes, ainda hão-de começar a cair-nos em cima da cabeça (o Astérix tinha razão !).
Nós até já triunfámos na difícil tarefa de destruir a camada de ozono, nas regiões mais longínquas da atmosfera. Mais nada a dizer ! Não podemos desculpar-nos com a ignorância ou a falta de aviso ! E é por isso que podemos afirmar , sem a mínima dúvida : já fizemos tudo para salvar o planeta.
Hoje mesmo, alguns ainda tentam adiar o extermínio desta raça culpada. Insistem em pequenos gestos que – segundo eles – farão a diferença. Falam de reciclagem, da protecção das espécies, da economia de água, de energias alternativas - sem risco de poluição para o planeta... Mas é esta mesma raça viciosa quem o destrói, é esta mesma raça venenosa quem consome o oxigénio e produz dióxido de carbono.
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Eu acredito : ele será salvo , o nosso planeta.
Infelizmente, sem nós.
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E viva a Largartinha, que me fez voltar a pensar neste assunto e neste texto.

quarta-feira, junho 25, 2008

Receita Para Fazer Um Herói

Aos verdadeiros heróis da minha vida.
Como começava Reinaldo Ferreira, "Tome-se um homem (...), como nós, e em tamanho natural." Reconheça-se-lhe a vontade de lutar. Não obrigatoriamente por si, ou sequer por algo em concreto, mas a vontade de lutar por algo realmente desejado. Não obrigatoriamente algo nobre, ou sequer algo correcto, mas algo incrivelmente desejado.
Descortine-se-lhe a humildade com que nos fala, a voz com que nos aquece, o calor com que nos acolhe, o olhar com que nos abraça, os braços com que nos acalma.
Outros cozinheiros tirar-lhe-iam a mesquinhice, a casmurrice com que tantas vezes actua. Porém, eu acredito que o herói precisa de o ser por inteiro. (Aliás, sem estes importantes elementos, em vez de um herói, teríamos uma escultura perfeita, um boneco bonito, um fantoche grego.)
Polvilhe-se com tudo o que estiver à mão e nos parecer característico: valores morais, cabelos indisciplinados, rugas nos cantos dos olhos, muita instabilidade, mãos ásperas, uma gargalhada cheia e sonora...talvez uma pitada de barba por fazer e uma cabeça de vento...
Para finalizar, junte-se-lhe a fonte da força - que é o mesmo que dizer o ponto fraco - , a âncora daquela vida levada ao sabor do vento...: a família ou aqueles amigos ou aquele(s) hábito(s) que tem desde que se conhece, ou tudo junto.
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Forno bem quente.
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Serve-se como calhar.

domingo, junho 22, 2008

Dói(s)-me.

Saber que tudo vai acabar não tarda.
Saber que em breve estaremos distantes e autónomos e não teremos nada que ver um com o outro.
Saber que vou guardar tudo numa caixinha, numa gaveta, num envelope, para voltar a pegar num amanhã que virá muito depois.
Saber que não posso parar agora, que ainda está tudo na mesma, e que terei de continuar sozinha, em frente, e que a minha frente a partir de agora não é a mesma frente que a tua.
Perguntar-me se alguma vez foi.
Perguntar-me se alguma vez olhámos o mesmo ponto, buscámos a mesma meta, sonhámos o mesmo horizonte.
Perguntar-me se valeu de alguma coisa.
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Esperar.
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O momento em que não vou querer olhar para trás, para não doer mais.
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Sonhei…
-- Tenho de ir, agora.
- Sim. Leva juízo.
-- Algum.
- Hum, gosto muito de ti.
-- Er…vou ver se passo cá de visita.
- Ok. Vai lá.
-- Txau.
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Não sabia que se podia sentir a partida e a falta de alguém que ainda não partiu e ainda está presente. Mais uma coisa que aprendi.
Confesso: nunca sonhei que viesses a importar-me tanto…

terça-feira, junho 17, 2008

Gerês.

