Um blog acerca da concordância entre o pensamento e o objecto do pensamento. Por meio de tentativas, erros e silogismos parvos, usando de alguma dialéctica, muita metafísica e muito pouco distanciamento crítico. O eu não existe. Mas os pijamas sim.
quarta-feira, julho 21, 2010
terça-feira, julho 20, 2010
Assim Partiremos

terça-feira, junho 29, 2010
50.
segunda-feira, junho 21, 2010
That's what I do.
sábado, maio 29, 2010
segunda-feira, maio 17, 2010
Eu Acredito
terça-feira, maio 04, 2010
vento lisboeta
quarta-feira, abril 14, 2010
Com o nariz.
terça-feira, abril 06, 2010
Sol da meia-noite
não sem homem há morte
não há homem sem morte
não sem morte há homem
não sendo homem a morte
não sendo morte o homem
vai sendo o homem a morte
vai sendo morte o homem
falando não a morte
falando não o homem
vai sem homem a morte
vai sem morte o homem
Ernesto
quarta-feira, março 10, 2010
Parte.
sábado, março 06, 2010
Mwanito, não me deixe sozinho.
terça-feira, fevereiro 16, 2010
Casa.
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
Post-it
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
Tempo
quinta-feira, janeiro 21, 2010
Eu posso tudo.
segunda-feira, janeiro 11, 2010
Tristesse.
sexta-feira, janeiro 08, 2010
2010
domingo, dezembro 20, 2009
"Velho, velho, velho"...
quinta-feira, dezembro 17, 2009
Toma.
quinta-feira, novembro 26, 2009
morar
Queria contar-te uma coisa, sabes?... É. Mas para isso preciso de remontar às ervilhas que comi aqui no Verão e que, para desgosto póstumo de Exupéry, me deixaram estragada. Cresci então uma ervilha na barriga. Trago-a comigo, e ela cresce. É uma ervilha estragada – é aquela que me avariou.
Hoje sento-me num canto, mesmo debaixo da estante dos Ésses (Rodrigues dos Santos e Saramago espreguiçavam-se escandalosamente ao longo das prateleiras mais baixas) e colho um Silva. Uma Gota de Chuva, dizia ele. Uma gota de chuva. E só bastou.
No caminho para a continuação da minha gestação, esbarrei com O’Neil, que estava sentado mesmo a seguir à esquina da ala do Camões lírico. Falou-me da vertigem que nós éramos, a vertigem entre o real e o sonho, disse ele, com aquele olhar de quem semeia mas não olha para onde. E já o Vergílio tentou, quando era vizinho, morava no 5º andar, lembro-me tão bem... Falava de relógios e de velhos e coisas do género. Tinha de repetir sempre o que ele dizia para poder perceber ao menos o encadeamento das palavras, até que emudeceu.
Mas só aquela estava estragada. Só aquela me estragou. Só aquela não traguei, tendo deixado de poder tragar. Era intratável. O infame!
É isso. Desculpa. Estou estragada. Um homem morto e desgostoso tem a culpa. Ele é que não arrumou antes de partir, e eu tropecei naquele quarto... Eu farei, a sério que sim. Fazer sempre a cama antes de ir.