Mostrar mensagens com a etiqueta poesia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta poesia. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, maio 03, 2016

For ever, dizias tu.

Sabes o que é isso, meu palhaço?
Porque é que eu tenho de viver esse para sempre sozinha?...

"Porque eu amei-te como se fossem eternos a glória, a luz e o brilho do teu ser.
Amei-te em verdade e transparência e nem sequer me resta a tua ausência."

E eu fecho os olhos para te ver.
Para te ter, ouvir de novo.

Passam cinco anos sem o teu abraço, e eu continuo a respirar-te sempre. É como se tivesses sido um sonho que me invadiu de vez.
Encontra-me, muda-me então. Assim, sempre. Para sempre.

quarta-feira, outubro 02, 2013

(in-bras)

Palavras servem quando não há mais nada. Quando não se pode estar, nem ver, nem ir. É-se com palavras, com ideias comunicadas. Fazendo-se por estar quando estar é impossível.
Pode mudar tudo. Comunicando, constrói-se, muda-se, é-se, vive-se. As relações existem seja pelo que for, mas vivem do investimento mútuo, da comunicação.
um papel atribuído à linguagem que não o pode ser a mais nada. À linguagem não como faculdade, não como função cognitiva, mas como processo de recepção e de transmissão de pensamentos de um para um outro. À linguagem como dispositivo maravilhoso e inacreditável de interacção.
Comunicar é abraçar sem braços, ralhar sem voz, curar sem compressas. A comunicação é a prova de que "sou do tamanho do que vejo. E não, do tamanho da minha altura..." (Pessoa).

domingo, maio 12, 2013

Estágio de observação

Estagiar é atirar no escuro.
É ser pequenina e grande ao mesmo tempo, fazer perguntas e responder-lhes. É teste e ensaio, é bom e dói. Asneira, reconhecimento, prova, tentativa, sucesso. Absorver. Absorver, absorver, absorver! Pensar. PENSAR. 
É pôr a pata na poça, uma e outra vez. É acertar e encher o peito de alívio, e sentir-me crescer a cada dia mais três semanas de estudo. Ver como sou tão minúscula, ridícula, incipiente.
Espreitar pela fechadura e querer enfiar lá a cabeça toda. 
Mergulhar. De cabeça?


Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos,
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e do que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?

Partimos. Vamos. Somos.

Sebastião da Gama

quinta-feira, outubro 25, 2012

Mas não é isto.

O luto é outra coisa.
É a estrada que um faz sozinho, que tem tanto de incomunicável como um iceberg de submerso. Luto é impacto, é dor, é gaguez emocional. É caminho, é crescer, é morrer também e recomeçar.
É comer as palavras de Sophia quando diz que 
Em nome da tua ausência 
Construí com loucura uma grande casa branca
E ao longo das paredes te chorei.
e aprender com ela que " (...) as minhas mãos não podem prender nada.".
E porque é dor, um dia é aceitação. Sair da Unidade da Dor, tirar o último cateter. Deixar que o Inverno morra em nós para a identidade voltar a espreitar, renovada.
Necessariamente difícil, absolutamente necessário. Às vezes, lindíssimo. E por isso é que é outra coisa...

terça-feira, abril 06, 2010

Sol da meia-noite

não ha morte sem homem

não sem homem há morte

não há homem sem morte

não sem morte há homem

não sendo homem a morte

não sendo morte o homem

vai sendo o homem a morte

vai sendo morte o homem

falando não a morte

falando não o homem

vai sem homem a morte

vai sem morte o homem

Ernesto

quinta-feira, novembro 26, 2009

morar

Queria contar-te uma coisa, sabes?... É. Mas para isso preciso de remontar às ervilhas que comi aqui no Verão e que, para desgosto póstumo de Exupéry, me deixaram estragada. Cresci então uma ervilha na barriga. Trago-a comigo, e ela cresce. É uma ervilha estragada – é aquela que me avariou.

Hoje sento-me num canto, mesmo debaixo da estante dos Ésses (Rodrigues dos Santos e Saramago espreguiçavam-se escandalosamente ao longo das prateleiras mais baixas) e colho um Silva. Uma Gota de Chuva, dizia ele. Uma gota de chuva. E só bastou.

No caminho para a continuação da minha gestação, esbarrei com O’Neil, que estava sentado mesmo a seguir à esquina da ala do Camões lírico. Falou-me da vertigem que nós éramos, a vertigem entre o real e o sonho, disse ele, com aquele olhar de quem semeia mas não olha para onde. E já o Vergílio tentou, quando era vizinho, morava no 5º andar, lembro-me tão bem... Falava de relógios e de velhos e coisas do género. Tinha de repetir sempre o que ele dizia para poder perceber ao menos o encadeamento das palavras, até que emudeceu.

