Um blog acerca da concordância entre o pensamento e o objecto do pensamento. Por meio de tentativas, erros e silogismos parvos, usando de alguma dialéctica, muita metafísica e muito pouco distanciamento crítico. O eu não existe. Mas os pijamas sim.
terça-feira, maio 31, 2011
Só aqui.
domingo, maio 15, 2011
A vida partilhada
É a vida partilhada que vale a pena ser vivida.
As pessoas a quem nos damos, com quem nos deixamos...esse abandono é que nos dá...existência. Este dar-se, este partilhar é que nos torna vivos.
Não vou dizer que quem se estilhaça pelo mundo encontrou o elixir da vida. Às vezes partimo-nos. Isso é diferente de partilhar. Partilho algo que era meu e passa a ser teu e meu, mas parto-me quando perco aquilo que dou. Isso não é partilhar, mas estilhaçar-se. Mas sobre isso não interessa falar, hoje.
Vim aqui só para dizer que descobri que tudo tem de ser isto. Tudo deve, no ordenado conhecimento de si, encaminhar-se para o sentido único de todas as coisas humanas, que é a vida partilhada.
terça-feira, maio 03, 2011
Início.
quinta-feira, abril 14, 2011
This is the dawning of the rest of our lives.
Mas ali eu vejo as minhas pessoas. E ao lado, atrás, ou à frente, todas as minhas outras pessoas. Ali, vejo-me a mim, vejo todos os que eu sou, e vejo a alegria que temos em partilharmos o melhor que somos. Mesmo que seja só estar um bocadinho na praia no início da Primavera e levar chapadas de areia a cada 5 segundos.
Hoje eu conto. E a primeira coisa que tenho para contar é isto mesmo: não há outra vida que eu queira ter, outra família ou outros amigos. Construíram-me, todos. E eu tenho tudo aquilo de que preciso.
quinta-feira, abril 07, 2011
Colo do Mundo
segunda-feira, março 21, 2011
Hoje, epiteto-te de outra coisa.
A possibilidade de cheirar pela primeira vez? De saborear pela primeira vez? De pela primeira vez correr, cozinhar, limpar, rebolar na relva? Ir apanhar amoras depois da chuva? O dom de ser e de aceitar e de participar da empresa maior e mais feliz de todas. A faculdade de respirar cada tempo, a faculdade de recomeçar.
Não imaginas como é bom estar aqui., sorriu ela. Como Pedro disse ao Cristo.
Hoje, epiteto-te de outra coisa. Uma outra coisa, maior que nós, que tudo o que conhecemos. Um ponto, um átomo, o mais pequenino de todos. Aquele que é mais verdade que o sol. Que vinha antes do princípio, e que eu guardo no bolso. A sombra da sombra da sombra mais branca e mais redonda de todas. O Mosteiro Invisível que cabe inteiro num adenoma da sela turca.
Deus, na minha casa.
segunda-feira, março 14, 2011
Decantação?
Onde ficaste? Que foi que deste? Onde moras? És quem?
Moro porque sei que tem mais sabor. Não o sinto agora, mas... Minto. Sinto-o agora já porque o antecipo, sabendo que me vai saber melhor. Saboreio hoje o saber que amanhã vou sentir-me bem por ter esperado, aqui. Se quiseres, é puramente egoísta, morar. Porque vai ser melhor para MIM.
Vou continuar a esperar. Inteira?
Vou fazer a minha decantação. Decantar-me. Quando acabar, descubro. Espero.
Tic, tac, tic, tac. Olha eu a morar.
quarta-feira, março 09, 2011
Decantação?
sexta-feira, janeiro 28, 2011
Campos.
domingo, janeiro 23, 2011
"Deus é a cabeça!"
segunda-feira, janeiro 10, 2011
Exquis
terça-feira, dezembro 14, 2010
Anjos e Magos
É incrível. Era preciso estarem lá, para que vos explicasse.
