domingo, dezembro 16, 2007

Arô...

Isto é...como um mundo só meu.
É só meu e pronto.
É um mundo onde posso entrar e sair...mas nem por isso ele deixa de cá estar...sempre pronto para o login.
Tem as minhas cores, tem o meu estilo...tem memorizadas as letras que escolhi se agruparem umas às outras.
Tenho-me apercebido de que, cada vez mais, estou viciada nisto... Viciada...mas nunca num sentido negativo. Talvez viciada não seja de todo a melhor palavra. Também é nisto que assenta a minha rotina...arranjar sempre a melhor palavra para melhor descrever o que penso e sinto...para que seja o mais verdadeira possível comigo e com o leitor. Sim, já que este exercício passa, antes de tudo, pela introespecção. Pela introespecção religiosamente acompanhada pela escrita, espelho da psique. É...um ponto de fuga. É uma folha limpa num caderno de desenho. Um armazém de sentimentos que se torna num canal de "notícias" sempre que alguém novo me visita! Porque gosto de partilhar... Partilhar! Sempre! Acredito que tudo o que toda a gente diz sobre qualquer coisa pode sempre ser útil a outrem. Por isso publico. Tenho o meu mundo aberto a quem quiser entrar. Gosto que haja feed-back. Que deixem as patinhas...os pijamas. É sempre positivo haver um novo olhar sobre nós mesmos. Eu acho. [Também é por isso que as pessoas procuram psicólogos, creio. Precisam de um novo olhar sobre si mesmas. Quem canaliza esse olhar é o psicólogo, quem olha terá de ser sempre o próprio. Penso eu. Somos todos psicólogos uns dos outros. Embora uns sejam bem mais uteis que os outros...e por isso recebam dinheiro. Esses são mesmo bons. Os outros, os que não recebem, ou são bons ou não, mas acredito que sejam todos psicólogos.]
Procuro aqui companhia...sobretudo a minha. Acompanho-me a mim mesma no meu caminho. Acho que isso é importante. Não nos perdermos de nós. Aqui têm, e sempre terão, o meu mundo, para todo o mundo...com um violentíssimo BENVINDOS mascarado por aquilo que me vai hoje, amanhã...ou depois...

sábado, dezembro 15, 2007

Meu...: X)

Quero amar-te. Exijo amar-te. Mas amar-te daqui. Deste meu mundo selvático e pantanoso. Porque sim, sou capaz de amar daqui. É isso que tens de entender. Não te amar daqui...seria querer a tua morte e a morte deste nosso alegre nós. Não nos quero a morrer. Quero que vivamos! Quero que amemos! Quero que cresçamos! Quero que cantemos! Quero...quero. E isto, eu posso. E tu também. Assim, sim. Sim?

domingo, dezembro 09, 2007

Acabou.

Foi cansativo. Mas foi mais um dos meus melhores fins-de-semana de sempre.
É espectacular. É o único lugar do Mundo em que vou trabalhar e saio nascida, nova, totalmente. Da cabeça aos pés com um manto de nova esperança e alegria.
É o único sítio em que sei que serei sempre benvinda. Eu e todos os que comigo trouxer.
É o único cantinho onde sei que terei sempre o meu valor, faça o que fizer.
É o único sítio que vi abarcar tantos quantos lá quiseram entrar. Nunca ninguém que se nos quisesse juntar ficou do lado de fora. Nunca ninguém que quisesse fazer parte foi escorraçado ou mandado fora.
E o ponto é esse mesmo. É preciso é querer fazer parte.
Durmo hoje...com vontade!

quarta-feira, dezembro 05, 2007

"Tu amas-me?"

Quem és tu, que ousas atravessar-te assim no meu caminho, sem passar cavaco às tropas???
Por quem te tomas, achando-te no direito de passar-me tamanha rasteira?
O que te faz acreditar que podes ir embora tão depressa quanto tão repentinamente chegaste??
Poderia debruçar-me a noite toda em perguntas...mas só há mesmo uma que quero verdadeiramente ver respondida... Poderia demandar saber de onde viste, porque vieste, porque és assim, porque me pões nesse lugar, porque ocupas este lugar...mas nada disto é crucial, nada disto é urgente, nada disto me alimenta.
Tenho uma única, uma e uma só pergunta para te fazer. Daquelas perguntas que merecem vénias por serem perguntas tão importantes. Daquelas perguntas que alimentam, que dão fogo à vida e vontade de viver. Acredito que sejam as únicas perguntas verdadeiras. As únicas que respeitam a profunda e simples razão da existência das perguntas. Só tenho uma pergunta para ti. Uma pergunta e um sorriso. Encontrá-los-ás sem esforço na tua memória. Se precisares de ajuda...Jo 21, 16-17.
"(...)Who are u? who are u? For how long How strong do I still have to be? How come you mean so much to me?(...)"

terça-feira, novembro 27, 2007

poligónica forma pró-dislate

Penso que podemos falar em dependência.
Ela sofria verdadeiramente enquanto ele não chegava a casa e se deitava a seu lado. Ela precisava de o proteger para estar protegida. E este voltar a casa é claramente figurado. Para ela, estar em casa era estar bem, era entrar no habitat, aquele lugar onde se é feliz e todas as verdadeiras necessidades são satisfeitas. E o "ele não chegar a casa" era ele não dizer nada ao voltar do treino, não tocar à porta ou mandar uma mensagem. Ela precisou, durante muito tempo, que ele entrasse quase totalmente na sua rotina. Assim, era-lhe, a ela, fundamental saber onde ele se encontrava ou saber o porquê de ele não dizer onde estava. Ela dava-lhe liberdade, é certo - ela morreria se tivesse ali um pássaro na gaiola! - mas dava a máxima importância a toda a informação que podia obter.
Ela não descansava se ele não chegava a casa e não se deitasse a seu lado. E esta parte do deitar lado a lado também era importante - mas não tanto. Porque o essencial é que ele voltasse para casa. Se quisesse dormir no chão ou no sofá e os preferisse à pele dela...não faria mal - porque havia sempre o amanhã, em que, por certo, tudo seria resolvido. O facto de ele se deitar a seu lado era o final feliz daquilo que já era, por si só, perfeito.
É que viviam no mesmo mundo. No mesmo mundo de paralelismos, confusões, sentimentos, impulsos. Só viverem ali os dois e partilharem toda aquela informação era, de facto, perfeito. Violento, assustador. Mas perfeito.
Ela precisava de o sabber ali para estar sossegada, precisava de o aconhegar para ter a noite completa. Ela precisava que ele precisasse. Ela necessitava da sinceridade dele como de pão para a boca. E a sinceridade dele toldava a felicidade dela. Porque, segundo parecia, a dependência era comum, ou melhor, era recíproca.
Ele precisava dela.
E isto...isto era perfeito.

terça-feira, novembro 20, 2007

Velhadas

Há coisas que vão ficando melhores com o tempo. Algumas, quanto mais o tempo passa, mais gosto delas!
Uma delas, é a AMIZADE. Vamos amadurecendo juntos, ao longo dos tempos. Sejamos grandes ou pequenos. E continuamos construindo os nossos mundos.
Outra, é a p a c i ê n c i a. Acho-a extremamente importante, no carácter de um humano. E cada vez mais urgente...
Outra, são os bons livros. É que têm aquela magia de nos ensinar coisas novas, quantas vezes mais os lermos...e de se tornarem cada vez mais nossos e mais especiais.
Outra, é o Outono. Cada vez mais raro. Cada vez mais especial.
Outra são os carros. Adoro carros antigos! Mais antigos ou menos antigos: têm é de cheirar a antigo! A gente passa na rua e...e eu fico a olhar!

Aqui fica um dos que me prendeu , em Portimão, a um domigo de manhã...

sexta-feira, novembro 16, 2007

Não te rias! Epah espera...eu consigo. Opaaahh...

Estou a aprender!
Devagarito e sozinha...mas estou!
"Sozinha"...ele de vez em quando ajuda...mas só de vez em quando!
Ele sabe as notas, eu vou decorando os acordes...algures lá para o meio encontra-se algo parecido com uma melodia...=)

sexta-feira, novembro 09, 2007

Os que entendem como eu as linhas com que me escrevo reconhecem o que é meu em tudo quanto lhes devo

Queria trazer-vos uma foto, hoje.

E escolhi esta.
Praia da Lota, Algarve, Verão '07
Porque há coisas que valem a pena. Porque há pessoas que, por muito tempo que passe, ainda nos surpreendem. Porque se não tivermos os olhos abertos...há sempre alguém que no lo faça. Porque hão-de haver sempre boas memórias que ainda têm mais um bilhete para um sorriso.

Sim, há muitos daqueles dias em que chegamos à noite e chamamos nomes feios ao dia, enchemo-lo de carga negativa, e dormimos qualquer coisa...mas também os há recheados, menos ou mais, de coisas boas, entrelaçadas em coisas más... Agradeço hoje aos meus verdadeiros amigos. Aqueles que já foram e ao que restam comigo. E espero aqueles que hão-de vir. Umas certeza lhes dou: serão recebidos com um sorriso. Mais ou menos desageitado, um sorriso. Mais ou menos bonito, um sorriso.

