domingo, maio 25, 2008

2.30 p. m.

Se fosses um planteta, eras Plutão. Eu sei. Terias apenas um problema, aos olhos dos sábios, é que, segundo parece, Plutão não é um planeta. Mas a tua vontade é essa e só essa. Plutão.
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Também sei que se pudesses escolher à vontade o destino de uma viagem, ele seria o futuro. Mas repara, aos olhos do mundo, as viagens só se fazem no espaço, nunca no tempo...
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E também sei que se fosses um objecto, eras um tijolo; uma árvore, azeitoneira; uma fruta, pêra; uma flor, cravo; um animal, pirilampo; algo de comer, queijo; um instrumento, pandeireta; um som, pcóóó!; um livro, Morreste-me; uma parte do corpo, a cabeça; um desenho animado, o Popas; uma forma, a triangular; ou se fosses um número, que serias o 23...
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Mas não és. És tu.
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No entanto, sei que se te falassem num elemento, a tua resposta seria Ananias!, que se te pedissem uma música, entoarias Yesterday, ou que se te tirassem algo muito bom, então seria a comida da tua avó...
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Não sei se tudo isto continua a ser verdade...mas é o que me lembro. Eu jogava muito este jogo com a minha mãe, chamávamos-lhe O Psiquiatra, e um dia resolvi fazê-lo contigo...e tudo o que guardei está aqui. Tal como todas estas psiquiatrices ficaram cá no disco rígido, também tu ficaste, um dia tão importante, tão tudo e mais alguma coisa...
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E continuo para-mim-própria defendendo a minha teoria, em como o teu pai tem - de facto - as mãos frias.

quinta-feira, maio 22, 2008

sábado, maio 17, 2008

Elephant Love Medley

O filme - Moulin Rouge - é um dos meus favoritos...e a música....a música é excelente! Andava a passear pelo YouTube...e deparei-me com isto!

sexta-feira, maio 16, 2008

Idade.

De tudo o que me faz pensar, há uma coisa que me atropela a cabeça. A idade. Não a minha, a deles. Há qualquer coisa que rasga. Choram-me as estatísticas que eu estarei cá quando os meus pais não estiverem. Muito nublado, bem sei. Mas real. Posso tê-los agora, e abraçá-los com a carne que me deram, mas...e depois? Vejo-lhes os anos na pele e a pele dá-me saudades. Saudades do que não vou ter. É a lei da vida, e todas as frases feitas que pregarem nas paredes. Mas a saúde teima em ir à sua vida cedo demais. Não a deles, a das estatísticas. Hoje tenho-os ali. Visto daqui, dos meus olhos, não envelheceram. Foram emprestando um ou outro ano aos ossos. Quero o meu pai a ficar envergonhado quando diz "gosto muito de ti filho" e a minha mãe com gotas de amor a marcar passo nos olhos quando diz "gosto muito de ti filho, nunca te esqueças disso". Nunca te esqueças disso. E depois, o que fica? As memórias não são de carne, são de lágrimas. E essas custam mais a abraçar. Há qualquer coisa que rasga, eu bem disse. Sei que estão na casa dos sessentas. Mais precisão do que essa acelera-me o sangue. "São novos". E porque é que não ficam sempre assim? Atrasem o relógio quarenta anos, vá lá. Só desta vez, ninguém vai dizer nada à terra. Apetece deixar cair uma pedra na roda dentada e parar tudo. A assobiar, para não ter de prestar contas. A palavra filho é patente deles. Quando a dizem há uma manta que protege o coração até cima. Depois da estatística fica só o coração e a manta enrolada aos pés. Podemos sempre puxá-la, mas nunca mais vai tapar tudo. E não, nunca me esqueço disso. .

terça-feira, maio 13, 2008

Rasgo

Ela ocupava apenas um pedacinho dos seus olhos.

Um rasgo vermelho inundava uma pequena porção do seu olhar castanho.

Ela ocupou aquele lugar durante uma hora. Uma hora inteira. Um momento em que o tempo não foi importante para nenhum dos dois. Falaram, simplesmente. Deram de si. Não, não foram desvendadas todas as verdades, nem morreu nenhum dos dois, nem casaram, nem se apaixonaram. Mas o laço ficou menos lasso. Novas pontes se contruíram de um para o outro, naquele dia de aguaceiros. Então, durante uma hora, conheceram melhor o outro, e ficaram ali à procura de si.

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A minha t-shirt rasgou o teu dia.

Olhos castanhos dão cor ao meu.

sábado, maio 10, 2008

Not today

Um dia destes vou amar-te como se não houvesse amanhã. Amar-te com unhas e dentes, de palavras e de gestos, de coração e de mente, de espaços e tempos. Vou amar-te e querer-te e desejar-te e ter-te na palma da minha mão. Vou depositar-me no teu colo e ser criança na alegria de ser e de estar, de ouvir e de dar. Um dia destes vou amar-te com todo o meu ser. Um dia destes, o mundo continuará a não ser uma flor de chocolate ou um universo de árvores de caramelo, e eu vou preferi-lo mesmo assim. Um dia destes eu vou dar ao tempo a minha vida. . E isto, meu amor, quando sim. Porque será unicamente porque sim, um sim cego e sozinho, gritado e consentido, desejado e aberto, cheio e sentido. Porque sim. . ....................................................E pode ser que nesse dia saibamos que te amo.

quarta-feira, maio 07, 2008

Goodbye My Lover

Não é só o que se passou que conta, mas também o que foi do "nós" depois...e isto é verdade para todas as pessoas. Hoje, esta música toma em mim novos sentidos. "And I still hold your hand in mine. In mine when I'm asleep. And I will bare my soul in time, When I'm kneeling at your feet." James Blunt - Goodbye My Lover

segunda-feira, maio 05, 2008

Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui...além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
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Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
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Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois, se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
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E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... para me encontrar...
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Florbela Espanca

quinta-feira, maio 01, 2008

Chuva.

Se a deixarmos, ela liberta-nos.

Dos nossos casulos, dos nossos ridículos (- uns mais, outros menos) quotidianos.

Se nos libertarmos, ela lava-nos.

Deixa aquele lindíssimo aspecto na rua, na serra, na janela.

Tenho saudades dela. De andar por aí à solta, debaixo de uma chuvada.

Ela faz a diferença. Mas só se deixarmos.

segunda-feira, abril 28, 2008

Crepes!

