sábado, julho 05, 2008

sombra.

A sombra é, realmente, qualquer coisa de espectacular.

Há muito que me apaixonei por ela. Tenho um amigo que a associa a um melhor amigo que está sempre lá, vigiando nossos passos. Que a ele a sombra faz lembrar um irmãozinho mais novo para quem somos fascinantes. Mas eu vou mais longe. Para mim ela é a única prova palpável de que podemos ser maiores do que nós. A sombra...é a imagem real e concreta de nós mesmos. Sabe reduzir-se e ser mínima, pode crescer e ser incalculável. Nós somos mais que nós mesmos quando damos sem reservas, por exemplo; e assim somos maiores do que o pequeno eu que conhecemos. Porque existimos no outro, no próximo. Então nós crescemos de tamanho. Ocupamos mais espaço no mundo. E a nossa sombra pode ser maior que o nosso corpo. Por isso digo que é a representação. A prova palpável. Quando me dedico ao meu amigo, ao meu próximo, deixo um bocadinho de mim nele. E ele tem-me. Ele conhece-me e por isso tem uma opinião sobre mim. Essa opinião também é uma definição de mim, certo? Então, se eu conseguisse juntar tudo o que todas as pessoas que conheço pensam de mim...saberia o tamanho exacto que ocupo no mundo, verdade? MENTIRA! Porque eu levo os meus cães à rua todos os dias, e quando eu não apanho o cocó, os homens que estão no café em frente ao jardim ficam a pensar muito mal de mim, e eu não os conheço. Mas eles também têm uma definição de mim. Aquele também é espaço que eu ocupo. E a única coisa física que se estende com esta rapidez é a sombra.

Projecta tu, na tua imaginação, uma luz, a luz mais forte que conseguires, para o teu corpo. Que o jacto de luz descreva uma linha vertical em relação ao chão. Não tens sombra, ou tens muito pouca, não é? Se pudesses fazer com que essa luz se movesse de maneira a passar a descrever uma linha horizontal, a tua sombra cresceria a uma velocidade alucinante, e não poderia acabar, porque a Terra é redonda. Na teoria, a tua sombra seria projectada no espaço.

A sombra é, para mim, o retrato físico mais fiel de nós mesmos. Tem lá tudo. Tudo o que somos, tudo o que fomos. E está sempre actualizada!

Gostava tanto de conseguir, como o Peter Pan, apanhá-la...a minha, claro. Teria tanto para lhe perguntar...

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[to be continued]

Ao Hugo Sousa e ao Rui Coelho, amigos como deve ser!

quarta-feira, julho 02, 2008

Melhor Amiga

Parabéns, minha lindona!!
Que sejas sempre a menina que conhecemos!
Que cresças de modo a que cada momento seja um passo firme a caminho de Cristo!
Completas-me!
Elucidas-me!
Levas-me!
Surpreendes-me!
Compreendes-me!
Acompanhas-me!
És-me!
Beijo nessa testa, desta feita virtual...!

terça-feira, julho 01, 2008

24 XPTO : mais que um fim-de-semana

Como dizia lá no site, foram 24 horas em que, no encontro com Cristo, nos pudémos encontrar connosco próprios, e com centenas de outros que quiseram ser XPTO. O 24 XPTO foi um acontecimento para todos os jovens, querendo festejar:

o início do ano Paulino, convocado por Bento XVI;

os 30 anos de bispo do Senhor Patriarca, estando com ele;

as ordenações sacerdotais da nossa diocese.

Foram 24 horas de verdadeira comunhão, de verdadeira partilha, foram 24 horas em que vivemos e testemunhámos Cristo nas nossas vidas. Tudo começou na Sé de Lisboa, às 18 horas de sábado, onde nos reunimos com o cardeal Patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo, que respondeu às nossas perguntas com um sentido de humor que surpreendeu muitos. Jantámos no chão de Lisboa, junto à Igreja de S. Nicolau, e partindo daí, caminhámos nas pegadas de Paulo, o último dos apóstolos. Caminhámos por Lisboa: passámos por Santos, pelas Docas, com as nossas velas, com os nossos cartazes, com as nossas orações, e vencemos todos os olhares e comentários de desaprovação que nos foram atirados pelo caminho. Por onde passávamos íamos parando o trânsito: íamos a caminho de Cristo, creio que tudo o resto podia esperar.

Muitos não chegaram a dormir: a adoração durante a noite era bem mais importante. Estávamos quentinhos, no Mosteiro dos Jerónimos, e a animação era feita por vários grupos de jovens da Diocese de Lisboa. No domingo de manhã começaram as viagens missionárias. Só posso falar da minha: O Anúncio na Cidade. Foi-nos dado um cartão 7 Colinas, para que pudéssemos deslocar-nos por Lisboa, e confiada a missão de evangelizar na rua. Vinte e poucos adolescentes juntos, evangelizando na estação do Cais do Sodré, em sintonia com as outras centenas que evangelizavam com a mesma força - chamada Cristo - noutros pontos da cidade.

O encontro acabava com as ordenações sacerdotais, também no Mosteiro dos Jerónimos, mas creio que nenhum de nós acreditou que o XPTO acabava ali, de facto. Penso que soubemos, a determinada altura, que iríamos repetir os mesmos gestos e ser invadidos pelo mesmo Espírito ao longo da nossa vida.

sábado, junho 28, 2008

Que faisons-nous pour sauver la planète?

Aqui há uns tempos, a minha stora de Francês fez-me esta pergunta. Esta é a tradução da minha resposta.
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Nós já fizemos tudo para salvar o planeta, não vale a pena fazer mais nada.
Nós já destruímos – e fizemos desaparecer – milhares e milhares de espécies animais e vegetais. Elas não poderão voltar, nunca mais. Ninguém as voltará a ver. Ninguém as poderá sentir, nem sequer imaginar.
Nós já destruímos o equilíbrio frágil dos ecossitemas - somente as ratazanas e baratas progridem sem problemas. Nós já contaminámos irreversivelmente os oceanos. As marés negras, o lixo industrial, os desperdícios químicos continuam a ser sistematicamente depostos no nosso caixote-de-lixo preferido. Nós já pusemos em órbita toneladas e toneladas de aço que, um dia destes, ainda hão-de começar a cair-nos em cima da cabeça (o Astérix tinha razão !).
Nós até já triunfámos na difícil tarefa de destruir a camada de ozono, nas regiões mais longínquas da atmosfera. Mais nada a dizer ! Não podemos desculpar-nos com a ignorância ou a falta de aviso ! E é por isso que podemos afirmar , sem a mínima dúvida : já fizemos tudo para salvar o planeta.
Hoje mesmo, alguns ainda tentam adiar o extermínio desta raça culpada. Insistem em pequenos gestos que – segundo eles – farão a diferença. Falam de reciclagem, da protecção das espécies, da economia de água, de energias alternativas - sem risco de poluição para o planeta... Mas é esta mesma raça viciosa quem o destrói, é esta mesma raça venenosa quem consome o oxigénio e produz dióxido de carbono.
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Eu acredito : ele será salvo , o nosso planeta.
Infelizmente, sem nós.
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E viva a Largartinha, que me fez voltar a pensar neste assunto e neste texto.