P.S.: Título: Poeta castrado, não!, J. C. Ary dos Santos in Resumo

quinta-feira, novembro 08, 2007

Não gosto disto!

É que não gosto mesmo!!
Digo mais: estou verdadeiramente indignada!!
Mas qé isto??! Perfeitamente inadmissível!
Onde andam as chuvadas? E as poças? E as luvas? E os gorros? E as botas, e a neve, e os cachecóis, e as trovoadas, e as sopas quentes, e os chapéus de chuva, e o nevoeiro, e as camisolas de gola alta, e os espirros????
Onde anda tudo aquilo que nos faz aproximarmo-nos uns dos outros, querermos manter o calor dentro dos casacos, os narizes frios e avermelhados, tudo aquilo que traz a cor intensa do autêntico Outono?

Vejo roupas leves, vejo pessoas que ainda não perceberam a distância a que gritam umas das outras, vejo tudo muito com pés no chão...vejo as folhas nas árvores. Vejo gelados à venda. Não gosto disto. Hoje, as castanhas à saída do metro nao cheiram a castanhas. Era a única coisa de que eu sempre gostei nas castanhas: o cheiro. Assim, o Outono não sabe a Outono. Não apetece. Não chama na voz da chuva que bate à janela. Não faz levantar para mais um dia - mesmo que ainda seja de noite quando acordo. Não faz levitar, nas asas do vento que arrasta, a caminho de seja onde for. Não gosto. Tenho dito.

domingo, novembro 04, 2007

Bon voyage...

Fui mergulhar à Zambujeira do Mar. Passei por Marrocos e espreitei o Grande Cabo. Visitei Londres, explorei Laos. Passei uns bons momentos em Los Angeles e fui trincar a Big Apple... Dar um mergulho à Etiópia e sobrevoar o Chile. Daí, directamente para a China, antes de querer ver São Francisco e vaguear por Cuba... mas ver mesmo. Com olhos de ver.
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A isto eu chamo...Google Earth.

quinta-feira, novembro 01, 2007

Penso-te.

Penso-te. Porque não estás aqui. Porque não te posso tocar ou reconhecer. Porque não me posso agarrar a ti e dizer-te o quanto preciso de ti. Porque decidiste partir. Porque não estás aqui. Sinto-te. Porque foste sem explicar, porque não te despdiste, porque não cheguei a pedir-te desculpa. Porque choro e sei que se aqui estivesses ficarias atarantado sem saber o que dizer. (...) Porque não me deste tempo de me apaixonar por ti? Porque não me deixaste conhece-te? Porque não quiseste ficar? Porquê escolher ir? ...Porque não tiveste juízo? ________________Não serias tu. Acho que percebo. Havias-de querer tranquilizar-me. Sei que estás bem, agora. Imagino-te à mesa com Fermat, em conversa amena. Uma fatia de bolo do vinho do Porto e um café meio cheio à tua frente. Sim, pai, estás bem _____________ agora. Três mil visitas. Dedico-tas a ti.

segunda-feira, outubro 29, 2007

qe foi?

Sentes o vento nas tuas veias. Sentes o ar da noite arrepiando os teus cabelos. De olhos fechados, não reconheces nada...nada a não ser a noite. Sabes que chegaste até aí. Estás no pico do teu mundo. Todo e qualquer passo seguinte será para mundos não conheces. Ou...podes sempre recuar. Mas nem esse conceito existe no teu mundo. Então, até voltar atrás será entrar noutro mundo...desconhecido. Não sabes como aí chegaste. Terei caído de algum lado? - pensas. Não pode ser. Estás no pico. Resta saber...aí não podes ficar. Não podes. É uma convenção. Dás o passo. Só há uma dúvida: puseste o pé em terra...ou em vão?

sábado, outubro 27, 2007

Uhh...

...já ía!

Está frio.

foto do google
Só hoje senti
Que o rumo a seguir Levava pra longe Senti que este chão Já não tinha espaço Pra tudo o que foge Não sei o motivo pra ir Só sei que não posso ficar Não sei o que vem a seguir Mas quero procurar E hoje deixei De tentar erguer Os planos de sempre Aqueles que são Pra outro amanhã Que há-de ser diferente Não quero levar o que dei Talvez nem sequer o que é meu É que hoje parece bastar Um pouco de céu Um pouco de céu Só hoje esperei Já sem desespero Que a noite caísse Nenhuma palavra Foi hoje diferente Do que já se disse E há qualquer coisa a nascer Bem dentro no fundo de mim E há uma força a vencer Qualquer outro fim Não quero levar o que dei Talvez nem sequer o que é meu É que hoje parece bastar Um pouco de céu
Um pouco de céu Mafalda Veiga

quinta-feira, outubro 25, 2007

Zoe

Cheguei para almoçar...e ela já cá não estava.
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Aquelas orelhas cinzentas, aqueles olhos castanhos, as pantufas brancas e a permantente expressão curiosa não vieram dizer "Olá! Como correu hoje?" quando entrei em casa...
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É mau lembrar que a última vez que a vi, ralhava com ela por estar a trepar pelas minhas calças acima, cravando as unhas na minha pele... Eu estava muito irritada, e ela só vinha saber porquê...
>
>
Olho pela janela estas nunvens cor-de-laranja que parecem rastos de tractores de pneus esquisitos.
Gosto de acreditar que ela se pôs a brincar ali...pelas nuvens, perseguindo a cauda preta...e se esqueceu de vir para casa.

sexta-feira, outubro 19, 2007

Explicando um pouco...

Caros leitores...andei à procura de um poema. E não encontrei o que queria. Mas acho que não preciso. Para explicar (sobbretudo a mim própria) porque disse "quero ser como ela" no meu último post, acho que um poema não meu...não perde pela ausência.
É, sim, aquela senhora ali em baixo, a pessoa mais importante da minha vida [já aqui cometi o mesmo erro no ano passado...queria dizer "na minha vida"=))] e há algum tempo me apercebi disso...
Foi aquela que cá me trouxe e foi aquela que nunca me deu asas...mas me ensinou a fazê-las!!!
Foi aquela que me mostrou sempre as suas extensas culturas de amizade extrema e os seus vastos campos de confiança inexplorada...
Foi aquela que me deixou a fazer birra até eu perceber a minha estupidez...
É aquela que se orgulha de ser diferente e me mostra todos os dias que nunca faço nada de novo...
É aquela que me ama, por muito que chegue atrasada, por mais que responda torto, por maior que seja a minha tromba dia após dia...e que me mostra um sorriso que grita "TÁS A SER PARVA!!"..
É aquela que aprendi a conhecer...a fazer sorrir - mesmo que só por dentro!!, a levantar e andar, a compreender e dar espaço...tempo para dar o passo...
É aquela que tem o olhar mais lindo deste mundo...
[Lembras-te? Ela disse "Vocês só têm uma diferença: os olhos dela são mais bonitos que os teus!"]

É aquela que eu quero ser!

Porque ama, porque acredita, porque vive, porque nasce a cada segundo, porque morre a rir, porque não tem medo, porque luta, porque persegue, porque simplifica, porque sente, porque corre, porque crê, porque ensina, porque consegue, porque explica, porque oferece, porque espera, porque fala, porque reprova sem dizer, porque ouve, porque lê, porque está lá, porque entende, porque conhece, porque opina, porque ri, porque pensa, porque também precisa e também chora...

Somos cúmplices no jogo arriscado me amar...

Somos duas na estrada das letras dentro de filmes de textos com coisas vermelhas, cilíndricas, no meio da rua, com um orifício onde se põem envelopes, por onde comunicamos com gestos...

Dedico-te, hoje, Cabeças no Ar...

"(...)No meio das amigas

Aprende-se ainda mais

As ciências naturais

Cabem na palma da mão(...)"

Também quero ser (perdão. existir.) como tu...porque estás mais perto dEle que eu...e Amas como eu quero Amar um dia.

quinta-feira, outubro 18, 2007

quinta-feira, outubro 11, 2007

A Palavra

"Comunicação, característica primordial do Homem, o que somos nós sem as relações interpessoais? Pessoas amarguradas, sós, ocas, é impossivel imaginar a vida sem comunicação. Expressamo-nos de várias formas, seja a pintar, a escrever, a falar, a cantar, e um dos nossos bens mais precisoso é sem dúvida a Palavra. Foram as palavras dos apóstolos que levaram a vida de Jesus a todo o mundo, foi o grito de Ipiranga que deu a independência ao Brasil, as palavras d' Os Lusiadas demonstraram a todo o mundo que os portugueses não eram apenas gordos preguiçosos de bigode mas sim um povo que quando acreditava podia revolucionar o mundo, "Eu tive um sonho..." palavras do discurso de Martin Luther King Junior mudaram para sempre as teorias raciais, a voz de Zeca Afonso ajudou os portugueses a gritarem liberdade..."
Por palavras te digo que te adoro, que gosto muito de ti, que me preocupo contigo, que estou aqui para o que precisares, que, como um dia disseste, que os amigos estão aqui é para os podermos chatear, que são aqueles que, mesmo sabendo tudo sobre nós, nos querem por perto...
Tantas vezes queria poder virar-me para ti e dizer-te Adoro-te!, ou outras tantas poder simplesmente abraçar-te como se abraça um amigo daqueles amigos...
Mas sou fraca. Mas tenho medo. E...és tu.
Por isso, apenas deste modo podes ficar certo (sim, porque sei que cá virás esbarrar com este texto) de que me lembro de ti vezes que te poderiam chocar...e que ocupas um lugar à chuva....aqui...no meio de mim.