Não foi cansativo...foi extenuante!
Foi o dia todo: dás-me um guardanapo?, este crepe é com quê?, chega para lá!, espera um bocadinho!, precisamos que alguém vá comprar talheres (ou óleo, ou ovos, ou nutella, ou...)!, façam uma fila!, o que é que vai ser?, já te dei troco?, qual é o teu turno?, quanto já temos?, podes ir lavar isto?, epah, não tens moedas?, volte sempre!.
O dia todo de pé. Mentira: foram só dez horas. Dez horas a fazer sair crepes, uns atrás dos outros, às vezes com duas crepeiras ao mesmo tempo. Ou a inventar uma massa assim à pressão. Ou a atender alunos com medo do toque de entrada. Ou a encher crepes de chocolate, de caramelo, de doce, de queijo, de fiambre, de salsicha, de açúcar, de canela, de chantilly. Éramos muitos. Funcionávamos bem, de uma maneira geral.
Estávamos tão habituados à gritaria, ao nervosismo, às respostas tortas, que quando alguém fazia um elogio, ganhávamos o mundo. Quando pedíamos em vez de mandar, quando agradecíamos em vez de embirrar, e recebíamos um sorriso no meio do caos...o tempo parava(mas só um bocadinho...). Acho que estas coisas nos fazem bem: obrigam-nos a contar uns com os outros. E a lavar a sala, mesmo que o balde da esfregona se entorne vezes sem conta, nas mãos dos rapazes.
Foi muito cansativo. Mas soube bem.

domingo, abril 20, 2008

Cardiografia

Eram dias maus. Eram dias em que chegávamos a casa de rastos. Eram dias em que já não sabíamos o que era dormir, ou sossegar, ou ser normal. Eram dias em que não víamos outra hipótese senão ter força, senão apoiar-nos um ao outro, senão estar lá para ele. Foi um ano e pêras. Como o pai dele disse - e foi a afirmação mais verdadeira que ouvi até hoje - "Puta que pariu 2007". Mas sempre nos mantivemos juntos. Foi na dor, dor que não conhecíamos, que nos encontrámos. Foi essa dor quem soldou a nossa amizade. Estávamos lá. Para ele, para os outros, para todos, para nós. Para tudo. E hoje, amigo, o que ficou de nós? Desta maneira te falo, porque não sei mais nenhuma. Desta maneira te toco, porque esqueci qualquer outra. Desta maneira me mostro, porque não consigo de mais nenhuma. Diz-me, se souberes, é disto que somos feitos? [Smashing Pumpkins - Disarm]

terça-feira, abril 15, 2008

Snooker

Simplesmente...gosto!
Traz-me à memória tardes quentes de Verão e uma voz impaciente Põe o taco mais para aqui, ou Põe o taco mais para lá, ou Joga àquela, ou Não vás por aí, ou Baixa-te mais, ...
Os seus dedos carnudos passeavam no veludo verde como as faúlhas dançavam no vento...e a sua paciência parecia estar quase a esgotar-se...mas nunca se esgotou. Saudades. Daquilo que, mais que certo, não volta mais.

quinta-feira, abril 10, 2008

Este meu mundo...

Seria bom este meu mundo, Se nele dor nao existisse? Seria? ... Não poder sentir a dor de te ter longe, Ou a dor de te deixar, que não ha dor igual àquela... Essa dor que não existe sem amor E o amor que não existe sem ela! Seria bom este meu mundo, Se nele amor nao existisse? Não. E se o amor não amasse alguém, E esse alguem não o amasse a ele? Mas culpa não terei de o amor amar a dor. De sempre a levar para onde for. E contrariando os meus pensamentos Com pensamentos meus, pergunto-me: Seria bom este meu mundo, Se nele tu não existisses? Seria?...
Excerto surripiado daqui.

segunda-feira, abril 07, 2008

April 7th

Em Portugal:

  • Dia do moinho

Em Moçambique:

  • Dia da Mulher
No Brasil:
  • Dia do Corrector
  • Dia do Jornalista
  • Dia do Médico Legista

Celebrado desde 1948 pelos 141 membros da OMS (nos quais incluído, claro está, Portugal), Dia Mundial da Saúde.

É também dia do padroeiro dos professores, São João Baptista de la Salle.

Foi o dia em que nasceram:

  • São Francisco Xavier (1506) - fundador da Companhia de Jesus;
  • Will Keith Kellogg (1860) - fundador da Kellogg's;
  • Ole Kirk Christiansen (1891) - criador da Lego;
  • Almada Negreiros (1893 - exactamente 100 anos antes de mim!) - artista e escritor português;
  • Jackie Chan (1954) - actor chinês.

Tem sido um dia fantástico. Obrigada a todos os que o tornaram realidade, a todos os que cá faltam, e a todos os que hão-de chegar.

sexta-feira, abril 04, 2008

estás aí...pois é?

foto do google
É como se o Verão de repente tivesse chegado mais cedo.
É como se algo tivesse escapado à vista, mas nada parecesse faltar.
Quero um colo.
Quero dormir num abraço e sonhar com flores de chocolate e árvores de caramelo. E dinossauros.
Descobri o que quero ser quando for grande: quero sentir-me em casa diante de toda a Criação.

segunda-feira, março 17, 2008

7º sentido

"Ser forte é esperar quando não há motivos para acreditar no retorno."
A frase original era "ser forte é esperar quando não se acreita no retorno". Mudei...porque acho que se de facto não acreditamos no retorno....então não temos nada que nos prenda...nada para nos agarrarmos, que seja força para continuar à espera; e então não esperamos. Mas há vezes em que acreditamos no retorno...mesmo que não tenhamos motivos reais para isso...e quando isso acontece...custa muito. É, como já aqui disse, remar contra a corrente. É desdizer o real, o racional. Apenas...acreditamos. Esperamos. Há algo imovível naquele que esperamos...e apenas isso basta para nos dar um pouco de alento.
Que bom conseguir acreditar em coisas que não se vêem, não se cheiram, não se ouvem e não se tocam!

sábado, março 15, 2008

domingo, março 09, 2008

Psssst...habita em mim...

Não havia mais ninguém no mundo com quem teria querido passar este dia. Prometo: vou guardá-lo e fazê-lo prolongar-se o mais que puder. Para isso..: até já... =D

sexta-feira, março 07, 2008

Holé! xD

Jose Luis Rodriguez
Esta segunda-feira vou para aqui!
É a quarta maior cidade de Espanha, e a quarta maior cidade metropolitana espanhola por número de habitantes!
Não, como toda a gente pergunta, não vou à Isla Mágica, mas também não tenho vontade...
Volto quarta-feira, espero que com a alegria de mais amigos, mais cooltura e uma experiência que deixará coisas boas de lembrar...
Aquilo que me vai custar mais... são as saudades... sobretudo... dele! Enfim!
Depois conto tudo, tudo, tudo!! =)
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Beijinhos beijinhos e até ao meu regresso! **
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PS.: Raisparta o raio do Roaming ser tão caro!

sábado, março 01, 2008

Depende dos teus olhos... III

Ontem - isto é - há uma hora e tal atrás, um amigo perguntou-me uma pergunta que - diz ele - só teria lata para me perguntar a mim. Perguntou-me qualquer coisa como Se nós podemos fazer-nos acreditar em algo que inventemos, como poderemos ter a certeza de que aquilo que estamos a viver é a realidade?. Era uma pergunta que eu já me tinha feito a mim própria...portanto foi relativamente fácil desenvolver uma resposta. Ficámos uns minutos à conversa.
Eu já tinha pensado nisso...mas nunca tinha posto a coisa em termos práticos e...sólidos.
De facto, como poderemos alguma vez saber que aquilo que vemos é real?
Como saberemos se não estamos, por ventura, a ser imaginados por alguém?
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Sim, os olhos olhos dizem-nos que as coisas são assim. Lá está: os nossos olhos. Quem nos diz que são esses olhos que estão certos? (E isto leva-me a duvidar se sou eu que vejo mal ou se é o daltónico...) Não nos é dito que só vemos aquilo que queremos ver? Então será que o monitor que está à minha frente é mesmo rectangular? Como é que eu sei que esta forma não é fruto da minha imaginação? Como é que eu sei que não estou, neste preciso momento, a dormir?...
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Talvez seja por isto que gosto tanto do Matrix...

