Um blog acerca da concordância entre o pensamento e o objecto do pensamento. Por meio de tentativas, erros e silogismos parvos, usando de alguma dialéctica, muita metafísica e muito pouco distanciamento crítico. O eu não existe. Mas os pijamas sim.
quinta-feira, abril 10, 2008
Este meu mundo...
Seria bom este meu mundo,
Se nele dor nao existisse?
Seria?
...
Não poder sentir a dor de te ter longe,
Ou a dor de te deixar, que não ha dor igual àquela...
Essa dor que não existe sem amor
E o amor que não existe sem ela!
Seria bom este meu mundo,
Se nele amor nao existisse?
Não.
E se o amor não amasse alguém,
E esse alguem não o amasse a ele?
Mas culpa não terei de o amor amar a dor.
De sempre a levar para onde for.
E contrariando os meus pensamentos
Com pensamentos meus, pergunto-me:
Seria bom este meu mundo,
Se nele tu não existisses?
Seria?...
segunda-feira, abril 07, 2008
April 7th
Em Portugal:
- Dia do moinho
Em Moçambique:
- Dia da Mulher
- Dia do Corrector
- Dia do Jornalista
- Dia do Médico Legista
Celebrado desde 1948 pelos 141 membros da OMS (nos quais incluído, claro está, Portugal), Dia Mundial da Saúde.
É também dia do padroeiro dos professores, São João Baptista de la Salle.
Foi o dia em que nasceram:
- São Francisco Xavier (1506) - fundador da Companhia de Jesus;
- Will Keith Kellogg (1860) - fundador da Kellogg's;
- Ole Kirk Christiansen (1891) - criador da Lego;
- Almada Negreiros (1893 - exactamente 100 anos antes de mim!) - artista e escritor português;
- Jackie Chan (1954) - actor chinês.
sexta-feira, abril 04, 2008
estás aí...pois é?
É como se o Verão de repente tivesse chegado mais cedo.
É como se algo tivesse escapado à vista, mas nada parecesse faltar.
Quero um colo.
Quero dormir num abraço e sonhar com flores de chocolate e árvores de caramelo. E dinossauros.
Descobri o que quero ser quando for grande: quero sentir-me em casa diante de toda a Criação.
segunda-feira, março 17, 2008
7º sentido
"Ser forte é esperar quando não há motivos para acreditar no retorno."
A frase original era "ser forte é esperar quando não se acreita no retorno". Mudei...porque acho que se de facto não acreditamos no retorno....então não temos nada que nos prenda...nada para nos agarrarmos, que seja força para continuar à espera; e então não esperamos. Mas há vezes em que acreditamos no retorno...mesmo que não tenhamos motivos reais para isso...e quando isso acontece...custa muito. É, como já aqui disse, remar contra a corrente. É desdizer o real, o racional. Apenas...acreditamos. Esperamos. Há algo imovível naquele que esperamos...e apenas isso basta para nos dar um pouco de alento.
Que bom conseguir acreditar em coisas que não se vêem, não se cheiram, não se ouvem e não se tocam!
sábado, março 15, 2008
domingo, março 09, 2008
Psssst...habita em mim...
Não havia mais ninguém no mundo com quem teria querido passar este dia.
Prometo: vou guardá-lo e fazê-lo prolongar-se o mais que puder.
Para isso..: até já... =D
sexta-feira, março 07, 2008
Holé! xD
É a quarta maior cidade de Espanha, e a quarta maior cidade metropolitana espanhola por número de habitantes!
Não, como toda a gente pergunta, não vou à Isla Mágica, mas também não tenho vontade...
Volto quarta-feira, espero que com a alegria de mais amigos, mais cooltura e uma experiência que deixará coisas boas de lembrar...
Aquilo que me vai custar mais... são as saudades... sobretudo... dele! Enfim!
Depois conto tudo, tudo, tudo!! =)
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Beijinhos beijinhos e até ao meu regresso! **
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PS.: Raisparta o raio do Roaming ser tão caro!
sábado, março 01, 2008
Depende dos teus olhos... III
Ontem - isto é - há uma hora e tal atrás, um amigo perguntou-me uma pergunta que - diz ele - só teria lata para me perguntar a mim. Perguntou-me qualquer coisa como Se nós podemos fazer-nos acreditar em algo que inventemos, como poderemos ter a certeza de que aquilo que estamos a viver é a realidade?. Era uma pergunta que eu já me tinha feito a mim própria...portanto foi relativamente fácil desenvolver uma resposta. Ficámos uns minutos à conversa.
