quarta-feira, julho 21, 2010

[wait for it]

Hoje choveu.

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E como em todos os dias em que choveu, eu cheguei lá fora e

respirei.

terça-feira, julho 20, 2010

Assim Partiremos

"Partimos. Vamos. Somos."
O Nogui pediu-nos que mostrássemos ao mundo de que é que somos feitos. Então toma, mundo. A nossa convicção de que esta não é a nossa obra, mas a obra de Deus. A nossa vontade de ser onde estamos e ao mesmo tempo chegar mais longe, muito mais longe, tão mais longe. A faculdade que temos de conhecer, quando sabemos que "Nu saí do ventre de minha mãe, e nu voltarei para lá.".
Estamos novatos e não temos experiência. Temos medo e sentimos amor. Já sabemos como funciona mas continuamos sem saber desenvencilhar-nos sozinhos. Mas subimos ao palco e ela está lá. Como em todos os nossos projectos. Vem da entrega, da pequenez. Vem de dentro. Mas é uma luz que está lá sempre.
E sim. Provavelmente, um dia teremos de nos separar das nossas recordações, para podermos estar verdadeiramente mortos, verdadeiramente livres. Mas hoje, especialmente hoje, é tempo de as fazer.

terça-feira, junho 29, 2010

50.

Acaba o ano pastoral. Dão-se contas. Vai um prior embora, e vem um outro. As pessoas morrem. Ou fazem anos. Ou faz anos que morreram. Ou fariam anos de vida se ainda estivessem vivas.
E eu descubro novas possiblidades, novos sítios para explorar, com aquele tempo que acho sempre que não tenho e que sabe tão bem gastar quando é muitíssimo bem gasto. Descubro, até, novos tios. E a melhor parte é que são os mesmos que já cá estavam há 17 anos, mesmo aqui ao pé da mão! E já cá estavam, já para mim, para eu os conhecer, muito antes de eu estar em qualquer lado.
E chego aqui. E apetece-me ralhar com os meus pais, porque nunca me avisaram que o tempo ia ter passado antes de eu saber que ele existia (antes mesmo de eu abrir os olhos!), quando sabiam muito bem que era assim que funcionava. Tanto um como o outro. Avisaram-me que eu ia cair muitas vezes, mas não me disseram que ia haver vezes que doíam mais que outras. E se o mundo fosse como eu acho que devia ser era horrível porque então nunca ninguém podia fazer as pazes, ou arrumar os quartos, ou descobrir pessoas dentro das pessoas, e eu nunca teria sentido a contracção de todos os músculos da minha cara ou um percorrer ácido nos meus pulmões ao abraçar o meu pai. Mas estaria agora a beber chá que sabia a Ice Tea e a comer bolachas de chocolate e a invejar um cabelo invejável.
Embrulham-se, depois de terem doído tudo o que havia para doer. Agora doem só de vez em quando. Vão ficando, mandam uns bitates. Nós vamos sendo. E o tempo...o tempo é como se não existisse, aqui.

segunda-feira, junho 21, 2010

That's what I do.

Porque sim, chegar a casa é isso mesmo: estar, de novo, em casa. E se tu és, de alguma forma, a minha casa, então quando eu lá chegar, assim como a casa continua a sê-lo assim que lá chegamos, também tu vais continuar a sê-lo.
Ela fica no mesmo e exacto sítio onde a deixámos, com tudo no mesmo lugar. Os candeeiros, os sofás, as bolachas, tudo. Até os pêlos dos cães continuam no mesmo centímetro de chão, e as saquetas de chá na mesma prateleira do armário. E porque é uma amizade verdadeira, podes ir e voltar. E a porta por onde podes sempre sair é a porta por onde podes sempre voltar a entrar.
Eu não vou sair daqui.

sábado, maio 29, 2010

segunda-feira, maio 17, 2010

Eu Acredito

Que palavras? Tantas, sobre tanta coisa diferente... Umas mais importantes que outras...é certo. Mas está tudo. Quem tiver dúvidas, que as tire. Não há como viver uma verdade: tem resposta para tudo! Há só que procurar no sítio certo...

