sexta-feira, junho 22, 2007

Dói. Stop!

Tudo o que vos posso dar, hoje...é uma música. Talvez um dia explique. Talvez nunca me dê ao trabalho. Hoje foi um dia difícil. Agradeço ao Rafa, à Drumond, ao Dani, ao João e à Ritinha por o terem tornado suportável...são os maiores. Hum...como dizer sem expor toda a minha vida privada nalgumas linhas? Foi um dia difícil. Stop. Parece que andei quase seis meses à procura de algo que realmente não existe. Stop. Porra pah foi muito tempo. Stop. Sia - Breathe Me: tudo o que tenho por dar. Stop.

domingo, junho 17, 2007

Mails..

Recebi um e-mail da minha mãe, que dizia para ir conhecer o meu "ADN visual"...e fui...partilho-o convosco... Como costuma dizer um amigo..."comenta lá isto"...

sexta-feira, junho 08, 2007

9ºs anos...bahh...

Já chorei, bolas...
E vocês ainda vão voltar mais cinco dias àquela escola. Que faria se não mais voltassem...
.
Sim. Vocês os seis. Foram, de certo modo, o meu refúgio. Uns, durante anos; outros, meses. Mas todos, de certa forma. Cada um à sua maneira. Naqueles momentos em que me apetecia fugir da minha turma, fosse por que motivo fosse, fugir de mim, fosse em que ocasião fosse...cada um de vocês soube dar-me a volta...mostrar-me o porque-não-? de um sorriso...
Eram aquela réstia de luz, de esperança, de maturidade que queremos sempre encontrar no meio dos amigos...mas que muitas vezes não vemos, pelas mais variadas razões...
.
Hoje foi a primeira fase do final de uma etapa importante na vossa vida: hoje foi o vosso último dia de aulas no 9º ano. Agora, são aulas complementares (acho que é assim que se diz...) e exames. Parabéns, a vocês e a todos os que convosco acabam.
.
São pessoas muito importantes para mim, e estou certa que para muitas outras pessoas...obrigada por tudo. Pela paciência, pelo tempo, pelas palavras, pelos sorrisos, pelos flashes (né, Vera?), pelas confidências, pela cumplicidade, pelos olhares que disseram tudo, pelos abraços que não precisavam de mais nada, pelos passeios, pelos risos, pelas lágrimas, pelas mensagens, pelas palhaçadas, pelas conversas, por aturarem as minhas birras e os meus ataques de raiva ou de palhaçada...por tudo. São um espectáculo. E só um espectáculo é pouco. Mas não sei que mais dizer...
.
(Acho que vou desatar outra vez...)
.
Sempre lá estiveram, quando precisei, e este ano precisei muito...por motivos que quase toda a gente conhece... Sempre deram a mão, sempre tiveram aquele dom da palavra que não aparece um ano mais cedo, sempre emprestaram um cantinho para chorar, ou o manual de Como Sorrir Em 0 Lições... São mais velhos e mais velhos se tornam. Cresceram. Abandonam, dentro de dias, a escola que vos acompanha há cinco anos...acho eu.
Ainda bem!
Como me disse uma vez alguém, sejam então parvos, sujos, tontos, engraçados e simplesmente únicos...porque a vida é demasiado curta para se ser cool... Adoro-vos. São lindos.
Repito-me...Obrigada.
.
Obrigada Miguel, Cajó, Verusca, Tatá, Rapaz-dos-olhos-doces e Ritinha...são lindos, bolas!!
.
.
Como diziam os Cabeças no Ar...
"No meio dos amigos, aprende-se muito mais;
Do que em todos os manuais, histórias de fazer corar;
Coisas da vida reais, que nos querem ocultar
(...) No meio das amigas, aprende-se ainda mais
Vai- se mais longe que os sonhos e que a imaginação
As ciências naturais, cabem na palma da mão..."
.
.
.
E ai de vocês se nunca mais cá aparecem!!! =P
.
Ao João Luís, ao Henrique Barradas, à Vera Freire, à Mariana Machado, ao Joaquim Freitas e à Ana Rita Carmona, que tanto merecem este post...

quinta-feira, junho 07, 2007

acabada de aterrar...

Sabem daqueles dias em que chegam a casa e só vos apetece que tudo tenha um botãozinho de desligar para poderem descansar por quanto tempo vos apetecer? Landing in London, dos Three Doors Down. Bom apetite.

segunda-feira, maio 28, 2007

Faltas...

Amanhã vou para a escola. Assim como fiz todas as segundas-feiras passadas. Só que...amanhã vai ser diferente. Amanhã vai lá faltar alguém. Mas como já estava programado, não vai faltar ninguém, porque todos aqueles que se esperava lá estarem lá estarão. Ninguém adoeceu hoje à noite. Ninguém vai estar com febre amarela amanhã às 8.20h. Mas tu...tu estarás em Paris. Num centro de estágio. E tu...tu estarás em Odivelas. Num quarto fechado. Espectacular como duas das pessoas mais importantes da minha vida podem estar tão longe, fazerem tanto barulho cá dentro por cá não estarem e eu nem sequer poder dizer que eles faltam...porque toda a gente saberá que estão ambos enfiados no emaranhado de lençóis que se deram ao trabalho (ao descanso?) de emaranhar durante esta noite que começou há umas horas... Não faltam. Em lado nenhum. Exceptuando, obviamente, nos estúpidos livros de ponto das duas turmas a que pertencem vossas excelências. E mesmo assim não faltam. Estão lá as vossas caras, comprovando que ali permanecem. E para sublinhar que lá estão, os vossos professores escreverão os vossos números a tinta, nuns quadradinhos imaculados 2x2cm. Não posso nunca dizer que sinto a vossa falta. É absurdo. Primeiro, porque já sabia que cá não íam estar, por isso a vosa ausência já era esperada, logo, cumprir-se-ão as presenças que pensámos que íam existir, de modo que VOCÊS NÃO FALTAM. Assim, não se pode sentir a falta de algo que não está a faltar. Depois, se "sentimos a falta", é porque algo - aquilo que falta - existe. Então não falta. Exerce funções vitais - ou não - noutro lugar. Mas como são delimitados os lugares? Por paredes? Nas paredes há coisas a viver. Uma coisa que viva de um lado da parede está num lugar diferente de outra que esteja a 2 mm, dentro da parede, ou a 4 cm, do outro lado da parede? E as florestas que vão secando e descendo até aos desertos? São lugares diferentes? Mas não há paredes! Nem muros! Nem limites! Então não há lugares, mas sim lugar. Estamos todos no mesmo lugar. Então ninguém falta. E não se pode sentir a falta de algo que não falta. Por último, sentir a falta é, por si só, estúpido. Se algo, por muito teimoso que seja, falta...então não se sente. A falta é um vazio, um buraco por preencher. E o vazio não se sente. Assim como não se sente aquilo que não há no buraco. Não se pode sentir a falta de nada. Pode pensar-se na ausência física de algo no raio de 2cm. Nunca numa falta. E não se pode sentir a falta de algo que pura e simplesmente não pode faltar. Amanhã vou acordar sem querer acordar, interrompendo um sonho qualquer, rasgando o quentinho do MEU emaranhao de lençóis....como sempre. Como qualquer segunda-feira. E onde estarão vocês? Eu sei. Vocês não. Eu digo: no meio de mim.

domingo, maio 27, 2007

Ainda tenho em mim a esperança...

...de um dia perceber isto. . Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer. . É um não querer mais que bem querer; é um andar solitário entre a gente; é nunca contentar-se de contente; é um cuidar que ganha em se perder. . É querer estar preso por vontade; é servir a quem vence, o vencedor; é ter com quem nos mata, lealdade. . Mas como causar pode seu favor nos corações humanos amizade, se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís de Camões

sexta-feira, maio 25, 2007

Andei à procura...

...de um counter novo. Chateei-me com o sitemeter....e ando à procura de um novo contador de visitas. Alguém tem alguma sugestão? E alguém se atreve a propôr um número onde começar a contar? No dia 28 de Fevereiro cheguei às 1000 visitas...e mesmo assim era um número aldrabado, porque comecei a contar as visitas uns bons meses depois de criar o blog...de modo que não faço ideia de quantas visitas devo ter por agora....alguém arrisca um número?

sábado, maio 19, 2007

...à janela...

Tenho o prédio "engarrafado"! Rodearam-no de andaimes e rotularam-no com uma rede verde-garrafa... O prédio vai ser pintado e isolado de novo, e vamos continuar nisto nos próximos meses... Aquelas vistas espectaculares, aquelas paisagens maravilhosas que destas janelas se viam...agora são a pontilhado, com uma forte componente de verde escuro lá para o meio...que tal? Mas não era por isso que eu vinha...é que hoje foi diferente! Às vezes, acordava com os homenzitos à janela, a falar para um homem do outro lado do mundo, com uma riqueza lexical altamente classificada e uma táctica de oralidade em que cada frase deveria ter pelo menos dois palavrões. Vá, gíria insultuosa. E essa parte de acordar com a voz deles era particularmente interessante quando dormia em roupa interior e me esquecia e fechar os estores...cheguei a atrasar-me para a escola à custa disso!! É que tinha de esperar que os bons dos senhores saíssem de ao pé da minha janela para me poder arrastar, em trajes menores, para a persiana...e assim começas o meu dia. Bem, rotinas! Mas também não era por isto que eu vinha. Era, sim, por hoje me ter posto à janela, antes de almoço, a ouvir um dos homenzitos cantar. Ele estava no 5º andar (dois abaixo do meu) a isolar uma esquina de um estendal e cantava como ninguém o ouvisse. Eu não o via, ele não me via. Falava e cantava sozinho, muito ou pouco concentrado na sua tarefa. Até que me viu. "- Olá. - Olá... - Estás aí há muito tempo? - Ya. - Tens estado a ver a minha figura de parvo, hein? - Pois... - E não vais gozar comigo? - Para quê? - ..." E continuámos a conversar. Fui levar o cão à rua, e quando voltei lá continuámos. Fiz o almoço, almocei e, a certa altura, ele já não trabalhava. Sempre a conversar... Eu cá dentro e ele lá fora. Tive pena do homem. Mesmo. Sem nunca lho dizer, obviamente. Sem ambições, sem o oitavo ano completo, com a infância perdida algures entre a morte do pai e a vida nas drogas no bairro alto. Sagitário, média estatura, um nome que adoro. Olhos sofridos e capacidade de discurso francamente degradada. Algo machista. Mãos de pintor. Disse-me 21 vezes, no tempo em que conversámos, para não abandonar os estudos, para me portar bem, para não abusar nas bebidas, para não resmungar com os meus pais, e que as drogas eram um caminho que não valia a pena. A certa altura, disse-lhe que tinha de ir arrumar o quarto. E ele disse que o Encarregado também não pagava extraordinárias. E pronto. Sábado pobre.

