quarta-feira, outubro 08, 2008

Pequenina...!

Em queda livre vinha frustrada, injustiçada. Pura queda livre, para me suicidar de escuridão. O fundo nunca era visível, apenas caía num poço cada vez mais escuro, cada vez mais frio, cada vez mais sem fim. E é aqui, exactamente nesta frase da história que entra a teia. A teia é aquela coisa que se resolve estender por toda a largura do poço, de modo que, suavemente (sim, que sou levezinha), eu aterre e estanque a meio da queda. E de que é feita uma teia? Bem, uma teia é feita de pequenas linhas, finos fios de memória que ficam bem marcados num passado singular. Uma teia é feita de Marta e é feita de Pedro. É feita de Croov, Válter e Ruth. Uma teia é feita de Inês, de Mariana, de Clara, de Alina, de Sofia, de Tiago. Uma teia é feita de teatro, de mãe. Uma teia é feita de abraços, de desabafos, de choros e acalmamentos. Feita de Podes contar comigo!. Sinto-me bem pequenina, uma menina suja e triste a quem só os bons dão colo. Só os que vêem ali mais que um vestido e uma cara sujos, só que sentem amor em vez de pena se atrevem a dar colo. Sinto-me bem pequenina, porque apesar de saber a verdade, sinto que não podia estar a sabê-la de maneira melhor. Sinto-me bem pequenina...porque preparada para me deixar nas mãos dos meus. E descobri. Uma teia é feita de Deus. Mais que isso, uma teia é feita por Deus.

domingo, setembro 28, 2008

Até ao fim, repito.

Porque Até já seria ir embora e voltar daqui a bocado. ................... E para mim viver não é isso. ...................................................... Porque andar com um sorriso na cara seria mentir-me a mim e ao mundo. ....................................................................................... E para mim viver não é isso. ...................................................... Porque ter todas as respostas seria saber responder a tudo. ........... E para mim viver não é isso. ...................................................... Porque nunca fraquejar seria ser de ferro, inabalável, insensível. ... E para mim viver não é isso. ...................................................... Porque temer o fim seria não o compreender. ............................ De tudo o que sabia fiz o que fui capaz. .................................... Quis ser unicamente um fermento de paz. ............................. Passei. E não somente aqui, na minha rua, passei. ................. Débil, passei. Frágil, passei. Pobre, passei. E acabei. .................... A vida continua. ...................................................................... Fim, Eugénia Pedro

quinta-feira, setembro 25, 2008

Até ao fim.

Há pessoas que nascem para ser grandes. .............................................. Há pessoas que nascem para nos fazer crescer. ..................................... Nascem para ser fortes, para lutar até ao fim. ........................................ E depois partem, quais heróis, da nossa presença. ...................................... E depois já não precisamos de andar à procura delas, simplesmente falamos, como loucos. .................................................................................. A vida não é justa. .......................................................................... Mas não descansamos enquanto não dermos todo o amor que pudermos dar. Porque é assim, o amor. .................................................................... Porque só assim funciona. ................................................................. Há pessoas que nascem para morrer. ...................................................... E só elas vivem, de facto.

terça-feira, setembro 23, 2008

Puro soluçar.

És o melhor.
És frágil, e isso faz de ti o mais forte de todos.
Quero que saibas isto.
Também quero que saibas que te amo.
Vais esquecer-te. Um dia vamos esquecer-nos todos e o que está para trás não vai importar nada nunca mais.
Mas independentemente de tu te poderes lembrar, independemente de eu o saber mostrar, independentemente de tudo o que o mundo nos obriga a viver, eu amo-te. E tu és o meu melhor amigo. E o melhor amigo que alguém poderia ter. Era só isto que eu precisava de dizer hoje.
E já está.

domingo, setembro 21, 2008

Primeira semana

Receita: ......................................................................... Escola nova; horário-manta-de-retalhos; marcadores permanentes; farinha do super mais próximo; água (daquelas de 1.5l que custam 13 cêntimos, de preferência); manuais escolares que se parecem com os dicionários Petit-Robert, e que comprados na vulgar livraria pagariam um carro. ........................................................................................... ...Será preciso dizer mais alguma coisa?

domingo, setembro 14, 2008

Get storm.

foto do google
Hey, what’s your name?
Margarida.
What?
Like the pizza, you know?
Oh, ok. Who are you?
This is me.
What are you waiting for?
The cold. I’m waiting for the cold.