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

IV

Nós somos loucos, não somos? Desta louca poesia, Desta riqueza dos pobres Que se chama fantasia! Ergamos pois nossa tenda E nosso lar de pobreza No mais ermo desses montes, No fundo da natureza. Se o frio apertar connosco, Pois não temos mais calores, Aqueceremos os membros Na fogueira dos amores! Se for grande a nossa sede, Tão longe da fonte fria, Contentar-nos-emos, filha, Com as águas da poesia! Assim à nossa pobreza Daremos a Imensidade... Que com isto se contente Nossa pouca seriedade. E, pois somos loucos, vamos Atrás dos loucos mistérios... Deixemos ricas cidades Ao sério dos homens sérios!
Antero de Quental
Primaveras Românticas

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

184 dias

Seis meses. Meio ano. Passou a correr. Temos, de facto, a liberdade de poder escolher ser fortes. Talvez o mais forte não seja aquele que ultrapassa os problemas...mas sim aquele que tem a coragem de escolher ser forte. Talvez o mais forte seja aquele que diz sim à vida e à realidade e à pressão...aquele que lhes grita "Venham que eu aguento convosco!". Talvez o mais forte seja aquele que diz "Sim, isso aconteceu", "Sim, eu estive lá", e "Sim, eu vou contar-te a história". Talvez seja o mais forte o único que que sabe o que aconteceu e que aceita as coisas tal como elas são. O mais forte não é aquele que rema contra a corrente. É aquele que tem a coragem de escolher fazê-lo: consiga ou não.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

[Untitled] II

Precisamos, realmente, de falar das coisas. Torná-las reais, presentes, vivas. Só assim poderemos ultrapassá-las. Guardá-las, só depois de falar delas, no mais íntimo de nós, segundo a nossa visão das coisas. Entregá-las aos nossos pijamas para voltar a mexer, quiçá, um dia mais tarde - quando for preciso. Temos é de ficar com a certeza de que quando voltarmos a falar daquele assunto, não vamos desabar como outrora.
Não podemos simplesmente pensar noutra coisa.
Não podemos ser proibidos de chorar ou de lembrar quantas vezes nos apetecer.
É disso de que se trata o luto! O verdadeiro luto, acredito eu, passa exactamente por aí.
Passa por mexer e voltar a mexer na ferida. Passa por desabar mil e quinhentas vezes até crescermos dali para fora. Passa por falar dos assuntos, com naturalidade, com a frequência adaptada àquilo que possamos e queiramos suportar.
>
Não criemos flores de estufa. Não podemos evitar os assuntos, não podemos fingir que nada se passou! Porque passou, de facto! Porque dói, de facto! Porque virá à tona mais cedo ou mais tarde e aí, aí sim!, vai doer ainda mais!... Falem! Não teham medo! A vida não é justa...e temos de aprender isso às nossas custas. Por muito que vos custe.
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>
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Por favor...
...deixem-me lutar.
...deixem-me fazer o meu nojo.
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Preciso disso.
Urgentemente.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Depende dos teus olhos... II

Ver-me-ás como serei? Como poderemos alguma vez saber se aquilo que vemos é, realmente, aquilo que é? Como vamos saber se estamos errados, se toda a gente disser o mesmo que nós? Podemos estar todos errados? Se olhamos todos para um mesmo contentor, vamos, por certo, todos dizer que ele é verde. É, normalmente, a primeira definição visual que damos das coisas: a cor. No entanto, se há coisa que o coitado do contentor não é, é verde. Aprendemos na física que o objecto guarda para si todas as cores que quer, repelindo a que não quer! O raio do contentor guardou para si todas as cores que queria. E mandou embora o verde. E nós chamamos verde ao contentor!! É a confirmação mais básica, mais evidente de que os nossos olhos estão errados.
Chamamos-lhe verde. Todos nós. Não vai ser por isso que ele vai gostar mais do verde.
Quantas vezes não nos apercebemos de que os olhos vêem o que o cérebro quer ver?
Quantas vezes não olhamos segunda e terceira e quarta e quinta vez e de todas as vezes vemos algo diferente? Quantas vezes não precisamos de um novo olhar sobre isto ou aquilo? E quantas vezes um novo olhar não mudou tudo?

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Depende dos teus olhos...

“- Bom dia, disse o principezinho. - Bom dia, disse o comerciante. Era um comerciante de pílulas aperfeiçoadas para acalmar a sede. Engolindo uma por semana não há necessidade de beber. - Porque vendes tu isso?, disse o principezinho. - É uma grande economia de tempo. Os cálculos foram feitos por peritos. Poupa-se cinquenta e três minutos por semana. - E o que se faz com esses cinquenta e três minutos? - Faz-se o que se quer… «Eu, disse o principezinho para consigo, se tivesse cinquenta e três minutos para gastar, o que fazia era dirigir-me devagarinho para uma fonte…»”
Antoine de Saint-Exupéry, O Principezinho

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Viver para quê?