quinta-feira, maio 10, 2007

far away

Sempre foi assim...e não sei porquê. Estás longe. Aí queres ficar. Dizem que não, que pensas e sentes de outra forma. Não é o que mostras. Não entendo porquê. Não é que sempre me tenhas mostrado o que verdadeiramente sentias....hoje questiono-me se isso alguma vez aconteceu...mas não somos nada um ao outro. Porque não dizes tudo na cara? Porquê esse medo gigantesco de te mostrares transparente? Porquê essa vontade habitual de provocação desaustinada? Porque me mentes? Porque te escondes? Porque foges de ti e daquilo que realmente sentes? Não explicas...nunca explicaste. Não entendo. Desculpa. Não tenho teorias que cheguem para isso.

terça-feira, maio 08, 2007

À sombra de nós mesmos.

Não sei o que aconteceu...não sei. Posso contar-te segundo a segundo, talvez até consiga chegar ao fim sem a voz tremer, se me esforçar para isso. Mas agora...não sei. Como também não perguntas, não tenho de me dizer a mim que sei. Obrigada. . Esvaziei-me. Dormi durante horas. É isso que costumo fazer quando chego a casa com a cabeça daquele tamanho...dormir. (A minha cabeça estava do tamanho do tempo da discussão e do volume dos berros...estava maior que a dor que sentimos um mais o outro, ao discutirmos.) Dormir. Porque preciso que o meu organismo recupere tudo aquilo que perdeu em cada berro, em cada lágrima, em cada resposta pronta. Então durmo. É o melhor vitamínico, é o melhor energético, é o melhor relaxante, é o melhor alimento. Para além de ser o melhor aspirador de...tudo. Esvaziei-me. . Não percebi muita coisa, que hoje até chegaste a explicar... Não percebo como podemos fugir de nós próprios e daquilo que sentimos....mas dizer agora tudo aquilo que não percebi seria assumir que sei muito bem o que se passou e o que sinto. Seria...contradizer-me. Um dia, acusaste-me disso. E rimos os dois. Era um daqueles dias em que contei contigo para tudo....tudo mesmo. Era um daqueles dias em que foste para a cama a pensar que tinhas medo do que sentias...mas que era bom esse sentimento!...e que ele te levava e deixava num mundo onde não há problemas... Porque é que as pessoas têm tanto medo de deixar os problemas de lado?? Porque teimam tanto em levar os problemas para onde quer que vão?? Vamos de férias?? Bora levar as discussões!! Vamos apaixonar-nos?? Bora ficar a pensar o dia todo nas coisas más que (como somos videntes, sabemos) vão existir!! Porquê?? . ** . Dormir. Enfiar-me debaixo dos lençóis depois de desligar o motor do aquário e puxar as persianas na sua totalidade...para que não se note tanto a diferença entre a luz natural e a escuridão abissal que vai cá dentro. Para que só me possa ouvir a mim, se proferir algum som. Para cair em mim mesma e ter o meu espaço onde não chegam claustrofobias. Entrego-me a mim e ao meu corpo. Não aos meus pensamentos que, hoje, não me levam a nada. . Sonhar...com o dia em que vais ser sincero. Em que a confiança entre as pessoas é além do que elas pensam conseguir. Em que somos mais do que aquilo que alcançamos. Em que superamos todas as barreiras que um dia impusemos a nós próprios. . Mas a realidade não é assim. Parece que gostamos de nos esconder atrás daquilo que tememos, parece que não temos orgulho que sermos quem somos, como somos, pelo que somos. Parece que não gostamos daquilo que construímos. Vivemos...na penumbra, com medo de nós, e de sentir e de arriscar e de dar o passo...e de dar o braço. Vivemos à sombra de nós próprios. . "Acorda, Ana, anda jantar, vá. Depois o pai ajuda-te na matemática. Olha-me só para este quarto...não te deitas enquanto isto estiver assim, ouviste?"

quarta-feira, maio 02, 2007

hoje fazes sentido.

sempre fizeste, provavelmente...mas hoje provaste que o fazes. hoje mostraste-me quem és. hoje abriste o jogo. hoje descobri-te! hoje menti-te! hoje rasgaste-me um sorriso que provavelmente nunca conhecerás.... hoje adoro-te! por seres quem és! conta comigo....contas? (porque tenho a estranha sensação que nunca verás este post, anselmo?)

terça-feira, maio 01, 2007

faz tempo

faz tempo que aqui não vinha....tenho tido muito que fazer. quero reconstruir o meu quarto. aquele já não me diz nada. não é meu. está sujo desde o rodapé ao tecto, e tenho móveis que guardam pó em cima de pó. prateleiras que aguentam os dias poeirentos em que fui um eu que já não sou. hoje limpei janelas, esfreguei paredes, lavei chão. não sobrevive uma única montanha de roupa, daquelas que já eram património cultural naquele quarto. venho ao computador, crio um novo eu no hi5, desiludo-me com muito do que vejo... queria lembrar-me como se voa... queria voltar a saber que aí estás... queria ter a certeza de que quando acabar de chorar, vais saber o que dizer...e vais dizê-lo... faz tempo. e o tempo não volta atrás.

sábado, abril 14, 2007

arco-íris

Não sei o que se passa. Num segundo, num olhar, numa saudade, num aperto, quero-me aqui nos teus braços. Não te quero a ti, mas a mim contigo. Gostei de quem fui enquanto estive contigo. Gostei...de me sentir confortável e protegida e quentinha...contigo. Adoro o tempo que passámos juntos. Podia dar aqui esquilhões de pormenores. Mas são nossos. E incontáveis. E, talvez, passado. Noutro momento, muito diferente do primeiro, odeio-te profundamente. Acho-te infantil e egoísta. Sinto-me ingénua e estúpida por continuar a dar-te ouvidos. Se calhar. Quem sabe? Sei que gosto de ti. Por seres bonito. Por conseguires ser a pessoa mais meiga deste mundo. Por seres chato e birrento, por (quando te lembras) estares lá se eu precisar. Por me fazeres rir. Gosto de ti. E de passar tempo contigo, sem que ninguém nos chateie, sem nos preocuparmos com a autoestrada. Aprendi que as pessoas são mais bonitas quando choram. Porque são verdadeiras. Sinceras. Reflectem aquilo que sentem e são. Todas as pessoas. Gosto de ti. A sério que gosto. Apesar de seres um ouriço-cacheiro de cada vez que tento pegar-te. Depois de tudo o que passou...guardo poucas certezas. Foram tempos em que rimos e chorámos, foram dias em que tentámos crescer à pressa, foram momentos que hei-de guardar. E sem migo e sem tigo nõ funcemina. Foi tempo bem gasto.
Obrigada!
a gerência.

sexta-feira, março 30, 2007

A Tua Rua, por Ana Campos

É-me fisicamente impossível Estar onde quero, neste momento. Resolvi apagar as luzes E libertar o meu pensamento. Daqui de dentro não devo sair: É tarde. E não te sei mentir. Ainda que não possa, A rua chama, A noite chora, (salpicando o céu) A lua brilha... Sempre e sempre sem ninguém reparar, Parar a olhar Deter o compromisso e o horário A obrigação e o dever O fazer mas não querer... Onde quero estar, não estou e onde podia estar, Estás tu no meu lugar. Deita o puto Ele há-de ser homam. Abandonará essa rua. Seguirá sua vida. Esquecer-se-á da lua. A tua rua é um lugar espectacular. Não é tua; No entanto, vives lá tu. Contigo e por ti Vivem e passam montes de pessoas. Isso a torna tão especial. Todas têm a sua vida, O seu problema por resolver, Os seus sonhos e inutilidades. Só reparam em ti quando lá não estás. Porque pensam Ena, não está ninguém na rua. Podias estar lá, mas não estás. Se lá estivesses, em ti teriam passado o olhar e seguido o seu caminho. No máximo e no mínimo Estaria alguém na rua. Naquela, Também tua. Mas, para repararem em ti, ainda tem de faltar o resto das pessoas. Para lá não estar ninguém, excepto o puto que pensar e observar que à sua volta não existe Ninguém. A tua rua é um espectáculo, Vai dar a um sítio. Há outra saída. Podes escolher: A esquerda ou a direita. Se não quiseres nenhuma, Ainda podes entrar em casa Até teres caminho por onde seguir. Os carros passam, Estende-se o nevoeiro, Acorda o sol, Passa das nove e já tudo saiu. A porta bateu.
E o puto sorriu.
Com a pronta revisão do professor António Silva,
poema dedicado ao Daniel Correia,
que faz hoje 13 anitos...
Apanhaste-me!
...Parabéns, amigo. Que me apanhes muitas vezes mais!
Adoro-te! Mas acho que iso já tinhas percebido...

