sexta-feira, novembro 21, 2008

Pinneapple.

Não te sei falar. Simplesmente, não te sei falar. É como...se não tivesse palavras para ti. Quer dizer...não, não quer dizer nada, não tenho mesmo palavras para ti. Lá está: temos todas as armas contra tudo, estamos preparados para responder a tudo, e defendemo-nos de tudo, até do amor. Mas é amor que te tenho? Tenho amor a alguém a quem não sei falar? É que não sei mesmo o que te dizer. Tudo o que tinha, disse. Não há já nada que não saibas, ou tenhas sabido. Sou repetitiva, redundante, no que toca a ti. Impotente. Sinto-me tão pequena... És tão crescido...! Sim, sei que não escolheste crescer...és aliás das poucas pessoas que parece saber o verdadeiro valor do prazer de sermos crianças. És um homem. E eu tenho o maior orgulho em ti. Sei que não devia, na teoria não me és nada... Mas és tão grande! Se um dia eu tivesse metade daquilo que tu tens...fosse no que fosse: coragem, humildade, amizade, verdade, inteligência, doçura, capacidade de perdão, capacidade de entrega...oh, amigo, como teria enriquecido! Um dia dissemos que a nossa amizade sobreviveria a tudo. O que me fascina, ainda hoje, é a tamanha confiança e despreocupação que púnhamos nessas palavras. É que...não imaginávamos a vida de outra forma. Esses eram dias em que te chamava algo parecido com Melhor Amigo. Hoje? Posso chamar algo assim a alguém a quem não sei falar? Não sei....a mim apetece-me, porque nunca tive amigo maior que tu. Sim, posso ser ingénua, mas não creio algum dia vir a ter. E, no entanto, sinto-me perfeitamente inútil. Vou continuar aqui às voltas. Talvez apareça algo que me desvie a atenção, para continuar a viver no mundo ridículo que construí, aqui.

domingo, novembro 16, 2008

Shh...

O silêncio é como o escuro. / Pode meter-nos medo, pode deixar-nos desconfortáveis, pode ser tudo o que precisamos. / É no silêncio profundo de nós mesmos que nos encontramos connosco, acho. Não digo que é lá que nos conhecemos, porque nós conhecemo-nos nos outros, e nada se faz se forma solitária. Mas é lá que me encontro comigo, que me encontro a mim. / E o silêncio vai tendo uma grande importância em cada fase da nossa vida, digo eu. / Precisamos dele para dormir - mesmo que consigamos dormir sem ele, faz mal aos miolos - e para pensar. Ora dormir e pensar são das coisas mais importantes na vida, não? / E às vezes um silêncio vale mais que todas as palavras. / Mas como dizia o mfc, o silêncio é um texto fácil de ser lido errado. E é aqui que entra o conhecimento do outro, a cumplicidade. Se existe, tudo será claro. / O silêncio é das coisas mais bonitas que pode haver. / Um dia um amigo disse-me que à medida que vamos conhecendo uma pessoa, o silêncio tem um papel cada vez mais especial. No início, geralmente, é constrangedor. Moemo-nos por dentro a pensar "Diz alguma coisa de inteligente, diz!". Chega o dia em que o silêncio não dói, não faz mossa. É até necessário. Percebi que é assim que se constroem as amizades. Na confiança suficiente para não ter medo de ficar em silêncio. / E sou contente, ao pensar em todas as pessoas com quem não tive medo de me calar.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Vekk.

Quero adormecer. Para sempre. Adormecer... Viver em Vale-de-Lençóis. Está declarada guerra de almofadas a quem se meter no meu caminho. E aviso já, porque está decidido: vou de pantufas.

sábado, outubro 25, 2008

Insisto.