“- Bom dia, Thibault!
- Bom dia, Yolande… (Silêncio).
- Parece que estás cansado?
- É que caminhei muito…
- Sim, a tua ausência durou muito tempo. (Silêncio).
- Era difícil de encontrar.
- O quê?
- O que eu queria.
- E o que é que tu querias?
- A lua.
- O quê?
- Sim, eu queria a lua.
- Ah! (Silêncio). E para quê?
- Sabes, é uma das coisas que ainda não tenho.
- Está certo. E conseguiste o que querias?
- Não. Não a posso ter.
- É aborrecido.
- Sim. É por isso que estou cansado. (Pausa). Yolande!?
- Sim Thibault.
- Tu pensas que eu sou louco?
- Sabes que nunca penso. Sou suficientemente inteligente para não pensar.
- Sim, está bem, mas eu não estou louco e nunca estive tão lúcido. Simplesmente, senti de repente uma sede do impossível. (Pausa). As coisas, tais como elas são, não me satisfazem.
- É uma opinião muito espalhada…
- É verdade. Mas eu não sabia. Agora sei. Este mundo, tal como está, é insuportável. (Pausa). Eu tenho necessidade da lua ou da felicidade ou da imortalidade. De qualquer coisa que não seja deste mundo.
- É um raciocínio que se tem. Mas, afinal, não se pode ir até ao fim…
- Tu nada sabes. É porque não se quer ir até ao fim, que nada se alcança. Mas é preciso sermos lógicos até ao fim.
- E qual é a verdade, Thibault?
- Os homens morrem e não são felizes. (Pausa).
- Então Thibault, é uma verdade que não incomoda ninguém. Olha à tua volta. Isso não impede as pessoas de almoçarem.
- Então é porque tudo à minha volta é mentira. Mas eu quero que se viva na verdade…”
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Albert Camus, Calígula

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Debaixo da tua asa...

...sinto-me bem!
É como voltar a casa e sentir aquele conforto...que nos conhece tão bem e sabe exactamente do que precisamos... A tua asa é a única que me faz sentir que é mesmo uma asa...e uma asa feita para mim! Uma asa vinda de ti, à minha medida... Proteges-me como fosse tua...e isso faz teu um bocadinho de mim! Sabes que não o sou...mas fechas os olhos a isso quando sabes que o perigo espreita! Sinto-me bem, debaixo da tua asa...porque é uma asa, mas sobretudo porque é tua! Um dia vais crescer, e um dia hás-de casar, e um dia sumir-te-ás diante dos meus olhos... Vou sentir-me perdida porque deixarei de te ter debaixo da asa que construí à tua volta... Nesse dia pode ser que te abrace e te diga tudo aquilo que hoje podes apenas sentir...

sábado, janeiro 26, 2008

"Devia ser como no cinema / A língua inglesa fica sempre bem / E nunca atraiçoa ninguém"

...pergunto-me como seria, se fosse hoje...
...pergunto-me se algum dia me voltarei a sentir bem naquele abraço...
...pergunto-me onde estará o erro, esse tão grande erro...
...pergunto-me, sobretudo, quanto custará um braço torcido em cima de uma confiança reconquistada...
Não quero ir passear o Panic!. Está frio lá fora.
Cá dentro...só apodereço.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Pensamentos.

Às vezes caio neste vício de pensar.
E quando estou a caminhar numa rua, sozinha, tenho tendência a pensar sobre como pensarão as pessoas que, como eu, caminham sozinhas. E se elas estiverem a pensar sobre como eu penso quando caminho sozinha? Estarei realmente a caminhar sozinha, ou será que não?
Não seria mais fácil, chegar-me ao pé das pessoas que são afinal outras e perguntar directamente, sem rodeios:
- Em que é que estás a pensar?
E no fim deixo-me a caminhar sozinha, encolhida na pequenez do meu eu.
webdreamer

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Pretérito Imperfeito

Quando as luzes se apagavam E a festa acabava E tudo tomava um gole de silêncio E a noite adormecia ela própria Tu costumavas ficar Levavas-me aos jardins da cumplicidade Onde habitava aquele nós Cabia por inteiro no teu peito Cabíamos no mesmo sonho Na mesma rotina sempre nova Sempre melhor Costumavas ficar e Despedir-te naquele teu olhar esfíngico Que sempre escondeu, Qual cortina impenetrável, Todos os teus pensamentos Todos os teus desejos Os teus mais profundos segredos Sem nunca conseguires dizer "Adeus!" Costumavas ficar e Prometias voltar e Fazias-me sonhar e Eras o mundo Eras o mundo a que eu queria voltar Por mais voltas que desse no infinito Por mais viagens que tivesse de fazer Eras a sobremesa Que completava cada dia E o fazia saber melhor.

terça-feira, janeiro 15, 2008

Tu gostas de mim?

"(...)Talvez fosse já efeito daquela natureza angélica que se apoderava de mim. Estou em crer que fui "enfeitiçado" desde o início. Sentei-me dizendo um "chega-te para lá, múda!" Ela afastou-se sem dizer nada.
-Queres um cachorro? - perguntei-lhe.
Ela abanou a cabeça e respondeu:
-Esse é teu.
-Tenho muitos! Além disso, já estou cheio - respondi.
Como ela não fizesse qualquer gesto, pus o saco nas grades, entre os dois. A luz da montra era fraca e a miúda estava sentada na sombra, de modo que não podia ver-lhe as feições. Percebi, no entanto, que estava muito suja. Reparei que segurava uma boneca de trapos debaixo do braço e que, no colo, tinha um velho estojo de pintura partido.
Ficámos ali sentados durante meia hora ou mais, em completo silêncio; durante esse tempo apercebi-me que ela fizera um movimento com a mão na direcção do saco dos cachorros mas não quis olhar nem dizer nada para ela não desistir. Ainda hoje me lembro do intenso prazer que senti quando ouvi o som da côdea do cachorro a estalar-lhe entre os dentes. Um ou dois minutos depois tirou o segundo e depois o terceiro. Meti a mão no bolso e tirei um maço de Woodbines.
-Importas-te que fume enquanto comes, miúda? - perguntei.
-O quê? - perguntou assustada.
-Posso dar uma passa enquanto comes?
Ela agitou-se, pôs-se de joelhos e olhou-me de frente.
-Por que é que me perguntas isso?
-É que a minha Mãe tem a mania da boa educação. Além disso ninguém deve deitar o fumo na cara de uma senhora que está a comer - respondi.
Olhou por momentos a metade da salsicha que segurava na mão e fixando-me, disse:
-Porquê? Tu gostas de mim?
Acenei afirmativamente com a cabeça.
-Então podes dar a tua passa - e sorriu, ao mesmo tempo que metia o resto da salsicha na boca.
Tirei um cigarro, acendi-o, e estendi-lhe o fósforo para ela apagar. Assoprou e fiquei todo salpicado de bocadinhos de salsicha. (...)"
Fynn, Senhor Deus, Esta É a Ana

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Quero estar lá fora.