quarta-feira, junho 25, 2008

Receita Para Fazer Um Herói

Aos verdadeiros heróis da minha vida.
Como começava Reinaldo Ferreira, "Tome-se um homem (...), como nós, e em tamanho natural." Reconheça-se-lhe a vontade de lutar. Não obrigatoriamente por si, ou sequer por algo em concreto, mas a vontade de lutar por algo realmente desejado. Não obrigatoriamente algo nobre, ou sequer algo correcto, mas algo incrivelmente desejado.
Descortine-se-lhe a humildade com que nos fala, a voz com que nos aquece, o calor com que nos acolhe, o olhar com que nos abraça, os braços com que nos acalma.
Outros cozinheiros tirar-lhe-iam a mesquinhice, a casmurrice com que tantas vezes actua. Porém, eu acredito que o herói precisa de o ser por inteiro. (Aliás, sem estes importantes elementos, em vez de um herói, teríamos uma escultura perfeita, um boneco bonito, um fantoche grego.)
Polvilhe-se com tudo o que estiver à mão e nos parecer característico: valores morais, cabelos indisciplinados, rugas nos cantos dos olhos, muita instabilidade, mãos ásperas, uma gargalhada cheia e sonora...talvez uma pitada de barba por fazer e uma cabeça de vento...
Para finalizar, junte-se-lhe a fonte da força - que é o mesmo que dizer o ponto fraco - , a âncora daquela vida levada ao sabor do vento...: a família ou aqueles amigos ou aquele(s) hábito(s) que tem desde que se conhece, ou tudo junto.
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Forno bem quente.
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Serve-se como calhar.

domingo, junho 22, 2008

Dói(s)-me.

Saber que tudo vai acabar não tarda.
Saber que em breve estaremos distantes e autónomos e não teremos nada que ver um com o outro.
Saber que vou guardar tudo numa caixinha, numa gaveta, num envelope, para voltar a pegar num amanhã que virá muito depois.
Saber que não posso parar agora, que ainda está tudo na mesma, e que terei de continuar sozinha, em frente, e que a minha frente a partir de agora não é a mesma frente que a tua.
Perguntar-me se alguma vez foi.
Perguntar-me se alguma vez olhámos o mesmo ponto, buscámos a mesma meta, sonhámos o mesmo horizonte.
Perguntar-me se valeu de alguma coisa.
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Esperar.
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O momento em que não vou querer olhar para trás, para não doer mais.
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Sonhei…
-- Tenho de ir, agora.
- Sim. Leva juízo.
-- Algum.
- Hum, gosto muito de ti.
-- Er…vou ver se passo cá de visita.
- Ok. Vai lá.
-- Txau.
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Não sabia que se podia sentir a partida e a falta de alguém que ainda não partiu e ainda está presente. Mais uma coisa que aprendi.
Confesso: nunca sonhei que viesses a importar-me tanto…

terça-feira, junho 17, 2008

Gerês.

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Um lugar onde a própria paisagem me enchia. Não só me envolvia, como num abraço de amigo, como me enchia de facto, infundindo em mim todo o espírito de natureza, de frescura, de liberdade, de vitalidade...
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Um lugar onde nunca estávamos cansados, mas que convidava a sentar...
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Apetecia ficar ali.
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E voltar, de novo...voltar sempre!
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Sentar e ficar a observar os bichos, as plantas, ouvir as cascatas, respirar o ar limpinho...
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Um lugar onde a natureza se impõe, e o homem se reduz a si mesmo para contemplar o grande mistério e perfeição da Criação.

sábado, junho 14, 2008

Empty Place

Não, nós sabemos que nunca vamos dizer tudo. O tempo ensinou-nos que há sempre algo que ainda pode ser dito. Há sempre algo que fica por dizer. Por vezes, a parte mais importante é aquela que não dizemos.
Então deixamos...como que um lugar vazio, em vez daquilo que poderíamos ter dito. Às vezes, só nós sentimos esse vazio, por termos guardado para nós o que queríamos dizer. Outras vezes, quem não ouviu o que nós não dissemos também sente que poderíamos ter dito mais, ou outra coisa. E aí, o vazio é partilhado.

foto emprestadada - salvo erro - daqui

segunda-feira, junho 09, 2008

M.A.

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Costumamos dizer que não vale a pena dizer nem falar sobre o que sentimos uma pela outra, porque o que sentimos uma pela outra é indizível.
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Costumamos dizer que não precisamos de dizer o que sentimos uma pela outra, porque a outra já sabe tudo o que poderíamos inventar para dizer.
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Costumamos dizer que não vamos dizer o que sentimos uma pela outra, porque se o disséssemos uma vez que fosse, o que sentimos seria banalizado.
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Falamos, falamos, falamos...difícil é estarmos caladas. Mas sinto que contigo eu falo, de facto. Eu não só falo, como converso. São conversas de gente.
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Eu gosto de quem sou quando estou contigo.
Mais do que isso, nunca poderia pedir...
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És tudo.
Completas, Ruth Graça.
Completas tudo.
És o fim do meu princípio.
És maior que eu e caibo inteira no teu abraço.
És inteligente e sabes discutir.
E sabes estar e falar e Crer.
És o Nesquik para o meu leite branquinho... :)
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Através dos tempos, através dos choros, através das noites, através da vida e das dúvidas e das aventuras...sempre: Melhores Amigas.

terça-feira, junho 03, 2008

Será que sabemos?