quarta-feira, março 28, 2007

A tua ausência educa-me

Porque há dias em que tudo faz sentido... Porque há dias em que tudo parece funcionar (mesmo que não propriamente da maneira mais correcta, por vezes)... Porque há momentos em que olho nos teus olhos e não estou sozinha lá dentro...mas estamos os dois! Porque me sinto cheia, me sinto preenchida, só de voltar para casa a correr com um sorriso parvo na cara e saber que amanhã te vou voltar a ver... Porque hoje, os meus passos são os teus passos, as tuas frases são os meus pensamentos e as nossas coisas estão connosco para sempre... Porque sim, porque quero voltar a ver-te desde o momento que em partiste, mesmo sabendo que tinhas de ir para eu só voltar a sentir a tua falta... Porque um dia fomos dois putos. Porque ontem fizemos a asneira da qual nunca nos arrependemos, mas aprendemos ambos com ela, e hoje somos aqueles de que tanto gostamos por fazerem o nós que conhecemos... Porque estar contigo já não é estar comigo, muito menos estar só contigo, mas sim estar connosco... Porque tudo à minha volta me parece frágil e acessível quanto tu próprio ao meu colo... Porque sinto que desta vez e diferente, porque sei que crescemos muito, porque sei que o quanto gostamos um do outro nos deixa espaço e tempo suficientes para nos respeitarmos mutuamente. Porque sei que é aqui que quero estar, bem longe de ti, porque agora sei que gostava de te ter aqui e de não sentir a tua falta. Porque se aqui estivesses sempre talvez nunca me apercebesse do quão és necessário. Porque sim, Jaime, porque sim.

domingo, março 25, 2007

Children See, Children Do

Adorei este vídeo...acho que está simplesmente espectacular... A mensagem é muito clara e realista e a campanha está muito bem conseguida. Que pensam vocês?

segunda-feira, março 19, 2007

será...?

"eu so kero um sim" mataste-me. foi bom? sentes-te bem? estás melhor assim? cheguei ao ponto de me deixar ficar onde me deixaste só para ter alguma garantia de que estarias bem....será que viste? será que olhaste? será que alguma vez te preocupaste? Saul...hoje tenho dúvidas.

sexta-feira, março 09, 2007

utopia IV

eu vou-te magoar...eu vou-te esfaquear...aos poucos te tiro e te mato...se alguém assim matasse há muito te tinha morto...se alguém assim morresse...esse alguém eras tu... agarro-te: sufoco-te. deixo-te: voltas. abraço-te: para sempre... minto-te: perdoas... pego-te: cá estás. levo-te: comigo e sempre ficas. aos poucos volto-te as costas para tudo de novo começar... ...é um crime horroroso que não mereces tu... ...é virar-te as costas quando sempre cá estiveste... ...é levar-te a uma volta e abandonar-te no caminho... ...deixaste-te ficar mas deixei-te cair... ...quiseste ficar mas quem foi embora fui eu... ...disse-te, prometi-te que ficava...mas fui. ...é um crime horroroso e nojento que não mereces tu. queria....ser alguém diferente. eu sou diferente de ti. e deles todos. chamam-me esquisita. talvez se fosse como todos as coisas fossem diferentes... quem me dera ser como as pessoas normais. ou não ser nada, de todo. talvez tudo fosse diferente...

nostalgia

...o renovar da pintura e o lembrar como se fazia...
...o rebater as muralhas e todas as paredes que lá estavam...
...às vezes tens de me aparecer à frente para me lembrar do quão és importante e do como gosto que lá estejas...
..just...show up. sometime.
anytime.
PS.: tipo....se reparares na foto até o puto rói as unhas.....

quinta-feira, março 08, 2007

Olimpíadas do Ambiente II

Olá...
Como fiquei em terceiro lugar na escola, fui apurada para a segunda eliminatória...e cheira-me que daqui não vou passar...=) Mesmo que por mais não seja, valeu a pena ter entrado e, sobretudo, ter passado, certo??
Então cá vou eu, próximo dia 15, ter com o stor de Ciências...acho que vou faltar a uma ou duas aulas...isso é positivo. é giro tar lá sentadinha a fazer o teste, e saber que, naquele momento, centenas de alunos fazem o mesmo...é memo giro! Todas as escolas do país são obrigadas a fazer o teste às mesmas horas (acho que já tinha dito isto quando vos falei da última vez...), e até os Açores fazem ao mesmo tempo, uma hora mais cedo...memo giro! Ficam com o folheto... E desejem-me...boa sorte, para não dizer outra coisa...!
PS.: Tou quase a fazer anos..........trólarilóléééééééééécas.........
PS.: Ah e tal e daqui a três sextas feiras estou em Paialvo...com os nonos! No ano passado a Serra da Estrela foi qualquer coisa de espectacular...vamos lá ver como corre agora...;)

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

1000.

1000. Um número bonito. Redondinho e tal...é giro. Cheguei às 1000 visitas neste blog que dirijo desde aquele sábado noctívago... Ultrapassei-as. Queria dizer obrigada, queria explicar a todos que estou contente, queria pedir-vos mais uma vez que deixem a vossa marca, a vossa "pegada" de cada vez que cá vêm, o vosso comentário, o vosso olá...mas não digo. Hoje não digo. Hoje não falo mais. Hoje é como se não mais olhasse. Cosam-me os olhos como cosem as cicatrizes. Colem-me a boca com cola de contacto. Hoje que precisas que te fale...é como se não falasse. Hoje que notarias se te olhasse...não tenho olhos de gente. "Os carros vão na rua... Ninguém reparou na lua... A vida sempre continua..." 1000 beijos. 1000 desejos. 1000 saudades. 1000 memórias. 1000 desculpas. 1000 palavras. 1000 textos. 1000 dias. 1000 momentos. 1000 mergulhos. 1000 braçadas. 1000 sustos. 1000 pessoas. 1000 distâncias. 1000 abraços. 1000 silêncios. 1000 noites. 1000. Boa noite.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

sempre atrasada...!

Bem, como já faz parte da minha tão característica personalidade (muita modéstia...), chego sempre atrasada, seja para o que for, seja quando for, seja por ou para quem for. Nestes últimos tempos tenho andado a perceber que o que conta não é bem se o que fizeste resultou ou não, mas a maneira como o fizeste: se te esforçaste ou não, quais os teus sentimentos perante aquilo que tentas alcançar, se a intenção é válida e nobre ou nem por isso. Mais uma vez, cheguei atrasada, por motivos de força maior (um castigozito pequininito e tal...). Mas, como aprendi a reconhecer....mais vale tarde que nunca!!... Parabéns Inês! Há um ano (mais coisa, menos coisa), descobri uma prima buéda fixe. Uma prima que me ouvia e compreendia, que gostava de deixar a sua marca, e que sempre deu valor à minha. Uma prima grande e crescida que se tornou, no meu pequeno mundo, mais um exemplo a seguir. Uma prima adulta e bué pá frentex de quem aprendi a gostar! Parece que há tanto tempo cá andavas por perto e só agora acordei....=) Obrigada por tudo. Os meus sinceros parabéns, e que saibas saborear este que acaba de chegar da melhor maneira.... Beijinhos grandes e sonoros!!

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

utopia III

voltei.
decorei um poema, há uns dias, com a ajuda de um dos meus putos...mas o poema já não me diz nada, quase, de tantas vezes o ter repetido. não sei se deixou de me dizer alguma coisa....se calhar fui só eu que deixei de querer ouvir...intitula-se Cântico Negro, e é de José Régio. todos os poemas que decorei...eram o meu próprio reflexo nesse momento. ao lê-los, ouvia-os e fazia-os meus. hoje aquelas letras não me dizem nada. ou deixei eu de as tentar ouvir.
voltei.
o meu irmão no computador, eu num dos portáteis....até o cão se fartou da novela, agora ligada para ninguém.
voltei.
sou casca, hoje. vazia, oca...desligada de tudo. sem nexo. sem um mundo paralelo. sem uma estrada ali ao lado.
gostava de voltar atrás no tempo...mas não para mudar, só para observar. estudar bem tudo o que fiz, os passos que dei...para saber o que fazer asseguir. para saber agir da melhor maneira. mas não posso, não sei...
vou dormir. estou de férias. amanhã tenho de estudar o Sexta Feira para o stor António; acabar A Arte Renascentista para a Drumond; compilar um CD para mim; falar com o Tiago; devolver o Henrique ao André; ir ver o Ananias, ver se sobreviveu à festa da Damião...
a médica diz que me descentrei.
a única coisa que tenho programada para amanhã para mim é um CD patético que nem sei se vou ter tempo de ripar.
giro.
não sei ser centro.
não me ensinaram.
nunca vi.
talvez um dia vos explique, em palavras que façam sentido ligadas e desencadeadas umas atrás das outras em bicha-pirilau em que raio de ponto de vista (o estupor!) é que tudo isto tem a ver com utopia...
muito bom fim-de-semana.

domingo, fevereiro 11, 2007

As palavras de hoje são muitas...