[Parecias tão pequenino, um dia desses que passam e fazem a gente dar conta... Tão pequeno, amargurado por um Mundo imenso de complicações e problemas que só vêm chatear a nossa vida... Queria falar-te...queria ser aquilo de que precisavas e te vinha a calhar... Mas não consegui. Sinto-me verdadeiramente inútil.]

"Quero dizer uma palavra, mas não consigo. Quero dizer uma palavra, mas não dá. Quero dizer uma palavra, mas sou fraco."

terça-feira, outubro 09, 2007

Bjork - It's Oh So Quiet

Aqui está. Gosto deveras desta música. E, de certa maneira, desenha-me...hoje. =D

10.

Outubro. Ora aí está um mês simpático. Era melhor se andasse por aí mais chuva...menos calor...mas o mês, por si só, é simpático. Muita gente a fazer anos! Muita coisa a acontecer! Gosto de Outubro. É sempre o mês em que acordo para a Bjork. Acho que...a Bjork é uma artista. Mas artista mesmo artista. Com um estilo muito próprio, muito autêntico, muito sem-medo...gosto. A Bjork não se compreende da noite para o dia. Eu às vezes levo muito tempo a...pronto. Tenho de acordar...e adormecer para a Bjork. Para poder gostar dela como deve ser. Não ao Agosto! O Agosto é feio. Vou espirrar contra o Agosto. Ficam com uma das minhas músicas preferidas. Em Outubro, claro, Bjork. Vou à procura.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Cenas em geral

Hoje lembrei-me que não pus aqui o habitual - e parvo - texto a dizer "temos de acordar os Green Day porque Setembro já acabou" [porque os Green Day, contemporânea banda de Rock, têm uma música chamada "Wake me up when September ends", parte do album American Idiot].
Hoje lembrei-me que se calhar já não vou a tempo de comprar um bilhete para os Da Weasel no Pavilhão Atlântico, nem tão pouco a tempo de convencer a minha mãe a deixar-me ir.
Hoje lembrei-me que tenho dois trabalhos de grupo em atraso, que por acaso são para a professora de História...
Hoje lembrei-me de muita coisa, agora que penso nisso.
Não é vulgar lembrar-me das coisas.
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Mas hoje apercebi-me de que tinha voltado a conseguir pintar.
Depois de um ano de...crepúsculo cerebral total e absoluto...consegui pintar, com lógica, cabeça e tinta-da-china preta um dos meus melhores trabalhos.
E não foi só pintar. Hoje voltei a dançar como havia muito não dançava. São duas coisas que costumavam libertar-me muito...e que hoje voltaram a libertar.
É, realmente, uma vitória.
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Cenas em geral, uma dedicatória aos verdadeiros amigos.

sábado, outubro 06, 2007

[Untitled]

"É tão estranho, os bons morrem jovens Assim parece ser quando me lembro de você Que acabou indo embora cedo demais... Eu continuo aqui com meu trabalho e meus amigos E me lembro de você em dias assim Um dia de chuva, um dia de sol(...) (...)E o que sinto eu não sei dizer - Vai com os anjos, vai em paz(...) (...)Não é sempre, mas eu sei Que você está bem agora."

domingo, setembro 30, 2007

Viver. Hoje.

Olho para trás e vejo que passou tanta coisa...tanta coisa em que não voltei a pegar... Olho para mim e descubro-me mais um bocadinho. Tento entender os meus sonhos e os meus sentimentos. São tão diferentes, agora...! Acordam e existem por motivos diferentes! É tão giro...! Hoje vejo-me a exercer algo, num futuro longínquo...hoje sinto a erva a crescer...hoje oiço aquela fotografia de há uns dias... Hoje apaixono-me! pela vida? por mim... por Deus. pelos amigos! pela escrita... por este blog. por...ele. Cada bocadinho é mais um bocadinho. É só isso. Mais um bocadinho. Pode valer tanto! Pode ser tão bom! Pode fazer ver tanta coisa! Pode fazer valer tanta coisa!...Porque não?? Saibamos dar esse passo! Saibamos correr esse risco de nos apaixonarmos de novo! Viver um cadchito de cada vez. É tudo tão mais fácil... Torna tudo tão mais saboroso... Eu quero! Quero viver! Quero sentir! Quero amar! Quero ser criança neste meu desejo! Pura! Infantil! Inocente! Porque SIM!! ...Tu não? =D

sábado, setembro 29, 2007

É bom.

E este...bem, este foi o nosso abraço.
É bom saber que há coisas que nunca mudam. É engraçado perceber que nunca, jamais, em tempo algum poderemos controlar a 100% se muda ou não. É bom rever uma cara, sentir de novo um cheiro, voar outra vez na mesma voz. É bom como voltar a casa depois de uma temporada bem longe. Não poderemos dizer que não gostámos de estar fora...mas como nos soube bem voltar a casa!... É bom poder ir dormir hoje, lembrando aquela palavra... "Adoro-te"... Ficou no ar, amigo...como um lembrete aceso de como és importante para mim...

domingo, setembro 23, 2007

Grey Days

foto do google
"Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem, cada um como é."
Alberto Caeiro [Fernando Pessoa] (1888-1935)
É o poema mais pequeno que conheço. Trouxe-mo a minha mãe, a dizer que ele tinha a minha cara. Disse "Para todas as pessoas este poema tem um sentido. Para ti, quer dizer exactamente o contrário.".
**
As pessoas dizem sempre "está um óptimo dia", quando vêm um céu limpo. Não percebo porquê. É pura teimosia que transmitem ao seu cérebro. Nos dias cinzentos, é quando há mais acidentes nas estradas. Porque a cinza do céu apaga as cores da retina - e as pessoas vêm tudo cinzento. Quem vê tudo cinzento, não destingue um vermelho dum verde, não repara nas passadeiras, não se apercebe de um sinal de proibição, fica sem reacção à cor dos carros que passam. Para estes cérebros, o cinzento é uma cor pesadíssima. (Toda a gente diz que o preto, o breu, é a ausência de cor. Eu acho que para o cérebro, é o cinzento.) O pesar que esta cor que vem do céu tem sobrecarrega a memória, o sistema imunitário, abranda os reflexos, afecta todo o funcionamento normal do corpo.
Tudo porque mandámos dizer aos miolos que o dia estava péssimo quando não descobrimos o Sol.
É preciso ser muita humano, pah...

sexta-feira, setembro 21, 2007

Expira... mas rápido.

Acabou. Primeira semana de aulas...acabou. É...diferente. É diferente porque estamos todos diferentes. E...a mudar. E é diferente porque faltam cá partes de nós. Outras pessoas que nos completavam por chamarem certos sorrisos em nós...faltam cá, este ano. Vem o fim-de-semana...o trabalho. As confissões de última hora. Os trabalhos de casa e os trabalhos de grupo. Há muito que deixou de fazer sentido, nas nossas cabeças, associar o fim de semana ao descanso. É pena. É diferente porque mudámos muito. Mudámos imenso. Damos prioridade a coisas diferentes de antes. Começamos a pensar sozinhos e a confrontar ideias. Começamos a ter discussões de gente e a chorar por motivos cada vez mais sérios. Aliás...ver-se uma lágrima é cada vez mas raro... Amanhã levanto-me cedo...talvez não o faria se não me estivesse prometida mais uma nota... Não, de todo. É diferente porque...andar para trás, não podemos... Como era bom ter a certeza de um ouvido...de uma compreensão mesmo ao pé da mão...de uma resposta útil já, aqui... Que falta me faz aquele diário que escrevia quando tinha tempo para isso...!

segunda-feira, setembro 17, 2007

Vício De Ti

Começou…estavas lá…de boné preto. É que…estavas mesmo. E foi diferente. Estamos maiores, estamos novos…mas tu estavas lá. A tua voz voou de lá de trás…foi o único minuto em que mais ninguém falou. Era estranho ouvir a tua voz a vir de lá de trás. Tinha saudades. Atravessou o ar e trespassou-me como um aguilhão. Feria de tão contente, de tão solta… Então as nuvens cinzentas que por lá apareceram quiseram mascarar-se de luz, de alegria…quiseram ofuscar em alívio as nossas posturas. Os miúdos coxichavam, quando passavas…mas a nós nada nos atingia…estavas lá, eras real…e és o único que se pode gabar de poder usar boné na aula!

