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segunda-feira, outubro 18, 2010

Convicção.

Eu sou um jardim. Como tu.
Como todos os jardins, eu sou ar, fauna, chão e bichos pequeninos.
E há um jardineiro.
Viver no meu jardim, sê-lo...é uma escolha que faço todos os dias. E deixar que venha o jardineiro mais as suas tesouras e enxadas é uma outra escolha, que também faço todos os dias. Com convicção.
Tu não habitas os jardins do meu silêncio, mas eu conheço-te quando me conheço a mim, e ao meu jardineiro. Posso ser-te também, e assim dói-te menos. Eu só quero que tu floresças o Outono! O jardineiro existe sempre, ele leva as folhas. Vai-se esquecendo de uma, de outra, para que tu lhes ames a cor. E não te preocupes...ele existe mesmo. Com convicção.

quinta-feira, outubro 07, 2010

primeiro Outono

Não posso fingir que não tenho esta necessidade.
Há dias em que não dá para fingir que não és tu.
É o primeiro Outono. O meu cão, a minha cã, a Cusca não está cá.
Não está.
As gotas caem, os cabelos deixam de secar, a chuva chove, o Panic tem frio.
E o meu cão, a minha cã, a Cusca não está cá.
Os pés começam a enregelar, as pessoas puxam das camisolas (e como todos ficam tão mais bonitos, de camisola!), os ambientes tornam-se húmidos e ninguém abre as janelas para não chover cá dentro...
E o meu cão, a minha cã, a Cusca não está cá.
A minha cama já não está salpicada de pêlos brancos e pretos. Já não tenho aquele ser tão meu em cima dos meus pés, encostado às minhas pernas, abraçado na minha posição fetal.
As gotas caem, a chuva chove. Em breve chegam as trovoadas.
O meu cão, a minha cã, a Cusca...não existe.
Para nos ensinar que todos os Outonos são o primeiro.

quarta-feira, julho 21, 2010

[wait for it]

Hoje choveu.

.

E como em todos os dias em que choveu, eu cheguei lá fora e

respirei.

quinta-feira, novembro 26, 2009

morar

Queria contar-te uma coisa, sabes?... É. Mas para isso preciso de remontar às ervilhas que comi aqui no Verão e que, para desgosto póstumo de Exupéry, me deixaram estragada. Cresci então uma ervilha na barriga. Trago-a comigo, e ela cresce. É uma ervilha estragada – é aquela que me avariou.

Hoje sento-me num canto, mesmo debaixo da estante dos Ésses (Rodrigues dos Santos e Saramago espreguiçavam-se escandalosamente ao longo das prateleiras mais baixas) e colho um Silva. Uma Gota de Chuva, dizia ele. Uma gota de chuva. E só bastou.

No caminho para a continuação da minha gestação, esbarrei com O’Neil, que estava sentado mesmo a seguir à esquina da ala do Camões lírico. Falou-me da vertigem que nós éramos, a vertigem entre o real e o sonho, disse ele, com aquele olhar de quem semeia mas não olha para onde. E já o Vergílio tentou, quando era vizinho, morava no 5º andar, lembro-me tão bem... Falava de relógios e de velhos e coisas do género. Tinha de repetir sempre o que ele dizia para poder perceber ao menos o encadeamento das palavras, até que emudeceu.

Mas só aquela estava estragada. Só aquela me estragou. Só aquela não traguei, tendo deixado de poder tragar. Era intratável. O infame!

É isso. Desculpa. Estou estragada. Um homem morto e desgostoso tem a culpa. Ele é que não arrumou antes de partir, e eu tropecei naquele quarto... Eu farei, a sério que sim. Fazer sempre a cama antes de ir.

sexta-feira, outubro 23, 2009

Chove.