terça-feira, maio 04, 2010

vento lisboeta

(assim mais ou menos à Rita)
Estive lá hoje, na Praça do Comércio, a ver os homens trabalhar o altar.
Gostei mesmo. Não porque estivesse bonito, ou o ar cheirasse bem, mas talvez a certeza de que algo grande vai acontecer ali... A sensação de poder, eu, sozinha, estar ali, à espera... Sou cativada de nascença, e anseio, sofro por antecipação, como Exupéry tão bem soube explicar.
Sentei-me lá, no meio da Praça, no chão aos papagaios. E ficámos, eu e o meu caderno, a ver as pessoas, a tentar distinguir o Vasco da Gama do Viriato...e dos outros dois senhores. E o vento lisboeta despenteou-me e vesti a camisola e continuei o meu caminho. Não costumo andar sozinha por sítios que não conheço. Mas Lisboa...sinto que nunca conheci, por muitas vezes que por lá passeie. Nunca sei se é esta rua, ou aquela, ou onde está o multibanco, se é esta a igreja, ou aquela casa, ou se já ali passei ou não. Parece sempre que não. E sorrio, sempre, quando alguém grita para alguém, muito frustradamente, Oh minha Nossa Senhora!... Há coisas que guardamos, quando passamos por elas. Não como se roubássemos uma fruta, mas como se apanhássemos um dente-de-leão no ar e metêssemos no bolso, à espera do lugar ideal para o largar. E do fundo da rua, Oh JAQUIM!! Oh, desculpe, minha senhora. Jaquiiim!...
Respira-se diferentemente. Era um dia como os outros. Mas hoje, especialmente hoje...tinha uma estranha alegria de ser, no esperar, no poder sentar e olhar, no ter dinheiro no bolso e pensar Não vou gastar coisíssima nenhuma., no andar à procura das coisas e sentir que o cansaço não ia vir nunca, enquanto o meu corpo respirasse Lisboa. Uma Lisboa que espera o Vigário do verdadeiro Cristo. E hoje, especialmente hoje, não estava sozinha.
E isso...isso sente-se.

quarta-feira, abril 14, 2010

Com o nariz.

A minha professora de Filosofia ficou boqueaberta quando lhe dissemos o que líamos. Os alunos de Humanidades não lêem?! É como um pintor sem pincéis! Faz como? Com o nariz?!...
Quando há uma proposta, há uma decisão. Em jogo fica o tempo, a energia, o pensamento. A pessoa toda dá-se àquilo que se determina a fazer. Há só que determinar-se, porque o resto chega sempre a tempo. E sai perfeito. Porque não podia ter sido melhor, porque se alguém se determinou a fazer então jogou aquilo que tinha. Estava determinada, possa. E fez-se. Claro que se tivesse sido isto ou aquilo de outra forma, teria sido melhor. Ou pior, não sabemos. Mas foi perfeito, porque o que podia ser feito, fez-se. Há só que determinar-se.
A determinação, a convicção, a convicção verdadeira - pesada, medida, pensada...é sempre, sempre igual a um Faça-se. A um enorme Faça-se que se torna vento e verdade, mesmo que seja um trabalho de História para ontem à tarde. E sobre a peste que assolou o século XVI, e as pessoas mortas apodrecidas dentro de casa em que ninguém queria tocar. A um Faça-se que se Faz, em espírito e verdade, mesmo que seja com o nariz.

terça-feira, abril 06, 2010

Sol da meia-noite

não ha morte sem homem

não sem homem há morte

não há homem sem morte

não sem morte há homem

não sendo homem a morte

não sendo morte o homem

vai sendo o homem a morte

vai sendo morte o homem

falando não a morte

falando não o homem

vai sem homem a morte

vai sem morte o homem

Ernesto

quarta-feira, março 10, 2010

Parte.

Aos cães, quando fazem quimioterapia, não lhes cai o pêlo.
Mas também morrem, sem música e sem faculdade, e sem fecharem os olhos.
Confiam-se aos donos até ao último segundo. Mesmo sabendo, porque eles sabem, mesmo adivinhando, porque eles adivinham, mesmo conhecendo, porque eles conhecem. O dono é sempre o dono, e ele faz tudo por que o cão viva enquanto a vida for vivida. Então, o cão não teme. Pode temer trovoada, guarda-chuvas, harmónicas, cães mais (ou menos) assustadores. Teme que lhe roubem os filhotes, que lhe roubem o dono. Mas do dono não duvida.
Adoecem, mas continuam a proteger a casa com unhas e dentes (sobretudo dentes...). Enfraquecem, mas nunca desistem de tentar guardar as lágrimas entre duas lambidelas. Envelhecem, mas não se esquecem de quem é o dono, qual é a casa, quem é que lá vive, e quando é que ela acaba.
São parte. Quando chegamos, são a primeira parte da casa que chega, e são quem sabe que chegámos ainda antes de termos chamado o elevador. O cão é o pai que recebe o filho pródigo de braços abertos, ou aos saltos, de rabo a abanar com tanta violência que as patas escorregam no chão, língua de fora, a puxar as mangas da camisola. O cão sabe, quando é amado. Percebe e conhece e fala.
E depois morre, sem música nem faculdade, deixando-se cair nos braços de quem o criou.

sábado, março 06, 2010

Mwanito, não me deixe sozinho.