sexta-feira, setembro 12, 2008

Let's laugh.

imagem do google
É em noites como esta que me sinto realmente bem. ...... Brota a autenticidade das nossas gargalhadas. .................. As gargalhadas não foram feitas para serem bonitas, ou para soarem bem. As gargalhadas são brutas, só por si. É isso que há de mais belo nelas. A brutalidade com que se fazem notar. A violência com que rasgam a atmosfera. O facto de serem cheias, inteiras, mesmo que fiquem a meio. É toda uma vontade - de que o peito se enche - de dizer ao mundo que é ou está feliz. ................................................................... As gargalhadas não são cristalinas nem suaves. São um grito de prazer. ................................................................................ Vou guardar esta noite e nunca mais sair dela. ................... Ao Válter e à Mariana, as melhores companhias que eu podia ter arranjado.

terça-feira, setembro 09, 2008

Taizé.

Tenho amigos que buscaram paz interior.
Entristeceu-me tanto saber isso!
Mesmo que eu quisesse, não poderia voltar a casa como se nada tivesse mudado, como se apenas tivesse tirado uma semana de férias.
Porque mudei, de facto. Aprendi a viver e sentir tudo como se tudo dependesse de como eu vejo as coisas e dos passos que dou. Viram o último filme da trilogia dos Piratas das Caraíbas? Lembram-se do que eles fizeram ao barco? Foi exactamente isso que me aconteceu. Afundei-me para ir buscar ao fundo aquilo que estava lá em cima.
Estar em Taizé é...respirar paz, é ter amor espontâneo, universal e gratuito mesmo mesmo à flor da pele, é divagar ao som dos sinos da alvorada, é descobrir um mundo que parece feito de sonho! É um arrepio, um duche de tranquilidade. É aprender a rodar os olhos 180º.
Descobri pessoas fantásticas. Mais que gestos bonitos, encontrei gente que parecia transbordar de verdade, de honestidade, de entrega.
Quanto à minha vida, faço agora uma nova leitura dos mesmos factos. Faço-a com mais fé, com mais alegria, com mais certezas. É como se hoje tudo fosse mais nítido.
Fica um muito obrigada a todos quantos fizeram de Taizé - que já por si era mágico - um lugar único e inesquecível, que soube - de facto - a pão com manteiga barrado a chocolate!

quarta-feira, agosto 27, 2008

Três horas

Três lindas horas passei eu mais a minha rica mãezinha na Loja do Cidadão do Odivelas Parque.
E para quê?, perguntam vossas mercês.
Hum...bem...no final das contas...para nada.
Não nos serviu de rigorosamente nada estarmos ali desde as 10.40h da manhã.
"Ah e tal e se não tem o nº de beneficiário não lhe posso ajudar..."
O que realmente interessa é que depois de todo um dia de correrias já tenho o meu papelito que diz que estou à espera do meu Cartão Europeu de Seguro de Doença...e que assim já estou autorizada a ser violentemanete atacada por qualquer bicho, vírus, furacão estrangeiro.
Nos entretantos...calmamente...Taizé espera-me.

terça-feira, agosto 19, 2008

Cócoras

Um dia eu fujo. Fujo. Corro; corro até não poder mais. Viverei num mundo pintado a tinta-da-china. .......... Tinta-da-china preta, oh sim, preta. .................. Levo comigo a minha tinta-da-china branca e o meu pincel, e assim posso brincar às bonecas. ....................... Um jogo que só eu conheço, e que mais ninguém pode jogar. Ou será que sou sozinha? ............................ … ....................................................... Um mundo onde eu não duvido nunca: ou é preto ou é branco. ................................................. Mas só não duvido quando eu não quiser duvidar. ....... Sim, quem diz que eu não duvido quando me apetece? ..... Se eu quiser a tinta é verde e ninguém tem nada com isso! Ninguém tem nada com isso se ninguém quiser jogar! ...... Ou será que sou sozinha? ............................. … ....................................................... Um dia pego em ti e fugimos os dois.

sábado, agosto 16, 2008

Santa Cruz

Um cartão do metro, dois bilhetes de autocarro, e 'bora lá.
Como sabe bem ter amigos com quem partilhar as coisas! Aprendi que a distância pode ser saudável: obriga-nos a aproveitar melhor o tempo quando estamos juntos.
A cada encontro, um convite: não nos perderemos de vista!

quinta-feira, agosto 14, 2008

Yummy...