Em toda a nossa juventude procuramos dizer "eu sei". E repetimo-nos..."eu sei", "eu sei", "eu sei". Chegamos a um ponto em que em vez disso, dizemos "eu sei, desta vez eu sei". Mas passados tantos anos em cima desta terra, onde andamos de um lado para o outro, ainda não sabemos como é que ela gira. Um dia ainda vamos saber que não saberemos nunca. "La vie, l'amour l'argent les amis et les roses On ne sait jamais le bruit ni la couleur des choses C'est tout que je sais! Mais ça, je sais!" Jean Gabin - Maintenant Je Sais

domingo, junho 01, 2008

Ao Pedro:

Antes de mais, sê bem-vindo!
Que tenhas uma vida feliz e recheada, que vivas sempre entre aqueles que te amem, que sejas sempre querido e desejado, que cresças saudável, em estatura, em sabedoria e em graça, e que não dês muitas dores de cabeça (só algumas...).
Tenho de te contar: assim que a tua mãe me disse que nasceste, tive mais uma razão para gostar bué de ti: nasceste à mesma hora que eu!! Repara só: o teu nome é o meu favorito, nasceste - como eu - na Primavera, tens dois pais que eu tenho por pessoas fantásticas, tens imensa gente ansiosíssima por te conhecer e ver crescer (a começar por mim, claro!), tens uma mana linda que vai ganhar imenso juízo contigo por perto...tens tudo a teu favor!
Vais agora, e por muito tempo, partir à descoberta deste mundo tão grande e estranho onde se tem frio e calor e fome e diarreia e banhos e barulhos e onde já não és só tu e o teu líquido amniótico dentro daquela que mais te quer e mais te ama...
Vais agora, e por muito tempo, começar a usar os teus olhos, depois a boca, depois as mãos, depois os pés, depois todo o teu corpo, depois o teu coração, e logo a tua mente vai aprender a comandar tudo isto...
Hoje és um filho, um neto, um sobrinho, um mano, um primo.
Um dia serás tudo isso e muito mais.
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Manda um grande beijo à mãe linda que tu tens, sim?
Anita
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Post Scriptum: FELIZ DIA DA CRIANÇA!!

quinta-feira, maio 29, 2008

Psst...! Sr. Resposta!

Quem pensas que és? . Por quem me tomas? . Quanto queres pesar? . Posso ficar contigo? . Nunca quiseste acordar? . Dói viver assim? . Aceitavas uma vida? . A que horas te vou ver? . Porque contas? . Porquê não já? . De que tens medo? . Porque te escondes? . . . . . . . ...Sr. Resposta, posso-te conhecer?

domingo, maio 25, 2008

2.30 p. m.

Se fosses um planteta, eras Plutão. Eu sei. Terias apenas um problema, aos olhos dos sábios, é que, segundo parece, Plutão não é um planeta. Mas a tua vontade é essa e só essa. Plutão.
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Também sei que se pudesses escolher à vontade o destino de uma viagem, ele seria o futuro. Mas repara, aos olhos do mundo, as viagens só se fazem no espaço, nunca no tempo...
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E também sei que se fosses um objecto, eras um tijolo; uma árvore, azeitoneira; uma fruta, pêra; uma flor, cravo; um animal, pirilampo; algo de comer, queijo; um instrumento, pandeireta; um som, pcóóó!; um livro, Morreste-me; uma parte do corpo, a cabeça; um desenho animado, o Popas; uma forma, a triangular; ou se fosses um número, que serias o 23...
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Mas não és. És tu.
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No entanto, sei que se te falassem num elemento, a tua resposta seria Ananias!, que se te pedissem uma música, entoarias Yesterday, ou que se te tirassem algo muito bom, então seria a comida da tua avó...
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Não sei se tudo isto continua a ser verdade...mas é o que me lembro. Eu jogava muito este jogo com a minha mãe, chamávamos-lhe O Psiquiatra, e um dia resolvi fazê-lo contigo...e tudo o que guardei está aqui. Tal como todas estas psiquiatrices ficaram cá no disco rígido, também tu ficaste, um dia tão importante, tão tudo e mais alguma coisa...
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E continuo para-mim-própria defendendo a minha teoria, em como o teu pai tem - de facto - as mãos frias.

quinta-feira, maio 22, 2008

sábado, maio 17, 2008

Elephant Love Medley

O filme - Moulin Rouge - é um dos meus favoritos...e a música....a música é excelente! Andava a passear pelo YouTube...e deparei-me com isto!

sexta-feira, maio 16, 2008

Idade.

De tudo o que me faz pensar, há uma coisa que me atropela a cabeça. A idade. Não a minha, a deles. Há qualquer coisa que rasga. Choram-me as estatísticas que eu estarei cá quando os meus pais não estiverem. Muito nublado, bem sei. Mas real. Posso tê-los agora, e abraçá-los com a carne que me deram, mas...e depois? Vejo-lhes os anos na pele e a pele dá-me saudades. Saudades do que não vou ter. É a lei da vida, e todas as frases feitas que pregarem nas paredes. Mas a saúde teima em ir à sua vida cedo demais. Não a deles, a das estatísticas. Hoje tenho-os ali. Visto daqui, dos meus olhos, não envelheceram. Foram emprestando um ou outro ano aos ossos. Quero o meu pai a ficar envergonhado quando diz "gosto muito de ti filho" e a minha mãe com gotas de amor a marcar passo nos olhos quando diz "gosto muito de ti filho, nunca te esqueças disso". Nunca te esqueças disso. E depois, o que fica? As memórias não são de carne, são de lágrimas. E essas custam mais a abraçar. Há qualquer coisa que rasga, eu bem disse. Sei que estão na casa dos sessentas. Mais precisão do que essa acelera-me o sangue. "São novos". E porque é que não ficam sempre assim? Atrasem o relógio quarenta anos, vá lá. Só desta vez, ninguém vai dizer nada à terra. Apetece deixar cair uma pedra na roda dentada e parar tudo. A assobiar, para não ter de prestar contas. A palavra filho é patente deles. Quando a dizem há uma manta que protege o coração até cima. Depois da estatística fica só o coração e a manta enrolada aos pés. Podemos sempre puxá-la, mas nunca mais vai tapar tudo. E não, nunca me esqueço disso. .

terça-feira, maio 13, 2008

Rasgo

Ela ocupava apenas um pedacinho dos seus olhos.

Um rasgo vermelho inundava uma pequena porção do seu olhar castanho.

Ela ocupou aquele lugar durante uma hora. Uma hora inteira. Um momento em que o tempo não foi importante para nenhum dos dois. Falaram, simplesmente. Deram de si. Não, não foram desvendadas todas as verdades, nem morreu nenhum dos dois, nem casaram, nem se apaixonaram. Mas o laço ficou menos lasso. Novas pontes se contruíram de um para o outro, naquele dia de aguaceiros. Então, durante uma hora, conheceram melhor o outro, e ficaram ali à procura de si.

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A minha t-shirt rasgou o teu dia.