Eu já tinha pensado nisso...mas nunca tinha posto a coisa em termos práticos e...sólidos.
De facto, como poderemos alguma vez saber que aquilo que vemos é real?
Como saberemos se não estamos, por ventura, a ser imaginados por alguém?
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Sim, os olhos olhos dizem-nos que as coisas são assim. Lá está: os nossos olhos. Quem nos diz que são esses olhos que estão certos? (E isto leva-me a duvidar se sou eu que vejo mal ou se é o daltónico...) Não nos é dito que só vemos aquilo que queremos ver? Então será que o monitor que está à minha frente é mesmo rectangular? Como é que eu sei que esta forma não é fruto da minha imaginação? Como é que eu sei que não estou, neste preciso momento, a dormir?...
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Talvez seja por isto que gosto tanto do Matrix...
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
IV
Nós somos loucos, não somos?
Desta louca poesia,
Desta riqueza dos pobres
Que se chama fantasia!
Ergamos pois nossa tenda
E nosso lar de pobreza
No mais ermo desses montes,
No fundo da natureza.
Se o frio apertar connosco,
Pois não temos mais calores,
Aqueceremos os membros
Na fogueira dos amores!
Se for grande a nossa sede,
Tão longe da fonte fria,
Contentar-nos-emos, filha,
Com as águas da poesia!
Assim à nossa pobreza
Daremos a Imensidade...
Que com isto se contente
Nossa pouca seriedade.
E, pois somos loucos, vamos
Atrás dos loucos mistérios...
Deixemos ricas cidades
Ao sério dos homens sérios!
Antero de Quental
Primaveras Românticas
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
184 dias
Seis meses. Meio ano. Passou a correr.
Temos, de facto, a liberdade de poder escolher ser fortes.
Talvez o mais forte não seja aquele que ultrapassa os problemas...mas sim aquele que tem a coragem de escolher ser forte.
Talvez o mais forte seja aquele que diz sim à vida e à realidade e à pressão...aquele que lhes grita "Venham que eu aguento convosco!".
Talvez o mais forte seja aquele que diz "Sim, isso aconteceu", "Sim, eu estive lá", e "Sim, eu vou contar-te a história". Talvez seja o mais forte o único que que sabe o que aconteceu e que aceita as coisas tal como elas são.
O mais forte não é aquele que rema contra a corrente. É aquele que tem a coragem de escolher fazê-lo: consiga ou não.
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
[Untitled] II
Precisamos, realmente, de falar das coisas. Torná-las reais, presentes, vivas. Só assim poderemos ultrapassá-las. Guardá-las, só depois de falar delas, no mais íntimo de nós, segundo a nossa visão das coisas. Entregá-las aos nossos pijamas para voltar a mexer, quiçá, um dia mais tarde - quando for preciso. Temos é de ficar com a certeza de que quando voltarmos a falar daquele assunto, não vamos desabar como outrora.
Não podemos simplesmente pensar noutra coisa.
Não podemos ser proibidos de chorar ou de lembrar quantas vezes nos apetecer.
É disso de que se trata o luto! O verdadeiro luto, acredito eu, passa exactamente por aí.
Passa por mexer e voltar a mexer na ferida. Passa por desabar mil e quinhentas vezes até crescermos dali para fora. Passa por falar dos assuntos, com naturalidade, com a frequência adaptada àquilo que possamos e queiramos suportar.
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Não criemos flores de estufa. Não podemos evitar os assuntos, não podemos fingir que nada se passou! Porque passou, de facto! Porque dói, de facto! Porque virá à tona mais cedo ou mais tarde e aí, aí sim!, vai doer ainda mais!... Falem! Não teham medo! A vida não é justa...e temos de aprender isso às nossas custas. Por muito que vos custe.
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Por favor...
...deixem-me lutar.
...deixem-me fazer o meu nojo.
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Preciso disso.
Urgentemente.
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
Depende dos teus olhos... II
Ver-me-ás como serei?
Como poderemos alguma vez saber se aquilo que vemos é, realmente, aquilo que é?
Como vamos saber se estamos errados, se toda a gente disser o mesmo que nós? Podemos estar todos errados?
Se olhamos todos para um mesmo contentor, vamos, por certo, todos dizer que ele é verde. É, normalmente, a primeira definição visual que damos das coisas: a cor. No entanto, se há coisa que o coitado do contentor não é, é verde. Aprendemos na física que o objecto guarda para si todas as cores que quer, repelindo a que não quer! O raio do contentor guardou para si todas as cores que queria. E mandou embora o verde. E nós chamamos verde ao contentor!!