Sono.
Uma chuva
Uma noite
Um presente dado de improviso
Um choque, uma surpresa
Um sorriso... .
A rotina
O cansaço
O dever
A urgência de um só gesto
De um simples gesto
A carência de um gesto
De apenas um único gesto
De um momento
Que mude a vida
Que lhe dê cor
Que lhe dê chuva
Que lhe dê sabor
Que a faça valer a pena...
...nem que seja
No espaço de tempo
Em que vive uma gotinha.
4000. A ti.

terça-feira, janeiro 08, 2008

Da felicidade ao sofrimento é somente um passo

Às vezes, o corpo fica como que inerte, irresoluto, impotente, perante o soluçar do coração. A alma eleva-se, some-se para bem longe. Apenas o corpo soluça sobre si próprio.
O Inverno invadiu a Natureza como um conquistador. O Outono perdeu-se em papeis e fotografias e memórias antigas, e de repente, está frio. Tão frio que tudo começa a gelar. A alma, cansada, adormeceu. E a neve...a neve apanhou-a desprevenida. Mas se adormeceres sobre a neve...não sentes chegar a morte.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Eis-me

Eis-me Tendo-me despido de todos os meus mantos Tendo-me separado de adivinhos mágicos e deuses Para ficar sozinha ante os silêncios Ante o silêncio e o esplendor da tua face Mas tu és de todos os ausentes o ausente Nem o teu ombro me apoia nem a tua mão me toca O meu coração desce as escadas do tempo em que não moras E o teu encontro São planícies e planícies de silêncio Escura é a noite Escura e transparente Mas o teu rosto está para além do tempo opaco E eu não habito os jardins do teu silêncio Porque tu és de todos os ausentes o ausente
Sophia de Mello Breyner Andresen, Livro Sexto

Como raio vou saber se eu sou eu??...

Escrevo hoje coisas que amanhã poderei achar estúpidas e sem lógica. Tenho ideais, crio as minhas filosofias de vida, diferentes das que já tive e, eventualmente, diferentes das que terei no futuro. Não paro, estou sempre a evoluir. Não paro, nunca hei-de parar até ao dia em que morrer. E aí será tudo claro, não vou precisar de continuar. Assusta-me a ideia de que a vida, o tempo não param para descansar um pouco. Não sei o que o futuro guarda e não me posso preparar para o enfrentar, para o ver, para o viver. Mas talvez seja apenas o meu cansaço a falar. Porque de outras vezes encaro tudo o que me espera como um mistério curioso...e divirto-me a desenhar o meu futuro e ir vivendo-o um dia de cada vez. Mas não agora. Agora queria...saber já. Saber já as respostas que hoje me esmagam, me frustram por não as ter. Isto é apenas agora; no entanto...futuramente...não pensarei o mesmo certamente. Se nós mudamos constantemente...o que é que nos dá continuidade? O que é que faz com que eu seja sempre eu? Aprendi que mudamos sempre, posto tudo aquilo que vivenciamos...ganhamos novos pontos de vista sobre as coisas e criamos uma vista de pontos...passamos a ver esquilhões de pontos de vista....é isso que é crescer... ...Sendo assim nunca poderemos dar uma definição de nós próprios, daquilo que somos, porque nunca somos os mesmos... Mutantes. Talvez. Vou dormir.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Um gesto.

Um gesto. Um momento. Algo necessário. Algo urgente.
Três
palavras:
Gosto Muito de Ti!
É tão fácil...tão puro...tão bom...porque temos tanto medo uns dos outros??

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Pós-Natal '07

Começo a postar em 2008 com o post nº 150! Antes de mais, feliz Ano Novo para todos! Gostava de deixar aqui um texto que escrevi, creio, a dia 26 de Dezembro... "Este Natal houve muita coisa que me entristeceu. Este Natal...teve o seu quê de extenuante. Este Natal...foi definitivamente diferente. ** "-Bom Natal e Feliz Ano Novo! -Diz-me, o mais concretamente possível, por favor, o que é para ti o Natal? -É tar ca família, e dar amor e carinho..." A Sociedade precisa de marcar uma data para acarinhar os que não conhecem carinhos, amar os que nunca viram o Amor...precisar de marcar uma data para jantar à mesma mesa com aqueles com quem embirra todo o ano. É assustador. E triste. Não consigo perceber cmo é que as pssoas se sentem felizes assim. Como é que fazem tão garnde festa por ser Natal, quando na prática apenas se arrastam numa rotina mais um ano. Como podem viver este "natal" tão "festivo" só por estarem juntos?? Ou por outra: porque não se lembram disso o resto do ano? Talvez não fizessem uma festa tão grande na época em que todos são escravos do dinheiro se vivessem o verdadeiro Natal dentro de si próprios. Talvez a festa vivesse neles, e se apercebessem de que não precisam de mais nada. Só Cristo basta. O sentido do Natal - Comunidade esbarrou comigo, a meio de Dezembro, graças ao meu amigo Válter Ferreira. Então vim à procura do Natal - Família. E percebi que ele não nasce aqui. Nem à mesa. Nem sequer na mensagem de Natal de D. José Policarpo a meio da Consoada. Nasce...em cada um dos outros. Viaja na relação que cada um tem com o próximo. E isto é extremamente importante no seio familiar. Como Newton diria, é um par acção-reacção. Eu provoco, tu acedes, nasce o Natal em nós para dar a outros, provocar neles algo mágico. É isso que enche a casa e acende as velas e nos faz cantar. E é tão bonito! Só tendo este Natal por base poderemos partir para as ruas e cheirar o Natal no seu todo, na noite luminosa e prédios enfeitados e gigantescas árvores de Natal... E só vai ser possível...quando tivermos em nós acesa a memória de que Jesus Cristo, o Salvador, Rei do Universo nasceu pobre no lugar onde vivem os animais. Fica a lista dos melhores presentes deste ano:
  • A confiança do Miguel;
  • A notícia do Daniel;
  • A lágrima da Margarida;
  • O choro da Ana;
  • O abraço do Válter;
  • A conversa com o Pedro;
  • A amizade da Marta;
  • As palavras da outra Ana;
  • A presença da Alice.

domingo, dezembro 16, 2007

Arô...

Isto é...como um mundo só meu.
É só meu e pronto.
É um mundo onde posso entrar e sair...mas nem por isso ele deixa de cá estar...sempre pronto para o login.
Tem as minhas cores, tem o meu estilo...tem memorizadas as letras que escolhi se agruparem umas às outras.
Tenho-me apercebido de que, cada vez mais, estou viciada nisto... Viciada...mas nunca num sentido negativo. Talvez viciada não seja de todo a melhor palavra. Também é nisto que assenta a minha rotina...arranjar sempre a melhor palavra para melhor descrever o que penso e sinto...para que seja o mais verdadeira possível comigo e com o leitor. Sim, já que este exercício passa, antes de tudo, pela introespecção. Pela introespecção religiosamente acompanhada pela escrita, espelho da psique. É...um ponto de fuga. É uma folha limpa num caderno de desenho. Um armazém de sentimentos que se torna num canal de "notícias" sempre que alguém novo me visita! Porque gosto de partilhar... Partilhar! Sempre! Acredito que tudo o que toda a gente diz sobre qualquer coisa pode sempre ser útil a outrem. Por isso publico. Tenho o meu mundo aberto a quem quiser entrar. Gosto que haja feed-back. Que deixem as patinhas...os pijamas. É sempre positivo haver um novo olhar sobre nós mesmos. Eu acho. [Também é por isso que as pessoas procuram psicólogos, creio. Precisam de um novo olhar sobre si mesmas. Quem canaliza esse olhar é o psicólogo, quem olha terá de ser sempre o próprio. Penso eu. Somos todos psicólogos uns dos outros. Embora uns sejam bem mais uteis que os outros...e por isso recebam dinheiro. Esses são mesmo bons. Os outros, os que não recebem, ou são bons ou não, mas acredito que sejam todos psicólogos.]
Procuro aqui companhia...sobretudo a minha. Acompanho-me a mim mesma no meu caminho. Acho que isso é importante. Não nos perdermos de nós. Aqui têm, e sempre terão, o meu mundo, para todo o mundo...com um violentíssimo BENVINDOS mascarado por aquilo que me vai hoje, amanhã...ou depois...