Apresento-vos a minha obra prima de hoje!
Lá está, são os truques femininos que eles nunca terão; e este, certamente o melhor exemplo deles: arear os tachos! (Neste caso, talvez a forma...)
Eu nem sequer gosto muito de chocolate em bolos, mas hoje apeteceu-me!... Quem quiser um bocadinho, não hesite: a campainha daqui é já ali! :)

quinta-feira, agosto 07, 2008

Saldos

É tão bom encontrar uma loja com eles generosos!!
Hoje, foi a vez da Alta Roda, uma das minhas lojas favoritas. É em Campo de Ourique, e parece que é uma das lojas de eleição do Jet-7 lisboeta... Tem peças que, sinceramente, nunca me imaginaria dentro daquilo (como, aliás, qualquer dos vestidos da foto)... Mas encontro sempre coisas de muito boa qualidade, ao meu estilo, e tenho um atendimento verdadeiramente personalizado e prazenteiro. Conhecem-me e sinto que estou quase entre amigos. Assim que chego, "Ai, ainda bem que viestes. Tenho aqui uma peça que vais a-do-rar!"... Adoro vestir e trocar e experimentar, mesmo que saiba que não vou levar, e ninguém lá se importa com isso! É um autêntico antibiótico!! O único grande problema da Alta Roda é o preço. Mas hoje, está quase tudo a 50% de desconto, e foi mesmo para afogar a crise! :D
Gajas nas compras...é o que dá!

terça-feira, julho 22, 2008

Morri-te-me.

Faleci. ........................................................................................... E tu comigo. .................................................................................. Guardamos as mesmas noites. ....................................................... Irrepetíveis, inesquecíveis, irrepreensíveis, intransmissíveis. .............. Levamo-las connosco para onde quer que vamos quando falecemos.. São o pouco que levamos.......................................................... Mentira: eu levo ainda a culpa, tu levas ainda a dor. .......................... De resto, vamos juntos. .............................................................. Por ruas escuras, dos teus olhos escuros, que vagueiam ainda, desabituados, dentro dos meus. ................................................... Ruas que sobem onde nos levam nossos passos........................... (Mas somos, ainda assim, falecidos.) ..................................... Passos incertos, passos concretos. .............................................. A caminho de onde chegarmos.

sábado, julho 12, 2008

200º Post

Lá estavas tu, tal como num sonho.................................................. Cabelo teimoso, pele a renovar, barba por fazer............................ Choveu. Tal como num sonho......................................................... Um espirro contra o sol, que já lá vinha de novo........................... As minhas costas contra as tuas costas.......................................... As tuas peúgas contra as minhas peúgas....................................... O nosso abraço contra todas as palavras....................................... Então vem, vamos dançar este silêncio........................................ Olá...

quarta-feira, julho 09, 2008

Ora bem...

Como nós, gente de cidade, nos esquecemos tão facilmente de como sabe bem ter árvores bem altas para fazerem uma sombrinha perfeita, mesmo à nossa medida...
Uma tarde bem passada, esta, sim senhora!
Trocávamos o cheeseburguer por um peixinho grelhado, e era perfeito.

sábado, julho 05, 2008

sombra.

A sombra é, realmente, qualquer coisa de espectacular.

Há muito que me apaixonei por ela. Tenho um amigo que a associa a um melhor amigo que está sempre lá, vigiando nossos passos. Que a ele a sombra faz lembrar um irmãozinho mais novo para quem somos fascinantes. Mas eu vou mais longe. Para mim ela é a única prova palpável de que podemos ser maiores do que nós. A sombra...é a imagem real e concreta de nós mesmos. Sabe reduzir-se e ser mínima, pode crescer e ser incalculável. Nós somos mais que nós mesmos quando damos sem reservas, por exemplo; e assim somos maiores do que o pequeno eu que conhecemos. Porque existimos no outro, no próximo. Então nós crescemos de tamanho. Ocupamos mais espaço no mundo. E a nossa sombra pode ser maior que o nosso corpo. Por isso digo que é a representação. A prova palpável. Quando me dedico ao meu amigo, ao meu próximo, deixo um bocadinho de mim nele. E ele tem-me. Ele conhece-me e por isso tem uma opinião sobre mim. Essa opinião também é uma definição de mim, certo? Então, se eu conseguisse juntar tudo o que todas as pessoas que conheço pensam de mim...saberia o tamanho exacto que ocupo no mundo, verdade? MENTIRA! Porque eu levo os meus cães à rua todos os dias, e quando eu não apanho o cocó, os homens que estão no café em frente ao jardim ficam a pensar muito mal de mim, e eu não os conheço. Mas eles também têm uma definição de mim. Aquele também é espaço que eu ocupo. E a única coisa física que se estende com esta rapidez é a sombra.