É a confirmação mais básica, mais evidente de que os nossos olhos estão errados.
Chamamos-lhe verde. Todos nós. Não vai ser por isso que ele vai gostar mais do verde.
Quantas vezes não nos apercebemos de que os olhos vêem o que o cérebro quer ver?
Quantas vezes não olhamos segunda e terceira e quarta e quinta vez e de todas as vezes vemos algo diferente?
Quantas vezes não precisamos de um novo olhar sobre isto ou aquilo?
E quantas vezes um novo olhar não mudou tudo?
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Depende dos teus olhos...
“- Bom dia, disse o principezinho.
- Bom dia, disse o comerciante.
Era um comerciante de pílulas aperfeiçoadas para acalmar a sede. Engolindo uma por semana não há necessidade de beber.
- Porque vendes tu isso?, disse o principezinho.
- É uma grande economia de tempo. Os cálculos foram feitos por peritos. Poupa-se cinquenta e três minutos por semana.
- E o que se faz com esses cinquenta e três minutos?
- Faz-se o que se quer…
«Eu, disse o principezinho para consigo, se tivesse cinquenta e três minutos para gastar, o que fazia era dirigir-me devagarinho para uma fonte…»”
Antoine de Saint-Exupéry, O Principezinho
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
Viver para quê?
“- Bom dia, Thibault!
- Bom dia, Yolande… (Silêncio).
- Parece que estás cansado?
- É que caminhei muito…
- Sim, a tua ausência durou muito tempo. (Silêncio).
- Era difícil de encontrar.
- O quê?
- O que eu queria.
- E o que é que tu querias?
- A lua.
- O quê?
- Sim, eu queria a lua.
- Ah! (Silêncio). E para quê?
- Sabes, é uma das coisas que ainda não tenho.
- Está certo. E conseguiste o que querias?
- Não. Não a posso ter.
- É aborrecido.
- Sim. É por isso que estou cansado. (Pausa). Yolande!?
- Sim Thibault.
- Tu pensas que eu sou louco?
- Sabes que nunca penso. Sou suficientemente inteligente para não pensar.
- Sim, está bem, mas eu não estou louco e nunca estive tão lúcido. Simplesmente, senti de repente uma sede do impossível. (Pausa). As coisas, tais como elas são, não me satisfazem.
- É uma opinião muito espalhada…
- É verdade. Mas eu não sabia. Agora sei. Este mundo, tal como está, é insuportável. (Pausa). Eu tenho necessidade da lua ou da felicidade ou da imortalidade. De qualquer coisa que não seja deste mundo.
- É um raciocínio que se tem. Mas, afinal, não se pode ir até ao fim…
- Tu nada sabes. É porque não se quer ir até ao fim, que nada se alcança. Mas é preciso sermos lógicos até ao fim.
- E qual é a verdade, Thibault?
- Os homens morrem e não são felizes. (Pausa).
- Então Thibault, é uma verdade que não incomoda ninguém. Olha à tua volta. Isso não impede as pessoas de almoçarem.
- Então é porque tudo à minha volta é mentira. Mas eu quero que se viva na verdade…”
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Albert Camus, Calígula
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Debaixo da tua asa...
...sinto-me bem!
É como voltar a casa e sentir aquele conforto...que nos conhece tão bem e sabe exactamente do que precisamos...
A tua asa é a única que me faz sentir que é mesmo uma asa...e uma asa feita para mim! Uma asa vinda de ti, à minha medida...
Proteges-me como fosse tua...e isso faz teu um bocadinho de mim!
Sabes que não o sou...mas fechas os olhos a isso quando sabes que o perigo espreita!
Sinto-me bem, debaixo da tua asa...porque é uma asa, mas sobretudo porque é tua!
Um dia vais crescer, e um dia hás-de casar, e um dia sumir-te-ás diante dos meus olhos...
Vou sentir-me perdida porque deixarei de te ter debaixo da asa que construí à tua volta...
Nesse dia pode ser que te abrace e te diga tudo aquilo que hoje podes apenas sentir...
sábado, janeiro 26, 2008
"Devia ser como no cinema / A língua inglesa fica sempre bem / E nunca atraiçoa ninguém"
...pergunto-me como seria, se fosse hoje...
...pergunto-me se algum dia me voltarei a sentir bem naquele abraço...
...pergunto-me onde estará o erro, esse tão grande erro...
...pergunto-me, sobretudo, quanto custará um braço torcido em cima de uma confiança reconquistada...
Não quero ir passear o Panic!. Está frio lá fora.