Olhos castanhos dão cor ao meu.

sábado, maio 10, 2008

Not today

Um dia destes vou amar-te como se não houvesse amanhã. Amar-te com unhas e dentes, de palavras e de gestos, de coração e de mente, de espaços e tempos. Vou amar-te e querer-te e desejar-te e ter-te na palma da minha mão. Vou depositar-me no teu colo e ser criança na alegria de ser e de estar, de ouvir e de dar. Um dia destes vou amar-te com todo o meu ser. Um dia destes, o mundo continuará a não ser uma flor de chocolate ou um universo de árvores de caramelo, e eu vou preferi-lo mesmo assim. Um dia destes eu vou dar ao tempo a minha vida. . E isto, meu amor, quando sim. Porque será unicamente porque sim, um sim cego e sozinho, gritado e consentido, desejado e aberto, cheio e sentido. Porque sim. . ....................................................E pode ser que nesse dia saibamos que te amo.

quarta-feira, maio 07, 2008

Goodbye My Lover

Não é só o que se passou que conta, mas também o que foi do "nós" depois...e isto é verdade para todas as pessoas. Hoje, esta música toma em mim novos sentidos. "And I still hold your hand in mine. In mine when I'm asleep. And I will bare my soul in time, When I'm kneeling at your feet." James Blunt - Goodbye My Lover

segunda-feira, maio 05, 2008

Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui...além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
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Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
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Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois, se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
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E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... para me encontrar...
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Florbela Espanca

quinta-feira, maio 01, 2008

Chuva.

Se a deixarmos, ela liberta-nos.

Dos nossos casulos, dos nossos ridículos (- uns mais, outros menos) quotidianos.

Se nos libertarmos, ela lava-nos.

Deixa aquele lindíssimo aspecto na rua, na serra, na janela.

Tenho saudades dela. De andar por aí à solta, debaixo de uma chuvada.

Ela faz a diferença. Mas só se deixarmos.

segunda-feira, abril 28, 2008

Crepes!

Não foi cansativo...foi extenuante!
Foi o dia todo: dás-me um guardanapo?, este crepe é com quê?, chega para lá!, espera um bocadinho!, precisamos que alguém vá comprar talheres (ou óleo, ou ovos, ou nutella, ou...)!, façam uma fila!, o que é que vai ser?, já te dei troco?, qual é o teu turno?, quanto já temos?, podes ir lavar isto?, epah, não tens moedas?, volte sempre!.
O dia todo de pé. Mentira: foram só dez horas. Dez horas a fazer sair crepes, uns atrás dos outros, às vezes com duas crepeiras ao mesmo tempo. Ou a inventar uma massa assim à pressão. Ou a atender alunos com medo do toque de entrada. Ou a encher crepes de chocolate, de caramelo, de doce, de queijo, de fiambre, de salsicha, de açúcar, de canela, de chantilly. Éramos muitos. Funcionávamos bem, de uma maneira geral.
Estávamos tão habituados à gritaria, ao nervosismo, às respostas tortas, que quando alguém fazia um elogio, ganhávamos o mundo. Quando pedíamos em vez de mandar, quando agradecíamos em vez de embirrar, e recebíamos um sorriso no meio do caos...o tempo parava(mas só um bocadinho...). Acho que estas coisas nos fazem bem: obrigam-nos a contar uns com os outros. E a lavar a sala, mesmo que o balde da esfregona se entorne vezes sem conta, nas mãos dos rapazes.
Foi muito cansativo. Mas soube bem.

domingo, abril 20, 2008

Cardiografia

Eram dias maus. Eram dias em que chegávamos a casa de rastos. Eram dias em que já não sabíamos o que era dormir, ou sossegar, ou ser normal. Eram dias em que não víamos outra hipótese senão ter força, senão apoiar-nos um ao outro, senão estar lá para ele. Foi um ano e pêras. Como o pai dele disse - e foi a afirmação mais verdadeira que ouvi até hoje - "Puta que pariu 2007". Mas sempre nos mantivemos juntos. Foi na dor, dor que não conhecíamos, que nos encontrámos. Foi essa dor quem soldou a nossa amizade. Estávamos lá. Para ele, para os outros, para todos, para nós. Para tudo. E hoje, amigo, o que ficou de nós? Desta maneira te falo, porque não sei mais nenhuma. Desta maneira te toco, porque esqueci qualquer outra. Desta maneira me mostro, porque não consigo de mais nenhuma. Diz-me, se souberes, é disto que somos feitos? [Smashing Pumpkins - Disarm]

terça-feira, abril 15, 2008

Snooker

Simplesmente...gosto!
Traz-me à memória tardes quentes de Verão e uma voz impaciente Põe o taco mais para aqui, ou Põe o taco mais para lá, ou Joga àquela, ou Não vás por aí, ou Baixa-te mais, ...
Os seus dedos carnudos passeavam no veludo verde como as faúlhas dançavam no vento...e a sua paciência parecia estar quase a esgotar-se...mas nunca se esgotou. Saudades. Daquilo que, mais que certo, não volta mais.

quinta-feira, abril 10, 2008

Este meu mundo...

Seria bom este meu mundo, Se nele dor nao existisse? Seria? ... Não poder sentir a dor de te ter longe, Ou a dor de te deixar, que não ha dor igual àquela... Essa dor que não existe sem amor E o amor que não existe sem ela! Seria bom este meu mundo, Se nele amor nao existisse? Não. E se o amor não amasse alguém, E esse alguem não o amasse a ele? Mas culpa não terei de o amor amar a dor. De sempre a levar para onde for. E contrariando os meus pensamentos Com pensamentos meus, pergunto-me: Seria bom este meu mundo, Se nele tu não existisses? Seria?...
Excerto surripiado daqui.

segunda-feira, abril 07, 2008

April 7th

Em Portugal:

  • Dia do moinho

Em Moçambique:

  • Dia da Mulher
No Brasil:
  • Dia do Corrector
  • Dia do Jornalista
  • Dia do Médico Legista

Celebrado desde 1948 pelos 141 membros da OMS (nos quais incluído, claro está, Portugal), Dia Mundial da Saúde.

É também dia do padroeiro dos professores, São João Baptista de la Salle.

Foi o dia em que nasceram:

  • São Francisco Xavier (1506) - fundador da Companhia de Jesus;
  • Will Keith Kellogg (1860) - fundador da Kellogg's;
  • Ole Kirk Christiansen (1891) - criador da Lego;
  • Almada Negreiros (1893 - exactamente 100 anos antes de mim!) - artista e escritor português;
  • Jackie Chan (1954) - actor chinês.