Chove como se nevasse.
É um esforço que se faz.
Às vezes, para respirar.
Mas é um esforço.
E isso conta só por si,
e viver assim deixa-me feliz.
Hoje chove como se nevasse. E nem sempre quando chove chove como se nevasse. Não é sempre. E nem sempre quando chove como se nevasse eu dou por isso, por isso são ainda menos as vezes em que para mim chove como se nevasse.
É um esforço. É sempre um esforço. (É por ser um esforço que há reforços...!) É por haver esforço que há certezas. É por haver esforço que andamos em cima de dois pés. É por haver esforço que não há de que ter medo.
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E...frio. Há quem seja lindo e tenha frio.
Porra, ninguém me tira isto.
Vou chover. Como se nevasse.

quinta-feira, outubro 08, 2009

Lalala, j'suis un escargot!

Avant tout, je suis celle qui demeure.
Je suis un escargot qui se demeure, mais qui passe. Qui passe au côté ou devant les choses, mais qui ne passe pas sans les connaître, sans les connaître dedans et en vérité. Et c'est ça car je me demeure: n'oubliez pas ma condition d'escargot!
Pourquoi est-ce que je me demeure, vous vous questionez. Comment ne pas me demeurer, je vous demande... Avez-vous vu les gouttes de la pluie d'hier posés dans le frais gazon du jardin? Voyez-les, s'il vous plaît! Dites-moi, dites-moi si elles sont ou pas la demeure d'or que je ne peux pas voir, seulement sentir...
Je me demeure et je demeure. Et je passerai.

terça-feira, setembro 22, 2009

Minuto

E depois olha-se e já passou. Já passou a Primavera e o Verão e muitos Outonos... Quando foi que ficámos com os Invernos, amigo?... Lembras-te?
Era uma tarde de semana, um dia qualquer. Estávamos a caminho do Mc'Donald's. E veio o gelo invadir o nosso Outono jovem, quente e castanho e cheio de poças, para tudo tornar branco, tudo gelar, tudo adormecer, tudo anestesiar...
Tu não estavas, como poderias lembrar-te...?
Foi sobretudo por não estares que tivemos a certeza que o Inverno tinha chegado. Para ficar.
.
O tempo passa, pega em tudo o que quer e leva. Ele que leve.
O nosso segredo ainda é nosso: a força maior que o mundo tem.

segunda-feira, setembro 07, 2009

O Outono II

Deste-me um beijo. Virei costas, ajeitei o gorro e abandonei o espaço em que ficavas, aceso e distante: recônditos e aconchegantes refúgios de mim.
E estava a chover. Aquele som invadiu-me, como se de há anos atrás se tratasse. Aquela imagem, mágica, do chão pintado de pedaços de céu, impregnou-me daquele cheiro.
E lembrei-me, de súbito. Da nossa chuva. Até o meu nome, que há muito deixara de me fazer cócegas na nuca. Aquilo que era o princípio e o fim de nós, o início e o final de tudo quanto, juntos, tocávamos com as pontas dos dedos.
Tanto porque chegaste inesperado como um aguaceiros, logo no primeiro instante, como sempre foste - aquela presença que me encharcava em alegria, que me enchia de liberdade para transbordarmos em confiança...eras a criança que havia dentro em mim, e que me fazia querer chapinhar em poças e rir à gargalhada...
Tanto porque a minha chuva eras tu. O meu suspiro, o meu alívio, o meu conforto, o meu amor, o meu abraço, a minha frescura, os meus esguichos, o meu arrepio a cada momento que vislumbrava esses olhos doces ou sentia a tua voz bater em cada pedacinho de dentro de mim...
Hoje vais e voltas e tudo quanto é teu não dura mais que um instante. Hoje apareces e desapareces com a rapidez e instensidade com que aquelas gotas chatas nos acertam exactamente entre a nuca e a roupa que nos cobre as costas.
Não deixa de ser curioso. Amo-te como - parece - desde sempre. Nada mudou de lugar, mas acho que ele não conseguiu ficar no mesmo sítio. Não podia, né?
Vai. Farei de cada tempestade o meu mais profundo aplauso. Lembra-te de mim.
Vai. Não preciso de ti para te amar, porque te amo - mesmo - assim. Vai. Sonha, corre, luta. Vencerás.
Vai. Nada me faria mais feliz que saber-te feliz.