Mas só aquela estava estragada. Só aquela me estragou. Só aquela não traguei, tendo deixado de poder tragar. Era intratável. O infame!

É isso. Desculpa. Estou estragada. Um homem morto e desgostoso tem a culpa. Ele é que não arrumou antes de partir, e eu tropecei naquele quarto... Eu farei, a sério que sim. Fazer sempre a cama antes de ir.

sábado, maio 09, 2009

Pensar incomoda como andar à chuva...

É a felicidade de uma criança na feira popular pela primeira vez. É uma festa, é um instinto, um arrepio! É uma alegria, um doce que não apetece engolir, um suspiro de satisfação. É um prazer, um deleite, um mimo para a alma. É do mais humano que pode haver, porque sensorial e quase quase quase! palpável. É viver!, é sentir, é respirar! É cuspir esquilhões de bocadinhos de salsicha no meio de uma gargalhada. É sentir tudo devagarinho e com as pontas dos dedos, mas só depois de muito rápido e de se ter melgulhado completamente. É chorar, porque é emocionar-se, mais ou menos racionalmente.
Sou eu. E, por isso, um bocadinho de ti. (Como é que tu não percebes??!)
.
O António um dia escreveu
Tudo é ilusão.
Sonhar é sabê-lo.
.
Fique-se com esta.

terça-feira, abril 14, 2009

Fragilidade

Esse baxel, nas praias derrotado,

Foi nas ondas Narciso presumido;

Esse farol, nos céus, escurecido,

Foi do monte libré, gala do prado.

-

Esse nácar, em cinzas desatado,

Foi vistoso pavão de Abril florido;

Esse Estio em Vesúvios encendido

Foi Zéfiro suave, em doce agrado.

-

Se a nao, o Sol, a rosa, a Primavera,

Estrago, eclipse, cinza, ardor cruel

Sentem nos auges de um alento vago,

-

Olha, cego mortal, e considera

Que és rosa, Primavera, Sol, baxel,

Para ser cinza, eclipse, incêndio, estrago.

Francisco de Vasconcelos

-

Gostei tanto do poema...é tudo verdade! Sinto-o hoje na minha pele.

terça-feira, março 24, 2009

Outono

Uma vez um homem encontrou duas folhas e entrou em casa segurando-as com os braços esticados, dizendo aos pais que era uma árvore.
Ao que eles disseram então vai para o pátio e não cresças na sala pois as tuas raízes podem estragar a carpete.
Ele disse eu estava a brincar não sou uma árvore e deixou cair as folhas.
Mas os pais disseram olha é outono.
Edson Russell

sábado, fevereiro 07, 2009

Para mim todos os dias são derrotas.

"Se vim ao mundo foi só para desflorar florestas virgens e desenhar os meus próprios pés na areia inexpugnada. O mais que faço não vale nada." Régio
Para quê tudo? Não sei. Mas acredito. O que interessa é ir. Ou ir indo. Sei que um dia vou perceber.

segunda-feira, maio 05, 2008

Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui...além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
.
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
.
Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois, se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
.
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... para me encontrar...
.
.
Florbela Espanca

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

IV

Nós somos loucos, não somos? Desta louca poesia, Desta riqueza dos pobres Que se chama fantasia! Ergamos pois nossa tenda E nosso lar de pobreza No mais ermo desses montes, No fundo da natureza. Se o frio apertar connosco, Pois não temos mais calores, Aqueceremos os membros Na fogueira dos amores! Se for grande a nossa sede, Tão longe da fonte fria, Contentar-nos-emos, filha, Com as águas da poesia! Assim à nossa pobreza Daremos a Imensidade... Que com isto se contente Nossa pouca seriedade. E, pois somos loucos, vamos Atrás dos loucos mistérios... Deixemos ricas cidades Ao sério dos homens sérios!
Antero de Quental
Primaveras Românticas

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Pretérito Imperfeito

Quando as luzes se apagavam E a festa acabava E tudo tomava um gole de silêncio E a noite adormecia ela própria Tu costumavas ficar Levavas-me aos jardins da cumplicidade Onde habitava aquele nós Cabia por inteiro no teu peito Cabíamos no mesmo sonho Na mesma rotina sempre nova Sempre melhor Costumavas ficar e Despedir-te naquele teu olhar esfíngico Que sempre escondeu, Qual cortina impenetrável, Todos os teus pensamentos Todos os teus desejos Os teus mais profundos segredos Sem nunca conseguires dizer "Adeus!" Costumavas ficar e Prometias voltar e Fazias-me sonhar e Eras o mundo Eras o mundo a que eu queria voltar Por mais voltas que desse no infinito Por mais viagens que tivesse de fazer Eras a sobremesa Que completava cada dia E o fazia saber melhor.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Eis-me