Tem sido um dia fantástico. Obrigada a todos os que o tornaram realidade, a todos os que cá faltam, e a todos os que hão-de chegar.

sexta-feira, abril 04, 2008

estás aí...pois é?

foto do google
É como se o Verão de repente tivesse chegado mais cedo.
É como se algo tivesse escapado à vista, mas nada parecesse faltar.
Quero um colo.
Quero dormir num abraço e sonhar com flores de chocolate e árvores de caramelo. E dinossauros.
Descobri o que quero ser quando for grande: quero sentir-me em casa diante de toda a Criação.

segunda-feira, março 17, 2008

7º sentido

"Ser forte é esperar quando não há motivos para acreditar no retorno."
A frase original era "ser forte é esperar quando não se acreita no retorno". Mudei...porque acho que se de facto não acreditamos no retorno....então não temos nada que nos prenda...nada para nos agarrarmos, que seja força para continuar à espera; e então não esperamos. Mas há vezes em que acreditamos no retorno...mesmo que não tenhamos motivos reais para isso...e quando isso acontece...custa muito. É, como já aqui disse, remar contra a corrente. É desdizer o real, o racional. Apenas...acreditamos. Esperamos. Há algo imovível naquele que esperamos...e apenas isso basta para nos dar um pouco de alento.
Que bom conseguir acreditar em coisas que não se vêem, não se cheiram, não se ouvem e não se tocam!

sábado, março 15, 2008

domingo, março 09, 2008

Psssst...habita em mim...

Não havia mais ninguém no mundo com quem teria querido passar este dia. Prometo: vou guardá-lo e fazê-lo prolongar-se o mais que puder. Para isso..: até já... =D

sexta-feira, março 07, 2008

Holé! xD

Jose Luis Rodriguez
Esta segunda-feira vou para aqui!
É a quarta maior cidade de Espanha, e a quarta maior cidade metropolitana espanhola por número de habitantes!
Não, como toda a gente pergunta, não vou à Isla Mágica, mas também não tenho vontade...
Volto quarta-feira, espero que com a alegria de mais amigos, mais cooltura e uma experiência que deixará coisas boas de lembrar...
Aquilo que me vai custar mais... são as saudades... sobretudo... dele! Enfim!
Depois conto tudo, tudo, tudo!! =)
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Beijinhos beijinhos e até ao meu regresso! **
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PS.: Raisparta o raio do Roaming ser tão caro!

sábado, março 01, 2008

Depende dos teus olhos... III

Ontem - isto é - há uma hora e tal atrás, um amigo perguntou-me uma pergunta que - diz ele - só teria lata para me perguntar a mim. Perguntou-me qualquer coisa como Se nós podemos fazer-nos acreditar em algo que inventemos, como poderemos ter a certeza de que aquilo que estamos a viver é a realidade?. Era uma pergunta que eu já me tinha feito a mim própria...portanto foi relativamente fácil desenvolver uma resposta. Ficámos uns minutos à conversa.
Eu já tinha pensado nisso...mas nunca tinha posto a coisa em termos práticos e...sólidos.
De facto, como poderemos alguma vez saber que aquilo que vemos é real?
Como saberemos se não estamos, por ventura, a ser imaginados por alguém?
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Sim, os olhos olhos dizem-nos que as coisas são assim. Lá está: os nossos olhos. Quem nos diz que são esses olhos que estão certos? (E isto leva-me a duvidar se sou eu que vejo mal ou se é o daltónico...) Não nos é dito que só vemos aquilo que queremos ver? Então será que o monitor que está à minha frente é mesmo rectangular? Como é que eu sei que esta forma não é fruto da minha imaginação? Como é que eu sei que não estou, neste preciso momento, a dormir?...
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>
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Talvez seja por isto que gosto tanto do Matrix...

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

IV

Nós somos loucos, não somos? Desta louca poesia, Desta riqueza dos pobres Que se chama fantasia! Ergamos pois nossa tenda E nosso lar de pobreza No mais ermo desses montes, No fundo da natureza. Se o frio apertar connosco, Pois não temos mais calores, Aqueceremos os membros Na fogueira dos amores! Se for grande a nossa sede, Tão longe da fonte fria, Contentar-nos-emos, filha, Com as águas da poesia! Assim à nossa pobreza Daremos a Imensidade... Que com isto se contente Nossa pouca seriedade. E, pois somos loucos, vamos Atrás dos loucos mistérios... Deixemos ricas cidades Ao sério dos homens sérios!
Antero de Quental
Primaveras Românticas

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

184 dias

Seis meses. Meio ano. Passou a correr. Temos, de facto, a liberdade de poder escolher ser fortes. Talvez o mais forte não seja aquele que ultrapassa os problemas...mas sim aquele que tem a coragem de escolher ser forte. Talvez o mais forte seja aquele que diz sim à vida e à realidade e à pressão...aquele que lhes grita "Venham que eu aguento convosco!". Talvez o mais forte seja aquele que diz "Sim, isso aconteceu", "Sim, eu estive lá", e "Sim, eu vou contar-te a história". Talvez seja o mais forte o único que que sabe o que aconteceu e que aceita as coisas tal como elas são. O mais forte não é aquele que rema contra a corrente. É aquele que tem a coragem de escolher fazê-lo: consiga ou não.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

[Untitled] II

Precisamos, realmente, de falar das coisas. Torná-las reais, presentes, vivas. Só assim poderemos ultrapassá-las. Guardá-las, só depois de falar delas, no mais íntimo de nós, segundo a nossa visão das coisas. Entregá-las aos nossos pijamas para voltar a mexer, quiçá, um dia mais tarde - quando for preciso. Temos é de ficar com a certeza de que quando voltarmos a falar daquele assunto, não vamos desabar como outrora.
Não podemos simplesmente pensar noutra coisa.
Não podemos ser proibidos de chorar ou de lembrar quantas vezes nos apetecer.
É disso de que se trata o luto! O verdadeiro luto, acredito eu, passa exactamente por aí.
Passa por mexer e voltar a mexer na ferida. Passa por desabar mil e quinhentas vezes até crescermos dali para fora. Passa por falar dos assuntos, com naturalidade, com a frequência adaptada àquilo que possamos e queiramos suportar.
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Não criemos flores de estufa. Não podemos evitar os assuntos, não podemos fingir que nada se passou! Porque passou, de facto! Porque dói, de facto! Porque virá à tona mais cedo ou mais tarde e aí, aí sim!, vai doer ainda mais!... Falem! Não teham medo! A vida não é justa...e temos de aprender isso às nossas custas. Por muito que vos custe.
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Por favor...
...deixem-me lutar.
...deixem-me fazer o meu nojo.
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Preciso disso.
Urgentemente.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Depende dos teus olhos... II