Não sei o que dizer. Não tenho palavras para ti, hoje. Ontem eras tudo e hoje fizeste-te nada, à minha frente, desarmando-me de tudo o que conhecia... Será que a culpa é minha? Que terei eu feito? As perguntas amontoam-se... Tanto podes estar a discursar, como a ralhar, como a ofender, como a ignorar-me, como a virar-me as costas...não sei. Não entendo a tua lígua. Não sei do que falas. Não sei porque o dizes. Acho isso injusto da tua parte mas não to digo nem to mostro porque se calhar a culpa é minha. Quero saber a verdade. Quero avaliar os dados. Quero uma opinião de fora. Quero tempo! Mas o tempo corre! Mas tudo me parece tão urgente, tão extremo...que faço? Não sei! As respostas que não chegam chocam e gritam umas com as outras sem ninguém ter a culpa... E o tempo voa. Quando foi a última vez que nos olhámos nos olhos com sinceridade profunda a inundar-nos por fora? Já nem sei se alguma vez isso aconteceu... Quem fez isto? Porquê? Como conseguiu? O tempo escorre. E, como ouvi, um dia, se o meu tempo fosse o teu espaço, nós seríamos o infinito... As palavras de hoje são inúteis.

sábado, fevereiro 10, 2007

concursos

Para que servem, anyway?? Às vezes parece-me ridícula a ideia de que milhões de pessoas concorrem neste país....seja a que for. Para se entreterem? Para competirem com alguém num raio de eaquilhões de quilómetros? E isto para não falar a nível europeu, que nos traz o euromilhões e cenas do género... As pessas gastam mais dinheiro a apostar que a ganhar pela aposta, o que torna tudo isto ainda mais ridículo. ...whatever... A 2ª eliminatória das Olimpíadas do Ambiente estão a chegar...vêm devagarinho, mas vêm.....são a 15 de Março, às 14.30 no continente e na Madeira, menos uma hora nos Açores...já estou ansiosa...nunca tinha chegado tão longe... Mas já que estamos numa maré de concursos digo-vos que vou participar no Concurso Ferreira de Castro deste ano, em princípio...ando apaixonada pela poesia e já tenho alguns trabalhos para concorrer... Não sei porque concorro...será que tenho mesmo algum potencial na escrita? Potencial esse digno de uma qualificação no tão temível "Ferreira de Castro"? Vamos ver... Amanhã o país toma uma decisão. Enquanto país. Amanhã, o país concorre a uma posição na Europa. Acho que não enquanto país, mas enquanto nação. Concorremos, até hoje, a uma opinião, a uma imagem. A duas linhas de pensamento e pontosde vista diferentes. Se eu votasse, sabia muito bem que rumo e posição defendia. Mas como não voto...abstenho-me. Levo o cão à rua, e volto para arrumar o quarto.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Silence 4 - To Give

Adoro a música. Adoro a banda. Há anos. Quando estou triste, quando estou contente, quando estou desiludida...até quando estou nostálgica (sobretudo aí)..se eu encontrar Silence4...acalmo. Os quatro do silêncio entraram na minha vida num momento crítico...e vieram para ficar. Transmitem-me calma e conforto... Trazem-me tudo o que há de bom no mu passado...bom de recordar. Digo-vos: não acredito no poder curativo da música...mas sim no poder que a música (ou certas músicas) tem de nos transportar para um universo só nosso..trazendo-nos aquilo de que podemos estar a precisar. Estou em casa...hoje, que pareço estar tão longe de mim própria... Obrigada Pedro, Oto, Rufino, Onésimo e Onofre...foram muito importantes para mim, hoje...decisões importantes...tu também, Laertes...és linda!...e boa noite a todos os que não têm nomes esquisitos (na minha cabeça)...=p

domingo, fevereiro 04, 2007

fevereiro. boa noite.

fevereiro sempre foi um mês estúpido. difícil. mesquinho. em que até frio sabe mal, por muito que me custe admitir, eu, que sou louca por frio, cieiro, chuva, gorros, trovoada, neve, botas, poças e mãos roxas. esquece lá isso. ora bem....tá quase!! se fosse o meu irmão, chamar-lhe-ia dia dos encalhados, se fosse a patrícia, diria que chegava a 15, mas o que é facto é que o célebre St Valentine's Day está coming..... não sei que raio de fixação terá esta gente pelo dia dos namorados....mas lá que é estúpido, deiem-me dizer-vos: é. As recordações que guardo deste dia ano após ano são cada vez mais desastrosas à medida que o tempo passa. Desde os tempos de jardim infantil, em que nos arranjavam 5 namorados a partilhar com mais 7 miúdas aos quais oferecíamos uma "flor" feita por nós assim como quem está enojado, até ao ano passado em que, nem vou comentar, mas incluiu a minha mãe (né, snitch?), passando pelo dia em que me obrigaram a andar o dia todo de mãos dadas com um gajo nojento que tresandava e a dar-lhe comida à boca pela hora do almoço...posso dizer que adoro este dia. este people anda todo totó. para além dos namorados já não serem o que eram, isto...isto é uma seca! viva a....vivós caixotes do lixo, os cintos, as camas duras e as varandas!!! passem bem, ja que aqui isto vai de mal a pior... ps: ah e o meu pai mandou-me um mail que me fez pensar que o meu pc lê, pura e simplesmente, o meu pensamento. lê o de quem o ler. cliquem aqui, vejam por vocês próprios.

sábado, janeiro 27, 2007

"Cleaning out my closet"

Ando em limpezas! Estou sozinha em casa, e decidi arrumar e limpar (quase) tudo o que me aparecesse à frente...mas sinto-me bem! Enquanto o chão seca e não seca, conto-vos que estou completamente apaixonada!! Há muito não me sentia assim, perdida de amores por algo....a não ser pela vida, sim, isso sim. Bem, apaixonei-me pela Poesia. E, como raramente me tem acontecido, sinto que este amor me vai acompanhar enquanto os meus cabelos não forem cor-de-rosa às bolinhas azul-cueca! Estou contente, porque me sinto bem. Comigo e com tudo e todos que à minha volta estão, coisa que há muito não acontecia... Na próxima sexta vou almoçar a um restaurante italiano, com velhos colegas. Com alguns, nunca me dei muito bem, mas isto com o tempo tudo passa e evolui, de modo que, meus amigos, isto promete! Este ano vou a tomar, com as turmas de 8º e 9º anos de Moral. Acho que vai ser divertido....Mas não sei porquê algo me diz que qualquer coisa não vai correr bem... Não há-de ser nada, certo? Próximo sábado dia 3 é o torneio de badminton...também não vai correr bem, não ando a jogar nada de geito, para além de nem me apetecer muito ir... Também no dia 3, vou à festa da RTP, que faz 50 anos...vai ser giro! Este ano é só um lanche, e conta-se com um espectáculo do Chapitô, alguns insufláveis para os mais piquenos, umas pinturas faciais também para eles, para além da presença dos alunos da Operação Triunfo, os Da Weasel e ainda, como não podia deixar de ser, os rapazes do Gato Fedorento. Eu guardo boas memórias das festas da RTP...desde pequena! Lembro-me de passar uma tarde colada aos apresentadores do Hugo na Hugolândia, quando tinha uns 4 anos...e há dois anos fiquei um bom bocado nos insufláveis enormes que enfiaram nas novas instalações da Marechal Gomes da Costa... Também em 2005, adorei falar com os alunos da OT e com os apresentadores do Top +, que tanto adorava....e pedi autógrafos a toda a gente...foi tão giro... Bem, podia ficar aqui a falar e a falar sem nunca mais calar...mas tenho muito que fazer. E vocês também já devem estar consados de me ouvir, aposto! Deixo-vos com um dos meus poemas favoritos (que me faz detestar o anúncio da PT com os Fedorentos), A Balada da Neve, de Augusto Gil... Batem leve, levemente, Como quem chama por mim. Será chuva? Será gente? Gente não é, certamente E a chuva não bate assim. É talvez a ventania: Mas há pouco, há poucochinho, Nem uma agulha bulia Na quieta melancolia Dos pinheiros do caminho... Quem bate, assim, levemente, Com tão estranha leveza, Que mal se ouve, mal se sente? Não é chuva, nem é gente, Nem é vento com certeza. Fui ver. A neve caía Do azul cinzento do céu, Branca e leve, branca e fria... Há quanto tempo a não via! E que saudades, Deus meu! Olho-a através da vidraça. Pôs tudo da cor do linho. Passa gente e, quando passa, Os passos imprime e traça Na brancura do caminho... Fico olhando esses sinais Da pobre gente que avança, E noto, por entre os mais, Os traços miniaturais Duns pezitos de criança... E descalcinhos, doridos... A neve deixa inda vê-los, Primeiro, bem definidos, Depois, em sulcos compridos, Porque não podia erguê-los!... Que quem já é pecador Sofra tormentos, enfim! Mas as crianças, Senhor, porque lhes dais tanta dor?!... Porque padecem assim?!... E uma infinita tristeza, Uma funda turbação Entra em mim, fica em mim presa. Cai neve na Natureza E cai no meu coração. Beijinhos...!!

quarta-feira, janeiro 24, 2007

escrever para ninguém

é muito giro. escrever para ninguém... sabemos que uma pessoa (no máximo) vai ler aquilo, só quando tiver paciência, se lhe apetecer, quando, por acaso, por lá passar. angustiante? não! se eu quisesse escrever para mais pessoas, escreveria noutro sítio qualquer, em que tivesse certeza de audiência...assegurando-me assim de que os meus objectivos eram cumpridos. mas não. preferi esrever para...ninguém. talvez assim o mundo me entenda melhor. não ouvindo - de todo - aquilo que preciso ou prefiro não dizer...ou dizer mas não mostrar. porque às vezes precisamos de falar connosco. porque às vezes precisamos de nos encontrar, a meio de alguma coisa...no meio da rua ou no meio do estudo para um exame ou...a corrigir testes. seja o que for. precisamos de tempo para nós. só assim vamos ter tempo e disponibilidade para os outros. e sentido e utilidade e companhia e lógica e cabeça e opinião...e tudo. porque às vezes temos de nos fechar sobre nós próprios, e reflectir, talvez, não sei... por isso gosto do nevoeiro. obriga-nos a ter um espaço limitado à nossa volta e só conseguir olhar dois palmos à nossa frente. obriga-nos a tomar consiciência de quem somos e do que fazemos. obriga-nos a lembrarmo-nos e usarmos e construirmos o nosso pequeno mundo, naquele bocadinho de mundo que vemos. que fazer, quando nos roubam o chão debaixo dos pés, nos tiram o ó da fórmula da atmosfera, nos...tirma almofada quando queremos continuar a dormir mais um bocadito? hoje não sei quem sou. mas sei destinguir espelhos côncavos de espelhos convexos, e que quando a luz atinge um meio mais refrandente...aproxima-se sempre da normal. muito boa noite. escrevo e escrevi para ninguém num dos meus múltiplos cantos, desta vez em parceria com a Catty...

domingo, janeiro 21, 2007

-What is it gonna be, mss? - Er...a hug, please.