Dói? Sim, sozinhos, dói.
Muito? Pois.
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Mwana era o afinador de silêncios pessoal de Silvestre Vitalício, seu pai. No silêncio, tudo deixa de doer. Foi o mistério que o irmão Roger soube desvendar ao mundo.

terça-feira, fevereiro 16, 2010

Casa.

Ter uma casa para onde voltar. Uma casa que não passa, não se fecha, não arrefece.
Este é aquele ponto onde há duas ou três cadeias montanhosas de histórias, episódios, alegrias para contar de um fôlego só. Mas chegar, chega, e quem conhece quem chega já teve quanto bastasse. Há qualquer coisa que é nova e de sempre ao mesmo tempo, e que nos aquece o coração. Casa.
É o que fica. É a relva sobre o abismo. É onde todos os passos têm muitos sentidos. A casa não morre, não desfalece. Entristece-se, respira, dorme, mas não desiste nunca. Porque sabe sempre, porque sabe que só assim faz sentido, porque conhece aquele calor que irrompe quando alguém chega.
Uma casa que não passa, não se fecha, não arrefece. Voltar.

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Post-it

Estou gelada. O meu quarto está gelado.
Procuro uma coisa com carácter de urgência. Doem-me as mãos, e mexer os dedos, e pegar nas coisas. Os meus dedos parecem queimados de tão frios.
Tanto frio.
We don't own time, ressoou na minha cabeça. Sim, eu sei, mas queria mesmo encontrar...
Fui. Gelada. No meu mp4, com metade da cara enfiada na gola do casaco.
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Preso algures, um post-it amarelo.
Preciso de ti.

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Tempo

É tudo um puzzle mental.
Não uma tabela de prioridades, mas de circunstâncias. Como Ortega, e depois João Manuel, eu e a minha circunstância descrevemos a minha acção, as minhas prioridades, o meu tempo e, consequentemente, o meu sono também. Depende de como o usamos [o tempo de que dispomos], ou de como dele prescindimos., escreveu mac.
Fiz uma tabela bué gira no Excel. A minha semana a direito, com um estudo azul, outro a verde e outro a laranja, reuniões castanhas e tarefas domésticas de um azul mais levezinho. Tempo livre amarelo e escola cinzenta. E ela, a tabela, chora, grita, da parede branca do quarto.
Que é importante o brio, ninguém duvida. Que é essencial respirar, ninguém questiona. Equilíbrio é para os senhores que andam e saltam em cima de cordas. Este é o meu puzzle e ele mostra que a minha ciscunstância se eu não couber não há.
Descobri a enfermidade da minha tabela do Excel. O que é urgente é, e alguém faz. Eu prefiro respirar.

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Eu posso tudo.

O grande Hugo dizia que não é nosso, só emprestado. E o Vasquinho dizia Pois e sorria um sorriso graaande e eu ficava a cogitar naquilo até cair para o lado. Caía para o lado porque o sorriso do Vasquinho era mesmo muito grande, tinha covinhas e tudo.
As coisas embrulham-me às cambalhotas, mas eu acho que é tudo uma conspiração porque elas querem que eu pense que sou eu que me embrulho nelas porque não soa muito bem dizer que uma coisa empurrou uma menina que já devia ter juízo.
Não é nosso, tinha dito o grande Hugo com aquele ar tão importante que ele tem.
Quão grande é isto?
Toda a liberdade, toda a responsabilidade, toda a pequenez, toda a alegria...tudo nosso! Saber que um dia vamos poder chegar e dizer Toma com um sorriso grande como os do Vasquinho. Porque não é nosso! Tudo depende do sumo que fazemos com as tintas que nos deram. E este sumo depende obrigatoriamente de saltos, de ares importantes e de pois.
Olhaa, trouxe isto, e isto, e este assim e ... Bem...hum... Toma.
Tudo posso. Assim.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Tristesse.

A tristeza é permitida. Tem de ser.
Tudo há-de ser permitido enquanto circular dentro das fronteiras daquilo que faz sentido no ser. Como a medicina, a educação, a verdade, o amor e a parvoíce e o cotão. O espaço. Um momento. - e depois o resto.
Porque aqui, a reacção não é imperativa. A tristeza não é algo a que se reaja, por ser já uma reacção que paraliza, de alguma maneira, outras reacções.
Mas o resto. A tristeza vem de dentro, e nós vivemos para fora. Permito-me, sim. Há alguém que abraça. Fale ou não, conheça ou não, tudo o que pode fazer é isso. E o resto virá, incólume. Ou nem por isso.
De uma maneira ou de outra, são as linhas com que se cose.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