quinta-feira, setembro 13, 2007

Coração

Não consegui escrever nada a 11 de Setembro, embora tenha querido...lembrei-me hoje de vir procurar um texto...encontrei. Escrito por um amigo que faz anos exactamente neste dia que nos trás à memória as imagens dos aviões, das torres, as notícias... Um amigo a quem muito admiro e que um dia teve o seu cantinho aqui.
O coração era tido como o orgão que amava sobre todas as coisas. E aqueles que nunca amavam, com frieza exigiam e exibiam dos outros o coração, por não saberem que ele amava. Mas, séculos depois, um neurocirurgião, dono de muita razão, veio dizer que o coração não amava, era o cérebro que o fazia; o cérebro, que à primeira vista parecia dono de tanto siso, era posto assim a descoberto como sendo um desvairado, apaixonado. E porém, parece perigoso, misturar assim a razão e o sentimento! Mas tal não livrou os românticos de, em tardes em que o sol, langoroso, esticava pelo céu os seus raios luminosos, gravarem em troncos grossos e fortes, corações sem veias nem artérias.
- Oh! desenganem-se os iludidos!, vociferam os que, do alto do seu saber, contemplam com um sorriso irónico tais imagens. O coração é um músculo esforçado, é uma bomba de sangue. Uma bomba de sangue?! Então podia ser... Então é possível, ter coração e não ter sentimento, então é posssível que no mundo tanto sangue exploda, com estrondo, então são possíveis as bombas dispoletadas pelo rancor, pelo ódio. Então é possível, que falta de amor!
webdreamer

quarta-feira, setembro 12, 2007

Está a chegar...

E com ele...
Os gorros, os casacos
As botas, as chuvadas
As luvas, o cieiro
A ansiedade, a pressa
O nevoeiro, a trovoada
Os colegas, os amigos...
Os professores, os testes
As folhas, as castanhas
As poças, os abraços
Os collants, os kiwis
Os TPCs, os TGs
Os aguaceiros, as boas notícias
As aulas de E. Física canceladas...
As lutas, os almoços
Os risos, as emoções
O despertador, o duche de manhã...
Os jantares. E os amigos.
.
.
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Chega também a falta de tempo...a falta de sono...e a falta de férias!
Amigos...vi esta folha amarela, no jardim em frente a minha casa, senti o vento na cara e o cheiro de nuvens cinzentas, enquanto esperava um amigo há muito desaparecido...
Orgulho-me ao dizer...que me senti em casa...

segunda-feira, setembro 10, 2007

É tão difícil...

Ouvir música e não nos rever em cada estrofe...
Ou nadar sem lembrar as lições de cambalhotas...
Ou escrever e não sair o teu nome...
Ou desenhar sem sair representado amor, nostalgia, saudade, cativeiro, dor...
Ou dançar sem te ver a assistir...
Ou viver e não lembrar os nossos momentos...
As promessas que fizemos...
Os segredos que trocámos...
Os laços que criámos...
Os momentos que partilhámos...
A cumplicidade que se instalou...
Será que te lembras?
Será que também os sentes, perseguindo-te onde quer que vás?
Será que também desejas, nem que por apenas um momento, se repitam mais uma vez?
Tudo isso: nosso e passado: será lixo?
Já não trago comigo todas as respostas do mundo, como costumavas acreditar... Pois face a todas estas perguntas me reduzo à minha ignorância...e a cada uma delas não posso responder mais do que "Não sei..."...

sábado, setembro 01, 2007

Houve apenas uma coisa...

"Tive tudo. Aprendi tudo. Fui à escola, tirei boas notas. Aprendi ciências e línguas variadas. Sempre mostrei emprenho em tudo e não deixei cair totalmente os estudos nem pelos problemas psicológicos. Em casa tenho dois irmãos que respeito e adoro, assim como meus pais, a quem obedeço. Aprendi a ser uma garota educada, livre e consciente. Sim, meus pais sempre me deixaram sair, escrever e desenhar, ensinaram-me a criar asas nos meus conhecimentos e ensinaram-me a voar. Sei nadar, dançar e cantar. Sei escrever, ler e correr. Sei estar, e sei ajudar. Trabalho para ajudar nas contas lá de casa. Tenho muitos amigos, que todos os dias agradeço, que cuidam de mim e me deixam cair para me ajudar a levantar. Aprendi que nem tudo cai para baixo, que os gatos nem sempre caem de patas e que esconder fruta no copo para não comer mais não é assim tão boa ideia. Aprendi as águas, do Nilo ao Guadiana, e as terras e culturas, de Hampshire a Liubliana. Aprendi que não se deve gritar com as outras pessoas, bater com a cabeça, nem tão pouco tentar tirar da cabeça o que não sai do coração. Aprendi a amar, a sorrir e a chorar. Só não aprendi a perder."

quarta-feira, agosto 29, 2007

Apetecia-me...

foto tirada num passeio com a mãe e a cadela, lá para os lados do Vimeiro...

...mesmo!

terça-feira, agosto 28, 2007

Francamente...

É mesmo. Parece impressionante. Sabes, ainda não descurei esse vício horrível de acreditar nas pessoas. É como...é como tentar deixar de beber Coca-Cola...

quarta-feira, agosto 22, 2007

...a penny for your thoughts...

"Foi nas escadas deste prédio q demos o nosso primeiro beijo".
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Alguém me pôs a mão sobre o ombro...e percebi que alquilo era como um colo que me davam. Pra reconfortar. Para compensar o conforto que não tenho em estares tu longe. É por isso que as pessoas se abraçam. É para confortar. Foi por isso aquele gesto de alguém (que nem lembro quem).

quinta-feira, agosto 16, 2007

I'm back

Cheguei ontem a casa eram 10.30....vinha podre de sono e cansaço. Ontem só devo ter dormido umas 5 horas depois de uma festa....e antes de uma viagem. Foi bom estar de férias, longe de tudo...tanto quanto possível. Mas melhor é sempre voltar a casa, e...aqui estou, de pijama, em frente ao computador. O ano escolar começa daqui a menos de um mês e vou poder rever todo o pessoal que passa comigo a maior parte do ano...voltar às paredes amarelas e aos azulejos verdes e magentas...ao anfiteatro, onde passávamos quase todos os intervalos... Turma nova. Dois saem, dois entram...acho que nos vai fazer bem. Tenho de ir trabalhar. Ah e gosto muito desta música aqui. Beijinho*

sexta-feira, agosto 10, 2007

Paris, Je T'Aime...

Vim passar umas horas a Lisboa....
É sempre tão bom voltar a casa...mesmo que para trabalhar e ir embora de novo! =)
Apaixonei-me por um filme francês que comprei para passar em sessão de cinema na escola, no fim do ano, do dia da França...chama-se "Paris, Je T'Aime". Adorei.
É um conjunto de 18 filmes, ao todo, de 5 minutos cada. Falam de relações inter-pessoais, de namoro, de separação, de tristeza, mas sobretudo, sobre amor. Cada um dos filmes é passado num bairro ou lugar diferente de Paris, por um realizador e elenco diferentes.
Há um que fala da relação entre um par de noivos. Ainda não casaram mas estão de lua-de-mel, visto que o noivo não terá nenhum tempo livre nos 6 meses após o casamento. O filme decorre num cemitério famoso cujo nome penso ser Père-Lachaise, e, depois de uma breve discussão, ela queixa-se que o namorado não tem piada, não a faz rir, leva tudo a sério...e não serve para ela. Ali estava sepultado Oscar Wilde, o escritor, uma das personalidades favoritas dela, e ele, como quem pede desculpa, cita duas frases de Wilde, sendo automaticamente "absolvido"....
Fiquei com uma delas na cabeça...talvez se aplique um pouco à fase por que estou a passar agora....mas isso não vem nada ao caso. Ele disse "Como poderias alguma vez ser feliz com um homem que insite em tratar-te como um ser humano vulgar??", e eu fiquei a pensar nisso...pensa também!

terça-feira, agosto 07, 2007

Deep breath

És um espectáculo. És mesmo. É impossível nao sorrir na tua presença. É impossível nao te abraçar e pegar nas tuas maos e brincar contigo. És tao fofo...és tao querido, és tao...tu! Passados estes anos, és a lontra. És a minha lontra. Livre, bem disposto, brincalhao, atraente, com aqueles olhos sorridentes... Chegaste. Tudo mudou. O Verao já parece Verao. De repente, tenho vontade de sair, de dançar, de nadar, de correr, de gritar, de passear, de falar, de sorrir, de fazer cócegas, de ouvir outra música (talvez a tua gargalhada?), de dizer piadas, de me arranjar, de me pentear, de...me desenterrar! Obrigada! Pelo teu sorriso! Até já! Caros leitores, estou num salao de jogos na Manta Rota...de férias! E desculpem lá nao haver tils mas neste teclado esquisitóide acho que nao há....=S

sábado, julho 14, 2007

Der letzte tag...