segunda-feira, julho 06, 2009

Rolling Stones

Às vezes, tudo o que eu queria era um dia cinzento.
Às vezes nem queria, só precisava.
Só um, nem tinha de ser o dia todo, só assim um bocadinho durante a tarde, por entre a gritaria e confusão deste sol cataclítico.
Mas a gente não manda. E eu sou um bocadinho de gente. Se a gente não manda, bocadinhos dela mandam ainda menos. Right?
.
No entanto, às vezes, não só o dia fica cinzento e escuro, e fresco e ventoso, e limpo e grande, e espaçoso e cheio, como também se farta de chover e ainda nos cai uma senhora trovoada em cima. Passa-se ali um dia inteirinho - inteirinho! - em que o sol não atrofia cérebros nem músculos nem poros, se limita simplesmente a preguiçar sobre as fofas nuvens que fazem o favor de chover cá para baixo. Alguns bocadinhos de gente ganham ainda a possiblidade de passear - individualmente ou não - debaixo dos pingos indefinidamente sistemáticos e torrencialmente sequenciais daquela liberdade imensa e de depois ouvir a serra respirar ou sentir a cidade renascer. E tudo isto de graça!
Os Rolling Stones são famosos por causa daquela frase deles a respeito de nem sempre se poder ter o que se quer, mas às vezes conseguimos ter aquilo de que precisamos. Sublinho: às vezes, podemos ter o que queremos e o que precisamos ao mesmo tempo, com tudo grátis e às vezes até há beijinhos!

sábado, maio 09, 2009

Pensar incomoda como andar à chuva...

É a felicidade de uma criança na feira popular pela primeira vez. É uma festa, é um instinto, um arrepio! É uma alegria, um doce que não apetece engolir, um suspiro de satisfação. É um prazer, um deleite, um mimo para a alma. É do mais humano que pode haver, porque sensorial e quase quase quase! palpável. É viver!, é sentir, é respirar! É cuspir esquilhões de bocadinhos de salsicha no meio de uma gargalhada. É sentir tudo devagarinho e com as pontas dos dedos, mas só depois de muito rápido e de se ter melgulhado completamente. É chorar, porque é emocionar-se, mais ou menos racionalmente.
Sou eu. E, por isso, um bocadinho de ti. (Como é que tu não percebes??!)
.
O António um dia escreveu
Tudo é ilusão.
Sonhar é sabê-lo.
.
Fique-se com esta.

domingo, setembro 14, 2008

Get storm.

foto do google
Hey, what’s your name?
Margarida.
What?
Like the pizza, you know?
Oh, ok. Who are you?
This is me.
What are you waiting for?
The cold. I’m waiting for the cold.

quinta-feira, maio 01, 2008

Chuva.

Se a deixarmos, ela liberta-nos.

Dos nossos casulos, dos nossos ridículos (- uns mais, outros menos) quotidianos.

Se nos libertarmos, ela lava-nos.

Deixa aquele lindíssimo aspecto na rua, na serra, na janela.

Tenho saudades dela. De andar por aí à solta, debaixo de uma chuvada.

Ela faz a diferença. Mas só se deixarmos.

terça-feira, janeiro 08, 2008

Da felicidade ao sofrimento é somente um passo

Às vezes, o corpo fica como que inerte, irresoluto, impotente, perante o soluçar do coração. A alma eleva-se, some-se para bem longe. Apenas o corpo soluça sobre si próprio.
O Inverno invadiu a Natureza como um conquistador. O Outono perdeu-se em papeis e fotografias e memórias antigas, e de repente, está frio. Tão frio que tudo começa a gelar. A alma, cansada, adormeceu. E a neve...a neve apanhou-a desprevenida. Mas se adormeceres sobre a neve...não sentes chegar a morte.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Não gosto disto!