Gostava de vos deixar com DMB - The Space Between, mas parece que o you tube ta pa se chatear comigo... Apanhei esta banda pela 1ª vez no blog do Bruno Nogueira...e estou rendida! Sabem quando parece que acabámos de conhecer uma pessoa que já conhecíamos há montes de tempo mas que nos parece que só agora a conhecemos porque só agora se deu a conhecer e só agora lhe demos razões para isso? Sinto-me estúpida por não ter dado mais cedo... E às vezes pensamos que os conhecemos...mas no fim não é bem assim, porque estão tão diferentes que parece que nunca os tínhamos conhecido, tudo o que aconteceu foi coincidência, nunca podemos ter sido amigos porque agora é outra pessoa totalmente diferente...e só nos conseguimos perguntar...como é possível?? Anyway...I NEED A HUG!!

passe à frente, s.f.f.

(resolvi voltar a mostrar os comentários...e deixar comentar. porque se calhar até vale a pena. quero ouvir-vos! deixem a vossa marca. por favor. a gerência.)

utopia II

Hoje escrevi uma carta.
Que há muito tempo não escrevo cartas assim.
Resolvi publicar:
«Há tanto não te escrevia!!
A verdade é que deixámosde ter tempo..ou será que é só uma desculpa? Sinceramente, não sei.
Sei que deixei de fazer muitas coisas que fazia, gostasse ou não. Correr, por exemplo. Escrever, escrever-te, dançar, fazer ballet, teatro, expressão plástica, desenhar, pintar, andar de bicicleta, passear à noite, almoçar com a minha avó, com as minhas amigas, torcer os dedos e pedir um desejo quando um jacto rasgava o céu...até deixei de escrever ao Tomás!!
Aprendi a largar-me das coisas e a viver com e sem elas. A poder desprender-me a qualquer momento, em qualquer altura. Tornar-me independente...não deixando de depender delas. Não sei se percebes.
Deixámos de ter tempo para tudo.
Agora estudamos, trabalhamos, comemos e (às vezes) dormimos. Mal falamos. Mal estamos. É isto existir? Quando voltaremos a brincar? Com os nossos putos? Aí é suposto deixá-los brincar...e nem sei se lá chego!
Quando voltaremos a pôr feijões no iogurte e salada na água? O guardanapo na sopa, onde foi?
Quando voltaremos a deixar-nos ir com uma música, esparramadas no chão, paradisiacamente sugadas para o fundo do mar de uma praia deserta, solarenga, palmeirosa, de água límpida...para acordarmos e gostarmos ainda mais da realidade?
Quando nos devolverão os nossos sábados?
Quando teremos tempo para viver absortas nos nossos pensamentos, nos nossos sonhos??Deixámos de ter tempo para nós.
De tal modo que nos esquecemos de quem fôramos, tal qual aos 10 anos nos impingissem um Mundo trabalhoso e mau, onde ou nos esfolamos e arrastamos à mercê de outrem para chegar a algum lado, ou nunca seremos nada digno de comida à mesa e cama lavada e nos gritem CRESCE! todos os dias. A imundície da sociedade de amanhã.
Já não somos nós.
Somos um poema, um resumo, uma capa sobre o Renascimento e uns apelidos do baú. Somos um monte de livros e algumas frases bem ditas.
No entanto, esperamos ansiso e subrepticiamente por fuzilar quem "servimos", queremos voltar a brincar num século que há-de chegar, e imaginamo-nos com um licenciamento a fazer algo que imaginámos (mas talvez não quiséssemos - porque não tínhamos tempo para querer) fazer.
Foi isto em que nos tornámos?
Quando?
Por alma de quem?
Será que gostamos de quem somos??
Ou não temos de gostar? Ou não podemos por não termos tempo?
Nunca nada vai mudar se não formos nós a provocá-lo; sabe-lo tão bem como eu. Às vezes era melhor se não soubéssemos, não tivéssemos aprendido, niguém no-lo tivesse mostrado...não tivéssemos crescido para o saber...não é?
Segundo a nossa amiga Diana,
"somos quem construimos"...
e citando alguém que amo tanto tavez também por nunca ter conhecido...
..."yo soy mi circunstancia"...mas tudo me parece utópico...»

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Elogio ao Amor

Quero fazer o elogio ao amor puro.
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática.
Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona?
Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra.
O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.
Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima.
O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal.
Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não.
Miguel Esteves Cardoso - Elogio ao Amor in A Causa das Coisas foi este, ...este. andei com este texto às voltas durante meses...aquele livro fez-me mal...

terça-feira, janeiro 16, 2007

utopia I

Não entendo... ...então acelero a escrita as mãos trabalham com menos força mas mais rápido o teclado torna-se baço tudo gira como uma roda viva à minha volta tudo é rápido tudo acelera todos os sons ecoam altíssimo na minha cabeça como se tudo me gritasse agora é o som de uma mota que quase voa no alcatrão...o meu cérebro funciona à velocidade de um jacto cheio de pressão rasgando o céu...... ...uma pinga nas calças. ...duas, três, quatro. e volto ao trabalho de casa sobre o renascimento.

terça-feira, janeiro 09, 2007

Olimpíadas do Ambiente

Então estamos de volta no mesmo...se bem se lembram (os leitores mais fiéis), foi com as Olimpíadas do Ambiente que nos despedimos do nosso querido WeAreLikeThis..
Mais uma vez, e pela segunda na Escola, realizar-se-á no decorrer do dia de amanhã, a primeira eliminatória das XII Olimpíadas do Ambiente.
Já andei a estudar e cuscar e tal e cabelo....e percebi que, pelo menos, o 47º lugar....esse é meu!
No ano passado fiquei em 7º na Escola....não faço ideia a nível nacional...
Sim, segundo as Disposições Gerais do Regulamento, "as XII Olimpíadas do Ambiente (OA) são um concurso de problemas e questões dirigido aos estudantes do 7º ao 12º ano de escolaridade do ensino diurno e nocturno e de escolas públicas, privadas ou do ensino cooperativo no território nacional, incluindo as regiões autónomas da Madeira e dos Açores", realizadas no mesmo dia 11 de Janeiro de 2007, pelas 14:30 (13:30 nos Açores)...
Ah, e para mais, lá dizia o meu stor de Ciências que a Católica é só de línguas, aqui vai disto..."As OA são coordenadas pela Comissão Organizadora, uma equipa multidisciplinar composta por elementos da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza e do Zoomarine - Mundo Aquático SA."!!
Sem mais dizendo me dispeço, informando e acrescentando apenas que a nossa escolinha pagou 10euritos por cada aluno que inscreveu....hehe....beijinhos e....

...como pedi da última vez...

WiCh Us LuCk!!!!!!!

novo poiso

Sim, novo poiso sim senhor!!...mas não o meu!
Falo, sim, do novo posto de trabalho da minha mãe, que fui cuscar hoje....é tão giro!
Bem, antes de mais, devo explicar que ela trabalha a meio-tempo ali, este primeiro ano, e a meio-tempo na escola, vendo assim o horário na escola reduzido a metade...!
Então, lá fui hoje à Ribeirada, de propósito para ver o CPCJ...achei-o muito giro, com um bom ambiente...adorei aquelas paredes! Chamem-me esquisita, ok!
Mas isto tudo de ela "perder", ou deixar, vá, algumas turmas tem-me andado aqui às voltas na caixa dos pirolitos.....penso e repenso e ando aqui às voltas nisto.....bem, a minha mãe está a ADORAR! Sabem que eu até acho que a turma de quem ela trazia mais histórias (isto não costuma ser muito bom quando se fala de stores...e não era!) foi aquela que mais lhe custou largar?
Apesar de tudo, todos os dias ela me traz um sorriso "sabes o ke me disse hoje o não-sei-quantos?" "sabes com qual é que se saiu não-sei-quem desta vez?" "sabes quem veio saber novidades??"...ela está super contente de saber que deles gostaram mesmo dela......ela antes tinha tantas dúvidas...e provavelmente eles também!
Acho que fez muitíssimo bem às duas partes...
Todos os dias ela me traz algo de bom e novo: seja de quem for!...então vejo como foi bom ela ter-los tido.....e eles a ela...quando às vezes tanto embirravam uns com os outros...
Todas aquelas queixas e birras de todos....vejo-os agora sorrisos e..."nunca pensei dizer isto, mas a tua mãe era fixe"..."aqueles putos são tão queridos"....
Então apercebo-me (mais uma vez) que, realmente, só damos o verdadeiro e justo valor às coisas...quando as perdemos.

sábado, janeiro 06, 2007

O que eles fazem aos telemóveis...

Antes de mais, pessoal, este é o primeiro post deste ano!!!
E cabelo.
Bem, andei esta manhã a divagar neste mundo obscuro e descobri uma coisa na tmn.......eles agora têm um concurso onde pedem ao público que "kite" o seu próprio telemóvel para ganhar i-pods e karts de kart-cross........andei a ver as fotos dos telélés "kitados" e......fiquei afónica.
Resta-me escrever-vos e partilhar desta minha...abstinência de comentários...
Ana Fonseca Aristomar Gastão Tiago Silva Vanessa Guilherme João SáEste último, achei-o o mais fofo deles todos...
Mas pronto. Congratulo desde já os donos destes telemóveis...nem que mais não seja pela coragem e criatividade...Parabéns!
Mas pronto outra vez. Andei também no site da Coca-Cola e fiquei com o vídeo. Acho que está simplesmente espectacular e fico parva como os meus anúncios publicitários favoritos recaem tantas vezes sobre os da Coca-Cola...já para não falar de que cá em casa se bebem quase 3 litros por dia...senão mais.

domingo, dezembro 31, 2006

13 anos à chuva deram nisto...!