Como diz o título, hoje é o meu último dia, aqui...neste ano lectivo que acaba, já apertado em saudades. Vou embora amanhã....para a minha casa em Portimão. Se encontrar como, hei-de postar a partir de lá, se não...até ao meu regresso, caros leitores. Dispeço-me com carinho, saudades, Coldplay e, sobretudo, com sono. =) Este ano aconteceu muita coisa...muita coisa que, de uma maneira ou de outra, nos fez crescer a todos. Uns mais, outros menos...mas todos à sua maneira. Sinto que aprendi muito, este ano... Foi muito diferente de qualquer outro da minha vida, eles que já pouco se assemelhavam uns aos outros. Este ano venci uma anorexia que se preparava para acordar, matei uma depressão que não chegou a matar nenhum bocado de mim, entrei para o grupo coral juvenil e ganhei amigos espectaculares, fiz as pazes com caras que evitava saudar, fiz de conhecidos, amigos, e encontrei o verdadeiro valor da amizade e união... Vou embora. Vou renovar a cabeça. Vou mudar de ares. Bem preciso... Este ano, a maior lição que aprendi foi-me dada pela minha mãe. Aprendi verdadeiramente que ninguém me pediu que gostasse deles...apenas que os amasse... Como nunca mais... Ana Campos

sexta-feira, julho 06, 2007

Cardiografia I

Um dia cheguei-me a ti e disse-te que te amava. Um dia quis o teu abraço como aconchego. Um dia quis o teu beijo como bom dia. Era verdade. E queria mesmo. Ainda amo. Porque quem ama, ama para sempre. Amo quem foste. Tudo o que fomos, juntos. Tudo o que construimos. Tudo o que trocámos. Não aquilo que finges ser. Ou és...já não sei. Fizeste-me perder o interesse. Não só o interesse. O interesse, a paciência, a motivação, a amizade... Até hoje, ainda não percebi como conseguiste. Juro... É que...num momento, num olhar, disseste que me amavas... No minuto seguinte, fazias de tudo para me irritar. Acabaste com tudo o que tínhamos. Mentiste. Mentiste a ti próprio, a ver se acreditavas. Espero que tenhas acreditado. Assim talvez te doa menos. Ou nada. Não quero que te falte nada. Mas tu não sabes disso. Não fazes ideia, pois não? Não consigo perceber como alguém ama e faz todo o mundo acreditar...no contrário. Preocupo-me contigo, aqui deste lado...a sério que sim. Tenho saudades tuas....do teu sorriso, principalmente. Mas tu não sabes. No que depender de mim, confesso-te: não saberás.

terça-feira, julho 03, 2007

Ok. 2000.

Bem, talvez me apeteça mesmo falar sobre as 2000 visitas. Escrevo neste blog há tempo mais do que suficiente para o adorar, para ser parte de mim e da minha vida, e quero agradecer a todos os leitores que por aqui passaram o facto de simplesmente terem passado e lido e (alguns) comentado...porque o objectivo é esse mesmo... Obrigada pelas vossas visitas, pelos vossos "pijamas", pelas vossas patinhas aqui marcadas...significam muito para mim. Cada vez que vou aos arquivos do blog, sinto como se fosse uma viagem ao passado....às vezes a um passado que não me parece meu... Lembro tudo, passam-me os dias e as memórias à frente... É bom. E é bom também por ter de que e de quem falar. E para quem falar. Os vossos comentários - aqui publicados ou não - e as visitas que vão crescendo é que me fazem ver que ainda há gente a querer ver o que escrevo, o que "disserto" e o que penso... Fico muito contente quando há novos comentários, quando o pessoal diz que gostou...e quero fazer aqui uma menção a um amigo que sabe o meu blog practicamente de cor... Sabe de cor cada texto, cada mês, cada etiqueta... Obrigada, Miguel Marques, pela tua fidelidade a esta página. Gosto muito de ti (mesmo que muitas vezes não pareça). 2000 visitas. A maior parte das pessoas diz que não é nada...mas pra mim...nunca pensei atingir este número. A sério. Obrigada. Um grande beijo a todos os que lerem este post...só porque o leram. =) Ana Athayde Campos

sábado, junho 30, 2007

2000??

PÁRA TUDO!!! TENHO 2000 VISITAS NESTA COISA!! Mal dei por isso...espectáculo... Parece q inda foi ontem q pus aqi aquele post bonitinho sobre as 1000...atingi o dobro!! Mas dói-me a cabeça! O texto bonitinho fica pás 3000. Tenho dito!

sobre....hum...EMO

"POSTED BY: XxEmO_GiRlxX on June 15, 2007, 9:03 am [ QUOTE ] you know it was fun being emo for a while but i just relized that im only 13 i shouldnt be depressed about stuff and i shouldnt want to cut myself and i sure as hell shouldnt think about commiting suicide so im just going to be myself for a while goodbye to all me emo friends on emo scene and goodbye to emo everything even though i still love emos!!!!!!! goodbye" foi disto que falámos. achei...inteligência nisto. haja alguém...

terça-feira, junho 26, 2007

Saga Potter

"Aproxima-se o tempo de saber escolher aquilo que é certo e aquilo que é fácil."

"A tua incapacidade em compreender que há coisas muito piores que a morte sempre foi a tua grande fraqueza..."

Oh yeah, "A Ordem da Fénix" será brutal.

domingo, junho 24, 2007

A vida não chega...

"Como disse ao Dani...a vida é assim. E teimamos em não perceber porquê. As pessoas vêm, as pessoas vão. Passam e partem e ficam e desaparecem. Umas estão. Sempre. As outras...não." (fragmento do meu diário, hoje) Ás vezes a vida parece mesmo não chegar...as pessoas partem sem se despedirem...sem dizerem tudo o que há por dizer...(mas, agora que falamos nisso, quando é que já não havia nada que pudesse/devesse ser dito??) Resta-me ter em mim a certeza de que o meu forte abraço é sentido como deve ser por quem de direito...

sábado, junho 23, 2007

# ém ai tóquing djiberich?? #

Adoro!! Quando a vida me corre bem! Sinto-o tão poucas vezes... Quando encontramos mesmo aquilo de que precisávamos! Quando descobrimos que gostamos de algo de que tínhamos medo! Quando desenterramos uma amizade há muito escondida! Quando nasce uma nota no bolso de trás! Quando parece chover alegria! Quando tudo vale a pena tentar!! Quando o velho é sempre novo pelo simples facto de estar em constante mutação, de modo a nunca nos podermos fartar... Lala!! PS.: HOJE MARQUEI UM SETE METROS!! =D PS.2: tou de FÉRIAS!!!!

sexta-feira, junho 22, 2007

Dói. Stop!

Tudo o que vos posso dar, hoje...é uma música. Talvez um dia explique. Talvez nunca me dê ao trabalho. Hoje foi um dia difícil. Agradeço ao Rafa, à Drumond, ao Dani, ao João e à Ritinha por o terem tornado suportável...são os maiores. Hum...como dizer sem expor toda a minha vida privada nalgumas linhas? Foi um dia difícil. Stop. Parece que andei quase seis meses à procura de algo que realmente não existe. Stop. Porra pah foi muito tempo. Stop. Sia - Breathe Me: tudo o que tenho por dar. Stop.

domingo, junho 17, 2007

Mails..

Recebi um e-mail da minha mãe, que dizia para ir conhecer o meu "ADN visual"...e fui...partilho-o convosco... Como costuma dizer um amigo..."comenta lá isto"...

sexta-feira, junho 08, 2007

9ºs anos...bahh...

Já chorei, bolas...
E vocês ainda vão voltar mais cinco dias àquela escola. Que faria se não mais voltassem...
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Sim. Vocês os seis. Foram, de certo modo, o meu refúgio. Uns, durante anos; outros, meses. Mas todos, de certa forma. Cada um à sua maneira. Naqueles momentos em que me apetecia fugir da minha turma, fosse por que motivo fosse, fugir de mim, fosse em que ocasião fosse...cada um de vocês soube dar-me a volta...mostrar-me o porque-não-? de um sorriso...
Eram aquela réstia de luz, de esperança, de maturidade que queremos sempre encontrar no meio dos amigos...mas que muitas vezes não vemos, pelas mais variadas razões...
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Hoje foi a primeira fase do final de uma etapa importante na vossa vida: hoje foi o vosso último dia de aulas no 9º ano. Agora, são aulas complementares (acho que é assim que se diz...) e exames. Parabéns, a vocês e a todos os que convosco acabam.
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São pessoas muito importantes para mim, e estou certa que para muitas outras pessoas...obrigada por tudo. Pela paciência, pelo tempo, pelas palavras, pelos sorrisos, pelos flashes (né, Vera?), pelas confidências, pela cumplicidade, pelos olhares que disseram tudo, pelos abraços que não precisavam de mais nada, pelos passeios, pelos risos, pelas lágrimas, pelas mensagens, pelas palhaçadas, pelas conversas, por aturarem as minhas birras e os meus ataques de raiva ou de palhaçada...por tudo. São um espectáculo. E só um espectáculo é pouco. Mas não sei que mais dizer...
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(Acho que vou desatar outra vez...)
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Sempre lá estiveram, quando precisei, e este ano precisei muito...por motivos que quase toda a gente conhece... Sempre deram a mão, sempre tiveram aquele dom da palavra que não aparece um ano mais cedo, sempre emprestaram um cantinho para chorar, ou o manual de Como Sorrir Em 0 Lições... São mais velhos e mais velhos se tornam. Cresceram. Abandonam, dentro de dias, a escola que vos acompanha há cinco anos...acho eu.
Ainda bem!
Como me disse uma vez alguém, sejam então parvos, sujos, tontos, engraçados e simplesmente únicos...porque a vida é demasiado curta para se ser cool... Adoro-vos. São lindos.
Repito-me...Obrigada.
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Obrigada Miguel, Cajó, Verusca, Tatá, Rapaz-dos-olhos-doces e Ritinha...são lindos, bolas!!
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Como diziam os Cabeças no Ar...
"No meio dos amigos, aprende-se muito mais;
Do que em todos os manuais, histórias de fazer corar;
Coisas da vida reais, que nos querem ocultar
(...) No meio das amigas, aprende-se ainda mais
Vai- se mais longe que os sonhos e que a imaginação
As ciências naturais, cabem na palma da mão..."
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E ai de vocês se nunca mais cá aparecem!!! =P
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Ao João Luís, ao Henrique Barradas, à Vera Freire, à Mariana Machado, ao Joaquim Freitas e à Ana Rita Carmona, que tanto merecem este post...