A luz está onde a quisermos ver.
Antes de mais, teremos de a procurar por dentro. Tanto por dentro de nós, como pela parte de dentro dela. Unir uma coisa à outra: a nossa mais profunda vontade com a simples razão de ser dela. E então seremos como aquelas imagens bonitinhas das alianças que passam uma dentro da outra: a luz estará no meio de nós e nós no meio da luz.
É por isto que creio que quem procura a luz, ou a paz, ou a felicidade, ou o amor, nunca os encontrará. Quem os encontra não estava à procura deles. Porque quem os procura não está a ligar ao que de melhor há neles: são espontâneos. Nascem, crescem, brotam por si próprios, onde e quando a gente não estava mesmo à espera. Não os tenho, oh não! Não tenho nem conheço nenhum deles. Vou conhecendo... Gosto de pensar que lhes vou seguindo o rasto. Vou assim pela estrada fora, como uma criança mais ou menos paciente, que vai comendo os bocadinhos de pão pelo caminho, pão que a alimenta, que a faz seguir, que lhe deixa vontade para mais.
Citando António Gedeão, Tenho esperança. Uma grande esperança.
--> Foto tirada pelo Rui Pedro, em Taizé.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Doo-me.

Escrever. Mas sobre quê?
Não sei.
Então não escrevo.
Preciso de escrever. Preciso de escrever! Mas sobre quê? Sobre esta angústia que me come por dentro? Mas se não sei de onde vem, nem como veio, nem porque raio havia de vir...! Nem sei o que é! É, a um só tempo, a pura alegria de ter amigos bons, amigos fortes, daqueles que julgamos imortais...e o conhecimento desta dor e desta solidão a que não posso chamar senão ímpares porque nunca conheci piores... É, a um só tempo, a felicidade maior e a dor maior. É, a um só tempo, as palavras que não se dizem no maior abraço, e as palavras que não existem num choro silencioso e convulsivo.
É isto o amor? Um amor que lhe dói a si mesmo??
Um amor que se mata, que se morde a si mesmo, que é ao mesmo tempo a sua própria fonte de vida e o seu próprio cancro?!
É isto? ...

domingo, outubro 12, 2008

Peter

Um rapazinho que sempre o foi e sempre o será.
Podemos censurá-lo? Eu gostava de me poder recusar a crescer. Em verdade, acho que estou a aprender. A viver num mundo longínquo, onde as palmas ressuscitam as fadas e a liberdade mental é o único verdadeiro pré-requisito. Gostava de adormecer numa casa na árvore, mesmo antes de gritar Boa Noite a toda a minha pequena Terra do Nunca. De tocar flauta e cantar de galo. De ter sardas e andar com penas engraçadas na cabeça. De ser criança para sempre!...
Uma coisa já aprendi, embora nem sempre consiga concretizá-la. De uma maneira ou de outra, aprendi, e acho que é a mais importante de todas: aprendi a voar! Basta um pensamento feliz… Não importa que dia é hoje, nem as horas a que as trevas chegaram…basta um verdadeiro pensamento feliz!! E o meu é este: o meu próprio Peter Pan, que é a coisa mais linda que este mundo tem!

imagem do google

quarta-feira, outubro 08, 2008

Pequenina...!

Em queda livre vinha frustrada, injustiçada. Pura queda livre, para me suicidar de escuridão. O fundo nunca era visível, apenas caía num poço cada vez mais escuro, cada vez mais frio, cada vez mais sem fim. E é aqui, exactamente nesta frase da história que entra a teia. A teia é aquela coisa que se resolve estender por toda a largura do poço, de modo que, suavemente (sim, que sou levezinha), eu aterre e estanque a meio da queda. E de que é feita uma teia? Bem, uma teia é feita de pequenas linhas, finos fios de memória que ficam bem marcados num passado singular. Uma teia é feita de Marta e é feita de Pedro. É feita de Croov, Válter e Ruth. Uma teia é feita de Inês, de Mariana, de Clara, de Alina, de Sofia, de Tiago. Uma teia é feita de teatro, de mãe. Uma teia é feita de abraços, de desabafos, de choros e acalmamentos. Feita de Podes contar comigo!. Sinto-me bem pequenina, uma menina suja e triste a quem só os bons dão colo. Só os que vêem ali mais que um vestido e uma cara sujos, só que sentem amor em vez de pena se atrevem a dar colo. Sinto-me bem pequenina, porque apesar de saber a verdade, sinto que não podia estar a sabê-la de maneira melhor. Sinto-me bem pequenina...porque preparada para me deixar nas mãos dos meus. E descobri. Uma teia é feita de Deus. Mais que isso, uma teia é feita por Deus.

domingo, setembro 28, 2008

Até ao fim, repito.

