Um blog acerca da concordância entre o pensamento e o objecto do pensamento. Por meio de tentativas, erros e silogismos parvos, usando de alguma dialéctica, muita metafísica e muito pouco distanciamento crítico. O eu não existe. Mas os pijamas sim.
segunda-feira, outubro 18, 2010
Convicção.
quinta-feira, outubro 07, 2010
primeiro Outono
quarta-feira, julho 21, 2010
quinta-feira, novembro 26, 2009
morar
Queria contar-te uma coisa, sabes?... É. Mas para isso preciso de remontar às ervilhas que comi aqui no Verão e que, para desgosto póstumo de Exupéry, me deixaram estragada. Cresci então uma ervilha na barriga. Trago-a comigo, e ela cresce. É uma ervilha estragada – é aquela que me avariou.
Hoje sento-me num canto, mesmo debaixo da estante dos Ésses (Rodrigues dos Santos e Saramago espreguiçavam-se escandalosamente ao longo das prateleiras mais baixas) e colho um Silva. Uma Gota de Chuva, dizia ele. Uma gota de chuva. E só bastou.
No caminho para a continuação da minha gestação, esbarrei com O’Neil, que estava sentado mesmo a seguir à esquina da ala do Camões lírico. Falou-me da vertigem que nós éramos, a vertigem entre o real e o sonho, disse ele, com aquele olhar de quem semeia mas não olha para onde. E já o Vergílio tentou, quando era vizinho, morava no 5º andar, lembro-me tão bem... Falava de relógios e de velhos e coisas do género. Tinha de repetir sempre o que ele dizia para poder perceber ao menos o encadeamento das palavras, até que emudeceu.
Mas só aquela estava estragada. Só aquela me estragou. Só aquela não traguei, tendo deixado de poder tragar. Era intratável. O infame!
É isso. Desculpa. Estou estragada. Um homem morto e desgostoso tem a culpa. Ele é que não arrumou antes de partir, e eu tropecei naquele quarto... Eu farei, a sério que sim. Fazer sempre a cama antes de ir.
sexta-feira, outubro 23, 2009
Chove.
quinta-feira, outubro 08, 2009
Lalala, j'suis un escargot!
terça-feira, setembro 22, 2009
Minuto
segunda-feira, setembro 07, 2009
O Outono II
segunda-feira, julho 06, 2009
Rolling Stones
sábado, maio 09, 2009
Pensar incomoda como andar à chuva...
sexta-feira, janeiro 16, 2009
Grey Days II
domingo, setembro 14, 2008
quinta-feira, maio 01, 2008
Chuva.
Se a deixarmos, ela liberta-nos.
Dos nossos casulos, dos nossos ridículos (- uns mais, outros menos) quotidianos.
Se nos libertarmos, ela lava-nos.
Deixa aquele lindíssimo aspecto na rua, na serra, na janela.
Tenho saudades dela. De andar por aí à solta, debaixo de uma chuvada.
Ela faz a diferença. Mas só se deixarmos.
terça-feira, janeiro 08, 2008
Da felicidade ao sofrimento é somente um passo
quinta-feira, novembro 08, 2007
Não gosto disto!
Vejo roupas leves, vejo pessoas que ainda não perceberam a distância a que gritam umas das outras, vejo tudo muito com pés no chão...vejo as folhas nas árvores. Vejo gelados à venda. Não gosto disto. Hoje, as castanhas à saída do metro nao cheiram a castanhas. Era a única coisa de que eu sempre gostei nas castanhas: o cheiro. Assim, o Outono não sabe a Outono. Não apetece. Não chama na voz da chuva que bate à janela. Não faz levantar para mais um dia - mesmo que ainda seja de noite quando acordo. Não faz levitar, nas asas do vento que arrasta, a caminho de seja onde for. Não gosto. Tenho dito.


