eu e os meus pijamas
Um blog acerca da concordância entre o pensamento e o objecto do pensamento. Por meio de tentativas, erros e silogismos parvos, usando de alguma dialéctica, muita metafísica e muito pouco distanciamento crítico. O eu não existe. Mas os pijamas sim.
Domingo, Janeiro 15, 2012
Click.
Quinta-feira, Novembro 17, 2011
Cascas
Preocupa-me agora saber se o deserto que há é nova definição ou aquilo que é, necessariamente, quando a definição atinge um patamar aceitável. Porque isso sim, seria muito preocupante.
Há coisas que nascem daqui, sim, mas não são profundas. De alguma maneira, não sabem a verdadeiro.
Já não é de dormir que eu preciso. Ou de tempo, ou de escuro. Agora há só este muito seco, que com sono não passa, com tempo só seca e com escuro se eterniza.
Sei que preciso de morrer para todas estas cascas, mas não sei como.
Terça-feira, Setembro 06, 2011
Ano velho. Ano novo.
Terça-feira, Julho 26, 2011
Alegoria da Caverna
"Talvez o brilho das estrelas seja semelhante ao brilho dos olhos daqueles que nos acompanham. Passamos o dia-a-dia com eles, pensamos conhecê-los, pensamos que na luz jamais os confundiremos. Mas e sem a luz? Alguma vez olhámos para eles? Alguma vez fomos ao encontro do brilho dos seus olhos?..."
André Silva
Quarta-feira, Junho 15, 2011
Sintra II
O que é que muda o que tu pensas? O que eu faço? O que eu digo? E eu? Mudo-te? E o que eu sou? O que é que te faz mudar? Ficar é mudar, quando se trata do tempo. Crescemos e envelhecemos e vemos os nossos pais envelhecer. Amigos, ir. Mas ficas. O que é que te muda?
Eu estou a ser tudo o que tu queres. Tudo o que tu precisas. Sou o que desejas e revejo-me e conheço-me dentro dos teus olhos. Dou-te, para além de mim, outros olhos para ver o que tu és realmente. Outras mãos para moldar a realidade, outros dedos para a tocar, outros braços para a abraçar, outro cérebro para a reinventar.
É este o nosso jardim. Passado, presente, sonho. Porque quero ter sempre a minha mão ao pé da tua. Mas a melhor parte do nosso jardim não é essa. É o nevoeiro... O nevoeiro e a neblina e o orvalho que são vida e mística destas flores e destas árvores e de todos estes bichos e plantas. O nevoeiro que é real na certeza de que não nos compete saber os tempos nem os momentos. O nevoeiro que só pode dar vontade de investir, de querer fazer sempre o melhor.
O jardineiro muda, ao ficar para cuidar. Mas o que é que o muda?...
Terça-feira, Junho 14, 2011
Sintra
que quando os sonho chego a ter saudades tuas.
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Entretanto tu és a mesma e continuas
a pôr cravos e rosas ao pé do meu retrato,
e idealizar uma casa ao rés das ondas
(mal pensas nela, riem nos teus ouvidos nossos filhos)
e a fazer da Vida precisamente a ideia
que fizeste de mim desde a primeira hora.
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Era assim, boa e simples, que antigamente chegavas aos meus sonhos.
E como eu, pela minha, calculava a tua pressa,
fazia-te chegar rosada e ofegante, exausta de correr
da tua porta à porta da minha fantasia.
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O tempo era o das flores...
E tu colheras uma no caminho e vinhas dá-la
ao maior e melhor de todos os poetas.
Eu fingia fingir acreditar no que de mim julgavas,
e era já acordado que beijava as tuas mãos,
pois desceras comigo do sonho e à minha volta
o estremecer alegre e o perfume suavíssimo do ar
e um silêncio igualzinho ao que se faz quando te calas
eram a tua presença verdadeira...
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Por que não vens agora?
Todo o tempo é o tempo das flores, para os poetas...
E tu pensas de mim o que pensaste sempre
e bordas nos lençóis as nossas iniciais.
Por que não vens?
Chegarias ainda rosada e ofegante.
Não virias molhar de lágrimas os meus sonhos,
porque não sabes nada... Nem sequer
que até esqueci a cor e o corte do vestido
que tu estreaste (há quantas Primaveras?)
no último sonho em que sonhei contigo...
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