Há um ano, um ano exactamente, todos éramos um bocadito diferentes. Há um ano, neste mesmo dia, descobri um tiago...aberto às coisas novas, sincero, leal e amigo, honesto e lutador. Mais do que isso, um tiago crente em si próprio, um tiago diferente e um tiago que aprendeu a viver e a ver para além de si próprio. Um tiago novo. Um tiago com t grande. Há um ano, um ano exactamente, eu própria era muito mesquinha e idiota. Não que esteja muito diferente, é verdade, mas aprendi e vi um pouco daquilo que acho ser o verdadeiro valor da vida. Não consigo, neste momento, por tudo aquilo que desejo em palavras (coisa a que não estou habituada, sinceramente), mas sinto com cada pedacinho de mim que estou maior, cresci um bocadinho, e mais do que nunca gosto de mim...Gosto de mim por te ter aqui. A ti, e a ti e a ti... Sinto-me feliz. Por não ser nunca nada em concreto e por continuar sempre tão igual a mim própria. Por um esquilhão de razões, que passam por pessoas, por momentos, por emoções, por férias, por casas, por stores, por piscinas, por memórias, por velhos, por putos, por pinos e quedas e sorrisos e risos e tons e sons...por tudo aquilo que neste momento me faria chorar a baba e ranho para nunca mais daqui sair... Por hoje ser feliz e ver os meus sonhos em cores no céu, agradeço-vos a todos...a todos os tiagos por ai fora. Obrigada...por saberem sorrir. Obrigada...por tudo. Porque sim. E...porque não?? Há um ano, um ano e talvez coisa, todos éramos alguém que não somos hoje.Todos éramos alguém...que não nos reconheceria se hoje nos visse e por nós passasse. Saibamos gostar de quem somos! E em vez de vos saudar por fim com as enfatídicas frases e deixas do costume, peço-vos a todos...gostem de vós próprios. Vão ver que tudo sabe melhor. Do ano velho ao ano novo vão 365 dias insubstituíveis. Faz por torná-los inesquecíveis. Aqui vai um sorriso sincero e desageitado...na esperança de encontrar um coração onde caber. Como sempre, como nunca e, talvez, como nunca mais, Ana Campos PS.: Obrigada, Tiago (não me esqueci da letra grande, agora...). Se não fosses tu, nunca teria escrito este texto. Obrigada por todos os nãos e por todos os sins. E obrigada....por tudo o que não sabes, mas sentes.

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Filhotes...

Algumas pessoas, neste meio confuso e perigoso que é a internet, chegaram mesmo a pensar que eu tinham um filho..ou mais. A verdade é que tenho cinco. Bem, tentei explicar isto a uma senhora que, na net, me chamou "mamã precoce"...mas acho que não percebeu: lá na turma (ou será melhor falar a nível inter-escolar?), fomos criando o hábito de "fabricar família" com os nossos colegas. Assim, ao longo dos anos, fui ganhando 5 filhos (a primogénita nasceu, tinha eu 10 anos, a última filha, já eu tinha 13, agora no verão), 6 irmãos, 2 primos, um pai, uma mãe, uma avó e 19 sobrinhos. Mas hoje só venho pensando nos filhotes. Uma delas, a mais velha, Vera, não falo com ela há uns bons tempos. Desde que fez anos (5 de Outubro) que não me dirige a palavra. Também me preocupo muito com ela, por isso...já nem a conheço. Assim, a maior parte da pessoas diz que tenho apenas quatro filhos. Por ordem de idades, a Ruth, leal, sincera e companheira, sempre que tem um minuto visita-me, ou telefona; o Rafa, tosco, parvo e sportinguista, é daqueles amigos que não descola do coração...; o Motinha, fofo, querido e muito preocupado, anda um pouco na lua, e tem-me dado muitas alegrias estes últimos tempos...; e por fim a Marta, maluca, amiga e companhia para...tudo (sobretudo borgas!), embora um pouco ausente estes últimos tempos, herdou a maluquice da mãe e a ousadia do pai. Filhos de pais diferentes (Miguel, Nuno, Dani, Santos e Tiago, respectivamente), estes meus rebentos fazem de mim uma jovem mamã babada e feliz... Agora digam-me lá vossas excelências, se sou feliz assim, aos treze anos, com estes queridos que já tanto me dizem, como não serei um dia, se e quando lá chegar??? Aqui fica uma homenagem a um grande rapaz de palmo e meio...

Notícias...

Hoje foi um dia de emoções, acima de tudo. Fiz as pazes com algumas pessoas ainda em tempo de aulas, e isso faz-me sentir um pouco mais em paz com os outros e especialmente comigo mesma! Já tive tempo de estar super irritada, super violenta, super mal-educada, super aborrecida, super extasiada, super contente e...super apaixonada pela minha vida e por todos os que me rodeiam! (e ainda digo que não tenho tempo para nada...parva!)

Recebi hoje a excelente notícia de que o Luís Mota, sobre quem vos escrevi há 2 posts atrás...já não vai mudar de escola!!! Fiquei eufórica! Assério...fiquei mesmo contente... Ele ficou na turma, junto de todos nós (que não precisamos mesmo de mais "baixas") e, acho que o mais importante, consigo próprio. Acho que é ali o lugar dele. Com DTs chatos e com tudo o mais. Mas isso sou eu que acho.

Nem quero pensar o que seria de nós sem aqueles lindos olhos azuis...sem o Emílio Romanov e sem o bife-calhau. Sem as histórias do Boogie (ou lá como se escreve o nome do cão). Sem as dissertações acerca da dislexia. Sem o lu-lu e o motinha e o simpson, que de resto sempre mostram o mesmo sorriso. Sem o meu filhote.

Desde que recebi um mail com um anexo engraçado que fazia as contas para sabermos há quantos dias deambulamos neste mundo, que lá vou ver só mesmo por curiosidade...bem, faço hoje 5003 dias! Isso são muitas horas...=) Só tenho pena de não me ter lembrado disso há três dias, dava um número mais bonito...e pensando bem, foi o último dia de aulas de 2006...=p Já para já...gostava de por uma música na página...mas não sei como o fazer...alguém me explica? E sugestões para a música que vos acompanhará na leitura deste blog, há? Faxavor! Fikem bem....mas mesmo bem....e tenham um bom dia!

"é diferente. é muito à frente"

Nos outros dias todos vêm-me coisas em concreto, como um dia ou uma conversa em especial, em que me lembro como nos dávamos a dada altura. Todos os dias me lembro de ti, todos os dias de algo diferente. Todos os dias vejo e reconheço que te adoro e que se algum dia te perdesse não te chegaria a perder por tão grande passado e tão grande "pedaço" de ti tenho comigo. Mas hoje....hoje olhei para a minha pen, e disse "vamos ver o que é que para aqui anda"...e li. E vi. E lembrei. E revivi. Tenho lá grande parte dos mails que trocámos, umas conversas que tivemos no MSN e até algumas fotos...tuas, minhas, nossas. Subiu-me à cabeça. Entrou-me no sangue. Todas as risotas e as coisas mais sérias, toda a palha e toda a palheta, todos os choros e todas as graxas, todas as discussões e como acabaram bem....todos os beijos e todos os abraços, todas as ternuras e todas as chapadas, e todos os colos e aquelas coisas mais ousadas. Todas as aventuras, todos os riscos, todas as (in)certezas. O mec e a piscina. O parque da minha rua e o caixote do lixo do teu prédio. Todos os sons, todos os tons, todas as vezes, tudo. Até me arrepiei... Hoje....hoje foi diferente. Não sei se foi diferente por aqui não estares. Não sei se foi diferente...por aqui, aqui não estares há algum tempo. Não sei se foi diferente...por ser um compacto de tudo aquilo que tenho vivido ao longo do tempo. Mas sei que foi diferente. Não sei é se hei-de ter gostado...ou não...

sexta-feira, dezembro 15, 2006

"My life flashes"

sabem quando....tudo corre bem mas.....tudo corre mal? Hoje tive o torneio interturmas de basket, cá na escola (de onde vos escrevo), e ficámos em 4º, entre 5 equipas. Jogámos durante 1 hora seguida, sem parar, com as outras quatro equipas, enquanto elas se alternavam. Já estávamos as quatro lesionadas ainda antes de jogar, mas fomos motivadas, umas pelas outras. Umas porque sim, outras...."porque não?", eu....talvez por ter a quem dedicar alguma vitória ou algum cesto ou sequer alguma força. Ganhámos dois jogos, perdemos os outros dois. Foi melhor do que aquilo que eu estava à espera, a sério que foi. Saímos de um jogo, contentes da vitória, e no segundo seguinte vi o pai de um meu colega, o Luís Mota, dirigir-se à entrada da escola. Vi a minha vida passar-me à frente. O Mota, um dos meus melhores amigos, a pessoa com quem mais cresci e aprendi na descoberta e vivência disléxica, aquele a quem todos os dias chamo de "filhote", quando corre para mim e me abraça até eu ficar sem ar a berrar "mamã.....", tem, neste momento, a sua última aula nesta escola. Vai pedir transferência. O pai veio hoje tratar disso. E eu que pensava que as minhas lágrimas tinham secado em setembro, viajando com o tiago para a turma do lado e com o ananias para casa... PS.: Música de agora: Happy Birthday - TATU ft Flipstyle & Piper Música de hoje: Perfect - Simple Plan Música destes dias: Yesterday - The Beatles

quarta-feira, dezembro 13, 2006

cheira a natal...!