Cá dentro...só apodereço.
quarta-feira, janeiro 23, 2008
Pensamentos.
Às vezes caio neste vício de pensar.
E quando estou a caminhar numa rua, sozinha, tenho tendência a pensar sobre como pensarão as pessoas que, como eu, caminham sozinhas. E se elas estiverem a pensar sobre como eu penso quando caminho sozinha? Estarei realmente a caminhar sozinha, ou será que não?
Não seria mais fácil, chegar-me ao pé das pessoas que são afinal outras e perguntar directamente, sem rodeios:
- Em que é que estás a pensar?
E no fim deixo-me a caminhar sozinha, encolhida na pequenez do meu eu.
webdreamer
segunda-feira, janeiro 21, 2008
Pretérito Imperfeito
Quando as luzes se apagavam
E a festa acabava
E tudo tomava um gole de silêncio
E a noite adormecia ela própria
Tu costumavas ficar
Levavas-me aos jardins da cumplicidade
Onde habitava aquele nós
Cabia por inteiro no teu peito
Cabíamos no mesmo sonho
Na mesma rotina sempre nova
Sempre melhor
Costumavas ficar e
Despedir-te naquele teu olhar esfíngico
Que sempre escondeu,
Qual cortina impenetrável,
Todos os teus pensamentos
Todos os teus desejos
Os teus mais profundos segredos
Sem nunca conseguires dizer
"Adeus!"
Costumavas ficar e
Prometias voltar e
Fazias-me sonhar e
Eras o mundo
Eras o mundo a que eu queria voltar
Por mais voltas que desse no infinito
Por mais viagens que tivesse de fazer
Eras a sobremesa
Que completava cada dia
E o fazia saber melhor.
terça-feira, janeiro 15, 2008
Tu gostas de mim?
"(...)Talvez fosse já efeito daquela natureza angélica que se apoderava de mim. Estou em crer que fui "enfeitiçado" desde o início. Sentei-me dizendo um "chega-te para lá, múda!" Ela afastou-se sem dizer nada.
-Queres um cachorro? - perguntei-lhe.
Ela abanou a cabeça e respondeu:
-Esse é teu.
-Tenho muitos! Além disso, já estou cheio - respondi.
Como ela não fizesse qualquer gesto, pus o saco nas grades, entre os dois. A luz da montra era fraca e a miúda estava sentada na sombra, de modo que não podia ver-lhe as feições. Percebi, no entanto, que estava muito suja. Reparei que segurava uma boneca de trapos debaixo do braço e que, no colo, tinha um velho estojo de pintura partido.
Ficámos ali sentados durante meia hora ou mais, em completo silêncio; durante esse tempo apercebi-me que ela fizera um movimento com a mão na direcção do saco dos cachorros mas não quis olhar nem dizer nada para ela não desistir. Ainda hoje me lembro do intenso prazer que senti quando ouvi o som da côdea do cachorro a estalar-lhe entre os dentes. Um ou dois minutos depois tirou o segundo e depois o terceiro. Meti a mão no bolso e tirei um maço de Woodbines.
-Importas-te que fume enquanto comes, miúda? - perguntei.
-O quê? - perguntou assustada.
-Posso dar uma passa enquanto comes?
Ela agitou-se, pôs-se de joelhos e olhou-me de frente.
-Por que é que me perguntas isso?
-É que a minha Mãe tem a mania da boa educação. Além disso ninguém deve deitar o fumo na cara de uma senhora que está a comer - respondi.
Olhou por momentos a metade da salsicha que segurava na mão e fixando-me, disse:
-Porquê? Tu gostas de mim?
Acenei afirmativamente com a cabeça.
-Então podes dar a tua passa - e sorriu, ao mesmo tempo que metia o resto da salsicha na boca.
Tirei um cigarro, acendi-o, e estendi-lhe o fósforo para ela apagar. Assoprou e fiquei todo salpicado de bocadinhos de salsicha. (...)"
Fynn, Senhor Deus, Esta É a Ana
sexta-feira, janeiro 11, 2008
Quero estar lá fora.
Sono.
Uma chuva
Uma noite
Um presente dado de improviso
Um choque, uma surpresa
Um sorriso... .
A rotina
O cansaço
O dever
A urgência de um só gesto
De um simples gesto
A carência de um gesto
De apenas um único gesto
De um momento
Que mude a vida
Que lhe dê cor
Que lhe dê chuva
Que lhe dê sabor
Que a faça valer a pena...
...nem que seja
No espaço de tempo
Em que vive uma gotinha.
4000. A ti.
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