Porque Até já seria ir embora e voltar daqui a bocado. ................... E para mim viver não é isso. ...................................................... Porque andar com um sorriso na cara seria mentir-me a mim e ao mundo. ....................................................................................... E para mim viver não é isso. ...................................................... Porque ter todas as respostas seria saber responder a tudo. ........... E para mim viver não é isso. ...................................................... Porque nunca fraquejar seria ser de ferro, inabalável, insensível. ... E para mim viver não é isso. ...................................................... Porque temer o fim seria não o compreender. ............................ De tudo o que sabia fiz o que fui capaz. .................................... Quis ser unicamente um fermento de paz. ............................. Passei. E não somente aqui, na minha rua, passei. ................. Débil, passei. Frágil, passei. Pobre, passei. E acabei. .................... A vida continua. ...................................................................... Fim, Eugénia Pedro

quinta-feira, setembro 25, 2008

Até ao fim.

Há pessoas que nascem para ser grandes. .............................................. Há pessoas que nascem para nos fazer crescer. ..................................... Nascem para ser fortes, para lutar até ao fim. ........................................ E depois partem, quais heróis, da nossa presença. ...................................... E depois já não precisamos de andar à procura delas, simplesmente falamos, como loucos. .................................................................................. A vida não é justa. .......................................................................... Mas não descansamos enquanto não dermos todo o amor que pudermos dar. Porque é assim, o amor. .................................................................... Porque só assim funciona. ................................................................. Há pessoas que nascem para morrer. ...................................................... E só elas vivem, de facto.

terça-feira, setembro 23, 2008

Puro soluçar.

És o melhor.
És frágil, e isso faz de ti o mais forte de todos.
Quero que saibas isto.
Também quero que saibas que te amo.
Vais esquecer-te. Um dia vamos esquecer-nos todos e o que está para trás não vai importar nada nunca mais.
Mas independentemente de tu te poderes lembrar, independemente de eu o saber mostrar, independentemente de tudo o que o mundo nos obriga a viver, eu amo-te. E tu és o meu melhor amigo. E o melhor amigo que alguém poderia ter. Era só isto que eu precisava de dizer hoje.
E já está.

domingo, setembro 21, 2008

Primeira semana

Receita: ......................................................................... Escola nova; horário-manta-de-retalhos; marcadores permanentes; farinha do super mais próximo; água (daquelas de 1.5l que custam 13 cêntimos, de preferência); manuais escolares que se parecem com os dicionários Petit-Robert, e que comprados na vulgar livraria pagariam um carro. ........................................................................................... ...Será preciso dizer mais alguma coisa?

domingo, setembro 14, 2008

Get storm.

foto do google
Hey, what’s your name?
Margarida.
What?
Like the pizza, you know?
Oh, ok. Who are you?
This is me.
What are you waiting for?
The cold. I’m waiting for the cold.

sexta-feira, setembro 12, 2008

Let's laugh.

imagem do google
É em noites como esta que me sinto realmente bem. ...... Brota a autenticidade das nossas gargalhadas. .................. As gargalhadas não foram feitas para serem bonitas, ou para soarem bem. As gargalhadas são brutas, só por si. É isso que há de mais belo nelas. A brutalidade com que se fazem notar. A violência com que rasgam a atmosfera. O facto de serem cheias, inteiras, mesmo que fiquem a meio. É toda uma vontade - de que o peito se enche - de dizer ao mundo que é ou está feliz. ................................................................... As gargalhadas não são cristalinas nem suaves. São um grito de prazer. ................................................................................ Vou guardar esta noite e nunca mais sair dela. ................... Ao Válter e à Mariana, as melhores companhias que eu podia ter arranjado.

terça-feira, setembro 09, 2008

Taizé.