Ver-me-ás como serei? Como poderemos alguma vez saber se aquilo que vemos é, realmente, aquilo que é? Como vamos saber se estamos errados, se toda a gente disser o mesmo que nós? Podemos estar todos errados? Se olhamos todos para um mesmo contentor, vamos, por certo, todos dizer que ele é verde. É, normalmente, a primeira definição visual que damos das coisas: a cor. No entanto, se há coisa que o coitado do contentor não é, é verde. Aprendemos na física que o objecto guarda para si todas as cores que quer, repelindo a que não quer! O raio do contentor guardou para si todas as cores que queria. E mandou embora o verde. E nós chamamos verde ao contentor!! É a confirmação mais básica, mais evidente de que os nossos olhos estão errados.
Chamamos-lhe verde. Todos nós. Não vai ser por isso que ele vai gostar mais do verde.
Quantas vezes não nos apercebemos de que os olhos vêem o que o cérebro quer ver?
Quantas vezes não olhamos segunda e terceira e quarta e quinta vez e de todas as vezes vemos algo diferente? Quantas vezes não precisamos de um novo olhar sobre isto ou aquilo? E quantas vezes um novo olhar não mudou tudo?

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Depende dos teus olhos...

“- Bom dia, disse o principezinho. - Bom dia, disse o comerciante. Era um comerciante de pílulas aperfeiçoadas para acalmar a sede. Engolindo uma por semana não há necessidade de beber. - Porque vendes tu isso?, disse o principezinho. - É uma grande economia de tempo. Os cálculos foram feitos por peritos. Poupa-se cinquenta e três minutos por semana. - E o que se faz com esses cinquenta e três minutos? - Faz-se o que se quer… «Eu, disse o principezinho para consigo, se tivesse cinquenta e três minutos para gastar, o que fazia era dirigir-me devagarinho para uma fonte…»”
Antoine de Saint-Exupéry, O Principezinho

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Viver para quê?

“- Bom dia, Thibault!
- Bom dia, Yolande… (Silêncio).
- Parece que estás cansado?
- É que caminhei muito…
- Sim, a tua ausência durou muito tempo. (Silêncio).
- Era difícil de encontrar.
- O quê?
- O que eu queria.
- E o que é que tu querias?
- A lua.
- O quê?
- Sim, eu queria a lua.
- Ah! (Silêncio). E para quê?
- Sabes, é uma das coisas que ainda não tenho.
- Está certo. E conseguiste o que querias?
- Não. Não a posso ter.
- É aborrecido.
- Sim. É por isso que estou cansado. (Pausa). Yolande!?
- Sim Thibault.
- Tu pensas que eu sou louco?
- Sabes que nunca penso. Sou suficientemente inteligente para não pensar.
- Sim, está bem, mas eu não estou louco e nunca estive tão lúcido. Simplesmente, senti de repente uma sede do impossível. (Pausa). As coisas, tais como elas são, não me satisfazem.
- É uma opinião muito espalhada…
- É verdade. Mas eu não sabia. Agora sei. Este mundo, tal como está, é insuportável. (Pausa). Eu tenho necessidade da lua ou da felicidade ou da imortalidade. De qualquer coisa que não seja deste mundo.
- É um raciocínio que se tem. Mas, afinal, não se pode ir até ao fim…
- Tu nada sabes. É porque não se quer ir até ao fim, que nada se alcança. Mas é preciso sermos lógicos até ao fim.
- E qual é a verdade, Thibault?
- Os homens morrem e não são felizes. (Pausa).
- Então Thibault, é uma verdade que não incomoda ninguém. Olha à tua volta. Isso não impede as pessoas de almoçarem.
- Então é porque tudo à minha volta é mentira. Mas eu quero que se viva na verdade…”
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Albert Camus, Calígula

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Debaixo da tua asa...

...sinto-me bem!
É como voltar a casa e sentir aquele conforto...que nos conhece tão bem e sabe exactamente do que precisamos... A tua asa é a única que me faz sentir que é mesmo uma asa...e uma asa feita para mim! Uma asa vinda de ti, à minha medida... Proteges-me como fosse tua...e isso faz teu um bocadinho de mim! Sabes que não o sou...mas fechas os olhos a isso quando sabes que o perigo espreita! Sinto-me bem, debaixo da tua asa...porque é uma asa, mas sobretudo porque é tua! Um dia vais crescer, e um dia hás-de casar, e um dia sumir-te-ás diante dos meus olhos... Vou sentir-me perdida porque deixarei de te ter debaixo da asa que construí à tua volta... Nesse dia pode ser que te abrace e te diga tudo aquilo que hoje podes apenas sentir...

sábado, janeiro 26, 2008

"Devia ser como no cinema / A língua inglesa fica sempre bem / E nunca atraiçoa ninguém"

...pergunto-me como seria, se fosse hoje...
...pergunto-me se algum dia me voltarei a sentir bem naquele abraço...
...pergunto-me onde estará o erro, esse tão grande erro...
...pergunto-me, sobretudo, quanto custará um braço torcido em cima de uma confiança reconquistada...
Não quero ir passear o Panic!. Está frio lá fora.
Cá dentro...só apodereço.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Pensamentos.

Às vezes caio neste vício de pensar.
E quando estou a caminhar numa rua, sozinha, tenho tendência a pensar sobre como pensarão as pessoas que, como eu, caminham sozinhas. E se elas estiverem a pensar sobre como eu penso quando caminho sozinha? Estarei realmente a caminhar sozinha, ou será que não?
Não seria mais fácil, chegar-me ao pé das pessoas que são afinal outras e perguntar directamente, sem rodeios:
- Em que é que estás a pensar?
E no fim deixo-me a caminhar sozinha, encolhida na pequenez do meu eu.
webdreamer

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Pretérito Imperfeito

Quando as luzes se apagavam E a festa acabava E tudo tomava um gole de silêncio E a noite adormecia ela própria Tu costumavas ficar Levavas-me aos jardins da cumplicidade Onde habitava aquele nós Cabia por inteiro no teu peito Cabíamos no mesmo sonho Na mesma rotina sempre nova Sempre melhor Costumavas ficar e Despedir-te naquele teu olhar esfíngico Que sempre escondeu, Qual cortina impenetrável, Todos os teus pensamentos Todos os teus desejos Os teus mais profundos segredos Sem nunca conseguires dizer "Adeus!" Costumavas ficar e Prometias voltar e Fazias-me sonhar e Eras o mundo Eras o mundo a que eu queria voltar Por mais voltas que desse no infinito Por mais viagens que tivesse de fazer Eras a sobremesa Que completava cada dia E o fazia saber melhor.

terça-feira, janeiro 15, 2008

Tu gostas de mim?