Há sempre uma parte do texto que ainda não tínhamos ouvido. Pelo menos, não assim. Há sempre algures no texto qualquer coisa especialmente para nós. Há sempre um pormenor, uma palavra, uma expressão facial que nos toca, ou nos faz rir, como ainda não tinha feito nos espectáculos ou ensaios anteriores. É incrível como nós, ouvindo tudo pela 600ª vez, voltamos a sorrir, voltamos a gritar ou a chorar. Voltamos a vir cansados, despenteados pelo mundo lá fora, hoje mais vulneráveis ou mais irritados, e ainda assim tudo se repete: as falas e o choque, as gargalhadas e as palmas, bem como tudo o que temos de fazer para que a mensagem passe: quer estejamos bem ou mal, aflitinhos ou com sono. Tudo para que Alguém nasça algures no público, de todas as vezes.
Incrível como nós, todos tão diferentes, ficamos todos imóveis, espectantes, atrás dos panos, na mesma parte do teatro que já todos sabemos de cor, como se tambem nós o fizéssemos, como se colectivamente nos apaixonasse aquele gesto pela primeira vez. E as pessoas vêem. Vêm, aplaudem, vão embora. Às vezes voltam no dia seguinte. Vêem três homens milimetricamente ajoelhados num chão de azulejos, umas roupas estranhas, dois anjos, um cenário. Não vêm a multidão escondida, sentada e sobretudo de pé, desorganizada e espectante.
Não vêem o senhor que a todos cativou. Aquele senhor pequenino, já velhinho, com uma pronúncia estranha, que a todos conhece sem que ninguém saiba - porque não é preciso saber. Aquele senhor que guarda e cuida um génio, condignamente, humildemente. Aquele senhor que sonhou e montou e passou. Que não chegou atrasado, nem parte cedo de mais. Aquele senhor que também foi São José, que também foi Anjo, que tambem foi Casimiro, que também foi Caifás e Pedro e Judas, e o cego de nascença. Que observa, que ama assim como ele sabe. Que, a cada vez que o procurámos, nos ensinou a cultura, a alegria, o temor, mas sobretudo, a simplicidade de Deus.
Anjos e Magos ainda em cena, 18 e 19 de Dezembro, nas Patameiras.
quarta-feira, novembro 17, 2010
Azuki-Chan. :)
segunda-feira, novembro 15, 2010
312
domingo, outubro 24, 2010
O grupo.
segunda-feira, outubro 18, 2010
Convicção.
quinta-feira, outubro 07, 2010
primeiro Outono
terça-feira, setembro 21, 2010
Quando eu for grande quero ser camionista.
sexta-feira, setembro 03, 2010
Nome e definição
quarta-feira, agosto 25, 2010
Fora
sábado, agosto 07, 2010
Eu não ladro quando tenho medo.
quarta-feira, julho 21, 2010
terça-feira, julho 20, 2010
Assim Partiremos

terça-feira, junho 29, 2010
50.
segunda-feira, junho 21, 2010
That's what I do.
sábado, maio 29, 2010
segunda-feira, maio 17, 2010
Eu Acredito
terça-feira, maio 04, 2010
vento lisboeta
quarta-feira, abril 14, 2010
Com o nariz.
terça-feira, abril 06, 2010
Sol da meia-noite
não sem homem há morte
não há homem sem morte
não sem morte há homem
não sendo homem a morte
não sendo morte o homem
vai sendo o homem a morte
vai sendo morte o homem
falando não a morte
falando não o homem
vai sem homem a morte
vai sem morte o homem
Ernesto
quarta-feira, março 10, 2010
Parte.
sábado, março 06, 2010
Mwanito, não me deixe sozinho.
terça-feira, fevereiro 16, 2010
Casa.