Eis-me Tendo-me despido de todos os meus mantos Tendo-me separado de adivinhos mágicos e deuses Para ficar sozinha ante os silêncios Ante o silêncio e o esplendor da tua face Mas tu és de todos os ausentes o ausente Nem o teu ombro me apoia nem a tua mão me toca O meu coração desce as escadas do tempo em que não moras E o teu encontro São planícies e planícies de silêncio Escura é a noite Escura e transparente Mas o teu rosto está para além do tempo opaco E eu não habito os jardins do teu silêncio Porque tu és de todos os ausentes o ausente
Sophia de Mello Breyner Andresen, Livro Sexto

quinta-feira, novembro 01, 2007

Penso-te.

Penso-te. Porque não estás aqui. Porque não te posso tocar ou reconhecer. Porque não me posso agarrar a ti e dizer-te o quanto preciso de ti. Porque decidiste partir. Porque não estás aqui. Sinto-te. Porque foste sem explicar, porque não te despdiste, porque não cheguei a pedir-te desculpa. Porque choro e sei que se aqui estivesses ficarias atarantado sem saber o que dizer. (...) Porque não me deste tempo de me apaixonar por ti? Porque não me deixaste conhece-te? Porque não quiseste ficar? Porquê escolher ir? ...Porque não tiveste juízo? ________________Não serias tu. Acho que percebo. Havias-de querer tranquilizar-me. Sei que estás bem, agora. Imagino-te à mesa com Fermat, em conversa amena. Uma fatia de bolo do vinho do Porto e um café meio cheio à tua frente. Sim, pai, estás bem _____________ agora. Três mil visitas. Dedico-tas a ti.

sábado, outubro 06, 2007

[Untitled]

"É tão estranho, os bons morrem jovens Assim parece ser quando me lembro de você Que acabou indo embora cedo demais... Eu continuo aqui com meu trabalho e meus amigos E me lembro de você em dias assim Um dia de chuva, um dia de sol(...) (...)E o que sinto eu não sei dizer - Vai com os anjos, vai em paz(...) (...)Não é sempre, mas eu sei Que você está bem agora."

domingo, setembro 23, 2007

Grey Days

foto do google
"Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem, cada um como é."
Alberto Caeiro [Fernando Pessoa] (1888-1935)
É o poema mais pequeno que conheço. Trouxe-mo a minha mãe, a dizer que ele tinha a minha cara. Disse "Para todas as pessoas este poema tem um sentido. Para ti, quer dizer exactamente o contrário.".
**
As pessoas dizem sempre "está um óptimo dia", quando vêm um céu limpo. Não percebo porquê. É pura teimosia que transmitem ao seu cérebro. Nos dias cinzentos, é quando há mais acidentes nas estradas. Porque a cinza do céu apaga as cores da retina - e as pessoas vêm tudo cinzento. Quem vê tudo cinzento, não destingue um vermelho dum verde, não repara nas passadeiras, não se apercebe de um sinal de proibição, fica sem reacção à cor dos carros que passam. Para estes cérebros, o cinzento é uma cor pesadíssima. (Toda a gente diz que o preto, o breu, é a ausência de cor. Eu acho que para o cérebro, é o cinzento.) O pesar que esta cor que vem do céu tem sobrecarrega a memória, o sistema imunitário, abranda os reflexos, afecta todo o funcionamento normal do corpo.
Tudo porque mandámos dizer aos miolos que o dia estava péssimo quando não descobrimos o Sol.
É preciso ser muita humano, pah...