"(...)Talvez fosse já efeito daquela natureza angélica que se apoderava de mim. Estou em crer que fui "enfeitiçado" desde o início. Sentei-me dizendo um "chega-te para lá, múda!" Ela afastou-se sem dizer nada.
-Queres um cachorro? - perguntei-lhe.
Ela abanou a cabeça e respondeu:
-Esse é teu.
-Tenho muitos! Além disso, já estou cheio - respondi.
Como ela não fizesse qualquer gesto, pus o saco nas grades, entre os dois. A luz da montra era fraca e a miúda estava sentada na sombra, de modo que não podia ver-lhe as feições. Percebi, no entanto, que estava muito suja. Reparei que segurava uma boneca de trapos debaixo do braço e que, no colo, tinha um velho estojo de pintura partido.
Ficámos ali sentados durante meia hora ou mais, em completo silêncio; durante esse tempo apercebi-me que ela fizera um movimento com a mão na direcção do saco dos cachorros mas não quis olhar nem dizer nada para ela não desistir. Ainda hoje me lembro do intenso prazer que senti quando ouvi o som da côdea do cachorro a estalar-lhe entre os dentes. Um ou dois minutos depois tirou o segundo e depois o terceiro. Meti a mão no bolso e tirei um maço de Woodbines.
-Importas-te que fume enquanto comes, miúda? - perguntei.
-O quê? - perguntou assustada.
-Posso dar uma passa enquanto comes?
Ela agitou-se, pôs-se de joelhos e olhou-me de frente.
-Por que é que me perguntas isso?
-É que a minha Mãe tem a mania da boa educação. Além disso ninguém deve deitar o fumo na cara de uma senhora que está a comer - respondi.
Olhou por momentos a metade da salsicha que segurava na mão e fixando-me, disse:
-Porquê? Tu gostas de mim?
Acenei afirmativamente com a cabeça.
-Então podes dar a tua passa - e sorriu, ao mesmo tempo que metia o resto da salsicha na boca.
Tirei um cigarro, acendi-o, e estendi-lhe o fósforo para ela apagar. Assoprou e fiquei todo salpicado de bocadinhos de salsicha. (...)"
Fynn, Senhor Deus, Esta É a Ana

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Quero estar lá fora.

Sono.
Uma chuva
Uma noite
Um presente dado de improviso
Um choque, uma surpresa
Um sorriso... .
A rotina
O cansaço
O dever
A urgência de um só gesto
De um simples gesto
A carência de um gesto
De apenas um único gesto
De um momento
Que mude a vida
Que lhe dê cor
Que lhe dê chuva
Que lhe dê sabor
Que a faça valer a pena...
...nem que seja
No espaço de tempo
Em que vive uma gotinha.
4000. A ti.

terça-feira, janeiro 08, 2008

Da felicidade ao sofrimento é somente um passo

Às vezes, o corpo fica como que inerte, irresoluto, impotente, perante o soluçar do coração. A alma eleva-se, some-se para bem longe. Apenas o corpo soluça sobre si próprio.
O Inverno invadiu a Natureza como um conquistador. O Outono perdeu-se em papeis e fotografias e memórias antigas, e de repente, está frio. Tão frio que tudo começa a gelar. A alma, cansada, adormeceu. E a neve...a neve apanhou-a desprevenida. Mas se adormeceres sobre a neve...não sentes chegar a morte.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Eis-me

Eis-me Tendo-me despido de todos os meus mantos Tendo-me separado de adivinhos mágicos e deuses Para ficar sozinha ante os silêncios Ante o silêncio e o esplendor da tua face Mas tu és de todos os ausentes o ausente Nem o teu ombro me apoia nem a tua mão me toca O meu coração desce as escadas do tempo em que não moras E o teu encontro São planícies e planícies de silêncio Escura é a noite Escura e transparente Mas o teu rosto está para além do tempo opaco E eu não habito os jardins do teu silêncio Porque tu és de todos os ausentes o ausente
Sophia de Mello Breyner Andresen, Livro Sexto

Como raio vou saber se eu sou eu??...

Escrevo hoje coisas que amanhã poderei achar estúpidas e sem lógica. Tenho ideais, crio as minhas filosofias de vida, diferentes das que já tive e, eventualmente, diferentes das que terei no futuro. Não paro, estou sempre a evoluir. Não paro, nunca hei-de parar até ao dia em que morrer. E aí será tudo claro, não vou precisar de continuar. Assusta-me a ideia de que a vida, o tempo não param para descansar um pouco. Não sei o que o futuro guarda e não me posso preparar para o enfrentar, para o ver, para o viver. Mas talvez seja apenas o meu cansaço a falar. Porque de outras vezes encaro tudo o que me espera como um mistério curioso...e divirto-me a desenhar o meu futuro e ir vivendo-o um dia de cada vez. Mas não agora. Agora queria...saber já. Saber já as respostas que hoje me esmagam, me frustram por não as ter. Isto é apenas agora; no entanto...futuramente...não pensarei o mesmo certamente. Se nós mudamos constantemente...o que é que nos dá continuidade? O que é que faz com que eu seja sempre eu? Aprendi que mudamos sempre, posto tudo aquilo que vivenciamos...ganhamos novos pontos de vista sobre as coisas e criamos uma vista de pontos...passamos a ver esquilhões de pontos de vista....é isso que é crescer... ...Sendo assim nunca poderemos dar uma definição de nós próprios, daquilo que somos, porque nunca somos os mesmos... Mutantes. Talvez. Vou dormir.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Um gesto.

Um gesto. Um momento. Algo necessário. Algo urgente.
Três
palavras:
Gosto Muito de Ti!
É tão fácil...tão puro...tão bom...porque temos tanto medo uns dos outros??