É que não gosto mesmo!!
Digo mais: estou verdadeiramente indignada!!
Mas qé isto??! Perfeitamente inadmissível!
Onde andam as chuvadas? E as poças? E as luvas? E os gorros? E as botas, e a neve, e os cachecóis, e as trovoadas, e as sopas quentes, e os chapéus de chuva, e o nevoeiro, e as camisolas de gola alta, e os espirros????
Onde anda tudo aquilo que nos faz aproximarmo-nos uns dos outros, querermos manter o calor dentro dos casacos, os narizes frios e avermelhados, tudo aquilo que traz a cor intensa do autêntico Outono?

Vejo roupas leves, vejo pessoas que ainda não perceberam a distância a que gritam umas das outras, vejo tudo muito com pés no chão...vejo as folhas nas árvores. Vejo gelados à venda. Não gosto disto. Hoje, as castanhas à saída do metro nao cheiram a castanhas. Era a única coisa de que eu sempre gostei nas castanhas: o cheiro. Assim, o Outono não sabe a Outono. Não apetece. Não chama na voz da chuva que bate à janela. Não faz levantar para mais um dia - mesmo que ainda seja de noite quando acordo. Não faz levitar, nas asas do vento que arrasta, a caminho de seja onde for. Não gosto. Tenho dito.

terça-feira, outubro 09, 2007

10.

Outubro. Ora aí está um mês simpático. Era melhor se andasse por aí mais chuva...menos calor...mas o mês, por si só, é simpático. Muita gente a fazer anos! Muita coisa a acontecer! Gosto de Outubro. É sempre o mês em que acordo para a Bjork. Acho que...a Bjork é uma artista. Mas artista mesmo artista. Com um estilo muito próprio, muito autêntico, muito sem-medo...gosto. A Bjork não se compreende da noite para o dia. Eu às vezes levo muito tempo a...pronto. Tenho de acordar...e adormecer para a Bjork. Para poder gostar dela como deve ser. Não ao Agosto! O Agosto é feio. Vou espirrar contra o Agosto. Ficam com uma das minhas músicas preferidas. Em Outubro, claro, Bjork. Vou à procura.

domingo, setembro 23, 2007

Grey Days

foto do google
"Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem, cada um como é."
Alberto Caeiro [Fernando Pessoa] (1888-1935)
É o poema mais pequeno que conheço. Trouxe-mo a minha mãe, a dizer que ele tinha a minha cara. Disse "Para todas as pessoas este poema tem um sentido. Para ti, quer dizer exactamente o contrário.".
**
As pessoas dizem sempre "está um óptimo dia", quando vêm um céu limpo. Não percebo porquê. É pura teimosia que transmitem ao seu cérebro. Nos dias cinzentos, é quando há mais acidentes nas estradas. Porque a cinza do céu apaga as cores da retina - e as pessoas vêm tudo cinzento. Quem vê tudo cinzento, não destingue um vermelho dum verde, não repara nas passadeiras, não se apercebe de um sinal de proibição, fica sem reacção à cor dos carros que passam. Para estes cérebros, o cinzento é uma cor pesadíssima. (Toda a gente diz que o preto, o breu, é a ausência de cor. Eu acho que para o cérebro, é o cinzento.) O pesar que esta cor que vem do céu tem sobrecarrega a memória, o sistema imunitário, abranda os reflexos, afecta todo o funcionamento normal do corpo.
Tudo porque mandámos dizer aos miolos que o dia estava péssimo quando não descobrimos o Sol.
É preciso ser muita humano, pah...

quarta-feira, setembro 12, 2007

Está a chegar...