sábado, dezembro 15, 2007

Meu...: X)

Quero amar-te. Exijo amar-te. Mas amar-te daqui. Deste meu mundo selvático e pantanoso. Porque sim, sou capaz de amar daqui. É isso que tens de entender. Não te amar daqui...seria querer a tua morte e a morte deste nosso alegre nós. Não nos quero a morrer. Quero que vivamos! Quero que amemos! Quero que cresçamos! Quero que cantemos! Quero...quero. E isto, eu posso. E tu também. Assim, sim. Sim?

domingo, dezembro 09, 2007

Acabou.

Foi cansativo. Mas foi mais um dos meus melhores fins-de-semana de sempre.
É espectacular. É o único lugar do Mundo em que vou trabalhar e saio nascida, nova, totalmente. Da cabeça aos pés com um manto de nova esperança e alegria.
É o único sítio em que sei que serei sempre benvinda. Eu e todos os que comigo trouxer.
É o único cantinho onde sei que terei sempre o meu valor, faça o que fizer.
É o único sítio que vi abarcar tantos quantos lá quiseram entrar. Nunca ninguém que se nos quisesse juntar ficou do lado de fora. Nunca ninguém que quisesse fazer parte foi escorraçado ou mandado fora.
E o ponto é esse mesmo. É preciso é querer fazer parte.
Durmo hoje...com vontade!

quarta-feira, dezembro 05, 2007

"Tu amas-me?"

Quem és tu, que ousas atravessar-te assim no meu caminho, sem passar cavaco às tropas???
Por quem te tomas, achando-te no direito de passar-me tamanha rasteira?
O que te faz acreditar que podes ir embora tão depressa quanto tão repentinamente chegaste??
Poderia debruçar-me a noite toda em perguntas...mas só há mesmo uma que quero verdadeiramente ver respondida... Poderia demandar saber de onde viste, porque vieste, porque és assim, porque me pões nesse lugar, porque ocupas este lugar...mas nada disto é crucial, nada disto é urgente, nada disto me alimenta.
Tenho uma única, uma e uma só pergunta para te fazer. Daquelas perguntas que merecem vénias por serem perguntas tão importantes. Daquelas perguntas que alimentam, que dão fogo à vida e vontade de viver. Acredito que sejam as únicas perguntas verdadeiras. As únicas que respeitam a profunda e simples razão da existência das perguntas. Só tenho uma pergunta para ti. Uma pergunta e um sorriso. Encontrá-los-ás sem esforço na tua memória. Se precisares de ajuda...Jo 21, 16-17.
"(...)Who are u? who are u? For how long How strong do I still have to be? How come you mean so much to me?(...)"

terça-feira, novembro 27, 2007

poligónica forma pró-dislate

Penso que podemos falar em dependência.
Ela sofria verdadeiramente enquanto ele não chegava a casa e se deitava a seu lado. Ela precisava de o proteger para estar protegida. E este voltar a casa é claramente figurado. Para ela, estar em casa era estar bem, era entrar no habitat, aquele lugar onde se é feliz e todas as verdadeiras necessidades são satisfeitas. E o "ele não chegar a casa" era ele não dizer nada ao voltar do treino, não tocar à porta ou mandar uma mensagem. Ela precisou, durante muito tempo, que ele entrasse quase totalmente na sua rotina. Assim, era-lhe, a ela, fundamental saber onde ele se encontrava ou saber o porquê de ele não dizer onde estava. Ela dava-lhe liberdade, é certo - ela morreria se tivesse ali um pássaro na gaiola! - mas dava a máxima importância a toda a informação que podia obter.
Ela não descansava se ele não chegava a casa e não se deitasse a seu lado. E esta parte do deitar lado a lado também era importante - mas não tanto. Porque o essencial é que ele voltasse para casa. Se quisesse dormir no chão ou no sofá e os preferisse à pele dela...não faria mal - porque havia sempre o amanhã, em que, por certo, tudo seria resolvido. O facto de ele se deitar a seu lado era o final feliz daquilo que já era, por si só, perfeito.
É que viviam no mesmo mundo. No mesmo mundo de paralelismos, confusões, sentimentos, impulsos. Só viverem ali os dois e partilharem toda aquela informação era, de facto, perfeito. Violento, assustador. Mas perfeito.
Ela precisava de o sabber ali para estar sossegada, precisava de o aconhegar para ter a noite completa. Ela precisava que ele precisasse. Ela necessitava da sinceridade dele como de pão para a boca. E a sinceridade dele toldava a felicidade dela. Porque, segundo parecia, a dependência era comum, ou melhor, era recíproca.
Ele precisava dela.
E isto...isto era perfeito.

terça-feira, novembro 20, 2007

Velhadas

Há coisas que vão ficando melhores com o tempo. Algumas, quanto mais o tempo passa, mais gosto delas!
Uma delas, é a AMIZADE. Vamos amadurecendo juntos, ao longo dos tempos. Sejamos grandes ou pequenos. E continuamos construindo os nossos mundos.
Outra, é a p a c i ê n c i a. Acho-a extremamente importante, no carácter de um humano. E cada vez mais urgente...
Outra, são os bons livros. É que têm aquela magia de nos ensinar coisas novas, quantas vezes mais os lermos...e de se tornarem cada vez mais nossos e mais especiais.
Outra, é o Outono. Cada vez mais raro. Cada vez mais especial.
Outra são os carros. Adoro carros antigos! Mais antigos ou menos antigos: têm é de cheirar a antigo! A gente passa na rua e...e eu fico a olhar!

Aqui fica um dos que me prendeu , em Portimão, a um domigo de manhã...

sexta-feira, novembro 16, 2007

Não te rias! Epah espera...eu consigo. Opaaahh...

Estou a aprender!
Devagarito e sozinha...mas estou!
"Sozinha"...ele de vez em quando ajuda...mas só de vez em quando!
Ele sabe as notas, eu vou decorando os acordes...algures lá para o meio encontra-se algo parecido com uma melodia...=)

sexta-feira, novembro 09, 2007

Os que entendem como eu as linhas com que me escrevo reconhecem o que é meu em tudo quanto lhes devo

Queria trazer-vos uma foto, hoje.