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Um lugar onde a própria paisagem me enchia. Não só me envolvia, como num abraço de amigo, como me enchia de facto, infundindo em mim todo o espírito de natureza, de frescura, de liberdade, de vitalidade...
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Um lugar onde nunca estávamos cansados, mas que convidava a sentar...
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Apetecia ficar ali.
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E voltar, de novo...voltar sempre!
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Sentar e ficar a observar os bichos, as plantas, ouvir as cascatas, respirar o ar limpinho...
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Um lugar onde a natureza se impõe, e o homem se reduz a si mesmo para contemplar o grande mistério e perfeição da Criação.

sábado, junho 14, 2008

Empty Place

Não, nós sabemos que nunca vamos dizer tudo. O tempo ensinou-nos que há sempre algo que ainda pode ser dito. Há sempre algo que fica por dizer. Por vezes, a parte mais importante é aquela que não dizemos.
Então deixamos...como que um lugar vazio, em vez daquilo que poderíamos ter dito. Às vezes, só nós sentimos esse vazio, por termos guardado para nós o que queríamos dizer. Outras vezes, quem não ouviu o que nós não dissemos também sente que poderíamos ter dito mais, ou outra coisa. E aí, o vazio é partilhado.

foto emprestadada - salvo erro - daqui

segunda-feira, junho 09, 2008

M.A.

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Costumamos dizer que não vale a pena dizer nem falar sobre o que sentimos uma pela outra, porque o que sentimos uma pela outra é indizível.
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Costumamos dizer que não precisamos de dizer o que sentimos uma pela outra, porque a outra já sabe tudo o que poderíamos inventar para dizer.
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Costumamos dizer que não vamos dizer o que sentimos uma pela outra, porque se o disséssemos uma vez que fosse, o que sentimos seria banalizado.
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Falamos, falamos, falamos...difícil é estarmos caladas. Mas sinto que contigo eu falo, de facto. Eu não só falo, como converso. São conversas de gente.
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Eu gosto de quem sou quando estou contigo.
Mais do que isso, nunca poderia pedir...
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És tudo.
Completas, Ruth Graça.
Completas tudo.
És o fim do meu princípio.
És maior que eu e caibo inteira no teu abraço.
És inteligente e sabes discutir.
E sabes estar e falar e Crer.
És o Nesquik para o meu leite branquinho... :)
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Através dos tempos, através dos choros, através das noites, através da vida e das dúvidas e das aventuras...sempre: Melhores Amigas.

terça-feira, junho 03, 2008

Será que sabemos?

Em toda a nossa juventude procuramos dizer "eu sei". E repetimo-nos..."eu sei", "eu sei", "eu sei". Chegamos a um ponto em que em vez disso, dizemos "eu sei, desta vez eu sei". Mas passados tantos anos em cima desta terra, onde andamos de um lado para o outro, ainda não sabemos como é que ela gira. Um dia ainda vamos saber que não saberemos nunca. "La vie, l'amour l'argent les amis et les roses On ne sait jamais le bruit ni la couleur des choses C'est tout que je sais! Mais ça, je sais!" Jean Gabin - Maintenant Je Sais

domingo, junho 01, 2008

Ao Pedro:

Antes de mais, sê bem-vindo!
Que tenhas uma vida feliz e recheada, que vivas sempre entre aqueles que te amem, que sejas sempre querido e desejado, que cresças saudável, em estatura, em sabedoria e em graça, e que não dês muitas dores de cabeça (só algumas...).
Tenho de te contar: assim que a tua mãe me disse que nasceste, tive mais uma razão para gostar bué de ti: nasceste à mesma hora que eu!! Repara só: o teu nome é o meu favorito, nasceste - como eu - na Primavera, tens dois pais que eu tenho por pessoas fantásticas, tens imensa gente ansiosíssima por te conhecer e ver crescer (a começar por mim, claro!), tens uma mana linda que vai ganhar imenso juízo contigo por perto...tens tudo a teu favor!
Vais agora, e por muito tempo, partir à descoberta deste mundo tão grande e estranho onde se tem frio e calor e fome e diarreia e banhos e barulhos e onde já não és só tu e o teu líquido amniótico dentro daquela que mais te quer e mais te ama...
Vais agora, e por muito tempo, começar a usar os teus olhos, depois a boca, depois as mãos, depois os pés, depois todo o teu corpo, depois o teu coração, e logo a tua mente vai aprender a comandar tudo isto...
Hoje és um filho, um neto, um sobrinho, um mano, um primo.
Um dia serás tudo isso e muito mais.
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Manda um grande beijo à mãe linda que tu tens, sim?
Anita
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Post Scriptum: FELIZ DIA DA CRIANÇA!!