E com ele...
Os gorros, os casacos
As botas, as chuvadas
As luvas, o cieiro
A ansiedade, a pressa
O nevoeiro, a trovoada
Os colegas, os amigos...
Os professores, os testes
As folhas, as castanhas
As poças, os abraços
Os collants, os kiwis
Os TPCs, os TGs
Os aguaceiros, as boas notícias
As aulas de E. Física canceladas...
As lutas, os almoços
Os risos, as emoções
O despertador, o duche de manhã...
Os jantares. E os amigos.
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Chega também a falta de tempo...a falta de sono...e a falta de férias!
Amigos...vi esta folha amarela, no jardim em frente a minha casa, senti o vento na cara e o cheiro de nuvens cinzentas, enquanto esperava um amigo há muito desaparecido...
Orgulho-me ao dizer...que me senti em casa...

quarta-feira, dezembro 13, 2006

cheira a natal...!

bem, depois de quase um mês sem cá vir....arranjei um bocadito...! vocês sabem, época de testes, entrega de trabalhos, stresses e mais stresses...........mas TÁ TUDO A ACABAR! mais dois, dias, pessoal........só mais umas 40 horas e....acabou tudo. os stores, as auto-avaliações, os sermoes, o despertador cedinho, os testes, os trabalhos...tudo! quer dizer....eu gostava de pensar assim. só que há muito boa gente por aí que gosta de estragar as férias às criancinhas. tpcs de férias?? mas tá tudo maluco?? se se querem revoltar, revoltem-se lá para a senhora ministra, nós não temos nada a ver com isso...bem. mas pronto.....posto isto, cheira a natal! depois de saber a galinha....cheira a natal. mas cheira-me a natal desde 13 de novembro...só que só o meu irmão reparou que eu tinha ereparado e reparou que eu reparei que ele ta,bém tinha reparado que cheirava a natal. bem.....agora em português, vínhamos os dois estrada fora pela Ramada abaixo, lá para as 8, 8.05h da tarde...enfeites nos postes de eletricidade, nas janelas, nas ruas.....um gelo reconfortante no ar e...escuro como pelas 11 da noite. dissemos os dois "cheira a natal, pah". o que é engraçado, é que só memso nós os dois é que achamos o gelo reconfortante, e só a nós os dois nos cheira a natal no início de novembro. para mim, o natal começa aqui. nas luzes da rua, no fumo que sai da boca, na rua com o meu irmão mais velho. este natal....não temos nem árvore nem presentes lá por baixo. ainda nem o presépio foi montado. este dia, um amigo ficou sem presentes nenhuns porque recebeu mais uma nega. este ano, passo estas férias em Portimão, sem os mails do tiago até às tantas, e sem dinheiro no telemóvel. este ano lectivo, começou sem um grande amigo de todos os meus colegas, e nota-se a sua falta a cada segundo em que não há uma piada, um sorriso, um "sabe a galinha!", um copo partido na cantina. este dezembro, não tenho árvore, nem presépio, nem presentes. mas tenho o natal dentro de mim.

quarta-feira, agosto 09, 2006

Quero chuva!

Para apagar os fogos, para acabar com o flagelo....para acalmar muitos corações que batem depressa demais, para mostrar um sinal vermelho ao medo e um sorriso a cada árvore.... quero chuva! também quero chuva por outra razões.... Quero que chova...porque gosto da chuva, gosto de sentir as pingas na minha cara, e gosto de andar descalça à chuva.
Quero que chova...porque a chuva lava e leva e faz sair e escorregar todos os meus problemas para o chão, onde os possa pisar...(excepto, talvez, as constipações..)
Quero que chova...porque a chuva tras as coisas boas. tras a escola, a neve e o frio...tras as canetas, os cadernos e os amigos. tras os gorros e os abraços, tras as botas e as correrias. tras os stores e as auxiliares, tras os almoços na cantina, e as parvoíces no intervalo. tras os chocolates da máquina e as piadas do stor António. tras o natal, as prendas e a filosofia. tras também os abraços e os sorrisos quentinhos daqueles que adoramos e queremos ver nem que seja por um só segundo... quero chuva...