bem, depois de quase um mês sem cá vir....arranjei um bocadito...! vocês sabem, época de testes, entrega de trabalhos, stresses e mais stresses...........mas TÁ TUDO A ACABAR! mais dois, dias, pessoal........só mais umas 40 horas e....acabou tudo. os stores, as auto-avaliações, os sermoes, o despertador cedinho, os testes, os trabalhos...tudo! quer dizer....eu gostava de pensar assim. só que há muito boa gente por aí que gosta de estragar as férias às criancinhas. tpcs de férias?? mas tá tudo maluco?? se se querem revoltar, revoltem-se lá para a senhora ministra, nós não temos nada a ver com isso...bem. mas pronto.....posto isto, cheira a natal! depois de saber a galinha....cheira a natal. mas cheira-me a natal desde 13 de novembro...só que só o meu irmão reparou que eu tinha ereparado e reparou que eu reparei que ele ta,bém tinha reparado que cheirava a natal. bem.....agora em português, vínhamos os dois estrada fora pela Ramada abaixo, lá para as 8, 8.05h da tarde...enfeites nos postes de eletricidade, nas janelas, nas ruas.....um gelo reconfortante no ar e...escuro como pelas 11 da noite. dissemos os dois "cheira a natal, pah". o que é engraçado, é que só memso nós os dois é que achamos o gelo reconfortante, e só a nós os dois nos cheira a natal no início de novembro. para mim, o natal começa aqui. nas luzes da rua, no fumo que sai da boca, na rua com o meu irmão mais velho. este natal....não temos nem árvore nem presentes lá por baixo. ainda nem o presépio foi montado. este dia, um amigo ficou sem presentes nenhuns porque recebeu mais uma nega. este ano, passo estas férias em Portimão, sem os mails do tiago até às tantas, e sem dinheiro no telemóvel. este ano lectivo, começou sem um grande amigo de todos os meus colegas, e nota-se a sua falta a cada segundo em que não há uma piada, um sorriso, um "sabe a galinha!", um copo partido na cantina. este dezembro, não tenho árvore, nem presépio, nem presentes. mas tenho o natal dentro de mim.

segunda-feira, novembro 27, 2006

sentimentos que se cruzam

Hoje podia citar uma música de Filipe Santos para hoje… “Minha alma chora E rebenta de alegrias Sentimentos que se cruzam Que se contradizem nestes últimos dias” Hoje aconteceram coisas boas e coisas más. Coisas que me fizeram sorrir, e coisas que me podiam ter feito chorar. Hoje, percebi que não podemos exigir demasiado daqueles que amamos, ou pelo menos não devemos esperar que façam tudo aquilo que estávamos à espera que fizessem. Às vezes tenho medo de pedir mais do que aquilo que me poderão dar… Não quero fazer tal coisa. Hoje, constatei com estes dois olhinhos que os amigos, aqueles que são mesmo amigos, aqueles que não tirávamos nem por nada, aqueles que costumam ficar quando tudo se vai embora…que até esses, que especialmente esses, assim como nos podem levar ao céu com uma palavra, um gesto, um olhar…nos podem deixar por terra, no meio da lama….e cuspir-nos em cima. Hoje, vi com estes dois buracos da inteligência aquilo que não queria ver. De cabeça quente, de alma apunhalada, com o coração na boca….podemos dizer aquilo que de nenhuma forma queremos… Aquilo que normalmente não queremos ver…faz-nos crescer. Hoje, aprendi com estes espelhos da alma que as palavras, assim como facas, podem ferir mais que qualquer agressão física, qualquer bomba atómica ou qualquer palmada de mãe. Hoje, entristeceu-me a ideia de algumas pessoas pensarem que uma amizade dá o direito à “intrometência” e “bisbilhotice” e até “falta de respeito”… Sentimentos que se cruzam; emoções que se contradizem; confusão total de pensamentos…hoje, a minha cabeça, resume-se a isto...

domingo, novembro 26, 2006

"Uma palavra"

(a imagem que aqui aparecia até ao dia 18 de Dezembro foi apagada por não ser minha e por ter sido quase "roubada". já pedi desculpas a quem de direito (embora não resolva muita coisa nem apague muitos erros) mas de qualquer maneira não me sentiria bem em deixá-la aqui, como se nada fosse, e nada tivesse aprendido.)
"Para o caso de me faltarem as palavras outra vez, para a eventualidade de ser de novo fraco. Que não te falte nada. Há momentos que não controlamos. Há momentos que não são nossos. Há momentos em que não somos donos de nós mesmos. São momentos vazios, ocos, desligados de tudo. São momentos em que não vivemos. Quero dizer uma palavra, mas não consigo. Quero dizer uma palavra, mas não dá. Quero dizer uma palavra, mas sou fraco. Uma palavra simples, aliada a um gesto, ligada a um sentimento, reflexo do que sou e para me redimir do que fiz. Uma palavra que não tem mal, não tem raiva, nem sorrisos amarelos, nem intenções ocultas, nem omissões desleais. Uma palavra que traz bem-estar, simpática, simples. Não é difícil de dizer. É uma palavra. Mas não sai. Porquê? Porquê este nó na garganta, estes tremores nas pernas, esta falha na voz, este coração apertado, este morder de lábio? Porquê? Uma palavra que não sai. Porque há momentos que não controlamos. São momentos vazios, ocos, desligados de tudo, e neles não dizemos o que sentimos. Não somos nós. Estamos presos a algo que não nos permite exprimir aquilo que queremos. Nada flui. Não dizemos nada, não fazemos nada. Há momentos assim. Vazios, ocos, desligados de tudo. Uma palavra. Desculpa. Foi assim tão difícil?"

quinta-feira, novembro 23, 2006

Manias...

Fui desafiada pela minha prima Inês e aqui estou...eu e as minhas manias... 5 Delas: 1. Internet - não passo um dia sem ela... 2. Começar a comprar as prendas de Natal para os amigos em Agosto. 3. Levar um livro para a casa-de-banho…sempre tenho algo com que me entreter!... 4. Perfumes e desodorizantes B.U. ou Don Algodon...sempre! 5. Agora senti-me dividida entre duas manias....mas uma é definitivamente mais forte que a outra: sempre que chove, se não estou na rua, então não demorarei muito tempo sem estar...adoro andar à chuva! Vou desafiar… O Xano; A Rita; A Katty; O Rafa; O Mano.. Aqui ficam as regras: Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blog." **nita

segunda-feira, novembro 20, 2006

Um telegrama.

Tenho muito por escrever…stop As palavras fogem-me…stop Ontem fui ver o miúdo, e só me apetecia gritar a todo o mundo o quanto ele era lindo…mas falaram-me palavras…stop Quando estamos os dois o mundo continua a girar e não nos liga nenhuma, parece que para nos dar privacidade…stop Agora…apercebo-me que te adoro mais do que ontem…mas fico contente ao pensar que provavelmente não tanto como amanhã…stop As notas que saíram daquelas gotas de chuva acabadas de poisar na estrada fizeram-me levitar nas asas de um sonho leve…stop Hoje foi um dia feliz…stop Hoje foi um dia feliz porque para além de terem acontecido várias coisas boas depois de muitas coisas más também me lembrei de ontem e de muitos outros dias felizes que me fizeram ver que sou uma criança feliz……stop

sábado, novembro 18, 2006

Toranja - Carta

...a música fala por si. obrigada, drumond, pela festa. afinal, não tiveste culpa de nada. obrigada, sofia, pelas risotas de hoje....e pelos desabafos. obrigada jota, rafa e xano. são UM ESPECTÁCULO.... obrigada mãe...que sempre estás cá quando não estou à espera.... [hoje, domingo, um dia depois de toda a confusão e das prendas e do cinema e do deitar no meio da estrada e do choro e da festa e...do post presente ser escrito, quero sublinhar qualquer coisita... "(...) Desculpa se te fiz fogo e noite Sem pedir autorização por escrito Ao sindicato dos deuses... Mas não fui eu que te escolhi. Desculpa se te usei Como refúgio dos meus sentidos Pedaço de silêncios perdidos Que voltei a encontrar em ti... (...)"]

sexta-feira, novembro 17, 2006

Mana e filhote....

bem....hoje lá na turma houve duas pessoas a fazer 13 anitos....a minha maninha e o meu filhote! (temos a mania de construir famílias..........é giro e tal...) de qualquer maneira, e apesar de todas as coisas menos boas que aconteceram.......gosto muito deles e quero dedicar-lhes hoje, aqui e agora um post no meio dos meus pijamas....=p (primeiro as senhoras...) Mana: és a pessoa que mais me tem aturado nestes últimos três anos, mais ou menos 40 horas por semana, o que dá uma média de 13200 horas por ano, o que dá num total de 39600 horas de pura amizade..............são assim mais ou menos 142560000 segundos...........bem, chega de contas, o importante é que apesar de todas as nossas discussões e desentendimentos, nunca conseguimos passar mais de um dia chateadas.....e que cada vez te conheço melhor, e posso dizer-te que estou a adorar.........então agora esta fase de "linha de pensamento"...espero que sempre leves contigo os almoços de chafurdice na cantina, as risotas em matemática que nos vêm acompanhando desde o 5º ano, as conversas estúpidas e também as sérias e ainda mais sinceras nos nossos quartos....todos os bons momentos que passámos juntas, e aquilo que juntas aprendemos com os mais mauzitos...... com uma música começámos a conversar pela primeira vez, e com muitas músicas nos temos deliciado ao descobrir que a outra estava a cantar exactamente a mesma coisa ao mesmo tempo.....sabes? acho que esta fase agora é a melhor parte da nossa música...e obrigada por tudo. MUITOS PARABÉNS! (depois os meninos..) Filhote: já lá vai o tempo em que eras o meu médico e me dizias "temporariamente em estado de parvoíce"...(até que te habituaste e dizes "o estado normal dela"...).... lembras-te? vínhamos os quatro para baixo (eu, tu, o david e o andré), eu e o david comprávamos qualquer coisa no super-mercado....(o david mais 6 ou 7 pacotes que eu...) e comíamos no banco em frente do meu prédio, como todas as quintas-feiras anteriores e seguintes..... onde quero chegar com isto é que sempre lá estiveste quando precisei: quando me separei do joão comecei a falar contigo, quando e afastei do andré comecei a desabafar contigo, sempre me conseguiste fazer rir quando só me apetecia berrar, sempre me mostraste como sorrir quando só sabia chorar..... passaste a ser o meu filhote "maior" e a chamar-me "mamã", passei a ter toda a confiança em ti. obrigada por tudo, rafita.......podes deixar que o teu aniversário seja aquela coisa feia que disseste no caminho para casa, mas, por favor, este ano...vai ter o melhor do ano passado como o pior...tah? PARABÉNS FILHOTE....