quinta-feira, junho 07, 2007

acabada de aterrar...

Sabem daqueles dias em que chegam a casa e só vos apetece que tudo tenha um botãozinho de desligar para poderem descansar por quanto tempo vos apetecer? Landing in London, dos Three Doors Down. Bom apetite.

segunda-feira, maio 28, 2007

Faltas...

Amanhã vou para a escola. Assim como fiz todas as segundas-feiras passadas. Só que...amanhã vai ser diferente. Amanhã vai lá faltar alguém. Mas como já estava programado, não vai faltar ninguém, porque todos aqueles que se esperava lá estarem lá estarão. Ninguém adoeceu hoje à noite. Ninguém vai estar com febre amarela amanhã às 8.20h. Mas tu...tu estarás em Paris. Num centro de estágio. E tu...tu estarás em Odivelas. Num quarto fechado. Espectacular como duas das pessoas mais importantes da minha vida podem estar tão longe, fazerem tanto barulho cá dentro por cá não estarem e eu nem sequer poder dizer que eles faltam...porque toda a gente saberá que estão ambos enfiados no emaranhado de lençóis que se deram ao trabalho (ao descanso?) de emaranhar durante esta noite que começou há umas horas... Não faltam. Em lado nenhum. Exceptuando, obviamente, nos estúpidos livros de ponto das duas turmas a que pertencem vossas excelências. E mesmo assim não faltam. Estão lá as vossas caras, comprovando que ali permanecem. E para sublinhar que lá estão, os vossos professores escreverão os vossos números a tinta, nuns quadradinhos imaculados 2x2cm. Não posso nunca dizer que sinto a vossa falta. É absurdo. Primeiro, porque já sabia que cá não íam estar, por isso a vosa ausência já era esperada, logo, cumprir-se-ão as presenças que pensámos que íam existir, de modo que VOCÊS NÃO FALTAM. Assim, não se pode sentir a falta de algo que não está a faltar. Depois, se "sentimos a falta", é porque algo - aquilo que falta - existe. Então não falta. Exerce funções vitais - ou não - noutro lugar. Mas como são delimitados os lugares? Por paredes? Nas paredes há coisas a viver. Uma coisa que viva de um lado da parede está num lugar diferente de outra que esteja a 2 mm, dentro da parede, ou a 4 cm, do outro lado da parede? E as florestas que vão secando e descendo até aos desertos? São lugares diferentes? Mas não há paredes! Nem muros! Nem limites! Então não há lugares, mas sim lugar. Estamos todos no mesmo lugar. Então ninguém falta. E não se pode sentir a falta de algo que não falta. Por último, sentir a falta é, por si só, estúpido. Se algo, por muito teimoso que seja, falta...então não se sente. A falta é um vazio, um buraco por preencher. E o vazio não se sente. Assim como não se sente aquilo que não há no buraco. Não se pode sentir a falta de nada. Pode pensar-se na ausência física de algo no raio de 2cm. Nunca numa falta. E não se pode sentir a falta de algo que pura e simplesmente não pode faltar. Amanhã vou acordar sem querer acordar, interrompendo um sonho qualquer, rasgando o quentinho do MEU emaranhao de lençóis....como sempre. Como qualquer segunda-feira. E onde estarão vocês? Eu sei. Vocês não. Eu digo: no meio de mim.

domingo, maio 27, 2007

Ainda tenho em mim a esperança...

...de um dia perceber isto. . Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer. . É um não querer mais que bem querer; é um andar solitário entre a gente; é nunca contentar-se de contente; é um cuidar que ganha em se perder. . É querer estar preso por vontade; é servir a quem vence, o vencedor; é ter com quem nos mata, lealdade. . Mas como causar pode seu favor nos corações humanos amizade, se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís de Camões

sexta-feira, maio 25, 2007

Andei à procura...

...de um counter novo. Chateei-me com o sitemeter....e ando à procura de um novo contador de visitas. Alguém tem alguma sugestão? E alguém se atreve a propôr um número onde começar a contar? No dia 28 de Fevereiro cheguei às 1000 visitas...e mesmo assim era um número aldrabado, porque comecei a contar as visitas uns bons meses depois de criar o blog...de modo que não faço ideia de quantas visitas devo ter por agora....alguém arrisca um número?

sábado, maio 19, 2007

...à janela...

Tenho o prédio "engarrafado"! Rodearam-no de andaimes e rotularam-no com uma rede verde-garrafa... O prédio vai ser pintado e isolado de novo, e vamos continuar nisto nos próximos meses... Aquelas vistas espectaculares, aquelas paisagens maravilhosas que destas janelas se viam...agora são a pontilhado, com uma forte componente de verde escuro lá para o meio...que tal? Mas não era por isso que eu vinha...é que hoje foi diferente! Às vezes, acordava com os homenzitos à janela, a falar para um homem do outro lado do mundo, com uma riqueza lexical altamente classificada e uma táctica de oralidade em que cada frase deveria ter pelo menos dois palavrões. Vá, gíria insultuosa. E essa parte de acordar com a voz deles era particularmente interessante quando dormia em roupa interior e me esquecia e fechar os estores...cheguei a atrasar-me para a escola à custa disso!! É que tinha de esperar que os bons dos senhores saíssem de ao pé da minha janela para me poder arrastar, em trajes menores, para a persiana...e assim começas o meu dia. Bem, rotinas! Mas também não era por isto que eu vinha. Era, sim, por hoje me ter posto à janela, antes de almoço, a ouvir um dos homenzitos cantar. Ele estava no 5º andar (dois abaixo do meu) a isolar uma esquina de um estendal e cantava como ninguém o ouvisse. Eu não o via, ele não me via. Falava e cantava sozinho, muito ou pouco concentrado na sua tarefa. Até que me viu. "- Olá. - Olá... - Estás aí há muito tempo? - Ya. - Tens estado a ver a minha figura de parvo, hein? - Pois... - E não vais gozar comigo? - Para quê? - ..." E continuámos a conversar. Fui levar o cão à rua, e quando voltei lá continuámos. Fiz o almoço, almocei e, a certa altura, ele já não trabalhava. Sempre a conversar... Eu cá dentro e ele lá fora. Tive pena do homem. Mesmo. Sem nunca lho dizer, obviamente. Sem ambições, sem o oitavo ano completo, com a infância perdida algures entre a morte do pai e a vida nas drogas no bairro alto. Sagitário, média estatura, um nome que adoro. Olhos sofridos e capacidade de discurso francamente degradada. Algo machista. Mãos de pintor. Disse-me 21 vezes, no tempo em que conversámos, para não abandonar os estudos, para me portar bem, para não abusar nas bebidas, para não resmungar com os meus pais, e que as drogas eram um caminho que não valia a pena. A certa altura, disse-lhe que tinha de ir arrumar o quarto. E ele disse que o Encarregado também não pagava extraordinárias. E pronto. Sábado pobre.

quinta-feira, maio 10, 2007

far away

Sempre foi assim...e não sei porquê. Estás longe. Aí queres ficar. Dizem que não, que pensas e sentes de outra forma. Não é o que mostras. Não entendo porquê. Não é que sempre me tenhas mostrado o que verdadeiramente sentias....hoje questiono-me se isso alguma vez aconteceu...mas não somos nada um ao outro. Porque não dizes tudo na cara? Porquê esse medo gigantesco de te mostrares transparente? Porquê essa vontade habitual de provocação desaustinada? Porque me mentes? Porque te escondes? Porque foges de ti e daquilo que realmente sentes? Não explicas...nunca explicaste. Não entendo. Desculpa. Não tenho teorias que cheguem para isso.

terça-feira, maio 08, 2007

À sombra de nós mesmos.