sexta-feira, março 30, 2007

A Tua Rua, por Ana Campos

É-me fisicamente impossível Estar onde quero, neste momento. Resolvi apagar as luzes E libertar o meu pensamento. Daqui de dentro não devo sair: É tarde. E não te sei mentir. Ainda que não possa, A rua chama, A noite chora, (salpicando o céu) A lua brilha... Sempre e sempre sem ninguém reparar, Parar a olhar Deter o compromisso e o horário A obrigação e o dever O fazer mas não querer... Onde quero estar, não estou e onde podia estar, Estás tu no meu lugar. Deita o puto Ele há-de ser homam. Abandonará essa rua. Seguirá sua vida. Esquecer-se-á da lua. A tua rua é um lugar espectacular. Não é tua; No entanto, vives lá tu. Contigo e por ti Vivem e passam montes de pessoas. Isso a torna tão especial. Todas têm a sua vida, O seu problema por resolver, Os seus sonhos e inutilidades. Só reparam em ti quando lá não estás. Porque pensam Ena, não está ninguém na rua. Podias estar lá, mas não estás. Se lá estivesses, em ti teriam passado o olhar e seguido o seu caminho. No máximo e no mínimo Estaria alguém na rua. Naquela, Também tua. Mas, para repararem em ti, ainda tem de faltar o resto das pessoas. Para lá não estar ninguém, excepto o puto que pensar e observar que à sua volta não existe Ninguém. A tua rua é um espectáculo, Vai dar a um sítio. Há outra saída. Podes escolher: A esquerda ou a direita. Se não quiseres nenhuma, Ainda podes entrar em casa Até teres caminho por onde seguir. Os carros passam, Estende-se o nevoeiro, Acorda o sol, Passa das nove e já tudo saiu. A porta bateu.
E o puto sorriu.
Com a pronta revisão do professor António Silva,
poema dedicado ao Daniel Correia,
que faz hoje 13 anitos...
Apanhaste-me!
...Parabéns, amigo. Que me apanhes muitas vezes mais!
Adoro-te! Mas acho que iso já tinhas percebido...

terça-feira, junho 20, 2006

AS MINHAS ASAS

Eu tinha umas asas brancas, Asas que um anjo me deu, Que, em me eu cansando da terra, Batia-as, voava ao céu. – Eram brancas, brancas, brancas, Como as do anjo que mas deu: Eu inocente como elas, Por isso voava ao céu. Veio a cobiça da terra. Vinha para me tentar; Por seus montes de tesouros Minhas asas não quis dar. – Veio a ambição, co'as grandezas, Vinham para mas cortar Davam-me poder e glória Por nenhum preço as quis dar. Porque as minhas asas brancas, Asas que um anjo me deu, Em me eu cansando da terra Batia-as, voava ao céu. Mas uma noite sem lua Que eu contemplava as estrelas, E já suspenso da terra, Ia voar para elas, – Deixei descair os olhos Do céu alto e das estrelas... Vi entre a névoa da terra, Outra luz mais bela que elas. E as minhas asas brancas, Asas que um anjo me deu, Para a terra me pesavam, Já não se erguiam ao céu. Cegou-me essa luz funesta De enfeitiçados amores... Fatal amor, negra hora Foi aquela hora de dores! – Tudo perdi nessa hora Que provei nos seus amores O doce fel do deleite, O acre prazer das dores. E as minhas asas brancas, Asas que um anjo me deu Pena a pena me caíram...
Nunca mais voei ao céu.
(Almeida Garrett- Flores sem Fruto)

quinta-feira, abril 20, 2006

A Tabacaria

Num dia em que percebo poemas, Fernando Pessoa e, sobretudo, Álvaro de Campos (nem todos os dias são dias de poemas, quanto mais de Fernando Pessoa, longe de Álvaro de Campos. Pelo menos para mim..) resolvi procurar pela Tabacaria. Já tinha lido os primiros quatro versos, mas pareceram-me apenas quatro versos. "Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo." E depois dei uma vista rápida ao poema (dava para 5páginas A4 no tamanho 11 de uma letra relativamente pequena) e desisti. Hoje procurei por ele. Hoje compreendi-o. Acho eu. E percebo agora porque me aconcelharam a lê-lo. "Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou? Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!" "Ele morrerá e eu morrerei. Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos. A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também. Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta, E a língua em que foram escritos os versos. Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu. Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas, Sempre uma coisa defronte da outra, Sempre uma coisa tão inútil como a outra, Sempre o impossível tão estúpido como o real, Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície, Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra." Mas..."show must go on", como diziam os Queen. Quando estamos como o meu querido JC, ou mais perto de Álvaro Campos, vazios, sem nexo..a "realidade plausível" cairá sempre de novo em cima de nós, como que para...nos acordar. Depois há um rosto amigo, que nos conforta, mesmo que seja unicamente pelo facto de não nos ser apenas mais um que podemos ver da janela do quarto. "Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me. Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu." obrigada, Inês... nem sei o que dizer e como responder à ajuda que me ofereceste... espero que um sorriso amigo, conhecido e cheio de gratidão chegue por agora, mesmo que não o consigas ver, espero que o consigas sentir...........