Projecta tu, na tua imaginação, uma luz, a luz mais forte que conseguires, para o teu corpo. Que o jacto de luz descreva uma linha vertical em relação ao chão. Não tens sombra, ou tens muito pouca, não é? Se pudesses fazer com que essa luz se movesse de maneira a passar a descrever uma linha horizontal, a tua sombra cresceria a uma velocidade alucinante, e não poderia acabar, porque a Terra é redonda. Na teoria, a tua sombra seria projectada no espaço.

A sombra é, para mim, o retrato físico mais fiel de nós mesmos. Tem lá tudo. Tudo o que somos, tudo o que fomos. E está sempre actualizada!

Gostava tanto de conseguir, como o Peter Pan, apanhá-la...a minha, claro. Teria tanto para lhe perguntar...

.

[to be continued]

Ao Hugo Sousa e ao Rui Coelho, amigos como deve ser!

quarta-feira, julho 02, 2008

Melhor Amiga

Parabéns, minha lindona!!
Que sejas sempre a menina que conhecemos!
Que cresças de modo a que cada momento seja um passo firme a caminho de Cristo!
Completas-me!
Elucidas-me!
Levas-me!
Surpreendes-me!
Compreendes-me!
Acompanhas-me!
És-me!
Beijo nessa testa, desta feita virtual...!

terça-feira, julho 01, 2008

24 XPTO : mais que um fim-de-semana

Como dizia lá no site, foram 24 horas em que, no encontro com Cristo, nos pudémos encontrar connosco próprios, e com centenas de outros que quiseram ser XPTO. O 24 XPTO foi um acontecimento para todos os jovens, querendo festejar:

o início do ano Paulino, convocado por Bento XVI;

os 30 anos de bispo do Senhor Patriarca, estando com ele;

as ordenações sacerdotais da nossa diocese.

Foram 24 horas de verdadeira comunhão, de verdadeira partilha, foram 24 horas em que vivemos e testemunhámos Cristo nas nossas vidas. Tudo começou na Sé de Lisboa, às 18 horas de sábado, onde nos reunimos com o cardeal Patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo, que respondeu às nossas perguntas com um sentido de humor que surpreendeu muitos. Jantámos no chão de Lisboa, junto à Igreja de S. Nicolau, e partindo daí, caminhámos nas pegadas de Paulo, o último dos apóstolos. Caminhámos por Lisboa: passámos por Santos, pelas Docas, com as nossas velas, com os nossos cartazes, com as nossas orações, e vencemos todos os olhares e comentários de desaprovação que nos foram atirados pelo caminho. Por onde passávamos íamos parando o trânsito: íamos a caminho de Cristo, creio que tudo o resto podia esperar.

Muitos não chegaram a dormir: a adoração durante a noite era bem mais importante. Estávamos quentinhos, no Mosteiro dos Jerónimos, e a animação era feita por vários grupos de jovens da Diocese de Lisboa. No domingo de manhã começaram as viagens missionárias. Só posso falar da minha: O Anúncio na Cidade. Foi-nos dado um cartão 7 Colinas, para que pudéssemos deslocar-nos por Lisboa, e confiada a missão de evangelizar na rua. Vinte e poucos adolescentes juntos, evangelizando na estação do Cais do Sodré, em sintonia com as outras centenas que evangelizavam com a mesma força - chamada Cristo - noutros pontos da cidade.

O encontro acabava com as ordenações sacerdotais, também no Mosteiro dos Jerónimos, mas creio que nenhum de nós acreditou que o XPTO acabava ali, de facto. Penso que soubemos, a determinada altura, que iríamos repetir os mesmos gestos e ser invadidos pelo mesmo Espírito ao longo da nossa vida.