quinta-feira, maio 29, 2008

Psst...! Sr. Resposta!

Quem pensas que és? . Por quem me tomas? . Quanto queres pesar? . Posso ficar contigo? . Nunca quiseste acordar? . Dói viver assim? . Aceitavas uma vida? . A que horas te vou ver? . Porque contas? . Porquê não já? . De que tens medo? . Porque te escondes? . . . . . . . ...Sr. Resposta, posso-te conhecer?

domingo, maio 25, 2008

2.30 p. m.

Se fosses um planteta, eras Plutão. Eu sei. Terias apenas um problema, aos olhos dos sábios, é que, segundo parece, Plutão não é um planeta. Mas a tua vontade é essa e só essa. Plutão.
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Também sei que se pudesses escolher à vontade o destino de uma viagem, ele seria o futuro. Mas repara, aos olhos do mundo, as viagens só se fazem no espaço, nunca no tempo...
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E também sei que se fosses um objecto, eras um tijolo; uma árvore, azeitoneira; uma fruta, pêra; uma flor, cravo; um animal, pirilampo; algo de comer, queijo; um instrumento, pandeireta; um som, pcóóó!; um livro, Morreste-me; uma parte do corpo, a cabeça; um desenho animado, o Popas; uma forma, a triangular; ou se fosses um número, que serias o 23...
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Mas não és. És tu.
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No entanto, sei que se te falassem num elemento, a tua resposta seria Ananias!, que se te pedissem uma música, entoarias Yesterday, ou que se te tirassem algo muito bom, então seria a comida da tua avó...
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Não sei se tudo isto continua a ser verdade...mas é o que me lembro. Eu jogava muito este jogo com a minha mãe, chamávamos-lhe O Psiquiatra, e um dia resolvi fazê-lo contigo...e tudo o que guardei está aqui. Tal como todas estas psiquiatrices ficaram cá no disco rígido, também tu ficaste, um dia tão importante, tão tudo e mais alguma coisa...
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E continuo para-mim-própria defendendo a minha teoria, em como o teu pai tem - de facto - as mãos frias.

quinta-feira, maio 22, 2008

sábado, maio 17, 2008

Elephant Love Medley

O filme - Moulin Rouge - é um dos meus favoritos...e a música....a música é excelente! Andava a passear pelo YouTube...e deparei-me com isto!

sexta-feira, maio 16, 2008

Idade.

De tudo o que me faz pensar, há uma coisa que me atropela a cabeça. A idade. Não a minha, a deles. Há qualquer coisa que rasga. Choram-me as estatísticas que eu estarei cá quando os meus pais não estiverem. Muito nublado, bem sei. Mas real. Posso tê-los agora, e abraçá-los com a carne que me deram, mas...e depois? Vejo-lhes os anos na pele e a pele dá-me saudades. Saudades do que não vou ter. É a lei da vida, e todas as frases feitas que pregarem nas paredes. Mas a saúde teima em ir à sua vida cedo demais. Não a deles, a das estatísticas. Hoje tenho-os ali. Visto daqui, dos meus olhos, não envelheceram. Foram emprestando um ou outro ano aos ossos. Quero o meu pai a ficar envergonhado quando diz "gosto muito de ti filho" e a minha mãe com gotas de amor a marcar passo nos olhos quando diz "gosto muito de ti filho, nunca te esqueças disso". Nunca te esqueças disso. E depois, o que fica? As memórias não são de carne, são de lágrimas. E essas custam mais a abraçar. Há qualquer coisa que rasga, eu bem disse. Sei que estão na casa dos sessentas. Mais precisão do que essa acelera-me o sangue. "São novos". E porque é que não ficam sempre assim? Atrasem o relógio quarenta anos, vá lá. Só desta vez, ninguém vai dizer nada à terra. Apetece deixar cair uma pedra na roda dentada e parar tudo. A assobiar, para não ter de prestar contas. A palavra filho é patente deles. Quando a dizem há uma manta que protege o coração até cima. Depois da estatística fica só o coração e a manta enrolada aos pés. Podemos sempre puxá-la, mas nunca mais vai tapar tudo. E não, nunca me esqueço disso. .

terça-feira, maio 13, 2008

Rasgo

Ela ocupava apenas um pedacinho dos seus olhos.

Um rasgo vermelho inundava uma pequena porção do seu olhar castanho.

Ela ocupou aquele lugar durante uma hora. Uma hora inteira. Um momento em que o tempo não foi importante para nenhum dos dois. Falaram, simplesmente. Deram de si. Não, não foram desvendadas todas as verdades, nem morreu nenhum dos dois, nem casaram, nem se apaixonaram. Mas o laço ficou menos lasso. Novas pontes se contruíram de um para o outro, naquele dia de aguaceiros. Então, durante uma hora, conheceram melhor o outro, e ficaram ali à procura de si.