sexta-feira, novembro 10, 2006

manos não se trocam...

este post é dedicado aos meus manos....ao jotinha e ao xano. têm sido uns amigos um bocado afastados, já lá vai o tempo em que passava 10 horas por dia com o jota e os mails do xano faziam páginas e páginas no hotmail....mas estes últimos dois dias foram o começo (espero eu) de um reencontro, uma redescoberta, quase uma reposição das peças nos devidos lugares.... querido xanito...sabes bem o porquê desta música...pelo menos espero que sim. ela tras-nos coisas que só nós entendemos...memórias, saudades, momentos, frases, bocas foleiras...sempre a dois! espero que este vídeo te traga tanto de bom como a mim me trouxe....porque tudo deve ser recebido e lembrado com um sorriso nos lábios!! obrigada, joão....fizeste-me ver que os manos não se trocam, nem mudam, nem mudam de lugar sequer. posso encontrar-te sempre no mesmo sítio, às horas que me apetecer, e nem sequer estás muito longe, eu que procurava onde nunca haverias de estar. agora sei onde estás - no meio de mim! - e nunca mais te hei-de "perder"!!! beijinhos grandes e fofos e tudo e tudo e tudo para os manos mai lindos do mundo...e que continuemos sempre assim!!

quarta-feira, novembro 08, 2006

os rapazes não escrevem em diários

Não escrevo no meu diário há muito tempo. Muito tempo mesmo. E tenho pena que assim seja. Tenho saudades dos tempos em que ali desaguavam rios de palavras, autênticos desmoronamentos de construções inacabadas, desenhadas por um pincel HB2 ou o que quer que fosse....normalmente uma "bic laranja", porque sempre todos e todos os dias vinham coisas fora do normal, que em tudo fugiam à regra (se alguma a houvesse), e compunham assim a minha rotina de sempre.... Eu...não sei porque deixei de escrever. Tinha uma necessidade imensa, uma sede enorme de escrever...e de lhe escrever. Sim, porque nunca escrevi para mim. Nunca escrevi na ideia de alguém perto vir a ler. Nem na ideia de eu própria ler um dia, mais tarde. Porque sempre escrevi para ele, na esperança que ouvisse o meu pedido de ajuda, de socorro... Porque me fazia falta. Porque, num instante, num momento, olhei-o e sorri. Tive a certeza de que lá se encontrava. Quando voltei a precisar de lhe sorrir...já lá não estava. Agora? Disseram-me para o procurar...e assim fiz. Quem me dera agora não o ter feito, talvez menor fosse a dor. E a saudade. E a raiva. Despachou-me. Ao que pareceu, já nada lhe trago de bom e...memorável. Sempre escrevi na esperança de que ele sentisse o que eu lhe tentava transmitir, sonhava com o dia em que nos encontraríamos na rua, tanto tempo depois da última vez...e o rol de aventuras e desilusões e novidades ali mesmo se desfiasse... Como se o tempo fosse o momento...e a saudade uma lágrima esquecida no papel. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém."

sábado, outubro 28, 2006

"The Saints are Coming"

U2 and Green Day já tinha ouvido esta música na (toca a animar! oh ye..ye ye, radio...) comercial, e adorei....ver o vídeo...foi extasiante. para começar, os green day são a minha banda favorita, e os U2 não vão muito atrás.... bem, esta é uma música que tocam e cantam juntos, billy joe e bono, pelas vítimas do furacão katrina. está...exlente. vejam (ou ouçam...) por vocês próprios.

obrigada Inês...sem ti publicar o vídeo ou sequer vê-lo teria sido impossível!!!

#xinhux 4ever#

quarta-feira, outubro 25, 2006

...humm, sabe a galinha!!...

Tive notícias tuas, e entristeceu-me saber que não vinhas. Telefonei-te, mas a tua voz soube a pouco. Fui visitar-te, mas as saudades voltaram. É a cada momento que penso em ti que me lembro dos bons tempos que passámos, todos juntos, na risota e na palhaçada, e é a cada segundo desse momento que me angustia saber que tão cedo não voltas, tão cedo não estás bom, tão cedo não voltamos a rir juntos... Podem sentir menos ou mais, mas como eu ninguém sente a tua falta. Disso tenho a certeza. Tenho saudades...dos abraços da praxe e dos beijinhos que sempre "limpaste". Das birras por nada em especial e das piadas e dos comentários a coisas ainda mais despropositadas. Das manhãs em que me davas metade do teu pão com doce de melão. Das cavalitas, da claque, dos risos, das discussões e até de quando ficavas de trombas. Tenho saudades do simples soar da tua voz... Isto deve soar um bocado estúpido, mas é só o que sinto. Há momentos em que, nem que fosse para me mandar a um sítio feio, eu gostava de te ouvir. Que estivesses aqui. Dava tudo por um simples olhar. Sabes?, tive mesmo medo que tudo acabasse de repente. E de nunca mais poder voltar atrás. Nunca senti nenhuma sala tão vazia como aquela em que não apareceste, naquela quinta-feira ameaçadora de chuva, que se apresentava quase tão cheia como todos os dias. Deves estar completamente farto de médicos e hospitais, por isso nada te pergunto a propósito. Tenho, sim, um vício de ti. Vício esse que, de certeza, tão cedo não vai passar. Tenho, sim, um vício de ti. E com muito orgulho nisso.
Beijinhos...
...vai mandando notícias...

quinta-feira, outubro 19, 2006

Mãe

Antes de mais, arranjei um cãozito novo...encontrámo-lo aqui na rua, pálido e sereno, escanzelado e cheio de fome e de frio...aceitam-se sugestões para o nome do bicho... A minha mãe fez hoje anos!!! É mais um na tua companhia, que festejo na alegria de saber que posso contar sempre contigo, no matter what....o resto é acessório...obrigada pelo amor, pelo carinho, pela paciência (muita!), pela cumplicidade e confiança que depositas em mim, sobretudo, por estarmos, desde há uns tempos para cá, cada vez mais entranhadas uma na outra...para o bem e para o mal!...és linda! Sabes, acho e sei e tenho a certeza de que cheguei a um ponto em que posso dizer: quero ser como tu! e ter absoluta ciência naquilo que digo, e sabes bem disso...pronto, a osmose serve para alguma coisa...eu sei que percebes. quando for grande (grande o suficiente para ser auto-suficiente) gostava de ter a tua cultura, a tua determinação, a tua magia, os teus ideais, a tua beleza interior, a tua grandeza interior, a tua liberdade interior, o teu reflexo exterior e o amor que tens à vida e àquilo (quase) tudo que cá fazes...és provavelmente a pessoa mais importante da minha vida....desculpa, disse da? queria dizer na...(!)...estás no meio de mim...completa e absolutamente....amo-te muito!

terça-feira, outubro 17, 2006

50 posts

olá, queridos leitores, tenho o prazer de vos anunciar o meu 50º post neste blog...

...deixo-vos com Alberto Caeiro...pseudónimo de Pessoa, que tanto aprecio.... Quem me dera que eu fosse o pó da estrada E que os pés dos pobres me estivessem pisando... Quem me dera que eu fosse os rios que correm E que as lavadeiras estivessem à minha beira... Quem me dera que eu fosse os choupos à margem do rio E tivesse só o céu por cima e a água por baixo... Quem me dera que eu fosse o burro do moleiro E que ele me batesse e me estimasse... Antes isso que ser o que atravessa a vida Olhando para trás de si e tendo pena...

**nita

domingo, outubro 01, 2006

Jacob

voltar ao teu blog foi...não sei desatei a chorar e....pronto. sempre foste um gajo expectacular, e...agora chego à conclusão que nem sempre te dei o valor que realmente merecias....hoje passou-me tudo à frente...as nossas histórias e os nossos mails, as canções e as danças...as visitas nocturnas e as conversas que nunca mais acabavam...os mergulhos e até as ofenças...os nomes mais estranhos que nos chamámos durante quase dez meses...tudo. bolas, fizeste-me chorar... por favor não assines, se comentares...prefiro assim.

sometimes i'm perfect, sometimes i'm a mess...

não tenho grande coisa para vos dizer.....bem, amanhã vou a uma corrida no parque das nações, só para meninas....vou com a mãe e algumas stôras lá da escola...tenho pena de não ir a minha stora de educação física, porque da última vez, aquando da corrida Terry Fox, ela correu comigo e eu fiz um ótimo tempo/distância ao lado dela....mas amanhã não vai poder ir...não há-de ser muito diferente, agora vou com a stora de badminton...=p hoje fui a uma festa de anos. a sara tinha feito anos a 3 de agosto, mas fez a festa agora...e dei-lhe toda a razão. foi giro...estar com as "minhas gajas" de há dois anos.....e ver que há coisas que mudam...e que há coisas que nunca mudam...! ...mas voltei para casa... ...e, comigo, voltaram as saudades....

..i'm a million contradictions...

**#§£'%[WiSh mE LuCk]%'£$#**