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Pós-Natal '07

Começo a postar em 2008 com o post nº 150! Antes de mais, feliz Ano Novo para todos! Gostava de deixar aqui um texto que escrevi, creio, a dia 26 de Dezembro... "Este Natal houve muita coisa que me entristeceu. Este Natal...teve o seu quê de extenuante. Este Natal...foi definitivamente diferente. ** "-Bom Natal e Feliz Ano Novo! -Diz-me, o mais concretamente possível, por favor, o que é para ti o Natal? -É tar ca família, e dar amor e carinho..." A Sociedade precisa de marcar uma data para acarinhar os que não conhecem carinhos, amar os que nunca viram o Amor...precisar de marcar uma data para jantar à mesma mesa com aqueles com quem embirra todo o ano. É assustador. E triste. Não consigo perceber cmo é que as pssoas se sentem felizes assim. Como é que fazem tão garnde festa por ser Natal, quando na prática apenas se arrastam numa rotina mais um ano. Como podem viver este "natal" tão "festivo" só por estarem juntos?? Ou por outra: porque não se lembram disso o resto do ano? Talvez não fizessem uma festa tão grande na época em que todos são escravos do dinheiro se vivessem o verdadeiro Natal dentro de si próprios. Talvez a festa vivesse neles, e se apercebessem de que não precisam de mais nada. Só Cristo basta. O sentido do Natal - Comunidade esbarrou comigo, a meio de Dezembro, graças ao meu amigo Válter Ferreira. Então vim à procura do Natal - Família. E percebi que ele não nasce aqui. Nem à mesa. Nem sequer na mensagem de Natal de D. José Policarpo a meio da Consoada. Nasce...em cada um dos outros. Viaja na relação que cada um tem com o próximo. E isto é extremamente importante no seio familiar. Como Newton diria, é um par acção-reacção. Eu provoco, tu acedes, nasce o Natal em nós para dar a outros, provocar neles algo mágico. É isso que enche a casa e acende as velas e nos faz cantar. E é tão bonito! Só tendo este Natal por base poderemos partir para as ruas e cheirar o Natal no seu todo, na noite luminosa e prédios enfeitados e gigantescas árvores de Natal... E só vai ser possível...quando tivermos em nós acesa a memória de que Jesus Cristo, o Salvador, Rei do Universo nasceu pobre no lugar onde vivem os animais. Fica a lista dos melhores presentes deste ano:
  • A confiança do Miguel;
  • A notícia do Daniel;
  • A lágrima da Margarida;
  • O choro da Ana;
  • O abraço do Válter;
  • A conversa com o Pedro;
  • A amizade da Marta;
  • As palavras da outra Ana;
  • A presença da Alice.

domingo, dezembro 16, 2007

Arô...

Isto é...como um mundo só meu.
É só meu e pronto.
É um mundo onde posso entrar e sair...mas nem por isso ele deixa de cá estar...sempre pronto para o login.
Tem as minhas cores, tem o meu estilo...tem memorizadas as letras que escolhi se agruparem umas às outras.
Tenho-me apercebido de que, cada vez mais, estou viciada nisto... Viciada...mas nunca num sentido negativo. Talvez viciada não seja de todo a melhor palavra. Também é nisto que assenta a minha rotina...arranjar sempre a melhor palavra para melhor descrever o que penso e sinto...para que seja o mais verdadeira possível comigo e com o leitor. Sim, já que este exercício passa, antes de tudo, pela introespecção. Pela introespecção religiosamente acompanhada pela escrita, espelho da psique. É...um ponto de fuga. É uma folha limpa num caderno de desenho. Um armazém de sentimentos que se torna num canal de "notícias" sempre que alguém novo me visita! Porque gosto de partilhar... Partilhar! Sempre! Acredito que tudo o que toda a gente diz sobre qualquer coisa pode sempre ser útil a outrem. Por isso publico. Tenho o meu mundo aberto a quem quiser entrar. Gosto que haja feed-back. Que deixem as patinhas...os pijamas. É sempre positivo haver um novo olhar sobre nós mesmos. Eu acho. [Também é por isso que as pessoas procuram psicólogos, creio. Precisam de um novo olhar sobre si mesmas. Quem canaliza esse olhar é o psicólogo, quem olha terá de ser sempre o próprio. Penso eu. Somos todos psicólogos uns dos outros. Embora uns sejam bem mais uteis que os outros...e por isso recebam dinheiro. Esses são mesmo bons. Os outros, os que não recebem, ou são bons ou não, mas acredito que sejam todos psicólogos.]
Procuro aqui companhia...sobretudo a minha. Acompanho-me a mim mesma no meu caminho. Acho que isso é importante. Não nos perdermos de nós. Aqui têm, e sempre terão, o meu mundo, para todo o mundo...com um violentíssimo BENVINDOS mascarado por aquilo que me vai hoje, amanhã...ou depois...

sábado, dezembro 15, 2007

Meu...: X)

Quero amar-te. Exijo amar-te. Mas amar-te daqui. Deste meu mundo selvático e pantanoso. Porque sim, sou capaz de amar daqui. É isso que tens de entender. Não te amar daqui...seria querer a tua morte e a morte deste nosso alegre nós. Não nos quero a morrer. Quero que vivamos! Quero que amemos! Quero que cresçamos! Quero que cantemos! Quero...quero. E isto, eu posso. E tu também. Assim, sim. Sim?

domingo, dezembro 09, 2007

Acabou.

Foi cansativo. Mas foi mais um dos meus melhores fins-de-semana de sempre.
É espectacular. É o único lugar do Mundo em que vou trabalhar e saio nascida, nova, totalmente. Da cabeça aos pés com um manto de nova esperança e alegria.
É o único sítio em que sei que serei sempre benvinda. Eu e todos os que comigo trouxer.
É o único cantinho onde sei que terei sempre o meu valor, faça o que fizer.
É o único sítio que vi abarcar tantos quantos lá quiseram entrar. Nunca ninguém que se nos quisesse juntar ficou do lado de fora. Nunca ninguém que quisesse fazer parte foi escorraçado ou mandado fora.
E o ponto é esse mesmo. É preciso é querer fazer parte.
Durmo hoje...com vontade!

quarta-feira, dezembro 05, 2007

"Tu amas-me?"

Quem és tu, que ousas atravessar-te assim no meu caminho, sem passar cavaco às tropas???
Por quem te tomas, achando-te no direito de passar-me tamanha rasteira?
O que te faz acreditar que podes ir embora tão depressa quanto tão repentinamente chegaste??
Poderia debruçar-me a noite toda em perguntas...mas só há mesmo uma que quero verdadeiramente ver respondida... Poderia demandar saber de onde viste, porque vieste, porque és assim, porque me pões nesse lugar, porque ocupas este lugar...mas nada disto é crucial, nada disto é urgente, nada disto me alimenta.
Tenho uma única, uma e uma só pergunta para te fazer. Daquelas perguntas que merecem vénias por serem perguntas tão importantes. Daquelas perguntas que alimentam, que dão fogo à vida e vontade de viver. Acredito que sejam as únicas perguntas verdadeiras. As únicas que respeitam a profunda e simples razão da existência das perguntas. Só tenho uma pergunta para ti. Uma pergunta e um sorriso. Encontrá-los-ás sem esforço na tua memória. Se precisares de ajuda...Jo 21, 16-17.
"(...)Who are u? who are u? For how long How strong do I still have to be? How come you mean so much to me?(...)"