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A minha t-shirt rasgou o teu dia.

Olhos castanhos dão cor ao meu.

sábado, maio 10, 2008

Not today

Um dia destes vou amar-te como se não houvesse amanhã. Amar-te com unhas e dentes, de palavras e de gestos, de coração e de mente, de espaços e tempos. Vou amar-te e querer-te e desejar-te e ter-te na palma da minha mão. Vou depositar-me no teu colo e ser criança na alegria de ser e de estar, de ouvir e de dar. Um dia destes vou amar-te com todo o meu ser. Um dia destes, o mundo continuará a não ser uma flor de chocolate ou um universo de árvores de caramelo, e eu vou preferi-lo mesmo assim. Um dia destes eu vou dar ao tempo a minha vida. . E isto, meu amor, quando sim. Porque será unicamente porque sim, um sim cego e sozinho, gritado e consentido, desejado e aberto, cheio e sentido. Porque sim. . ....................................................E pode ser que nesse dia saibamos que te amo.

quarta-feira, maio 07, 2008

Goodbye My Lover

Não é só o que se passou que conta, mas também o que foi do "nós" depois...e isto é verdade para todas as pessoas. Hoje, esta música toma em mim novos sentidos. "And I still hold your hand in mine. In mine when I'm asleep. And I will bare my soul in time, When I'm kneeling at your feet." James Blunt - Goodbye My Lover

segunda-feira, maio 05, 2008

Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui...além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
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Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
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Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois, se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
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E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... para me encontrar...
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Florbela Espanca

quinta-feira, maio 01, 2008

Chuva.

Se a deixarmos, ela liberta-nos.

Dos nossos casulos, dos nossos ridículos (- uns mais, outros menos) quotidianos.

Se nos libertarmos, ela lava-nos.

Deixa aquele lindíssimo aspecto na rua, na serra, na janela.

Tenho saudades dela. De andar por aí à solta, debaixo de uma chuvada.

Ela faz a diferença. Mas só se deixarmos.

segunda-feira, abril 28, 2008

Crepes!

Não foi cansativo...foi extenuante!
Foi o dia todo: dás-me um guardanapo?, este crepe é com quê?, chega para lá!, espera um bocadinho!, precisamos que alguém vá comprar talheres (ou óleo, ou ovos, ou nutella, ou...)!, façam uma fila!, o que é que vai ser?, já te dei troco?, qual é o teu turno?, quanto já temos?, podes ir lavar isto?, epah, não tens moedas?, volte sempre!.
O dia todo de pé. Mentira: foram só dez horas. Dez horas a fazer sair crepes, uns atrás dos outros, às vezes com duas crepeiras ao mesmo tempo. Ou a inventar uma massa assim à pressão. Ou a atender alunos com medo do toque de entrada. Ou a encher crepes de chocolate, de caramelo, de doce, de queijo, de fiambre, de salsicha, de açúcar, de canela, de chantilly. Éramos muitos. Funcionávamos bem, de uma maneira geral.
Estávamos tão habituados à gritaria, ao nervosismo, às respostas tortas, que quando alguém fazia um elogio, ganhávamos o mundo. Quando pedíamos em vez de mandar, quando agradecíamos em vez de embirrar, e recebíamos um sorriso no meio do caos...o tempo parava(mas só um bocadinho...). Acho que estas coisas nos fazem bem: obrigam-nos a contar uns com os outros. E a lavar a sala, mesmo que o balde da esfregona se entorne vezes sem conta, nas mãos dos rapazes.
Foi muito cansativo. Mas soube bem.

domingo, abril 20, 2008

Cardiografia

Eram dias maus. Eram dias em que chegávamos a casa de rastos. Eram dias em que já não sabíamos o que era dormir, ou sossegar, ou ser normal. Eram dias em que não víamos outra hipótese senão ter força, senão apoiar-nos um ao outro, senão estar lá para ele. Foi um ano e pêras. Como o pai dele disse - e foi a afirmação mais verdadeira que ouvi até hoje - "Puta que pariu 2007". Mas sempre nos mantivemos juntos. Foi na dor, dor que não conhecíamos, que nos encontrámos. Foi essa dor quem soldou a nossa amizade. Estávamos lá. Para ele, para os outros, para todos, para nós. Para tudo. E hoje, amigo, o que ficou de nós? Desta maneira te falo, porque não sei mais nenhuma. Desta maneira te toco, porque esqueci qualquer outra. Desta maneira me mostro, porque não consigo de mais nenhuma. Diz-me, se souberes, é disto que somos feitos? [Smashing Pumpkins - Disarm]

terça-feira, abril 15, 2008

Snooker

Simplesmente...gosto!
Traz-me à memória tardes quentes de Verão e uma voz impaciente Põe o taco mais para aqui, ou Põe o taco mais para lá, ou Joga àquela, ou Não vás por aí, ou Baixa-te mais, ...
Os seus dedos carnudos passeavam no veludo verde como as faúlhas dançavam no vento...e a sua paciência parecia estar quase a esgotar-se...mas nunca se esgotou. Saudades. Daquilo que, mais que certo, não volta mais.