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
Post-it
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
Tempo
quinta-feira, janeiro 21, 2010
Eu posso tudo.
segunda-feira, janeiro 11, 2010
Tristesse.
sexta-feira, janeiro 08, 2010
2010
domingo, dezembro 20, 2009
"Velho, velho, velho"...
quinta-feira, dezembro 17, 2009
Toma.
quinta-feira, novembro 26, 2009
morar
Queria contar-te uma coisa, sabes?... É. Mas para isso preciso de remontar às ervilhas que comi aqui no Verão e que, para desgosto póstumo de Exupéry, me deixaram estragada. Cresci então uma ervilha na barriga. Trago-a comigo, e ela cresce. É uma ervilha estragada – é aquela que me avariou.
Hoje sento-me num canto, mesmo debaixo da estante dos Ésses (Rodrigues dos Santos e Saramago espreguiçavam-se escandalosamente ao longo das prateleiras mais baixas) e colho um Silva. Uma Gota de Chuva, dizia ele. Uma gota de chuva. E só bastou.
No caminho para a continuação da minha gestação, esbarrei com O’Neil, que estava sentado mesmo a seguir à esquina da ala do Camões lírico. Falou-me da vertigem que nós éramos, a vertigem entre o real e o sonho, disse ele, com aquele olhar de quem semeia mas não olha para onde. E já o Vergílio tentou, quando era vizinho, morava no 5º andar, lembro-me tão bem... Falava de relógios e de velhos e coisas do género. Tinha de repetir sempre o que ele dizia para poder perceber ao menos o encadeamento das palavras, até que emudeceu.
Mas só aquela estava estragada. Só aquela me estragou. Só aquela não traguei, tendo deixado de poder tragar. Era intratável. O infame!
É isso. Desculpa. Estou estragada. Um homem morto e desgostoso tem a culpa. Ele é que não arrumou antes de partir, e eu tropecei naquele quarto... Eu farei, a sério que sim. Fazer sempre a cama antes de ir.
quinta-feira, novembro 19, 2009
Sorvo.
quarta-feira, novembro 18, 2009
Rápido.
sexta-feira, novembro 13, 2009
7:31
sábado, novembro 07, 2009
Puxa!
quarta-feira, novembro 04, 2009
BANG BANG YOU'RE DEAD
.
(Michael) Então fazes da tua cara uma máscara.
(Katie) Uma máscara que te esconde a cara.
(Mattie) Uma cara que esconde a dor.
(Jessie) Uma dor que te come o coração.
(Emily) Um coração que ninguém conhece.
.
segunda-feira, novembro 02, 2009
Isso e couves.
Era cortar-lhes as cabeças, espetá-las em paus, plantá-los ao sol até secar. Ou então deixarmos de ser idiotas, que também serve e é ligeiramente mais económico.
sexta-feira, outubro 23, 2009
Chove.
quarta-feira, outubro 14, 2009
Non abbiate paura!
E isto é fácil quando é fácil. Até por definição.
O resto? O resto é quando cresces, em facto.
sábado, outubro 10, 2009
linhas
quinta-feira, outubro 08, 2009
Lalala, j'suis un escargot!
quarta-feira, setembro 30, 2009
O início.
segunda-feira, setembro 28, 2009
FAME 2009
terça-feira, setembro 22, 2009
Minuto
quarta-feira, setembro 16, 2009
1ª página
segunda-feira, setembro 07, 2009
O Outono II
sexta-feira, agosto 21, 2009
Saltinhos
terça-feira, agosto 11, 2009
"Cum escamartilhão!..."
sexta-feira, agosto 07, 2009
assim sem mais nada, com voz de rádio antigo
quarta-feira, agosto 05, 2009
come. e cospe.
Segredo, como a cor.
terça-feira, julho 28, 2009
Ano 2000
Lá estava, escrito à mão, em letras gordas e...hum...de principiante. Hoje ainda é verdade. Como o sol.
Gosto da palavra e da letra
Gosto de quem a escreve
Qualquer letra ou palavra é preta
Num fundo branco de neve
domingo, julho 19, 2009
Atrevimento