E escolhi esta.
Praia da Lota, Algarve, Verão '07
Porque há coisas que valem a pena. Porque há pessoas que, por muito tempo que passe, ainda nos surpreendem. Porque se não tivermos os olhos abertos...há sempre alguém que no lo faça. Porque hão-de haver sempre boas memórias que ainda têm mais um bilhete para um sorriso.

Sim, há muitos daqueles dias em que chegamos à noite e chamamos nomes feios ao dia, enchemo-lo de carga negativa, e dormimos qualquer coisa...mas também os há recheados, menos ou mais, de coisas boas, entrelaçadas em coisas más... Agradeço hoje aos meus verdadeiros amigos. Aqueles que já foram e ao que restam comigo. E espero aqueles que hão-de vir. Umas certeza lhes dou: serão recebidos com um sorriso. Mais ou menos desageitado, um sorriso. Mais ou menos bonito, um sorriso.

P.S.: Título: Poeta castrado, não!, J. C. Ary dos Santos in Resumo

quinta-feira, novembro 08, 2007

Não gosto disto!

É que não gosto mesmo!!
Digo mais: estou verdadeiramente indignada!!
Mas qé isto??! Perfeitamente inadmissível!
Onde andam as chuvadas? E as poças? E as luvas? E os gorros? E as botas, e a neve, e os cachecóis, e as trovoadas, e as sopas quentes, e os chapéus de chuva, e o nevoeiro, e as camisolas de gola alta, e os espirros????
Onde anda tudo aquilo que nos faz aproximarmo-nos uns dos outros, querermos manter o calor dentro dos casacos, os narizes frios e avermelhados, tudo aquilo que traz a cor intensa do autêntico Outono?

Vejo roupas leves, vejo pessoas que ainda não perceberam a distância a que gritam umas das outras, vejo tudo muito com pés no chão...vejo as folhas nas árvores. Vejo gelados à venda. Não gosto disto. Hoje, as castanhas à saída do metro nao cheiram a castanhas. Era a única coisa de que eu sempre gostei nas castanhas: o cheiro. Assim, o Outono não sabe a Outono. Não apetece. Não chama na voz da chuva que bate à janela. Não faz levantar para mais um dia - mesmo que ainda seja de noite quando acordo. Não faz levitar, nas asas do vento que arrasta, a caminho de seja onde for. Não gosto. Tenho dito.

domingo, novembro 04, 2007

Bon voyage...

Fui mergulhar à Zambujeira do Mar. Passei por Marrocos e espreitei o Grande Cabo. Visitei Londres, explorei Laos. Passei uns bons momentos em Los Angeles e fui trincar a Big Apple... Dar um mergulho à Etiópia e sobrevoar o Chile. Daí, directamente para a China, antes de querer ver São Francisco e vaguear por Cuba... mas ver mesmo. Com olhos de ver.
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A isto eu chamo...Google Earth.

quinta-feira, novembro 01, 2007

Penso-te.

Penso-te. Porque não estás aqui. Porque não te posso tocar ou reconhecer. Porque não me posso agarrar a ti e dizer-te o quanto preciso de ti. Porque decidiste partir. Porque não estás aqui. Sinto-te. Porque foste sem explicar, porque não te despdiste, porque não cheguei a pedir-te desculpa. Porque choro e sei que se aqui estivesses ficarias atarantado sem saber o que dizer. (...) Porque não me deste tempo de me apaixonar por ti? Porque não me deixaste conhece-te? Porque não quiseste ficar? Porquê escolher ir? ...Porque não tiveste juízo? ________________Não serias tu. Acho que percebo. Havias-de querer tranquilizar-me. Sei que estás bem, agora. Imagino-te à mesa com Fermat, em conversa amena. Uma fatia de bolo do vinho do Porto e um café meio cheio à tua frente. Sim, pai, estás bem _____________ agora. Três mil visitas. Dedico-tas a ti.

segunda-feira, outubro 29, 2007

qe foi?

Sentes o vento nas tuas veias. Sentes o ar da noite arrepiando os teus cabelos. De olhos fechados, não reconheces nada...nada a não ser a noite. Sabes que chegaste até aí. Estás no pico do teu mundo. Todo e qualquer passo seguinte será para mundos não conheces. Ou...podes sempre recuar. Mas nem esse conceito existe no teu mundo. Então, até voltar atrás será entrar noutro mundo...desconhecido. Não sabes como aí chegaste. Terei caído de algum lado? - pensas. Não pode ser. Estás no pico. Resta saber...aí não podes ficar. Não podes. É uma convenção. Dás o passo. Só há uma dúvida: puseste o pé em terra...ou em vão?

sábado, outubro 27, 2007

Uhh...

...já ía!

Está frio.

foto do google
Só hoje senti
Que o rumo a seguir Levava pra longe Senti que este chão Já não tinha espaço Pra tudo o que foge Não sei o motivo pra ir Só sei que não posso ficar Não sei o que vem a seguir Mas quero procurar E hoje deixei De tentar erguer Os planos de sempre Aqueles que são Pra outro amanhã Que há-de ser diferente Não quero levar o que dei Talvez nem sequer o que é meu É que hoje parece bastar Um pouco de céu Um pouco de céu Só hoje esperei Já sem desespero Que a noite caísse Nenhuma palavra Foi hoje diferente Do que já se disse E há qualquer coisa a nascer Bem dentro no fundo de mim E há uma força a vencer Qualquer outro fim Não quero levar o que dei Talvez nem sequer o que é meu É que hoje parece bastar Um pouco de céu
Um pouco de céu Mafalda Veiga

quinta-feira, outubro 25, 2007

Zoe

Cheguei para almoçar...e ela já cá não estava.
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Aquelas orelhas cinzentas, aqueles olhos castanhos, as pantufas brancas e a permantente expressão curiosa não vieram dizer "Olá! Como correu hoje?" quando entrei em casa...
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É mau lembrar que a última vez que a vi, ralhava com ela por estar a trepar pelas minhas calças acima, cravando as unhas na minha pele... Eu estava muito irritada, e ela só vinha saber porquê...
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Olho pela janela estas nunvens cor-de-laranja que parecem rastos de tractores de pneus esquisitos.
Gosto de acreditar que ela se pôs a brincar ali...pelas nuvens, perseguindo a cauda preta...e se esqueceu de vir para casa.

sexta-feira, outubro 19, 2007

Explicando um pouco...