quinta-feira, abril 10, 2008

Este meu mundo...

Seria bom este meu mundo, Se nele dor nao existisse? Seria? ... Não poder sentir a dor de te ter longe, Ou a dor de te deixar, que não ha dor igual àquela... Essa dor que não existe sem amor E o amor que não existe sem ela! Seria bom este meu mundo, Se nele amor nao existisse? Não. E se o amor não amasse alguém, E esse alguem não o amasse a ele? Mas culpa não terei de o amor amar a dor. De sempre a levar para onde for. E contrariando os meus pensamentos Com pensamentos meus, pergunto-me: Seria bom este meu mundo, Se nele tu não existisses? Seria?...
Excerto surripiado daqui.

segunda-feira, abril 07, 2008

April 7th

Em Portugal:

  • Dia do moinho

Em Moçambique:

  • Dia da Mulher
No Brasil:
  • Dia do Corrector
  • Dia do Jornalista
  • Dia do Médico Legista

Celebrado desde 1948 pelos 141 membros da OMS (nos quais incluído, claro está, Portugal), Dia Mundial da Saúde.

É também dia do padroeiro dos professores, São João Baptista de la Salle.

Foi o dia em que nasceram:

  • São Francisco Xavier (1506) - fundador da Companhia de Jesus;
  • Will Keith Kellogg (1860) - fundador da Kellogg's;
  • Ole Kirk Christiansen (1891) - criador da Lego;
  • Almada Negreiros (1893 - exactamente 100 anos antes de mim!) - artista e escritor português;
  • Jackie Chan (1954) - actor chinês.

Tem sido um dia fantástico. Obrigada a todos os que o tornaram realidade, a todos os que cá faltam, e a todos os que hão-de chegar.

sexta-feira, abril 04, 2008

estás aí...pois é?

foto do google
É como se o Verão de repente tivesse chegado mais cedo.
É como se algo tivesse escapado à vista, mas nada parecesse faltar.
Quero um colo.
Quero dormir num abraço e sonhar com flores de chocolate e árvores de caramelo. E dinossauros.
Descobri o que quero ser quando for grande: quero sentir-me em casa diante de toda a Criação.

segunda-feira, março 17, 2008

7º sentido

"Ser forte é esperar quando não há motivos para acreditar no retorno."
A frase original era "ser forte é esperar quando não se acreita no retorno". Mudei...porque acho que se de facto não acreditamos no retorno....então não temos nada que nos prenda...nada para nos agarrarmos, que seja força para continuar à espera; e então não esperamos. Mas há vezes em que acreditamos no retorno...mesmo que não tenhamos motivos reais para isso...e quando isso acontece...custa muito. É, como já aqui disse, remar contra a corrente. É desdizer o real, o racional. Apenas...acreditamos. Esperamos. Há algo imovível naquele que esperamos...e apenas isso basta para nos dar um pouco de alento.
Que bom conseguir acreditar em coisas que não se vêem, não se cheiram, não se ouvem e não se tocam!

sábado, março 15, 2008

domingo, março 09, 2008

Psssst...habita em mim...

Não havia mais ninguém no mundo com quem teria querido passar este dia. Prometo: vou guardá-lo e fazê-lo prolongar-se o mais que puder. Para isso..: até já... =D

sexta-feira, março 07, 2008

Holé! xD

Jose Luis Rodriguez
Esta segunda-feira vou para aqui!
É a quarta maior cidade de Espanha, e a quarta maior cidade metropolitana espanhola por número de habitantes!
Não, como toda a gente pergunta, não vou à Isla Mágica, mas também não tenho vontade...
Volto quarta-feira, espero que com a alegria de mais amigos, mais cooltura e uma experiência que deixará coisas boas de lembrar...
Aquilo que me vai custar mais... são as saudades... sobretudo... dele! Enfim!
Depois conto tudo, tudo, tudo!! =)
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Beijinhos beijinhos e até ao meu regresso! **
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PS.: Raisparta o raio do Roaming ser tão caro!