2010

I have this new pijama. From my mom.
It's stripped and black and white and...grey.
There's always this feeling something has to change. Cause one day day tea's cool and we don't even notice anymore. I don' want to have cool tea every morning, but he's there!, and I always figure out a way of not saying a word, so I always keep it, and always know tomorrow he'll be there again. Cooler.
But there's always this feeling we can do something. Actually do something. To change. We know we can do something, almost anything, and many of those things could change it all, but... It's morning. We get to the kitchen. And there he is. Threatning. Ours. Maybe we could...just... Hmpf, I got to run, bye! Like Pablo Neruda's postman's coffee, "Tomo-o sempre amargo".
Have I told you I have this new pijama?
Yeah, my mom bought it for me.
Maybe it wouldn't hurt if I put in on, someday, don't you think?
I thing I saw something red on it. Weird, hug?

domingo, dezembro 20, 2009

"Velho, velho, velho"...

Olho-os. Eu cresço, eles envelhecem. Os anos cobrem-se com a pele como um cobertor, e eu vou contando as dobras.

Daqui é como se não mudassem. E por mim era sempre assim. O meu pai embaraçado sem dizer, nunca dizer o que sente. Em todos os Lethal Weapon, Roger Murtaugh (Danny Glover) dizia "I'm too old for this shit". E eles vão estando velhos o suficiente para as coisas.
Vergílio dizia que "ser velhor é ir sendo pouco", mas eles não são esses velhos. São aqueles que já fizeram, já sabem, têm, e agora olham. Observam. Contemplam. Uns, com "iogurtes com pedaços" entre os dedos que ainda estão longe da reforma. Outros, que silenciam o espaço como que por magia quando falam.

Diz-se que vai nascer um Menino agora por esta altura. Aqui nasce assim, e eu não conheço outro. No tempo que passa como a vela que arde. É aquele fogo que nos dá sentido... Queria ter uma que não morresse nunca!

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Toma.

Olhava com o olhar de quem recebe o que é dado, de quem não sabe, de quem crê não ter como responder. Era quem não cabia em si. Era quem não sabia o que era para estar naquele lugar.
Disse só "Toma. Guarda.". É meu, e por isso é teu, quis dizer, mas falou só por olhar. Não queria uma festa, não queria um obrigado, porque não faria sentido. Dar é dar. E não é a qualquer um, é àquele ser humano específico e em especial. Não queria um abraço, um olhar, sequer. Porque aquele dar chegava, bastava-se, para dizer tudo que fosse preciso. Estás aqui e eu quero que tomes, que segures, que guardes, que leves, que sejas. Sou eu e és tu e eu saio de mim para ti. Sou tu, aqui. E a partir daqui, tu és o que tu entenderes.
Dar é dar. É ser um outro. Não somos maiores, mas há algo de maior em nós. Não transbordamos nunca de nós, mas de algo diferente. Algo maior. Algo que brota, que grita, que precisa de um Outro. Dá-se, porque só se pode dar. E dar assim...é ser. É amar. É chegar.
Não dói. Antes nos queima aquela sensação de que fizemos tanto esforçando-nos tão pouco. E olhamos nos olhos aqueles olhos. Tão fora de nós, tão distantes em tantos sentidos, mas tão perto, e tão iguais aos nossos... Está aqui. Toma!

quinta-feira, novembro 26, 2009

morar

Queria contar-te uma coisa, sabes?... É. Mas para isso preciso de remontar às ervilhas que comi aqui no Verão e que, para desgosto póstumo de Exupéry, me deixaram estragada. Cresci então uma ervilha na barriga. Trago-a comigo, e ela cresce. É uma ervilha estragada – é aquela que me avariou.

Hoje sento-me num canto, mesmo debaixo da estante dos Ésses (Rodrigues dos Santos e Saramago espreguiçavam-se escandalosamente ao longo das prateleiras mais baixas) e colho um Silva. Uma Gota de Chuva, dizia ele. Uma gota de chuva. E só bastou.

No caminho para a continuação da minha gestação, esbarrei com O’Neil, que estava sentado mesmo a seguir à esquina da ala do Camões lírico. Falou-me da vertigem que nós éramos, a vertigem entre o real e o sonho, disse ele, com aquele olhar de quem semeia mas não olha para onde. E já o Vergílio tentou, quando era vizinho, morava no 5º andar, lembro-me tão bem... Falava de relógios e de velhos e coisas do género. Tinha de repetir sempre o que ele dizia para poder perceber ao menos o encadeamento das palavras, até que emudeceu.

Mas só aquela estava estragada. Só aquela me estragou. Só aquela não traguei, tendo deixado de poder tragar. Era intratável. O infame!

É isso. Desculpa. Estou estragada. Um homem morto e desgostoso tem a culpa. Ele é que não arrumou antes de partir, e eu tropecei naquele quarto... Eu farei, a sério que sim. Fazer sempre a cama antes de ir.