Tenho amigos que buscaram paz interior.
Entristeceu-me tanto saber isso!
Mesmo que eu quisesse, não poderia voltar a casa como se nada tivesse mudado, como se apenas tivesse tirado uma semana de férias.
Porque mudei, de facto. Aprendi a viver e sentir tudo como se tudo dependesse de como eu vejo as coisas e dos passos que dou. Viram o último filme da trilogia dos Piratas das Caraíbas? Lembram-se do que eles fizeram ao barco? Foi exactamente isso que me aconteceu. Afundei-me para ir buscar ao fundo aquilo que estava lá em cima.
Estar em Taizé é...respirar paz, é ter amor espontâneo, universal e gratuito mesmo mesmo à flor da pele, é divagar ao som dos sinos da alvorada, é descobrir um mundo que parece feito de sonho! É um arrepio, um duche de tranquilidade. É aprender a rodar os olhos 180º.
Descobri pessoas fantásticas. Mais que gestos bonitos, encontrei gente que parecia transbordar de verdade, de honestidade, de entrega.
Quanto à minha vida, faço agora uma nova leitura dos mesmos factos. Faço-a com mais fé, com mais alegria, com mais certezas. É como se hoje tudo fosse mais nítido.
Fica um muito obrigada a todos quantos fizeram de Taizé - que já por si era mágico - um lugar único e inesquecível, que soube - de facto - a pão com manteiga barrado a chocolate!

quarta-feira, agosto 27, 2008

Três horas

Três lindas horas passei eu mais a minha rica mãezinha na Loja do Cidadão do Odivelas Parque.
E para quê?, perguntam vossas mercês.
Hum...bem...no final das contas...para nada.
Não nos serviu de rigorosamente nada estarmos ali desde as 10.40h da manhã.
"Ah e tal e se não tem o nº de beneficiário não lhe posso ajudar..."
O que realmente interessa é que depois de todo um dia de correrias já tenho o meu papelito que diz que estou à espera do meu Cartão Europeu de Seguro de Doença...e que assim já estou autorizada a ser violentemanete atacada por qualquer bicho, vírus, furacão estrangeiro.
Nos entretantos...calmamente...Taizé espera-me.

terça-feira, agosto 19, 2008

Cócoras

Um dia eu fujo. Fujo. Corro; corro até não poder mais. Viverei num mundo pintado a tinta-da-china. .......... Tinta-da-china preta, oh sim, preta. .................. Levo comigo a minha tinta-da-china branca e o meu pincel, e assim posso brincar às bonecas. ....................... Um jogo que só eu conheço, e que mais ninguém pode jogar. Ou será que sou sozinha? ............................ … ....................................................... Um mundo onde eu não duvido nunca: ou é preto ou é branco. ................................................. Mas só não duvido quando eu não quiser duvidar. ....... Sim, quem diz que eu não duvido quando me apetece? ..... Se eu quiser a tinta é verde e ninguém tem nada com isso! Ninguém tem nada com isso se ninguém quiser jogar! ...... Ou será que sou sozinha? ............................. … ....................................................... Um dia pego em ti e fugimos os dois.

sábado, agosto 16, 2008

Santa Cruz

Um cartão do metro, dois bilhetes de autocarro, e 'bora lá.
Como sabe bem ter amigos com quem partilhar as coisas! Aprendi que a distância pode ser saudável: obriga-nos a aproveitar melhor o tempo quando estamos juntos.
A cada encontro, um convite: não nos perderemos de vista!

quinta-feira, agosto 14, 2008

Yummy...

Apresento-vos a minha obra prima de hoje!
Lá está, são os truques femininos que eles nunca terão; e este, certamente o melhor exemplo deles: arear os tachos! (Neste caso, talvez a forma...)
Eu nem sequer gosto muito de chocolate em bolos, mas hoje apeteceu-me!... Quem quiser um bocadinho, não hesite: a campainha daqui é já ali! :)

quinta-feira, agosto 07, 2008

Saldos

É tão bom encontrar uma loja com eles generosos!!
Hoje, foi a vez da Alta Roda, uma das minhas lojas favoritas. É em Campo de Ourique, e parece que é uma das lojas de eleição do Jet-7 lisboeta... Tem peças que, sinceramente, nunca me imaginaria dentro daquilo (como, aliás, qualquer dos vestidos da foto)... Mas encontro sempre coisas de muito boa qualidade, ao meu estilo, e tenho um atendimento verdadeiramente personalizado e prazenteiro. Conhecem-me e sinto que estou quase entre amigos. Assim que chego, "Ai, ainda bem que viestes. Tenho aqui uma peça que vais a-do-rar!"... Adoro vestir e trocar e experimentar, mesmo que saiba que não vou levar, e ninguém lá se importa com isso! É um autêntico antibiótico!! O único grande problema da Alta Roda é o preço. Mas hoje, está quase tudo a 50% de desconto, e foi mesmo para afogar a crise! :D
Gajas nas compras...é o que dá!