Não sei o que aconteceu...não sei. Posso contar-te segundo a segundo, talvez até consiga chegar ao fim sem a voz tremer, se me esforçar para isso. Mas agora...não sei. Como também não perguntas, não tenho de me dizer a mim que sei. Obrigada. . Esvaziei-me. Dormi durante horas. É isso que costumo fazer quando chego a casa com a cabeça daquele tamanho...dormir. (A minha cabeça estava do tamanho do tempo da discussão e do volume dos berros...estava maior que a dor que sentimos um mais o outro, ao discutirmos.) Dormir. Porque preciso que o meu organismo recupere tudo aquilo que perdeu em cada berro, em cada lágrima, em cada resposta pronta. Então durmo. É o melhor vitamínico, é o melhor energético, é o melhor relaxante, é o melhor alimento. Para além de ser o melhor aspirador de...tudo. Esvaziei-me. . Não percebi muita coisa, que hoje até chegaste a explicar... Não percebo como podemos fugir de nós próprios e daquilo que sentimos....mas dizer agora tudo aquilo que não percebi seria assumir que sei muito bem o que se passou e o que sinto. Seria...contradizer-me. Um dia, acusaste-me disso. E rimos os dois. Era um daqueles dias em que contei contigo para tudo....tudo mesmo. Era um daqueles dias em que foste para a cama a pensar que tinhas medo do que sentias...mas que era bom esse sentimento!...e que ele te levava e deixava num mundo onde não há problemas... Porque é que as pessoas têm tanto medo de deixar os problemas de lado?? Porque teimam tanto em levar os problemas para onde quer que vão?? Vamos de férias?? Bora levar as discussões!! Vamos apaixonar-nos?? Bora ficar a pensar o dia todo nas coisas más que (como somos videntes, sabemos) vão existir!! Porquê?? . ** . Dormir. Enfiar-me debaixo dos lençóis depois de desligar o motor do aquário e puxar as persianas na sua totalidade...para que não se note tanto a diferença entre a luz natural e a escuridão abissal que vai cá dentro. Para que só me possa ouvir a mim, se proferir algum som. Para cair em mim mesma e ter o meu espaço onde não chegam claustrofobias. Entrego-me a mim e ao meu corpo. Não aos meus pensamentos que, hoje, não me levam a nada. . Sonhar...com o dia em que vais ser sincero. Em que a confiança entre as pessoas é além do que elas pensam conseguir. Em que somos mais do que aquilo que alcançamos. Em que superamos todas as barreiras que um dia impusemos a nós próprios. . Mas a realidade não é assim. Parece que gostamos de nos esconder atrás daquilo que tememos, parece que não temos orgulho que sermos quem somos, como somos, pelo que somos. Parece que não gostamos daquilo que construímos. Vivemos...na penumbra, com medo de nós, e de sentir e de arriscar e de dar o passo...e de dar o braço. Vivemos à sombra de nós próprios. . "Acorda, Ana, anda jantar, vá. Depois o pai ajuda-te na matemática. Olha-me só para este quarto...não te deitas enquanto isto estiver assim, ouviste?"

quarta-feira, maio 02, 2007

hoje fazes sentido.

sempre fizeste, provavelmente...mas hoje provaste que o fazes. hoje mostraste-me quem és. hoje abriste o jogo. hoje descobri-te! hoje menti-te! hoje rasgaste-me um sorriso que provavelmente nunca conhecerás.... hoje adoro-te! por seres quem és! conta comigo....contas? (porque tenho a estranha sensação que nunca verás este post, anselmo?)

terça-feira, maio 01, 2007

faz tempo

faz tempo que aqui não vinha....tenho tido muito que fazer. quero reconstruir o meu quarto. aquele já não me diz nada. não é meu. está sujo desde o rodapé ao tecto, e tenho móveis que guardam pó em cima de pó. prateleiras que aguentam os dias poeirentos em que fui um eu que já não sou. hoje limpei janelas, esfreguei paredes, lavei chão. não sobrevive uma única montanha de roupa, daquelas que já eram património cultural naquele quarto. venho ao computador, crio um novo eu no hi5, desiludo-me com muito do que vejo... queria lembrar-me como se voa... queria voltar a saber que aí estás... queria ter a certeza de que quando acabar de chorar, vais saber o que dizer...e vais dizê-lo... faz tempo. e o tempo não volta atrás.

sábado, abril 14, 2007

arco-íris

Não sei o que se passa. Num segundo, num olhar, numa saudade, num aperto, quero-me aqui nos teus braços. Não te quero a ti, mas a mim contigo. Gostei de quem fui enquanto estive contigo. Gostei...de me sentir confortável e protegida e quentinha...contigo. Adoro o tempo que passámos juntos. Podia dar aqui esquilhões de pormenores. Mas são nossos. E incontáveis. E, talvez, passado. Noutro momento, muito diferente do primeiro, odeio-te profundamente. Acho-te infantil e egoísta. Sinto-me ingénua e estúpida por continuar a dar-te ouvidos. Se calhar. Quem sabe? Sei que gosto de ti. Por seres bonito. Por conseguires ser a pessoa mais meiga deste mundo. Por seres chato e birrento, por (quando te lembras) estares lá se eu precisar. Por me fazeres rir. Gosto de ti. E de passar tempo contigo, sem que ninguém nos chateie, sem nos preocuparmos com a autoestrada. Aprendi que as pessoas são mais bonitas quando choram. Porque são verdadeiras. Sinceras. Reflectem aquilo que sentem e são. Todas as pessoas. Gosto de ti. A sério que gosto. Apesar de seres um ouriço-cacheiro de cada vez que tento pegar-te. Depois de tudo o que passou...guardo poucas certezas. Foram tempos em que rimos e chorámos, foram dias em que tentámos crescer à pressa, foram momentos que hei-de guardar. E sem migo e sem tigo nõ funcemina. Foi tempo bem gasto.
Obrigada!
a gerência.

sexta-feira, março 30, 2007

A Tua Rua, por Ana Campos

É-me fisicamente impossível Estar onde quero, neste momento. Resolvi apagar as luzes E libertar o meu pensamento. Daqui de dentro não devo sair: É tarde. E não te sei mentir. Ainda que não possa, A rua chama, A noite chora, (salpicando o céu) A lua brilha... Sempre e sempre sem ninguém reparar, Parar a olhar Deter o compromisso e o horário A obrigação e o dever O fazer mas não querer... Onde quero estar, não estou e onde podia estar, Estás tu no meu lugar. Deita o puto Ele há-de ser homam. Abandonará essa rua. Seguirá sua vida. Esquecer-se-á da lua. A tua rua é um lugar espectacular. Não é tua; No entanto, vives lá tu. Contigo e por ti Vivem e passam montes de pessoas. Isso a torna tão especial. Todas têm a sua vida, O seu problema por resolver, Os seus sonhos e inutilidades. Só reparam em ti quando lá não estás. Porque pensam Ena, não está ninguém na rua. Podias estar lá, mas não estás. Se lá estivesses, em ti teriam passado o olhar e seguido o seu caminho. No máximo e no mínimo Estaria alguém na rua. Naquela, Também tua. Mas, para repararem em ti, ainda tem de faltar o resto das pessoas. Para lá não estar ninguém, excepto o puto que pensar e observar que à sua volta não existe Ninguém. A tua rua é um espectáculo, Vai dar a um sítio. Há outra saída. Podes escolher: A esquerda ou a direita. Se não quiseres nenhuma, Ainda podes entrar em casa Até teres caminho por onde seguir. Os carros passam, Estende-se o nevoeiro, Acorda o sol, Passa das nove e já tudo saiu. A porta bateu.
E o puto sorriu.
Com a pronta revisão do professor António Silva,
poema dedicado ao Daniel Correia,
que faz hoje 13 anitos...
Apanhaste-me!
...Parabéns, amigo. Que me apanhes muitas vezes mais!
Adoro-te! Mas acho que iso já tinhas percebido...

quarta-feira, março 28, 2007

A tua ausência educa-me

Porque há dias em que tudo faz sentido... Porque há dias em que tudo parece funcionar (mesmo que não propriamente da maneira mais correcta, por vezes)... Porque há momentos em que olho nos teus olhos e não estou sozinha lá dentro...mas estamos os dois! Porque me sinto cheia, me sinto preenchida, só de voltar para casa a correr com um sorriso parvo na cara e saber que amanhã te vou voltar a ver... Porque hoje, os meus passos são os teus passos, as tuas frases são os meus pensamentos e as nossas coisas estão connosco para sempre... Porque sim, porque quero voltar a ver-te desde o momento que em partiste, mesmo sabendo que tinhas de ir para eu só voltar a sentir a tua falta... Porque um dia fomos dois putos. Porque ontem fizemos a asneira da qual nunca nos arrependemos, mas aprendemos ambos com ela, e hoje somos aqueles de que tanto gostamos por fazerem o nós que conhecemos... Porque estar contigo já não é estar comigo, muito menos estar só contigo, mas sim estar connosco... Porque tudo à minha volta me parece frágil e acessível quanto tu próprio ao meu colo... Porque sinto que desta vez e diferente, porque sei que crescemos muito, porque sei que o quanto gostamos um do outro nos deixa espaço e tempo suficientes para nos respeitarmos mutuamente. Porque sei que é aqui que quero estar, bem longe de ti, porque agora sei que gostava de te ter aqui e de não sentir a tua falta. Porque se aqui estivesses sempre talvez nunca me apercebesse do quão és necessário. Porque sim, Jaime, porque sim.

domingo, março 25, 2007

Children See, Children Do

Adorei este vídeo...acho que está simplesmente espectacular... A mensagem é muito clara e realista e a campanha está muito bem conseguida. Que pensam vocês?

segunda-feira, março 19, 2007

será...?

