Um blog acerca da concordância entre o pensamento e o objecto do pensamento. Por meio de tentativas, erros e silogismos parvos, usando de alguma dialéctica, muita metafísica e muito pouco distanciamento crítico. O eu não existe. Mas os pijamas sim.
quinta-feira, maio 28, 2009
sóis ao longe
domingo, maio 24, 2009
atchim.
segunda-feira, maio 18, 2009
Viver é não conseguir.
sexta-feira, maio 15, 2009
Piri Fonseca Ferreira
sábado, maio 09, 2009
Pensar incomoda como andar à chuva...
sábado, maio 02, 2009
RTX 78/24
O sol é teu.
quinta-feira, abril 23, 2009
Hino à minha liberdade
domingo, abril 19, 2009
Hoje está sol.
sábado, abril 18, 2009
Solidaried'Art
terça-feira, abril 14, 2009
Fragilidade
Foi nas ondas Narciso presumido;
Esse farol, nos céus, escurecido,
Foi do monte libré, gala do prado.
- Esse nácar, em cinzas desatado,
Foi vistoso pavão de Abril florido;
Esse Estio em Vesúvios encendido
Foi Zéfiro suave, em doce agrado.
- Se a nao, o Sol, a rosa, a Primavera,
Estrago, eclipse, cinza, ardor cruel
Sentem nos auges de um alento vago,
- Olha, cego mortal, e considera
Que és rosa, Primavera, Sol, baxel,
Para ser cinza, eclipse, incêndio, estrago.
Francisco de Vasconcelos
- Gostei tanto do poema...é tudo verdade! Sinto-o hoje na minha pele.
sexta-feira, abril 10, 2009
Fica comigo.
sexta-feira, abril 03, 2009
O vento lá fora
terça-feira, março 31, 2009
Ponta do Sal
sexta-feira, março 27, 2009
tela por pintar.
terça-feira, março 24, 2009
Outono
quinta-feira, março 19, 2009
Graça.
- Amanhã vai doer muito. Mas o mundo dói mais que um dreno.
E então senti alguém pôr o dedo na ponta do meu nariz, antes de o tentar achatar como se isso resolvesse o meu nariz empinado. E então soube.
Há no mundo Graça, verdadeira Graça. Afinal, o melhor que aprendi no hospital foi a respirar fundo...e recomeçar.
terça-feira, março 17, 2009
Inspirar, Suster, Mandar fora.
E eu espero.
Primeiro pelo dia, que se adivinha no céu madrugador que se espraia acolá, depois pelo pequeno-almoço - sempre carcaça com doce e chá - trazido pela enfermeira loira que nunca disse o nome, depois pela mãe, que a todo o minuto "deve estar a chegar", depois pelo resto do dia, sempre igual, e depois a noite já chegou sem passar cavaco às tropas e não é preciso esperar por ela, só pelo sono que nunca chegou, nunca.
Primeiro a Elsa, com o seu analgésico sorriso de criança, por volta das seis. Depois o Délio, às 7h, e com um problema engraçadíssimo com o sol arrebatador que teima em entrar. O Hélder há-de vir todas as tardes. A Daniela, para responder a tudo e informar de tudo. O Dr. Pedro vem antes ou depois do Hélder, ou antes e depois do Hélder, ou sempre que lhe apetecer, com o sorriso - tão raro! - mais bonito deste hospital. E o Dr. Martelo, a ética e a dignidade, a falar baixinho para só eu ouvir, enquanto abre ou espreita ou desinfecta, ou as outras coisas todas que eu nunca quis ver.
Por todos eles eu espero. Por eles e por muitos outros não precisam que os nomeie aqui. Pessoas. Que esperam pela minha reacção, pela minha força, pela minha vontade de continuar, ou pela ausência da reacção, da força e da vontade. Mas esperam. Sempre com um sorriso.
"Sim, Ana, espera só um bocadinho."
Eu espero.
O dia arfa, lá fora. Com tudo o que era meu.
Eu espero.
quarta-feira, março 11, 2009
Intervalos
E eu vim para casa com quatro tranças no alto da cabeça.