Caros leitores...andei à procura de um poema. E não encontrei o que queria. Mas acho que não preciso. Para explicar (sobbretudo a mim própria) porque disse "quero ser como ela" no meu último post, acho que um poema não meu...não perde pela ausência.
É, sim, aquela senhora ali em baixo, a pessoa mais importante da minha vida [já aqui cometi o mesmo erro no ano passado...queria dizer "na minha vida"=))] e há algum tempo me apercebi disso...
Foi aquela que cá me trouxe e foi aquela que nunca me deu asas...mas me ensinou a fazê-las!!!
Foi aquela que me mostrou sempre as suas extensas culturas de amizade extrema e os seus vastos campos de confiança inexplorada...
Foi aquela que me deixou a fazer birra até eu perceber a minha estupidez...
É aquela que se orgulha de ser diferente e me mostra todos os dias que nunca faço nada de novo...
É aquela que me ama, por muito que chegue atrasada, por mais que responda torto, por maior que seja a minha tromba dia após dia...e que me mostra um sorriso que grita "TÁS A SER PARVA!!"..
É aquela que aprendi a conhecer...a fazer sorrir - mesmo que só por dentro!!, a levantar e andar, a compreender e dar espaço...tempo para dar o passo...
É aquela que tem o olhar mais lindo deste mundo...
[Lembras-te? Ela disse "Vocês só têm uma diferença: os olhos dela são mais bonitos que os teus!"]

É aquela que eu quero ser!

Porque ama, porque acredita, porque vive, porque nasce a cada segundo, porque morre a rir, porque não tem medo, porque luta, porque persegue, porque simplifica, porque sente, porque corre, porque crê, porque ensina, porque consegue, porque explica, porque oferece, porque espera, porque fala, porque reprova sem dizer, porque ouve, porque lê, porque está lá, porque entende, porque conhece, porque opina, porque ri, porque pensa, porque também precisa e também chora...

Somos cúmplices no jogo arriscado me amar...

Somos duas na estrada das letras dentro de filmes de textos com coisas vermelhas, cilíndricas, no meio da rua, com um orifício onde se põem envelopes, por onde comunicamos com gestos...

Dedico-te, hoje, Cabeças no Ar...

"(...)No meio das amigas

Aprende-se ainda mais

As ciências naturais

Cabem na palma da mão(...)"

Também quero ser (perdão. existir.) como tu...porque estás mais perto dEle que eu...e Amas como eu quero Amar um dia.

quinta-feira, outubro 18, 2007

quinta-feira, outubro 11, 2007

A Palavra

"Comunicação, característica primordial do Homem, o que somos nós sem as relações interpessoais? Pessoas amarguradas, sós, ocas, é impossivel imaginar a vida sem comunicação. Expressamo-nos de várias formas, seja a pintar, a escrever, a falar, a cantar, e um dos nossos bens mais precisoso é sem dúvida a Palavra. Foram as palavras dos apóstolos que levaram a vida de Jesus a todo o mundo, foi o grito de Ipiranga que deu a independência ao Brasil, as palavras d' Os Lusiadas demonstraram a todo o mundo que os portugueses não eram apenas gordos preguiçosos de bigode mas sim um povo que quando acreditava podia revolucionar o mundo, "Eu tive um sonho..." palavras do discurso de Martin Luther King Junior mudaram para sempre as teorias raciais, a voz de Zeca Afonso ajudou os portugueses a gritarem liberdade..."
Por palavras te digo que te adoro, que gosto muito de ti, que me preocupo contigo, que estou aqui para o que precisares, que, como um dia disseste, que os amigos estão aqui é para os podermos chatear, que são aqueles que, mesmo sabendo tudo sobre nós, nos querem por perto...
Tantas vezes queria poder virar-me para ti e dizer-te Adoro-te!, ou outras tantas poder simplesmente abraçar-te como se abraça um amigo daqueles amigos...
Mas sou fraca. Mas tenho medo. E...és tu.
Por isso, apenas deste modo podes ficar certo (sim, porque sei que cá virás esbarrar com este texto) de que me lembro de ti vezes que te poderiam chocar...e que ocupas um lugar à chuva....aqui...no meio de mim.

[Parecias tão pequenino, um dia desses que passam e fazem a gente dar conta... Tão pequeno, amargurado por um Mundo imenso de complicações e problemas que só vêm chatear a nossa vida... Queria falar-te...queria ser aquilo de que precisavas e te vinha a calhar... Mas não consegui. Sinto-me verdadeiramente inútil.]

"Quero dizer uma palavra, mas não consigo. Quero dizer uma palavra, mas não dá. Quero dizer uma palavra, mas sou fraco."

terça-feira, outubro 09, 2007

Bjork - It's Oh So Quiet

Aqui está. Gosto deveras desta música. E, de certa maneira, desenha-me...hoje. =D

10.

Outubro. Ora aí está um mês simpático. Era melhor se andasse por aí mais chuva...menos calor...mas o mês, por si só, é simpático. Muita gente a fazer anos! Muita coisa a acontecer! Gosto de Outubro. É sempre o mês em que acordo para a Bjork. Acho que...a Bjork é uma artista. Mas artista mesmo artista. Com um estilo muito próprio, muito autêntico, muito sem-medo...gosto. A Bjork não se compreende da noite para o dia. Eu às vezes levo muito tempo a...pronto. Tenho de acordar...e adormecer para a Bjork. Para poder gostar dela como deve ser. Não ao Agosto! O Agosto é feio. Vou espirrar contra o Agosto. Ficam com uma das minhas músicas preferidas. Em Outubro, claro, Bjork. Vou à procura.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Cenas em geral

Hoje lembrei-me que não pus aqui o habitual - e parvo - texto a dizer "temos de acordar os Green Day porque Setembro já acabou" [porque os Green Day, contemporânea banda de Rock, têm uma música chamada "Wake me up when September ends", parte do album American Idiot].
Hoje lembrei-me que se calhar já não vou a tempo de comprar um bilhete para os Da Weasel no Pavilhão Atlântico, nem tão pouco a tempo de convencer a minha mãe a deixar-me ir.
Hoje lembrei-me que tenho dois trabalhos de grupo em atraso, que por acaso são para a professora de História...
Hoje lembrei-me de muita coisa, agora que penso nisso.
Não é vulgar lembrar-me das coisas.
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Mas hoje apercebi-me de que tinha voltado a conseguir pintar.
Depois de um ano de...crepúsculo cerebral total e absoluto...consegui pintar, com lógica, cabeça e tinta-da-china preta um dos meus melhores trabalhos.
E não foi só pintar. Hoje voltei a dançar como havia muito não dançava. São duas coisas que costumavam libertar-me muito...e que hoje voltaram a libertar.
É, realmente, uma vitória.
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Cenas em geral, uma dedicatória aos verdadeiros amigos.

sábado, outubro 06, 2007

[Untitled]

"É tão estranho, os bons morrem jovens Assim parece ser quando me lembro de você Que acabou indo embora cedo demais... Eu continuo aqui com meu trabalho e meus amigos E me lembro de você em dias assim Um dia de chuva, um dia de sol(...) (...)E o que sinto eu não sei dizer - Vai com os anjos, vai em paz(...) (...)Não é sempre, mas eu sei Que você está bem agora."

terça-feira, outubro 02, 2007