"eu so kero um sim" mataste-me. foi bom? sentes-te bem? estás melhor assim? cheguei ao ponto de me deixar ficar onde me deixaste só para ter alguma garantia de que estarias bem....será que viste? será que olhaste? será que alguma vez te preocupaste? Saul...hoje tenho dúvidas.

sexta-feira, março 09, 2007

utopia IV

eu vou-te magoar...eu vou-te esfaquear...aos poucos te tiro e te mato...se alguém assim matasse há muito te tinha morto...se alguém assim morresse...esse alguém eras tu... agarro-te: sufoco-te. deixo-te: voltas. abraço-te: para sempre... minto-te: perdoas... pego-te: cá estás. levo-te: comigo e sempre ficas. aos poucos volto-te as costas para tudo de novo começar... ...é um crime horroroso que não mereces tu... ...é virar-te as costas quando sempre cá estiveste... ...é levar-te a uma volta e abandonar-te no caminho... ...deixaste-te ficar mas deixei-te cair... ...quiseste ficar mas quem foi embora fui eu... ...disse-te, prometi-te que ficava...mas fui. ...é um crime horroroso e nojento que não mereces tu. queria....ser alguém diferente. eu sou diferente de ti. e deles todos. chamam-me esquisita. talvez se fosse como todos as coisas fossem diferentes... quem me dera ser como as pessoas normais. ou não ser nada, de todo. talvez tudo fosse diferente...

nostalgia

...o renovar da pintura e o lembrar como se fazia...
...o rebater as muralhas e todas as paredes que lá estavam...
...às vezes tens de me aparecer à frente para me lembrar do quão és importante e do como gosto que lá estejas...
..just...show up. sometime.
anytime.
PS.: tipo....se reparares na foto até o puto rói as unhas.....

quinta-feira, março 08, 2007

Olimpíadas do Ambiente II

Olá...
Como fiquei em terceiro lugar na escola, fui apurada para a segunda eliminatória...e cheira-me que daqui não vou passar...=) Mesmo que por mais não seja, valeu a pena ter entrado e, sobretudo, ter passado, certo??
Então cá vou eu, próximo dia 15, ter com o stor de Ciências...acho que vou faltar a uma ou duas aulas...isso é positivo. é giro tar lá sentadinha a fazer o teste, e saber que, naquele momento, centenas de alunos fazem o mesmo...é memo giro! Todas as escolas do país são obrigadas a fazer o teste às mesmas horas (acho que já tinha dito isto quando vos falei da última vez...), e até os Açores fazem ao mesmo tempo, uma hora mais cedo...memo giro! Ficam com o folheto... E desejem-me...boa sorte, para não dizer outra coisa...!
PS.: Tou quase a fazer anos..........trólariléééééééééécas.........
PS.: Ah e tal e daqui a três sextas feiras estou em Paialvo...com os nonos! No ano passado a Serra da Estrela foi qualquer coisa de espectacular...vamos lá ver como corre agora...;)

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

1000.

1000. Um número bonito. Redondinho e tal...é giro. Cheguei às 1000 visitas neste blog que dirijo desde aquele sábado noctívago... Ultrapassei-as. Queria dizer obrigada, queria explicar a todos que estou contente, queria pedir-vos mais uma vez que deixem a vossa marca, a vossa "pegada" de cada vez que cá vêm, o vosso comentário, o vosso olá...mas não digo. Hoje não digo. Hoje não falo mais. Hoje é como se não mais olhasse. Cosam-me os olhos como cosem as cicatrizes. Colem-me a boca com cola de contacto. Hoje que precisas que te fale...é como se não falasse. Hoje que notarias se te olhasse...não tenho olhos de gente. "Os carros vão na rua... Ninguém reparou na lua... A vida sempre continua..." 1000 beijos. 1000 desejos. 1000 saudades. 1000 memórias. 1000 desculpas. 1000 palavras. 1000 textos. 1000 dias. 1000 momentos. 1000 mergulhos. 1000 braçadas. 1000 sustos. 1000 pessoas. 1000 distâncias. 1000 abraços. 1000 silêncios. 1000 noites. 1000. Boa noite.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

sempre atrasada...!

Bem, como já faz parte da minha tão característica personalidade (muita modéstia...), chego sempre atrasada, seja para o que for, seja quando for, seja por ou para quem for. Nestes últimos tempos tenho andado a perceber que o que conta não é bem se o que fizeste resultou ou não, mas a maneira como o fizeste: se te esforçaste ou não, quais os teus sentimentos perante aquilo que tentas alcançar, se a intenção é válida e nobre ou nem por isso. Mais uma vez, cheguei atrasada, por motivos de força maior (um castigozito pequininito e tal...). Mas, como aprendi a reconhecer....mais vale tarde que nunca!!... Parabéns Inês! Há um ano (mais coisa, menos coisa), descobri uma prima buéda fixe. Uma prima que me ouvia e compreendia, que gostava de deixar a sua marca, e que sempre deu valor à minha. Uma prima grande e crescida que se tornou, no meu pequeno mundo, mais um exemplo a seguir. Uma prima adulta e bué pá frentex de quem aprendi a gostar! Parece que há tanto tempo cá andavas por perto e só agora acordei....=) Obrigada por tudo. Os meus sinceros parabéns, e que saibas saborear este que acaba de chegar da melhor maneira.... Beijinhos grandes e sonoros!!

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

utopia III

voltei.
decorei um poema, há uns dias, com a ajuda de um dos meus putos...mas o poema já não me diz nada, quase, de tantas vezes o ter repetido. não sei se deixou de me dizer alguma coisa....se calhar fui só eu que deixei de querer ouvir...intitula-se Cântico Negro, e é de José Régio. todos os poemas que decorei...eram o meu próprio reflexo nesse momento. ao lê-los, ouvia-os e fazia-os meus. hoje aquelas letras não me dizem nada. ou deixei eu de as tentar ouvir.
voltei.
o meu irmão no computador, eu num dos portáteis....até o cão se fartou da novela, agora ligada para ninguém.
voltei.
sou casca, hoje. vazia, oca...desligada de tudo. sem nexo. sem um mundo paralelo. sem uma estrada ali ao lado.
gostava de voltar atrás no tempo...mas não para mudar, só para observar. estudar bem tudo o que fiz, os passos que dei...para saber o que fazer asseguir. para saber agir da melhor maneira. mas não posso, não sei...
vou dormir. estou de férias. amanhã tenho de estudar o Sexta Feira para o stor António; acabar A Arte Renascentista para a Drumond; compilar um CD para mim; falar com o Tiago; devolver o Henrique ao André; ir ver o Ananias, ver se sobreviveu à festa da Damião...
a médica diz que me descentrei.
a única coisa que tenho programada para amanhã para mim é um CD patético que nem sei se vou ter tempo de ripar.
giro.
não sei ser centro.
não me ensinaram.
nunca vi.
talvez um dia vos explique, em palavras que façam sentido ligadas e desencadeadas umas atrás das outras em bicha-pirilau em que raio de ponto de vista (o estupor!) é que tudo isto tem a ver com utopia...
muito bom fim-de-semana.

domingo, fevereiro 11, 2007

As palavras de hoje são muitas...

Não sei o que dizer. Não tenho palavras para ti, hoje. Ontem eras tudo e hoje fizeste-te nada, à minha frente, desarmando-me de tudo o que conhecia... Será que a culpa é minha? Que terei eu feito? As perguntas amontoam-se... Tanto podes estar a discursar, como a ralhar, como a ofender, como a ignorar-me, como a virar-me as costas...não sei. Não entendo a tua lígua. Não sei do que falas. Não sei porque o dizes. Acho isso injusto da tua parte mas não to digo nem to mostro porque se calhar a culpa é minha. Quero saber a verdade. Quero avaliar os dados. Quero uma opinião de fora. Quero tempo! Mas o tempo corre! Mas tudo me parece tão urgente, tão extremo...que faço? Não sei! As respostas que não chegam chocam e gritam umas com as outras sem ninguém ter a culpa... E o tempo voa. Quando foi a última vez que nos olhámos nos olhos com sinceridade profunda a inundar-nos por fora? Já nem sei se alguma vez isso aconteceu... Quem fez isto? Porquê? Como conseguiu? O tempo escorre. E, como ouvi, um dia, se o meu tempo fosse o teu espaço, nós seríamos o infinito... As palavras de hoje são inúteis.